domingo, 26 de junho de 2011

Mad Men - Série 1 (2007)

Mad Men é um termo dado às mentes criativas das agências publicitárias da década de 60, sendo que tal termo foi criado por tais mentes.
Mad Men é uma série cuja acção tem lugar nos meandros duma agência publicitária no início da década de 60. No entanto, a série centra-se numa das maiores e mais talentosas mentes da empresa Sterling/Cooper, Don Draper, um executivo com um passado atormentado e misterioso. No entanto, a série dá-nos ainda espaço para conhecer-mos outras personagens da empresa e ficarmos a conhecer os seus problemas e defeitos.
O ambiente dos anos 60 é simplesmente fenomenal: temos uma reconstituição da época brilhante, alguns momentos relacionados com eventos históricos e políticos decorridos na altura, o facto de que era um mundo de homens e as mulheres eram vistas como objectos e que muitas deveriam ficar em casa e começamos ainda a assistir à emancipação da mulher, querendo lutar por uma carreira e tendo os mesmos direitos que os homens. Vários temas que conseguem ser muito bem abordados ao longo desta primeira temporada.
O argumento e os diálogos são soberbos e deliciosos, a realização é exemplar, a fotografia parece quase tirada de filmes dos anos 60, a banda-sonora encaixa-se perfeitamente na série e as interpretações são fenomenais, destacando Jon Hamm (Don Draper), Elizabeth Moss (Peggy) e Vincent Kertheiser (Pete Campbell).
Uma série genial, inteligente e adulta, merecedora dos prémios e reconhecimento que tem ganho e o melhor drama televisivo da actualidade (e um dos melhores da televisão em geral). Simplesmente brilhante!

Classificação: 
★★★★★
 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Resumo de temporada de séries 2010/2011 - Parte 3

Hoje finalizamos o nosso resumo das temporadas assistidas nestes últimos meses. Desta vez serão apenas duas séries dramáticas exibidas em canais abertos.

Glee - 2ª temporada

Depois duma primeira temporada algo surpreendente e que provara que Glee não era apenas mais uma série para adolescentes, com bom desenvolvimento de personagens e alguns momentos divertidos e bem executados, esta segunda temporada começa a cair no caminho fácil e a pensar mais num público adolescente. Temos vários temas que são destinados mais a um público jovem (drogas fazem mal, beber faz mal, etc.) e mesmo as apostas musicais são, algumas vezes, dirigidas ao público adolescente. Custou-me engolir momentos dedicados a Justin Bieber e a Rebbeca Black a ao seu assustador Friday, por exemplo.
Quanto à qualidade dos episódios, foi variada, desde o mau até ao bom!
O episódio de abertura foi bom e divertido e dava boas esperanças para a nova temporada. Até veio o segundo episódio, dedicado a Britney Spears. Não é por não gostar das suas músicas, é pelo facto de, em 15 minutos, terem-se recriado 3 videoclips da cantora, dando a sensação que estava a ver um best off na MTV. O terceiro episódio foi um episódio também ele mau, forçado e sem nexo e piada.
Após alguns episódios, a temporada começou a melhorar e, mesmo sem ter o brilho da primeira temporada, conseguiu tornar-se numa temporada acessível e divertida.
O último episódio da temporada piorou a situação à série: cheio de lugares comuns, situações pouco credíveis e totalmente forçadas e ainda com um número musical final fraco e sem chama, esperava-se mais dum final que tinha tudo para ser melhor.

Classificação: 
★★★


Supernatural - 6ª temporada

Após cinco temporadas boas e de bom entretenimento, a série parecia ter chegado ao fim. Com um bom final onde todas as tramas estavam resolvidas, seria de pensar que os Irmãos Winchester arrumariam as armas de vez- No entanto, apesar do criador ter anunciado que seriam apenas 5 temporadas, as audiências ditaram o futuro da série e esta foi adiada para um sexto ano (com um sétimo já confirmado).
E tal decisão, depois dum final satisfatório, notou-se na qualidade desta sexta temporada. Os primeiros episódios deram a entender o estado de espírito dos argumentistas: perdidos, sem saberem o que fazer com as personagens, que rumo dar-lhes.
Ao terceiro episódio, a série começa a ganhar algum gás e começamos a ter as primeiras ideias da trama principal deste ano. Com alguns episódios de monstro da semana pelo meio (alguns muito maus, como o dos cães e o das fadas, simplesmente intragável), a série vai ganhando algum ritmo e interesse, através das alterações às personagens e os conflitos que cada uma tem. E esse que sempre foi um ponto forte na série continua em força.Onde a série perde nos casos da semana, ganha nos episódios dedicados à trama, sempre com bons episódios e excelentes cenas, especialmente o ante-penúltimo episódio, dedicado mais a Castiel, episódio que representa um dos melhores da série.
Apesar dum final que deixou algo a desejar e de alguns episódios simplesmente maus, Supernatural ainda conseguiu entreter, apesar de notar-se sempre a sensação de que esta era uma temporada desnecessária.

Classificação: 
★★★

Novos trailers #3

Hoje temos mais uma fornada de trailers novos. Começamos com o último trailer de Captain America, um dos potenciais últimos blockbyusters desta temporada. Estreia no início de Agosto entre nós:


Baseado numa história verídica, Killer Elite é um thriller de acção com Jason Statham e Robert DeNiro. O filme é ainda um remake dum filme de Sam Peckinpah, com Robert DuVall:


Outro remake, desta vez do musica dos anos 80 Footloose. Andie McDowell e Dennis Quaid são secundários:

Captain America - Novo Poster

O último filme de super-heróis deste Verão é Captain America, o famoso super-soldado criado na Segunda Guerra Mundial. Esta é a terceira adaptação da Marvel deste ano, após Thor e X-Men: First Class.
Aqui vamos ficar a conhecer a origem de Captain America e o filme será ainda a última aventura antes deste herói juntar-se a Iron Man, Hulk e Thor em The Avengers, a estrear em Maio de 2012.
Chris Evans é o protagonista, num elenco que conta com Hugo Weaving, Tommy Lee Jones, Stanley Tucci e Samuel L. Jackson. Joe Johnston (The Rocketeer, Honey, I Shrunk the Kids) é o realizador.
Estreia em Portugal no início de Agosto.

Sessão de Culto #31

Stand By Me, de Rob Reiner (1986)

Baseado na novela de Stephen King, 'The Body', Stand By Me é um conto de crescimento fantástico.
Após a morte dum amigo, um escritor relembra uma história de infância onde ele mais três amigos vão à procura dum rapaz desaparecido. Juntos vivem uma aventura perigosa, aventura essa que será uma verdadeira prova da sua amizade e coragem e a perda da inocência.
Os quatro protagonistas, Will Wheaton; River Ohoenix; Jerry O´Connell e Corey Feldman, brilham nas suas personagens, sendo prova de verdadeiro talento ainda em criança. Aliás, esta ainda deverá ser a melhor interpretação de Jerry O'Connell (Scream 2; Piranha 3D; Tomcats...). Rob Reiner, aqui quase em início de carreira e depois de ter realizado outra obra de culto, 'Spinal Tap', prova o seu talento, através duma realização segura e exemplar e conseguindo puxar dos seus rapazes verdadeiros desempenhos. O argumento está muito bem escrito e desenvolvido. Destaque ainda para a reconstituição da época, a banda-sonora, o vilão Kiefer Sutherland (papel que o revelou, juntamente com 'The Lost Boys') e ao cameo de John Cusack.
Um filme brilhante, um excelente conto de perda de inocência e uma autêntica história de amizade e coragem que ganhou estatuto de culto.

Classificação: 
★★★★★

terça-feira, 21 de junho de 2011

Novos trailers #2

Hoje colocamos no nosso espaço mais uma série de trailers de futuras estreias.
Começamos com Puss in Boots, o spin-off de Shrek. Antonio Banderas volta a fazer a voz da personagem e Salma Hayek junta-se ao actor. O filme estreia em Novembro:


Também a estrear no final do ano é The Muppets, o regresso dos famosos Marretas ao cinema. Amy Adamas, Jason Segal e Chris Cooper fazem-lhes companhia. O filme da Disney tem sido alvo dum marketing apelativo nos Estados Unidos:


Rise of the Planet of the Apes ganhou a passada semana um novo trailer internacional. Protagonizado por James Franco, este filme trata-se duma prequela ao filme original de 1968, Planet of the Spes, protagonizado por Charlton Heston:


30 Minutes or Less é a nova comédia de Ruben Fleischer (Zombieland), que volta a colaborar com Jesse Einsenberg. Ao lado de Eisenberg está Aziz Ansari (Parks and Recreation) e Danny McBride (Tropic Thunder; Up in the Air; Your Highness). Aqui fica o trailer Red Band:


Este Verão vamos conhecer o reboot de Conan com este Conan, The Barbarian. O filme será exibido em 3D e tem Ron Perlman no elenco. Aqui fica o trailer Red Band:


A 14 de Julho estreia em Portugal o último filme da saga Harry Potter, Harry Potter and the Deadly Hallows - Part 2. Foi agora disponibilizado o trailer final do filme:


Moneyball é um drama desportivo protagonizado por Brad Pitt e Jonah Hill. O filme estreia em Dezembro em Portugal e poderá ter presença na próxima temporada de prémios. Phillip Seymour Hoffman também participa:


Hoje surgiu o primeiro trailer de A Dangerous Method, o novo filme de David Cronenberg. O filme é protagonizado por Viggo Mortensen, Michael Fassbender, Keira Knightley e Vincent Cassel:


Finalmente, aqui fica um teaser do novo filme de Pedro Almodóvar, The Skin I Live In, com Antonio Banderas e Elena Anaya. O filme passou no Festival de Cannes e foi muito bem recebido:

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Box Office americano - 17 a 19 de Junho 2011

Esta semana, nos Estados Unidos, estreou o terceiro 'comic movie' do ano, o terceiro da temporada depois dos bem sucedidos e bem recebidos Thor e X-Men: First Class: Green Lantern.
Desta vez, a Marvel fica de fora sendo que Green Lantern é a adaptação ao cinema duma das personagens mais populares da DC Comics, depois de Superman e Batman.
No entanto, a popularidade de Green Lantern é mais limitada: não é uma personagem tão conhecida como as referidas e o próprio universo da personagem é mais fantasioso e mais difícil de agradar a um público pouco conhecedor de comics. Os trailers e posters não ajudam muito, mostrando esse lado muito fantasioso e sem explicar muito a trama do filme.
A Marvel já havia arriscado este ano com Thor, uma personagem difícil de transpor para o grande ecrã, e conseguiu fazê-lo bem, sendo do agrado do público em geral. O filme estreou com 65 milhões, já acumulou mais de 170 milhões e, para além de The Avengers, será alvo duma sequela.

Green Lantern não teve tanta sorte. O filme estreou com 53 milhões de dólares, sendo que 45% dessa quantia veio de exibições 3D, em que os bilhetes são mais caros. A estreia ficou atrás de Thor e dos 55 milhões de X-Men: First Class, que não foi exibido em 3D. A nível de bilhetes, acabou por vender menos que os dois filmes da Marvel e até mesmo que Fantastic Four e Ghost Rider.
A Warner e a DC Comics esperavam começar aqui uma nova franchise cinematográfica mas as coisas não estão com bom aspecto: a crítica foi feroz e o público não está muito contente com o filme, fazendo com que as descidas sejam grandes nas próximas semanas. O filme teve um orçamento de 200 milhões de dólares mas poderá acabar na casa dos 120-130 milhões. Obviamente, esperava-se mais.
Em 2º lugar encontramos Super 8. O filme desceu uns ligeiros 39%, acumulando 73 milhões. O filme, que custou 50  milhões, está a ser apreciado pelo público e poderá acabar com 130 milhões.
Em 3º lugar, temos Mr. Popper's Penguins, a nova comédia familiar de Jim Carrey. O filme estreou com uns modestos 18 milhões. Apesar dum orçamento de 50 milhões, o filme terá tempos difíceis: na próxima Sexta-feira estreia Cars 2 e promete roubar muito público a Carrey. No entanto, com um orçamento relativamente pequeno, Popper's Penguins poderá ainda tornar-se rentável.



Em 4º lugar temos X-Men: First Class, a prequela bem recebida da saga X-Men. O filme enfrentou concorrência directa com Green Lantern e perdeu 50% do seu público. No entanto, estando na sua terceira semana e enfrentando outro 'comic movie', a queda poderia ter sido maior. O filme acumulou até agora 120 milhões e está a caminho dos 145-150 milhões, um valor abaixo dos restantes filmes da saga mas o valor esperado pela Fox e pela Marvel, tendo em conta que é uma prequela/reebot da saga, sem nomes apelativos e sem Wolverine. As coisas têm bom aspecto para uma sequela.
No 5º lugar temos o filme mais rentável do ano nos Estados Unidos e a comédia com classificação 'R' (equivalente ao nosso maiores de 16) mais rentável de sempre a nível global: The Hangover - PartII. A sequela de Todd Phillips desceu 43% e já acumulou 233 milhões.
Logo depois temos Kung Fu Panda 2, descendo 45% e acumulando 143 milhões. Bridesmaids continua a apresentar descidas pequenas (29%) e já acumulou uns inesperados 136 milhões.
Midnight in Paris, o novo filme de Woody Allen, tem ganho mais salas com o passar das semanas e vai fazendo mais dinheiro. Até ao momento, já acumulou 21 milhões e poderá fazewr o dobro dessa quantia. The Tree of Life continua em poucas salas (114) e a ter óptimos resultados, já com mais de 3 milhões aumulados.
Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides tem tido uma performance decepcionante nos Estados Unidos (220 milhões até agora, muito atrás dos restantes filmes da saga) mas continua um monstro nas bilheteiras internacionais: com 952 milhões acumulados internacionalmente, é uma questão de tempo até passar a barreira de 1 bilião de dólares. A saga Pirates tem tido sempre uma performance muito forte fora dos Estados Unidos e este quarto filme é prova disso.

Para mais informações sobre o box office americano, podem consultar aqui.



Na próxima semana, os cinemas americanos recebem as estreias de Cars 2 e de Bad Teacher, a nova comédia com Cameron Diaz. Como será de esperar, o grande destaque vai para a nova animação da Pixar.

Ciclo Clássicos Disney #37

Ciclo Clássicos Disney

Em 2007, estreia Meet the Robinsons, uma comédia futurista que relata as aventuras duma família do futuro.
A Disney continua a apostar na animação computorizada, onde obtém bastante sucesso através dos filmes da Pixar, para não falar da sua grande rival, a Dreamworks, e outros estúdios que começam a dar cartadas fortes no género (a Fox, com a saga Ice Age).
Apesar de não ser uma obra deslumbrante, Meet the Robinsons consegue entreter o suficiente, devido a momentos divertidos e a uma boa animação.
Meet the Robinsons foi uma aposta ainda maior do que Chicken Little em termos de tecnologia 3D: o filme foi um dos primeiros filmes a ter um maior número de exibições 3D nos Estados Unidos e pelo mundo fora. A nível comercial, o êxito não foi tão grande com o de Chicken Little mas foi um êxito moderado para o estúdio.

Classificação: 
★★★


Terminámos o nosso ciclo dedicado aos clássicos da Disney. Não falámos de todas as obras, é certo, mas tais filmes não referenciados não deixam de ser menos importantes para a colecção e para o legado do estúdio. Depois deste Meet the Robinsons, a Disney continuou a apostar na animação computorizada (Bolt, Tangled) e voltou ainda à animação tradicional, um regresso refrescante e bem-vindo, que foi abraçado pela crítica e público (The Princess and the Frog).
Tangled, o último filme a estrear destes clássicos, foi um mega êxito comercial e crítico e foi também um filme importante para o estúdio: um excelente regresso ao estilo de filmes clássicos que o estúdio criou no passado (um conto de encantar à moda de Cinderella, por exemplo) e foi o 50º clássico Disney.
Que venha mais magia de qualidade da Disney...

Ciclo Clássicos Disney #36

Ciclo Clássicos Disney

Em 2006, estreia Chicken Little, o primeiro filme de animação computorizada totalmente feito apenas pela Disney e com exibições em 3D.
Chicken Little conta-nos a história dum pequeno pássaro que decide ajudar os seus vizinhos após o início duma invasão alienígena.
Apesar duma boa animação e de bons momentos de humor, Chicken Little acaba por cair nas armadilhas vulgares dos filmes do estúdio e perde alguma força. E esperava-se mais do filme da Disney que servia como um marco para o estúdio. No entanto, acaba por ser um bom entretenimento.

Classificação: 
★★★

domingo, 19 de junho de 2011

Ciclo Clássicos Disney #35

Ciclo Clássicos Disney

Em 2004, a Disney estreia aquela que anunciaram ser o seu último filme de animação feito tradicionalmente: Home on the Range.
Apesar de ter as músicas de Alan Menken (Aladdin) e de ser o último filme de animação tradicional da Disney, o filme foi um fracasso comercial e crítico.
O argumento é bastante simples e não é uma ideia muito bem desenvolvida. Muitas das piadas falham e mesmo os números musicais não resultam bem. Home in the Range é um dos filmes mais fracos da Disney.
No entanto, apesar do anúncio de não fazerem mais animações deste género, a Disney voltou recentemente à animação tradicional com The Princess and the Frog, um filme de qualidade superior e que resultou bem no box-office. E foi um bom regresso, refrescante numa altura de animação computorizada.

Classificação: 
★★

Sessão da Meia-Noite #31

The Twilight Zone - The Movie, de John Landis, Steven Spielberg, Joe Dante e George Miller (1983)

Baseado na clássica série dedicada ao sobrenatural, The Twilight Zone - The Movie traz-nos quatro histórias distintas, todas realizadas por fãs da série.
Muito ao estilo da série, temos por aqui caras conhecidas e elementos sobrenaturais e invulgares. Cada história é uma espécie de remake de histórias contadas na série marcante. No entanto, a que sobressai mais é o segmento protagonizado por John Lithgow, o monstro na asa do avião.
Temos aqui uma bela antologia, bem realizada e bem escrita, cada história enquadrando-se bem dentro do estilo de cinema de cada realizador.

Classificação: 
★★★★

Ciclo Clássicos Disney #34

Ciclo Clássicos Disney

Em 2003, estreia Brother Bear.
Após matar um urso, um caçador torna-se num urso como castigo pelos seus actos. Agora a única maneira de voltar à sua forma humana é através da companhia dum pequeno urso.
Usando apenas animação tradicional, Brother Bear é uma das obras menores da Disney deste novo milénio. Tem uma história simples e tem também todas as mensagens típicas dum filme Disney. No entanto, consegue entreter quanto baste.
Brother Bear foi um êxito menor para a Disney. Não chegando a valores astronómicos, conseguiu agradar o seu público alvo e ter boas pernas no box-office.

Classificação:
★★★

Sessão de Culto #30

The Breakfast Club, de John Hughes (1985)

Um grupo de cinco estudantes ficam de castigo na escola num Sábado. Cada um com as suas diferenças e problemas, os cinco jovens acabam por revelar os seus problemas e dificuldades uns aos outros, descobrindo que têm muito mais em comum do que pensavam.
John Hughes foi um dos grandes realizadores de filmes de adolescentes da história do cinema. Ainda hoje a sua influência é evidente e quem conhece o seu cinema reconhece tais influências facilmente. Este The Breakfast Club foi, juntamente com Sixteen Candles (o seu filme anterior), o filme que provou que os adolescentes não eram todos burros e superficiais. Hughes tratava e desenvolvia os adolescentes dos seus filmes como pessoas com problemas e complexidades e misturava tudo com humor simples mas inteligente. E é aqui que encontramos esta sua obra.
The Breakfast Club, para além de ter um bom argumento, tem um elenco de jovens actores que ficaram na memória das pessoas, alguns ainda hoje recordados pelo seu desempenho no filme.
Hughes criou um filme que viria a ganhar um enorme estatuto de culto e uma das obras mais recordadas da década de 80, devido à facilidade com que os adolescentes se identificavam com as personagens e com os seus problemas e devido a vários momentos marcantes.
Uma pequena jóia do cinema dos anos 80 e uma bela e excelente amostra do cinema de John Hughes, um realizador de culto.

Classificação: 
★★★★★

Ciclo Clássicos Disney #33

Ciclo Clássicos Disney

Em 2002, a Disney estreou Treasure Planet, mais uma incursão no cinema de animação de aventura e F.C.
Baseado na novela clássica de Robert Louis Stevenson, Treasure Planet leva-nos a uma procura dum tesouro. No entanto, em vez da acção ter lugar no passado, somos levados ao futuro onde, em vez das personagens procurarem uma ilha do tesouro, procuram um planeta do tesouro.
A animação de aventura e F.C. foi sempre uma jogada arriscada nas bilheteiras e, na grande parte das vezes, falha redondamente a nível comercial. Atlantis já havia sofrido tal destino e Treasure Planet foi um fracasso comercial ainda maior: tratava-se da maior aposta da Disney para o Natal de 2002, foi uma produção extremamente cara e o filme rendeu apenas 38 milhões. No entanto, não temos aqui um mau filme: apesar de não deslumbrar, Treasure Planet é uma boa aventura, com uma animação de qualidade, misturando animação tradicional com animação computorizada, mistura essa que resulta neste filme. Apesar dum argumento simples, o filme é um bom entretenimento.

Classificação: 
★★★

quarta-feira, 15 de junho de 2011

X-Men: First Class, de Matthew Vaughn (2011)

Erik Lensherr e Charles Xavier tornam-se melhores amigos enquanto perseguem Sebastian Shaw, um perigoso mutante que tem intenções de criar a terceira guerra mundial e aniquilar a raça humana. No entanto, enquanto Xavier quer impedir Shaw e usar tal para tentar criar uma existência pacífica entre humanos e mutantes, Erik quer apenas vingança e tem pouca fé em tal existência.
Situado em 1962 e misturando ficção com certos eventos reais, X-Men: First Class conta-nos a origem dos X-Men e a razão pelas quais Erik tornou-se Magneto e seguiu o caminho oposto de Xavier.
Realizado por Matthew Vaughn e co-escrito por Bryan Singer, realizador dos dois primeiros (e melhores) filmes da saga, First Class é um excelente perfeito duma prequela bem feita: um filme que tem razão de existir, já que conta uma história que era preciso ser dada a conhecer e ser aprofundada dentro da saga X-Men. Para além disso, First Class tem um óptimo argumento, recheado de bons diálogos e boas personagens e não está recheado de cenas de acção e efeitos especiais, como outros filmes do género: as cenas de acção surgem quando têm de surgir e os efeitos especiais são utilizados para ajudar a contar a história.
Matthew Vaughn (Kick-Ass) prova ser o realizador perfeito para a saga. Curiosamente, Vaughn era para realizar o terceiro filme da saga mas saiu do projecto devido a diferenças artísticas. Vaughn traz-nos uma realização exemplar, sempre com um excelente ritmo, com excelentes cenas de acção e ajudado por um elenco em grande forma: Kevin Bacon está de regresso como Sebastian Shaw e cria um grande vilão, James MaCvoy é um excelente Xavier, o elenco mais jovem é talentoso (especialmente Jennifer Lawrence e Nicholas Hoult) e Michael Fassbender traz-nos um grandioso Magneto, uma personagem imperfeita e conflituosa, através dum excelente trabalho do actor, fazendo com que seja cada vez mais um dos melhores actores da actualidade.
Inesperadamente, X-Men: First Class torna-se no melhor filme da saga e no melhor blockbuster de 2011 até ao momento: um verdadeiro espectáculo de Verão, com uma boa história e com um elenco que queremos voltar a ver nestas personagens. Exemplar!

Classificação: 
★★★★★
 

Ciclo Clássicos Disney #32

Ciclo Clássicos Disney

Em 2002, a Disney decide recuperar do seu fracasso comercial de Atlantis e estreia Lilo & Stitch.
Após a sua nave aterrar no Hawaii, o extra-terrestre Stitch acaba por ser adoptado por Lilo, uma rapariga havaiana. No entanto, cedo descobrem que Stitch é procurado pela lei.
Uma vez mais, a Disney recorre à animação tradicional, já que a animação computorizada estava a cargo da Pixar, cujos filmes são distribuídos pelo estúdio e que acabam por ser o verdadeiro rival da Dreamworks.
A Disney volta a ter um protagonista invulgar: um extra-terrestre, desta vez acompanhado por uma rapariga havaina. O resultado é uma aventura divertida e colorida e mais um êxito para o estúdio. Dois factores importantes para tal êxito são o facto do filme ter sido bem recebido pela crítica e pelo público e pelo seu marketing, cujos posters e trailers usam personagens conhecidas de filmes anteriores do estúdio, como Aladdin e Beuaty and the Beast.
Uma aventura divertida.

Classificação: 
★★★

Ciclo Clássicos Disney #31

Ciclo Clássicos Disney

Em 2001, a Disney estreia Atlantis: The Lost Empire.
Milo, um jovem aventureiro, junta-se a um grupo de exploradores com a issão de encontrarem a cidade perdida de Atlântida.
Mais uma animação tradicional, a Disney caminha aqui por terrenos perigosos: uma animação mais focada na aventura e na fantasia, com alguns momentos de comédia pelo caminho. Normalmente, tal género de animação falha nas bilheteiras e Atlantis não excepção.
Com um orçamento alto, Atlantis foi um fracasso para a Disney, apesar de ter rendido um pouco mais de 80 milhões e ter tido um custo de 90 milhões. O filme teve uma recepção morna por parte da crítica e, para além disso, viu a sua rival Dreamworks ter um mega-êxito com Shrek, o filme que colocou a animação desse estúdio no mapa duma vez por todas e que satirizava as animações da Disney.
No entanto, Atlantis não é um mau filme de aventuras: é um bom entretenimento e é ainda hoje recordado como tal.
Destaque para as vozes de Michael J. Fox, Leonard Nimoy e James Garner.

Classificação: 
★★★

Ciclo Clássicos Disney #30

Ciclo Clássicos Disney

Ainda em 2000, a Disney estreia uma obra de animação menor mas que seria, inesperadamente, mais bem recebida. Para além disso, The Emperor's New Groove é um filme ainda hoje recordado, tendo dado origem a uma série de animação.
O Imperador Kuzco é uma pessoa arrogante e sem consideração por ninguém. Após recusar salvar a casa de Pacha, um morador local gentil, Kuzco é alvo dum atentado à sua vida por parte da sua ex-administradora Izma. No entanto, a poção que o deveria ter morto transforma Kuzco num lama. Após conseguir fugir com vida, Kuzco encontra-se com Pacha e ambos lutam pelas suas vidas e por fazer com que Kuzco volte à normalidade e recupere o seu reino.
No mesmo ano em que a Disney estreia Dinosaur, estreia também este New Groove, mais um filme em animação tradicional. NO entanto, apesar da excelente animação, o grande trunfo do filme é ser uma obra da Disney diferente: o protagonista é uma personagem arrogante e egoísta, ao contrário dos restantes filmes, e o filme está repleto de comédia nonsense e extremamente inteligente e divertida. David Spade e John Goodman são as vozes principais.
SEm ser uma grande aposta do estúdio, New Groove foi um pequeno êxito de bilheteira e é hoje recordado como uma das comédias de aventura mais divertidas da Disney. Uma excelente animação e uma boa prova de que a Disney pode combater contra a Dreamworks, estúdio que, por vezes, cria animações que tentam fugir dos estereótipos criados pela Disney.

Classificação: 
★★★★

Ciclo Clássicos Disney #29

Ciclo Clássicos Disney

Em 2000, a Disney estreia Dinosaur, o primeiro filme da Disney sem o uso de animação tradicional.
Um dinossauro órfão terá de procurar um santuário após a sua terra ser destruída por uma chuva de meteoritos.
Apesar de usar uma animação mais evoluída, Dinosaurs é um dos filmes mais fracos dos clássicos Disney: uma história simples, cheia de clichés e sem a mesma magia que outras obras do estúdio. A Disney repara que está na altura de inovar e o primeiro passo é apostar neste tipo de animação. A Dreamworks começa a ser uma grande rival para o estúdio e este Dinosaurs não ajuda muito a combater o seu rival, apesar de bons resultados de bilheteira.
Hoje em dia é um dos filmes mais esquecidos do estúdio.

Classificação: 
★★

Ciclo Clássicos Disney #28

Ciclo Clássicos Disney

Em 1999, a Disney estreou Tarzan, uma nova adaptação da história de Edgar Rice Burroughs.
Um rapaz é encontrado sozinho na selva e acaba por ser criado por macacos. Já crescido, Tarzan conhece Jane e descobre que é realmente um homem. Aqui deve decidir que caminho tomar e descobrir a verdade sobre si.
Tarzan mistura animação tradicional com elementos em 3D, de forma a dar uma dinâmica diferente e mais inovadora à animação. O resultado é uma animação de grande qualidade, misturado com um bom elenco vocal, uma excelente banda-sonora e um argumento competente. Tarzan é uma excelente aventura da Disney e um filme divertido. É também um dos grandes êxitos da Disney do final da década de 90.


Classificação: 
★★★★


domingo, 12 de junho de 2011

Trailers do baú #4

Para comemorar os 30 anos de Indiana Jones, hoje dedicamos o Trailer do Baú à saga protagonizada pelo aventureiro arqueólogo.

Em 1981, Steven Spielberg, George Lucas, Harrison Ford e John Williams e companhia fazem história com a estreia de Raiders of the Lost Ark, uma das maiores e melhores aventuras de todos os tempos:


Em 1984, Spielberg e companhia estreiam Indiana Jones and the Temple of Doom, uma prequela a Lost Ark. Indiana Jones vai parar à Índia onde descobre que várias crianças estão a desaparecer numa pequena aldeia. Um filme mais negro e que foi mal recebido na altura. Hoje em dia, uma pequena minoria considera este o melhor filme da saga.
Nota pessoal: este foi o filme da saga que mais vezes vi quando era mais pequeno.:


Em 1989, Lucas e Spielberg voltam a trazer Indiana Jones ao grande ecrã com Indiana Jones and the Last Crusade, aquela que seria a última aventura de Jones até 2008. Indiana Jones é aqui acompanhado pelo seu pai, Henry Jones, e têm de descobrir o Santo Graal antes das forças nazis. Harrison Ford é acompanhado por Sean Connery, o James Bond original, e forma uma das melhores duplas do cinema. Emocionante, divertido e uma das grandes aventuras do cinema:


19 anos depois da sua última aventura, Indiana Jones regressa! Agora nos anos 50, Jones junta-se ao seu filho, Mutt, para descobrir o reino da caveira de cristal. Apesar de ser o filme mais fraco, Ford continua em forma e o filme apresenta, por vezes, bons momentos de nostalgia. E apesar dos seus pontos fracos (Mutt a balançar nas árvores tipo Tarzan) ainda conseguimos ver aqui o espírito da saga e Spielberg dá uma verdadeira lição de realização de filmes de aventuras. Aqui fica o trailer de Indiana Jones and Kingdom of the Crystal Skull:


E em breve poderemos ter mais notícias acerca dum filme, actualmente em desenvolvimento.

Ciclo Clássicos Disney #27

Ciclo Clássicos Disney

Em 1998, a Disney decide estrear Mulan um filme algo diferente devido à protagonista e ao local onde se passa a acção.
Uma criada chinesa está determinada a salvar o seu pai de morrer no exército chinês. Para tal, ela decide ir no lugar do pai e, sem esperar, torna-se numa grandes heroínas da China.
A Disney decide arriscar ao criar uma filme com uma protagonista chinesa, algo que poderia prejudicar a bilheteira americana. No entanto, o filme resultou extremamente bem, foi bem recebido pela crítica e pelo público. Para ajudar, a Disney recorreu a Eddie Murphy para dar a voz a Mushu, o pequeno dragão que acompanha Mulan nas suas aventuras. Como é óbvio, Mushu serve também de comic relief no filme.
Com uma excelente animação, Mulan é uma grandiosa aventura épica por parte da Disney e um dos seus melhores filmes da década de 90.

Classificação:
8/10

Parabéns Indiana Jones!

Faz hoje 30 anos que estreou nos cinemas Raiders of the Lost Ark (ou Indiana Jones and the Raiders of the Lost Ark), a aventura de Steven Spielberg baseada nos serials dos anos 30 e 40. Foi a 12 de Junho de 1981 que o mundo conheceu  aquele que seria um dos maiores aventureiros da história do cinema. Harrison Ford encarna a personagem perfeitamente e, após 30 anos, a saga Indiana Jones é ainda descoberta por miúdos e graúdos. Uma personagem intemporal que agora faz anos.
Obrigado pelas lembranças e pelas excelentes aventuras!

Nota pessoal: Raiders of the Lost Ark é o meu filme de aventura preferido.

Ciclo Clássicos Disney #26

Ciclo Clássicos Disney

Em 1997, a Disney estreia Hercules dos realizadores de The Little Mermaid e Aladdin.
Hercules é o filho dos deuses gregos Zeus e Hera e é-lhe retirada a imortalidade quando é ainda criança. Hercules deve assim tornar-se num verdadeiro herói.
Com as vozes de Tate Donovan, Danny DeVitto e James Woods, Hercules é uma das aventuras mais cómicas do estúdio, onde utiliza a comédia non-sense através da sua história e dos seus números musicais coloridos para entreter o espectador. Um bom divertimento.

Classificação:
7/10

Box Office americano - 10 a 12 de Junho 2011

Esta semana J.J. Abrams estreou a sua nova longa-metragem e o resultado foi uma estreia acima das expectativas. Super 8 é o primeiro filme não-sequela, não-reboot a estrear em 1º lugar nos últimos três meses (o último tinha sido Limitless). Super 8, produzido por Steven Spielberg estreou com perto de 38 milhões. O filme de F.C., inspirado pelos filmes do género que Spielberg realizou no início da sua carreira, superou as expectativas e teve uma estreia quase igual a District 9, outro projecto original sem caras conhecidas. O filme tem sido bem recebido pela crítica e pelo público e espera-se uma boa vida no box-office, havendo a hipótese de conseguir passar e bem a barreira dos 100 milhões. O filme teve um orçamento de 50 milhões.
Em 2º lugar, descendo 54%, está X-Men: First Class. A descida é a segunda mais pequena para um segundo fim-de-semana dentro da saga X-Men e é uma descida modesta, tendo em conta o género. O filme já arrecadou perto de 99 milhões e poderá acabar entre os 140, 160 milhões, uma quantia boa para um filme sem grandes estrelas e que tem pretensões comerciais iguais às do primeiro filme. O passa-palavra entre os fãs tem sido bastante positivo e as descidas das próximas semanas deverão ser bastante modestas.
Em 3º lugar temos The Hangover - Part II, que desceu 41% e acumulou 216 milhões. A sequela de Todd Phillips é agora o filme mais rentável de 2011 nos Estados Unidos e deverá acabar na barreira dos 250 milhões.
Em 4º lugar está Kung Fu Panda 2, mais uma sequela. A descida foi de 30%, acumulando 126 milhões em três semanas. Apesar da quantia, o filme encontra-se bastante atrás do primeiro filme. E esperava-se mais.
Em 5º lugar, temos mais uma sequela: Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides. O filme também passou a barreira dos 200 milhões neste fim-de-semana e ultrapassou a quantia de Fast Five (205 milhões), acumulando 208 milhões. A sua descida foi a mais pequena até agora, de 39%.
No resto do top 10, Bridesmaids continua a ter descidas bastante pequenas (15%) e já acumulou 123 milhões, Judy Moody and the NOT Bummer Summer estreou em 7º com uns péssimos 6 milhões, Midnight in Paris aumentou o número de salas em exibição e a sua percentagem subiu 121%, já acumulando 14 milhões em apenas 944 salas, um excelente valor tendo em conta o número de salas e a sua estreia limitada, Thor continua a ser rentável e já tem 173 milhões nos cofres e Fast Five continua também a ser uma preferência dos espectadores.
The Tree of Life  está em 11º lugar e está em exibição em 47 salas. Com uma exibição tão limitada, o filme já acumulou mais de 2 milhões, um excelente valor tendo em conta o número de salas que passam o filme.








Para mais informações acerca do box-office desta semana, podem ver aqui.

Na próxima semana, os cinemas americanos recebem nas suas salas Green Lantern e Mr. Popper's Penguins. O filme de Jim Carrey poderá surpreender, devido à falta de competição e por ser um filme para a família sem ser em 3D, e será uma prova para Carrey, para mostrar se ainda tem poder nas bilheteiras. Já Green Lantern é uma jogada arriscada para a Warner Bros./Dc Comics. Os fãs deverão ser os primeiros a ver o filme mas este poderá ser um filme que poderá afastar o resto do público, devido à sua elevada dose de fantasia. No entanto, Thor também era um projecto arriscado devido a esses mesmos motivos e resultou bem.

Ciclo Clássicos Disney #25

Ciclo Clássicos Disney

Em 1996, a Disney estreou The Hunchback of Notre Dame.
Baseado na novela clássica de Victor Hugo, o filme conta-nos a história de Quasimodo, um corcunda cuja profissão é tocar o sino da igreja. Após conhecer Esmeralda, uma dançarina cigana, Quasimodo decide enfrentar um ministro corrupto.
A Disney volta a usar vozes conhecidas para as suas personagens: Tom Hulce (Amadeus), Demi Moore, Kevin Kline e Jason Alexander (George Constanza de Seinfeld) são apenas alguns dos nomes que aqui participam.
O filme é uma melhoria em relação a Pocahontas mas ainda assim uma obra menos quando comparada a The Lion King e Aladdin. No entanto, temos aqui uma boa história, com excelente animação, boas músicas e é ainda uma boa aventura.

Classificação:
7/10

Novos trailers #1

O novo filme de David Fincher estreia na época de Natal e é o remake do primeiro filme da trilogia sueca Millennium. Rooney Mara e Daniel Craig são os protagonistas. Aqui fica o fantástico teaser do Feel Bad Movie of Christmas:


Aqui fica o novo trailer dum dos possíveis blockbusters deste Verão: Cowboys and Aliens. A aventura de F.C. é realizada por Jon Favreau (Iron Man 1 e 2) e protagonizada por Daniel Craig, Harrison Ford, Olivia Wilde e Sam Rockwell. O filme estreia no final de Agosto em Portugal:


Co-escrito e produzido por Guillermo Del Toro, Don't Be Afraid of the Dark poderá ser uma pequena surpresa dentro do panorama de terror americano. O filme é protagonizado por Guy Pearce e Katie Holmes. Aqui fica o primeiro trailer:


Para terminar por hoje, fica aqui o trailer de Horribles Bosses, uma comédia negra com Jasen Bateman, Jason Sudekis, Charlie Day, Jennifer Anniston, Colin Farrell, Kevin Spacey e Jammie Foxx. Estreia em Agosto em Portugal:

Ciclo Clássicos Disney #24

Ciclo Clássicos Disney

Em 1995, após o enorme êxito de The Lion King, a Disney estreia Pocahontas.
Pocahintas é a filha do chefe duma tribo índia. No entanto, Pocahontas apaixona-se por John Smith, um soldado inglês, numa altura em que os colonistas ingleses invadiriam a Virginia.
O estúdio decidiu continuar a usar nomes conhecidos para dar voz às suas personagens animadas e aqui usou um peso pesado: Mel Gibson faz a voz de John Smith. No entanto, o filme em si é bastante inferior às obras que a Disney estava a apresentar na altura. Apesar disso, tem uma boa animação e acaba sempre por ser sempre um bom entretenimento.
Christian Bale também dá a sua voz aqui, actor que curiosamente faria parte duma outra versão da história de Pocahontas em The New World, de Terrence Malick.

Classificação:
6/10

Sessão da Meia-Noite #30

Nightwatch, de Ole Bornedal (1997)

Um estudante de direito decide procurar um emprego nocturno enquanto termina os estudos. Após alguma procura, aceita um cargo numa morgue. Pouco tempo depois, começa a descobrir pistas relacionadas com várias mortes e torna-se no principal suspeito da polícia.
Realizado por Ole Bornedal, Nightwatch é um remake do filme 'Nattevagten', também de Bornedal. O elenco é liderado por Ewan McGregor, com uma prestação competente. O resto do elenco inclui Patricia Arquette, Josh Brolin e Nick Nolte.
Com um argumento básico e um bom ritmo, Nightwatch ganha bastante pelo suspense criado e pelo ambiente que apresenta, sempre escuro e arrepiante. Apesar de não surpreender bastante, os aspectos referidos conseguem entreter bastante.
Nightwatch é um bom thriller e um filme que merecia ser descoberto. Produzido por Steven Soderbergh.

Classificação:
6/10

sábado, 11 de junho de 2011

Ciclo Clássicos Disney #23

Ciclo Clássicos Disney

Em 1994, a Disney faz (uma vez mais) história ao estrear The Lion King.
Após ser enganado e ser forçado a pensar que matou o pai, Simba foge do seu reino e do seu destino de rei leão.
The Lion King é mais um ponto de viragem para a Disney: trouxe um elenco conhecido de vozes (Matthew Broderick, Jeremy Irons, James Earl Jones, Rowan Atkinson, Nathan Lane, Whoopy Goldberg), obteve a colaboração de Hans Zimmer para a banda-sonora, conseguiu também a colaboração de Elton John para o tema principal e, acima de tudo, obteve um êxito de crítica e de público estrondoso. The Lion King foi durante muitos anos, o filme de animação mais rentável de sempre, até que a sua coroa foi retirada por Finding Nemo. The Lion King fez mais de 300 milhões de dóalres, apenas nos Estados Unidos e permanece como um dos melhores filmes de animação de sempre.
Com um argumento fantástico, personagens cativantes, cenas de animação de cortar a respiração usando animação tradicional com animação computorizada, uma banda-sonora extraordinária e um vilão temível, The Lion King é um clássico imediato, um filme obrigatório e um dos melhores filmes de animação de todos os tempos!

Classificação: 
★★★★★

Ciclo Clássicos Disney #22

Ciclo Clássicos Disney

Em 1992, a Disney estreia Aladdin, dos realizadores de The Littel Mermaid.
Aladdin conta-nos a história de Aladdin, um ladrão de rua, que encontra a Princesa Jasmine por acidente. Os dois apaixonam-se mas sabem que Jasmine apenas se pode casar com um príncipe. Pelas ordens de Jafar, o conselheiro do Sultão, Aladdin é atirado para as masmorras, local onde encontra uma lâmpada. E dentro dessa lâmpada reside um génio que poderá ajudar Aladdin a obter o que deseja.
Após os êxitos estrondosos de The Little Mermaid e Beauty and the Beast, a Disney obteve um êxito ainda maior com este Aladdin. O filme rendeu mais de 200 milhões nas bilheteiras e a crítica e público renderam-se às aventuras do jovem ladrão. Com uma animação soberba e excelentes números musicais, Aladdin é ainda uma grande aventura, cheia de comédia e divertimento. Para além de todos estes aspectos, esta é a obra de animação que marca o género, no que diz respeito ao talento de vozes: a super-estrela Robin Williams faz a voz do génio mágico e o seu trabalho foi muito apreciado e mais um dos motivos pelos quais o filme e a personagem ficaram na memória das pessoas. A partir daqui, começou-se a procurar nomes conhecidos para os filmes de animação.
Aladdin é uma grande aventura da Disney e um dos melhores filmes do estúdio.

Classificação: 
★★★★★

Sessão de Culto #29

Better Off Dead, de Savage Steve Holland (1985)

Após ser deixado pela namorada, Lane Meyer fica com ideias de se suicidar. No entanto, acaba por conhecer Monique, por quem se apaixona. Meyer terá agora de enfrentar certos obstáculos e derrotar o seu rival amoroso, um perito em sky, para ganhar o coração da sua ex-namorada.
Realizado por Savage Steve Holland, um realizador/argumentista/animador, Better Off Dead é comédia interessante, cheia de bons momentos e com John Cusack como protagonista, na sua fase de filmes de adolescentes. Misturando a sua comédia algo louca e irreverente com sequências de animações bem conseguidas, Savage criou aqui uma das comédias de maior culto da década de 80 e um fime que merece ser redescoberto.

Classificação: 
★★★★

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ciclo Clássicos Disney #21

Ciclo Clássicos Disney

Em 1991, a Disney estreia The Beauty and the Beast e fez-se história!
Após o pai de Bella ser feito prisioneiro por uma criatura feroz, ela propõe ficar ela presa em vez do seu pai. Enquanto o seu pai tenta libertá-la, Bella descobre que o monstro é, na realidade, um príncipe que foi alvo duma maldição. Uma das mais belas histórias de amor nasce.
The Beauty and the Beast foi o primeiro filme de animação a ser nomeado ao Óscar de melhor filme, algo que deu um enorme impulso ao cinema de animação e um reconhecimento a este género. Para além disso, o êxito de bilheteira foi estrondoso e o filme é, ainda hoje, considerado uma das maiores obras de animação de sempre.
The Beauty and The Beast foi o filme que a Disney precisava: um filme que colocasse o estúdio em boa forma, sendo visto novamente como uma casa de magia e encanto. Apesar de The Little Mermaid já ter sido um bom regresso, esta obra foi a prova de que a Disney estava de regresso, em toda a sua glória. Uma excelente animação, um excelente musical e uma excelente aventura e história de amor! Realmente, uma das melhores animações de sempre.

Nota pessoal: The Beauty and the Beast é o filme de animação preferido da Tânia, colaboradora do Movie Wagon.

Classificação: 
★★★★★

Ciclo Clássicos Disney #20

Ciclo Clássicos Disney

Em 1990 estreia The Rescuers Down Under, a sequela de The Rescuers. Desta vez, os ratos Bernard e Bianca vão à Austrália salvar um rapaz e a sua águia rara de caçadores mortíferos.
Após o impulso que foi The Little Mermaid, a Disney regressa com um filme mais ligeiro e mais seguro e de qualidade inferior. O resultado foi um filme que ficou àquem do desejado nas bilheteiras e a esperança por um projecto melhor vindo da Disney. Ainda assim, é um filme divertido.

Classificação: 
★★★

Brevemente...

Ciclo Clássicos Disney #19

Ciclo Clássicos Disney

Em 1989, a Disney estreia The Little Mermaid, dos mesmos realizadores de The Great Mouse Detective.
O filme conta a história de Ariel, uma princesa sereia que faz acordo de forma a poder conhecer um príncipe humano. No entanto, o acordo serve de armadilha a Ariel.
The Little Mermaid foi um dos pontos de viragem para o estúdio. O filme venceu dois Óscares e foi um enorme êxito de bilheteira, rendendo mais de 100 milhões de dólares no box-office. A crítica foi unânime e este tornou-se num dos clássicos mais amados do estúdio. Para além disso, as músicas de Alan Menken tornaram-se também elas clássicas. Menken voltou a colaborar em futuros projectos da Disney.
Com uma animação fantástica, The Little Mermaid é um filme importante para a Disney e um dos seus melhores clássicos.

Classificação: 
★★★★

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Saga X-Men (2000 - 2009)

Com a estreia do quinto filme da saga de mutates da Marvel, o Movie Wagon decide revisitar os restantes filmes. A prequela X-Men: First Class estreia hoje nas nossas salas e tem sido alvo que boas críticas e apreciada pelos fãs.

X-Men, de Bryan Singer (2000)


Depois da Marvel ter adaptado ao cinema Blade, uma das personagens mais desconhecidas do seu universo, e ter resultados satisfatórios no box-office, foi decidido tentar levar uma franchise mais conhecida ao cinema. Tal honra coube a X-Men.
Num mundo em que os mutantes são descriminados pelos humanos, o Professor Charles Xavier lidera uma equipa de mutantes, os X-Men, para tentarem encontrar um equilíbrio entre as duas espécies. No entanto, o velho inimigo de Charles, Magneto, junta a sua irmandade de mutantes e cria um plano que poderá acabar com a raça humana. Usando a ajuda dos seus alunos e de Wolverine, um mutante canadiano com um passado desconhecido, Charles defronta Magneto.
Realizado por Bryan Singer (The Usual Suspects), X-Men foi o filme que deu início à onda de adaptações cinematográficas dos comics da Marvel (e não só). Apesar de cenas de acção fracas, o filme tem um bom argumento, situando o universo mutante num mundo realista, e com personagens bem desenvolvidas. Sente-se que esta primeira aventura de X-Men é um prelúdio para algo maior. Uma boa adaptação e um bom blockbuster. 

★★★★

X2: X-Men United, de Bryan Singer (2003)


Uns tempos depois dos acontecimentos do primeiro filme, um mutante ataca a Casa Branca e o Presidente dos Estados Unidos. Tal ataque poderá ser bastante prejudicial para a comunidade mutante. Para evitar mais ataques do mesmo tipo, o Presidente recorre à ajuda de William Stryker, um homem com um ódio aos mutantes e com uma agenda própria.
Após um ataque à Mansão de Xavier e após este ser raptado, os X-men têm de encontrar o mutante que atacou o Presidente (Nightcrawler) e juntar forças a Magneto, de forma a encontrarem Xavier e evitar o pior. Entretanto, Wolverine descobre que Stryker tem uma ligação muito forte ao seu passado esquecido.
Enquanto que o primeiro filme servia de prelúdio para esta sequela, o segundo filme transforma-se no filme de acção que os fãs desejavam: um filme maior e melhor que o primeiro, onde tudo está em jogo. As cenas de acção são espectaculares e bem construídas, o argumento continua a ser bem desenvolvido, tal como as personagens. Bryan Cox é Stryker, um excelente vilão, Hugh Jackman continua a brilhar como Wolverine, Patrick Stewart e Ian McKellen continuam excelentes como Xavier e Magneto e Singer surpreende todos com uma sequela em tudo superior ao primeiro filme. Um excelente blockbuster e uma das melhores adaptações de comics.

★★★★★

X-Men: The Last Stand, de Brett Ratner (2006)


Uma cura é encontrada, cura essa que permite os mutantes perderem as suas habilidades especiais e tornarem-se humanos. Como esperado, tal cura torna-se algo que irá destabilizar as já melhores relações entre as duas espécies. Enquanto Xavier tenta manter os seus alunos juntos, Magneto junta uma irmandade ainda maior, de forma a poder atacar tal cura e os seus criadores. Entretanto, Wolverine e Storm descobrem Jean Grey viva. No entanto, Jean está mudada e perigosa, sendo agora uma força enorme e destrutiva que poderá fugir do controle de Xavier.
X-Men: The Last Stand foi uma sequela com uma história atribulada: Bryan Singer saiu do projecto para realizar Superman Returns e entrou Matthew Vaughn, produtor britânico (Snatch), cujo único filme que havia realizado era Layer Cake, um filme de gangsters bem recebido pela crítica. Vaughn esteve bastante envolvido na pré-produção do filme até desistir do projecto, devido a diferenças criativas. E aqui entrou Brett Ratner, realizador de Rush Hour e aquele que era a primeira opção para realizar a primeira aventura de X-Men. Ratner entrou no projecto muito em cima da data de início de produção e teve de submeter-se à maior parte das ideias já idealizadas para o projecto, sem ter muito tempo para as desenvolver melhor.
Todos estes aspectos notam-se no resultado final: Ratner já não é, por si só, um grande realizador e opta aqui por uma realização segura. O problema é o desenvolvimento da história e das personagens. Wolverine, o verdadeiro protagonista da saga, deixa para trás o seu passado esquecido, algo que poderia ainda ser bem utilizado, e cria-se aqui uma história de amor forçada entre Wolverine e Jean, algo que estava a resultar nos filmes anteriores (através do triângulo amoroso) mas que aqui é tudo apressado e pouco convincente. Para além disso, temos aqui muitas personagens que acabam por não estar bem desenvolvidas e a trama principal perde-se bastante pelo filme. O pior de tudo é a adaptação duma das mais conhecidas e melhores sagas dos comics: Dark Phoenix. Uma saga histórica no mundo dos comics que aqui, apesar de ter alguns bons momentos, não é bem aproveitada.
X-Men: The Last Stand é o final desta trilogia de X-Men e é um filme que fica muito atrás do resto da saga. No entanto, ainda consegue entreter bastante e as cenas de acção estão bem conseguidas.
O elenco continua em forma, apesar de tudo e temos de dar o braço a torcer e reconhecer a coragem que aqui se teve em matar duas personagens bastante populares e importantes da mitologia X-Men.
Destaque para a presença de Ellen Page como Kitty Pryde.

★★★

X-Men Origins: Wolverine, de Gavin Hood (2009)

X-Men Origins: Wolverine era suposto inaugirar uma série de spinoffs de X-Men, onde seriam reveladas as origens de várias personagens do universo mutante. Como é óbvio, a primeira personagem escolhida é Wolverine, o mutante mais conhecido da Marvel e interpretado pela super-estrela Hugh Jackman.
Logan é um mercenário que, após deixar a sua equipa e o seu irmão Creed para trás, decide levar uma vida normal. No entanto, Creed encontra-o e mata a sua amada. à procura de vingança, Logan aceita o convite de Stryker para fazer parte duma experiência ultra-secreta, de forma a poder matar Creed. Mas Wolverien apercebe-se que há algo por detrás de tudo isto...
Hugh Jackman é a cabeça de cartaz desta prequela/spinoff da saga X-Men, um filme dedicado a Wolverine, aquele que era o verdadeiro protagonista da trilogia X-Men. Pelo caminho, encontramos várias ligações à saga e temos as respostas que procurávamos acerca do passado de Logan.
Apesar dos melhores esforços por parte do elenco (Jackman continua fantástico como Wolverine, Liev Schrieber é um excelente Creed/Sabretootth e Danny Huston está bastante bem como um Stryker mais jovem), o argumento é bastante fraco e as cenas de acção não são das melhores. Temos aqui um filme que acaba por ser mediano, apesar de conseguir entreter. No entanto, a saga e Wolverine mereciam mais e melhor.

★★★

A opinião do Movie Wagon a X-Men: First Class, de Matthew Vaughn, será publicada num post à parte durante a próxima semana.

Ciclo Clássicos Disney #18

Ciclo Clássicos Disney
 
Em 1988 a Disney estreia Oliver & Company, uma animação inspirada na obra de Cralhes Dickens, 'Oliver Twist'.
Oliver é um pequeno gato que acaba por ver-se perdido em Nova Iorque. No entanto, junta-se a um grupo de cães que praticam pequenos roubos pela cidade. Apesar de criar novas amizades, Oliver faz de tudo para encontrar a sua dona.
Com uma boa animação, Oliver & Company é mais uma das obras menores da Disney e um dos maiores êxitos do estúdio durante a década de 80, altura em que os filmes da Disney (e a animação em geral) não eram muito caros mas não eram também extremamente rentáveis, algo que estaria prestes a mudar.

Classificação: 
★★★
 

Drive Angry, de Patrick Lussier (2011)

Após a sua filha ser assassina por membros dum culto satânico e a sua neta ser raptada, Milton decide fugir do inferno para procurar o culto e vingar a sua filha, recuperando a neta bebé. Contando com a ajuda de Piper, Milton exerce a sua vingança sem limtes enquanto é perseguido pelo Contabilista, um homem imparável que tem como missão levar Milton de volta para o inferno.
Drive Angry tem todos os ingredientes para ser um filme de culto: é um filme série B, com violência, sexo e nudez gratuitos, nunca se leva a sério e sabe que é um filme mau mas que pretende usar tal facto a seu favor, tentando criar um produto divertido. O seu único defeito é pensar à partida que pode entrar facilmente dento desse clube restrito que é o dos filmes de culto. No entanto, todas as hipóteses de o conseguir, já que de resto tem todos os ingredientes para tal.
Como disse, Drive Angry sabe que é um mau filme, daí conseguir ser divertido: encontramos cenas de acção que levam o espectador a rir com o que vê, especialmente quando temos a personagem do Contabilista em cena. As interpretações são, na sua maioria, más, à excepção dos actores principais: Cage está competente como Milton (mas esperava-se mais loucura na sua personagem, imagem de marca do actor), Amber Heard também está competente o suficiente, Billy Burke larga a imagem de pai de Bella na saga Twilight e é o vilão líder do culto e o melhor de todos é William Fichtner como o Contabilista, uma personagem serve de comic reliefe(?) no filme e consegue-o muito bem.
De destacar o uso do 3D que não está mau de todo, apesar de desnecessário, conseguindo criar alguns efeitos bem interessantes (bom exemplo disso é uma sequência perto do final onde temos bom uso da tecnologia).
Drive Angry é uma obra digna de acompanhar os filmes Grindhouse de Tarantino e Rodriguez que, apesar de estar vários furos abaixo, tem o mesmo espírito e encaixa-se perfeitamente no género.

Classificação: 
★★★