domingo, 18 de setembro de 2011

Buffy, The Vampire Slayer - Série 1 (1997)

Buffy Summers acaba de mudar-se para Sunnydale e, assim que começa as aulas na sua nova escola, conhece novos amigos e o bibliotecário da escola... ao mesmo tempo que investiga a morte dum rapaz cujo corpo foi encontrado nos balneários, corpo esse que tem duas marcas distintas no pescoço.
Ao longo da sua investigação, onde Buffy sente que o seu passado a persegue, descobre que o bibliotecário, Giles, é um observador que ela é uma caçadora de vampiros. Juntamente com Giles, Xander e Willow, os seus novos amigos, Buffy vai defrontar vampiros e monstros de toda a espécie que vão surgindo em Sunnydale, cidade que é um ponto de convergência para actividades paranormais.

Criada por Joss Whedon, que já havia escrito o filme estreado em 1992, esta versão de Buffy, The Vampire Slayer é mais fiel à visão original de Whedon: um misto de comédia, terror, aventura e romance, destinado a um público mais jovem mas onde o público mais velho pode também aderir.
Apesar de algumas ideias algo estranhas e aparentemente ridículas, a série consegue sempre ter piada, devido às personagens convincentes,aos actores bem escolhidos e às várias referências que vai esgalhando.
Sarah Michelle Gellar entrou para a história da televisão como Buffy, a adolescente de 16 anos que tem como destino ser a caçadora de vampiros, ao mesmo tempo que quer tentar seguir uma vida normal, Nicholas Brendon é Xander, o fiel amigo de Buffy e apaixonado pela mesma, servindo de comic relief, Allyson Hannigan é Willow, a melhor amiga de Buffy e a segunda comic relief (pessoalmente com mais piada que Xander, apesar deste sair-se bem), Charisma Carpenter é Cordelia, a cabra da escola e Anthony Head é Giles, o observador e mentor de Buffy.
Sem nunca se levar a sério, com bons momentos de comédia e aventura, uma Sarah Michelle Gellar perfeita como Buffy, um delicioso cheiro a baixo orçamento nesta primeira temporada e um universo único criado por Joss Whedon, Buffy, The Vampire Slayer tornou-se num fenómeno popular no final da década de 90, entre adolescentes e adultos, devido à sua originalidade e criatividade, acabando por tornar-se numa série influente, recheada de referências cinematográficas e televisivas.
Uma série que nunca pensei ver e que está a revelar-se aquilo que a tornou popular e aclamada: uma boa surpresa e objecto de culto.

Classificação:
****

Buffy, The Vampire Slayer, de Fran Rubel Kuzui (1992)

Buffy Summers é uma estudante universitária, pertencente à claque de cheerleaders, e com uma vida fácil. No entanto, um homem misterioso, Merrick, persegue-a e revela a verdade: Buffy é uma caçadora de vampiros e terá de iniciar o seu treino, numa altura em Lothos, um perigoso vampiro, está prestes a regressar para matar Buffy.
Misturando comédia adolescente com terror, Fran Rubel Kuzui leva o argumento de Joss Whedon ao cinema. No entanto, o trabalho de Kuzui é bastante fraco e sem originalidade, criando momentos cómicos bastante falhados e nunca conseguindo ser também uma obra de terror.
O argumento de Whedon é, visivelmente, bastante alterado, de forma a poder criar-se uma comédia mais ligeira para o público adolescente, perdendo assim qualquer hipótese de ser algo mais arriscado e original.
Kristy Swanson acaba por não ser uma má Buffy, apesar de não estar muito à vontade, Luke Perry não consegue ser bom actor, Paul Reubens não está mal (a sua morte improvisada é o melhor do filme), Donald Sutherland está lá para ganhar o cheque e Rurger Hauer está lastimável como Lothos.
Esta primeira versão de Buffy não é vista por Joss Whedon como uma prequela à série de culto protagonizada por Sarah Michelle Gellar: Whedon acabaria por adaptar o argumento original (onde Buffy queima o ginásio da escola) para comics, sendo esse o verdadeiro início da saga de Buffy, não este filme.
Uma comédia que, devido à série, acabou por ganhar estatuto de culto mas que acaba por ser uma obra fraca, sem chama.
Destaque para as participações de David Arquette e Ben Affleck, este um figurante por aqui.

Classificação:
**

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Smallville - 2001/2011

Após uma chuva de meteoros atacar a pequena cidade de Smallville, no Kansas, o casal Kent descobre uma nave extraterrestre e um pequeno rapaz.
Anos mais tarde, esse pequeno rapaz é Clark Kent e encontra-se na faculdade quando começa a descobrir que tem habilidades que mais ninguém possui. Após descobrir a verdade, Clark começa a tentar controlar os seus poderes e deseja descobrir as suas verdadeiras origens, enquanto tenta manter a integridade que os Kent lhe ensinaram.
Smallville é uma nova versão da origem de Superman, onde podemos ver aquilo que nunca nos tinha sido contado: a descoberta dos seus poderes e como Clark Kent/ Kal-EL aceita o seu destino.
Ao longo de 10 anos, esta origem foi contada: as reviravoltas foram muitas, surgiram episódios com premissas ridículas (pastilha elástica contaminada com Kryptonite, por exemplo), várias alterações na verdadeira mitologia de Superman mas, ao fim de 10 anos de aventuras, Smallville surpreende!
Apesar do seu lado telenovela e teen, Smallville consegue assumir-se como uma série de super-heróis (mais a partir da sua quinta temporada). E nesse aspecto, apesar de várias falhas (e a série tem muitas), consegue sempre seguir os caminhos que determinados produtos exigem e consegue fazê-lo bem.
No aspecto de telenovela, temos o romance entra Clark e Lana Lang, romance esse que os fãs da personagem sabem que terá um fim. Ao longo de grande parte da série, Lana é o grande amor de Clark e tal romance começa bem, perdendo-se bastante pelo meio (a personagem de Lana chega a um ponto em que fica algo irritante, apesar do seu constante desenvolvimento e evolução) e termina de forma tocante, algo que, depois de tantos acontecimentos e de algum cansaço pela personagem, conseguiu surpreender e emocionar.
Após Lana Lang, surge aquele que será o par romântico de Clark, Lois Lane, uma destemida rapariga, filha dum general militar, que eventualmente tornar-se-á na bem sucedida repórter do Daily Planet. E quando tal romance surge, a série aposta tudo e consegue criar uma boa história romântica entre as personagens, algo que teria de ser fundamental.
A nível de actores, Tom Welling é o protagonista e, apesar de ver-se que não é bom actor, conseguimos ver o seu desenvolvimento (ao mesmo tempo que Clark fica mais adulto, Welling também). Welling está muito pouco à vontade no início da série mas, com o passar do tempo, ganha confiança e maturidade para o papel que desempenha. Kristin Kreuk (Lana Lang) é actriz competente para o interesse amoroso de Clark mas para heroína de acção deixa muito a desejar. Allison Mack (Chloe) acaba por ser a melhor actriz do elenco residente, sempre competente e com uma boa personagem que muda bastante ao longo da série. O outro grande trunfo do elenco é Michael Rosenbaum (Lex Luthor), que consegue criar um excelente Lex e que vai tornando-se num bom arqui-inimigo de Clark. Annete O'Toole (a Lana Lang de Superman 3) e John Schneider são os Kent e são uma excelente adição.
Apesar de todas as aventuras, efeitos especiais (de baixo orçamento) e momentos fracos, Smallville é uma série de mitologia e uma série de desenvolvimento das suas personagens. Tal como a série vai-se alterando com o passar dos anos, também as personagens mudam, tornando-se mais adultas. Um dos pontos fortes é o desenvolvimento da amizade entre Clark e Lex, amizade essa que os tornará inimigos eternos.
Após 10 anos de aventuras, Smallville chega ao fim com Clark a aceitar o seu destino e a envergar o fato (apesar de aparentes problemas de direitos que não permitiram visualizar o fato como deveria ser e dos efeitos especiais), num final que não envergonha a série, conseguindo dar uma conclusão a todas as questões que a série levantou e a dar uma última dose de aventura.
Ao longo dos 10 anos de Smallville, foram várias as referências a tudo o que pertence ao universo de Superman: vilões (Brainiac, ZOD, etc.), heróis (Green Arrow, Metallo, Aquaman, Hawkman e referências Green Lantern, Batman, etc.), outros produtos de Superman (com participações de Dean Cain, Teri Hatcher, Magot Kidder e a participação mais tocante e bem conseguida, Christopher Reeve, sempre em excelentes momentos) e até mesmo na banda-sonora (com excertos da música de John Williams, especialmente na participação de Reeve e no último plano da série) e em várias frases conhecidas dos comics (faster than a speeding bullit, This is a job por..., etc.). Para além das referências a tudo o que envolve Superman, a série ainda ganha por referenciar vários filmes e séries que fazem parte da cultura popular, especialmente através de Chloe, uma espécie de Veronica Mars de segunda categoria.
Apesar das baixas expectativas (algo que ajudou a apreciar a série), Smallville revela-se uma boa e divertida série de aventuras, aventuras essas que quando chegam ao fim, deixam algumas saudades. Uma surpresa, apesar das várias falhas e várias histórias fracas pelo meio (exemplo máximo nesse aspecto é a história de Lana na quarta temporada...). Um guilty pleasure.

Classificação:
***

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cowboys & Aliens, de Jon Favreau (2011)

Após acordar sem memória e com um estranho aparelho no pulso, um forasteiro vai parar a uma pequena cidade. Lá é reconhecido como sendo um criminoso e é preso pelo sherife local. No entanto, um ataque realizado por naves estranhas atormenta a cidade e leva alguns dos habitantes, onde se inclui o filho do homem mais temido da região, o Coronel Dollarhyde. Este junta-se ao forasteiro e decidem descobrir quem organizou o ataque e resgatar os habitantes.
Realizado por Jon Favreau (Iron Man), produzido por Steven Spielberg e Ron Howard e com Damon Lindeloff (Lost) como co-argumentista, Cowboys & Aliens tinha tudo para ser um dos blockbusters do Verão. Juntando-se a essa equipa de peso, temos Daniel Craig, Harrison Ford, Olivia Wilde, Sam Rockwell e Paul Dano no elenco. No entanto, o juntar de dois géneros totalmente distintos já deu origem a experiências dolorosas (Wild, Wild West) e muito se receava que fosse acontecer o mesmo.
Tal não aconteceu. Temos aqui um blockbuster interessante e que acaba por entreter. No entanto, o filme acaba por perder-se um pouco e Favreau, que já provou ser um bom realizador, cria alguns momentos aborrecidos ao longo do filme.
O elenco principal está bem aproveitado: Craig é um bom herói, apesar da sua história ser algo mal aproveitada, Ford é Ford e convence sempre, Wilde é uma boa protagonista feminina mas o elenco secundário é mal utilizado: Rockwell tem uma personagem simples que serve por vezes como comic relief (quando poderia ser mais que isso) e Dano mal aparece em ecrã mas quando aparece convence. As cenas de acção são competentes, apesar dum combate final que deixa muito a desejar.
O problema acaba por estar no argumento, que poderia ter sido mais ousado, e na realização de Favreau, que acaba por falhar no ritmo que seria necessário para esta aventura.
Apesar das boas intenções (homenagear o Western era uma delas) e apesar dum trabalho competente, esperava-se mais deste Cowboys & Aliens, especialmente tendo em conta a equipa envolvida. Apesar disso, não é o desastre que poderia ter sido mas deveria ter sido melhor.

Classificação:
**/5

Friends With Benefits, de Will Gluck (2011)

Dylan e Jamie tornam-se bons amigos devido à sua relação profissional: ela é uma caçadora de talentos e ele um jovem e promissor talento do mundo da publicidade. Desgostos com a vida amorosa de cada um, devido a relações falhadas, os dois decidem tornar-se amigos amigos coloridos, evitando uma relação séria e sem compromissos, apenas sexo.
Realizado por Will Gluck (realizador do bem recebido Easy A), Friends With Benefits utiliza uma fórmula mais que gasta, fórmula essa já usada ainda este ano no fraco filme de Ivan Reitman, No Strings Attached, com Ashton Kutcher e Natalie Portman (a título de curiosidade, este último teve de mudar de título devido a direitos de autor). No entanto, Gluck consegue criar uma comédia romântica que sabe que caminhos percorrer e que sabe satirizar outros filmes dentro do género. Eventualmente, o filme acaba por cair nos clichés do costume mas acaba por ser propositado, tal como o desenlace final, sempre a conseguir ironizar o género e os seus clichés. E aqui está um dos seus pontos fortes que acaba por ter uma fraqueza: enquanto satiriza os seus pares, Friends torna-se também numa comédia romântica, utilizando alguns dos seus clichés. Talvez houvesse espaço para inovar nesse aspecto.
Apesar da sátira às comédias românticas estar bem conseguido na maior parte, o ponto forte do filme é o par de protagonistas: Justin Timberlake e Mila Kunis. Timberlake prova cada vez mais que poderá ter realmente futuro no cinema e Kunis prova que é uma das melhores actrizes comerciais do momento e que também tem um futuro risonho. Os dois têm carisma e química e trabalham com alguns diálogos bem conseguidos e bem entregues pelos actores. Para além de Timberlake e Kunis, o elenco secundário também é de destacar: Patricia Clarkson (sempre excelente), Woody Harrelson (divertido), Richard Jenkins e uma pequena participação daquela que poderá ser a actriz do momento, Emma Stone (Zombieland, Easy A), num pequeno mas engraçado papel.
Friends With Benefits não é uma das melhores comédias românticas dos últimos tempos mas, surpreendentemente, é uma boa adição ao género e consegue utilizar ao máximo o elenco que tem e a ideia de satirizar o género.

Classificação:
***