segunda-feira, 31 de agosto de 2009

E o filme desta noite é...

The Break Up, de Peyton Reed (2006)
IMDB

Trailer:


Comentário:
The Break Up começa onde todas as outras comédias românticas terminam: no casal feliz, a viver junto. No entanto, após algumas discussões, Gary (Vince Vaughn) e Brooke (Jennifer Aniston) a sua relação termina. Como ambos vivem na mesma casa e como cada um a quer, decidem continuar a viver juntos mas a limitar áreas para cada um. Apesar de tudo, Brooke quer reconquistar Gary e vice-versa, entrando assim num jogo de sedução.
The Break Up revela ser mais um drama romântico do que uma comédia (culpa do marketing, que vendeu o filme como comédia e incluiu todas as cenas cómicas no trailer), ao contrário do que muitos esperavam. E, apesar de por vezes, os protagonistas entrarem em jogos algo infantis e pouco credíveis, acabamos por ter aqui um sólido e ligeiro drama romântico, perfeito para ver num domingo à tarde. AS cenas de comédia acabam por ter a sua piada, os dois protagonistas estão bastante bem, acompanhados por um elenco secundário bastante competente (onde destacamos os sempre excelentes Jason Bateman, Vincent D'Onofrio e Jon Favreau) e a realização de Reed faz o que lhe compete: não deslumbra, apenas conta a história da forma que deve ser. E o final acaba por ser um anti-cliché bem criado que, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, leva a uma conclusão típica duma comédia romântica. É só tomar atenção e perceber os sinais.

domingo, 30 de agosto de 2009

E o filme desta noite é...

Last Days, de Gus Van Sant (2005)
IMDB

Trailer:


Comentário:
Baseado nos últimos dias de Kurt Cobain, o vocalista dos Nirvana, Last Days é uma viagem poética de Blake, o membro duma conhecida banda. Aqui acompanhamos os seus últimos dias de vida e, através da extraordinária realização de Gus Van Sant, entramos dentro da personagem e sentimos o seu tédio, os seus medos e aquilo que ele mais ama: a música, forma de exprimir tudo o que lhe vai na alma, e a natureza, pela qual ele está rodeado. Blake é uma alma atormentada presa dentro de um corpo humano que, eventualmente, será liberta. Uma verdadeira obra poética, de poucas palavras e de grande poder visual. Van Sant, uma vez mais, traz-nos um trabalho exemplar e único, servido pela brilhante interpretação de Michael Pitt. Obrigatório.

sábado, 29 de agosto de 2009

Inglourious Basterds, de Quentin Tarantino (2009)

Era uma vez, na França ocupada pelos Nazis...
É assim que começa a nova obra de Tarantino, uma pequena frase que serve para avisar que esta é uma história que não será fiel ao que aconteceu na realidade, mas sim uma forma de Tarantino de ver a guerra. O enredo é simples: um grupo de soldados sem lei, The Basterds, estão encarregues de explodir um cinema onde passará uma ante-estreia de um filme de propaganda alemã, ante-estreia essa que será assistida pelos membros mais poderosos da Alemanha, incluindo Adolf Hitler. Pelo meio, temos ainda uma história de vingança, ao bom estilo de Tarantino.
Inglourious Basterds é um regresso aos filmes de guerra dos anos 50 e 60 mas 'Tarantino Stile'!. O realizador pega no género e não o reinventa... Em vez disso, respeita-o e pega em todos os seus clichés e dá uma volta de 380 graus, criando uma hábil história de guerra e de vingança como nunca vimos. O argumento do cineasta (que já trabalhava neste filme há anos) é algo brilhante e original, onde encontramos os habituais diálogos de Tarantino, servidos por actores de excelência (já lá vamos!) e sempre construídos de forma pormenorizada e imaginativa, tornando os diálogos numa forma de arte fantástica (um dos pontos fortes em todas as obras do realizador). Cada capítulo pode ser visto como um filme diferente, já que muda sempre de registo (destacamos o primeiro capítulo, a introduzir a grande personagem de Hans Landa, o romance francês do terceiro capítulo e o suspense de cortar à faca do quarto capítulo). Para além disso, temos mais uma prova do vasto conhecimento e paixão que tem pela arte do cinema, com várias referências ao cinema alemão e francês. Como é habitual, tudo é servido por uma banda-sonora épica e soberba, proporcionando grandiosos momentos de cinema (a preparação de Shossana para a vingança final, ao som de David Bowie, deverá entrar para a história). Depois, temos a sempre magnífica realização de Tarantino: o seu trabalho com a câmara é algo impressionante, os planos são cuidados e a direcção de actores simplesmente brilhante (como já disse, já lá vamos). A montagem (outro ponto forte nos seus filmes) destaca-se de forma fantástica, dando o ritmo certo ao filme nos seus momentos certos, tudo acompanhado por uma fotografia fenomenal.
A nível de interpretações, destacamos Brad Pitt, Melanie Lauren e, especialmente Christophe Waltz. Pitt, como Aldo Raine, é mais uma prova do seu imenso talento, interpretando a sua personagem de forma hilariante. No entanto, Lauren e Waltz entram num registo diferente: a actriz interpreta uma personagem em busca de vingança, interiorizando os seus sentimentos e é filmada de forma divinal por Tarantino (ela é a sua diva no filme). Quanto a Waltz (vencedor do prémio de melhor actor em Cannes), a sua personificação como Hans Landa é algo histórico: para além de Tarantino ter criado uma personagem fantástica, o actor dá-lhe vida duma forma inacreditável, sendo Landa um homem simpático e acolhedor, ao mesmo tempo que é manipulador, ameaçador e sádico. No entanto, junta todas essas qualidades de forma hilariante, fazendo com que o espectador goste da personagem. Waltz passa de um registo cómico para um registo dramático e perigoso de uma forma tão natural que deixa qualquer um de boca aberta. Esta será uma interpretação a ter em conta para os próximos Óscares e Landa será um dos melhores vilões da história do cinema. Absolutamente divinal.
Inglourious Basterds é uma prova do enorme talento de Quentin Tarantino, mostrando que o cineasta está mais maduro e que tem ainda muito para dar. Uma das suas melhores obras (é difícil superar o seu grandioso Pulp Fiction, mas este está mesmo atrás!). O melhor filme do ano!

O melhor:
Tudo é soberbo, mas destacamos a realização, a banda-sonora, o suspense do quarto capítulo (uma das melhores cenas dos últimos anos) e Pitt, Lauren e o grandioso Christophe Waltz.

O pior: Sem sombra de dúvida, Eli Roth. Felizmente, Tarantino acaba por não dar destaque à sua personagem, fazendo com que não seja algo que afecte o filme minimamente.

Semanário #8 - 29 de Agosto 2009

Notícias

  • Joel Silver quer trazer ao grande ecrã a personagem da DC Comics, The Swamp Thing. A personagem já teve uma versão cinematográfica, no inicio da década de 80, pelas mãos de Wes Craven.
  • Rob Zombie, que estreia este fim-de-semana nos Estados Unidos H2: Halloween 2, vai realizar um remake de The Blob, o filme de culto de 1959 sobre uma massa gelatinosa gigante. O filme foi um dos primeiros filmes de Steve McQueen e já teve um remake em 1988, realizado por Chuck Russell.
  • Daniel Craig será o protagonista de Dream House, um thriller de terror psicológico, realizado por Jim Sheridan.
  • Steven Spielberg planeia realizar uma versão cinematográfica da última novela do falecido Michael Crichton, Pirate Latitudes. David Koepp, argumentista de Jurassic Park, Spider-Man, Mission: Impossible (entre outros), já está a desenvolver o argumento.
  • Hayden Christensen, Tandie Newton e John Leguizamo juntam-se ao novo projecto de Brad Anderson (The Machinism; Transsiberian), Vanishing on Seventh Street.
  • A Sony já começou a desenvolver a sequela de Hancock, com a contratação de dois argumentistas.
  • Black Swan, o novo filme de Darren Aronofsky, vai entrar em produção em Novembro. Natalie Portman e Mila Kunis são duas das protagonistas do filme.
  • JUan Carlos Fresnadillo, realizador de Intacto e 28 Weeks Later, vai subsituir Gore Verbinski na cadeira de realizador em Bioshock, baseado no popular videojogo. A Universal tomou esta decisão para que possa reduzir o orçamento do filme, que estava entre os 100 e os 150 milhões de dólares.
  • Aparentemente Simon Pegg juntou-se ao elenco do próximo filme de John Landis, Burke and Hare.

Trailer e poster de The House of the Devil, de Ti West

A razão pela qual destacamos o trailer e o poster desta obra desconhecida de muita gente é porque podemos ter aqui um exemplar filme de terror. Uma das ideias é fazer algo tipo Grindhouse, um filme de terror saído da década de 80. E o fantástico poster que aqui coloco é prova disso.

Trailer:

Novos trailers: Agora; The Descent 2; Extract

Para além do trailer de um dos próximos filmes de George Clooney (o trailer está no post abaixo), ainda temos uns trailers a destacar. Começamos com o novo trailer de Agora, de Alejandro Amenabar, com Rachel Weisz:


De seguida, temos o trailer de The Descent 2, a sequela de um dos melhores filmes de terror dos últimos anos, a obra de Neil Marshall, The Descent. Marshall não regressa, ficando apenas pela produção:


Ontem foi também lançado o novo trailer de Extract, o novo filme de Mike Judge. O trailer foi apenas lançado na internet. O filme tem no elenco Jason Bateman, Mila Kunis, J.K. Simmons e Ben Affleck. O filme estreia na próxima Sexta-Feira nos EStados Unidos:

Trailer de The Men Who Stare at Goats, de Grant Eslov

Estreou ontem o trailer desta comédia de Grant Eslov, co-argumentista de Good Night and Good Luck, do seu colega George Clooney, aqui um dos protagonistas. Clooney está rodeado de um elenco forte, composto por Ewan McGregor, Kevin Spacey e Jeff Bridges. O filme conta-nos a história veridíca de um jornalista (McGregor) que acompanha um militar (Clooney), que revela fazer parte dum grupo militar que usa poderes psíquicos para tentar ganhar a guerra. O filme estreia em Novembro nos Estados Unidos:

E o filme desta noite é...

Oldboy, de Chan-wook Park (2003)
IMDB

Trailer:

Comentário:
Um homem passa 15 anos aprisionado num quarto de hotel sem saber porquê. Quando menos espera, está no telhado de um prédio e tem 5 dias para descobrir porquê e quem o aprisionou. Assim começa uma viajem de investigação, vingança e redescoberta, onde irá deparar com consequências perturbadoras.
Chan-wook Park realiza este drama de vingança de forma magistral, onde o argumento é original e com excelentes momentos de verdadeiro cinema. A interpretação de Min-sik Choi é algo de deslumbrante e poderosa, onde consegue passar ao espectador toda a sua angústia ao longo da obra. Oldboy revela-se uma das mais importantes obras dos últimos anos e um filme absolutamente obrigatório. Atenção à fabtástica sequência de luta entre o protagonista e mais de 10 homens, tudo num corredor estreito, filmado de forma violenta e em plano sequência. Oldboy é uma experiência arrebatadora.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

E o filme desta noite é...

The Yards - Nas teias ca corrupção, de James Gray (2000)
IMDB

Trailer:


Comentário:
Presente na selecção oficial do Festival de Cannes em 2000, The Yards é a segunda longa-metragem de James Gray (Little Odessa, We Own The Night e o recente Two Lovers) e é também a primeira colaboração do realizador com Mark Wahlberg e Joaquin Phoenix. The Yards conta-nos a história de um jovem que acaba de sair da prisão, após lá passar 4 anos. Tenta agora levar uma vida normal e tem a hipótese de trabalhar para o seu tio. No entanto, o seu velho amigo e namorado da sua prima puxa-o para o seu tipo de negócios, que são de uma natureza duvidosa. Após algo correr mal, a sua vida leva uma reviravolta e passa a ser procurado pela polícia. O que não sabe é que o seu maior inimigo será a sua família, que receia que ele seja apanhado e denuncie toda a gente.
James Gray filma este drama poderoso de uma forma eficaz, utilizando Brooklyn (algo que faria com as suas obras seguintes) como pano de fundo, filmando a cidade de uma forma fantástica, sempre servindo a história que quer contar. O argumento está muito bem construído, com personagens envolventes e bem interpretadas pelos seus actores. Por falar em actores, Gray junta aqui um elenco de peso: Wahlberg (aqui a provar o excelente actor que é), Phoenix (mais uma prova do seu enorme talento), Charlize Theron, Ellen Burstyn, Faye Dunaway e James Cann. Gray recorre ainda ao brilhante Howard Shore para compor a bela banda-sonora do filme.
The Yards trata-se duma obra adulta e bastante eficaz, trazendo-nos um grande filme e que merece ser descoberto. O filme teve uma estreia limitada nos Estados Unidos e, entre nós, foi directamente para DVD, infelizmente. Uma obra a descobrir.

Estreias da semana - 27 de Agosto 2009

De Quentin Tarantino, com Brad Pitt, Diane Kruger, Eli Roth, Melanie Laurent, Christoph Waltz, Samm Levine, Mike Myers

Trailer:

De Hayao Miyazaki (Versão portuguesa e original)

Trailer:

De Donald Petrie, com Nia Vardalos, Richard Dreyfuss, Alexis Georgoulis

Trailer:

O último filme visto no cinema foi...

Leonard Kraditor é um jovem problemático, que já tentou suicidar-se algumas vezes, estando agora em casa dos pais. Atormentado por um noivado que acabou mal, Leonard conhece Sandra, filha de um homem de negócios que está prestes a fazer parceia com o pai de Leonard. Na mesma altura que conhece Sandra, conhece também Michelle, uma vizinha sua que está numa relação extra-conjugal e com quem Leonard identifica-se. Leonard acaba por ficar dividido entre estas duas mulheres, estando apaixonado por ambas e tendo de decidir com quem ficar.
James Gray regressa à realização com este Two Lovers, colaborando pela terceira vez com Joaquin Phoenix (anteriormente trabalharam em The Yards, que será o filme desta noite, e We Own The Night, presente no Festival de Cannes em 2007) e traz-nos uma história de amor contemporânea e adulta, com um argumento bem escrito, interpretações bem conseguidas, personagens bem criadas e filmado de uma forma romântica, serena e apaixonante. Para além do romance que temos entre as personagens, temos ainda uma história de amor entre a lente de Gray e Brooklyn, onde o filme decorre, dando-nos uma visão da cidade absolutamente fantástica e bela. Gray prova que consegue filmar uma cidade como muito poucos conseguem (e já o tinha mostrado nas suas obras anteriores). Para além disso, Gray dirige Phoenix duma forma segura, já que consegue puxar do actor uma interpretação soberba, contida e cativante (é pena que este poderá ser o último filme do actor). Vinessa Shaw e Gwyneth Paltrow são umas secundárias de luxo, onde ainda encontramos Isabella Rosselini. A tudo isto junta-se o momento em que ouvimos Amália Rodriguez na banda-sonora do filme.
Two Lovewrs resulta num dos melhores filmes do ano, sendo uma bela história de amor dividido entra a razão e o instinto e um 'showcase' de interpretação para Joaquin Phoenix, rodeado duma bela visita turística por Brooklyn, tudo servido por uma realização sóbria de Gray, que prova cada vez mais ser um nome a reter no cinema americano, tendo feito parte da selecção oficial do Festival de Cannes de 2008. Um dos melhores filmes a estrear este ano nas nossas salas.

Já vimos um dos piores filmes de sempre...

The Room, de Tommy Wiseau

Confirma-se! Esta obra de Tommy Wiseau é um verdadeiro delírio de cinema mau e um dos filmes mais cómicos que podemos encontrar, merecedor do seu estatuto de culto (só é pena não podermos ter a oportunidade de ver este filme numa sala cheia, composta por um público disposto a aceitar o filme pelo que ele é). Em breve deixamos aqui o nosso comentário.

E o filme de hoje é...

Comando, de Mark L. Lester (1985)
Porque também temos o direito de possuir uns 'Guilty Pleasures' (e nós temos muitos!), aqui vai um dos verdadeiros clássicos do cinema de acção da década de 80 (já não se fazem filmes de acção assim), na altura de Reagan como presidente, onde não havia piedade e podia abusar-se da violência.

IMDB

Trailer:


Comentário:
John Matrix (Arnold Schwarzenegger) é um ex-comando que vive agora com a sua filha. Quando os seus antigos colegas estão a ser mortos um a um, Matrix é avisado e colocado sob guarda militar. No entanto, os seus inimigos alcançam-no e raptam a sua filha, em troca de algo que Matrix terá que fazer.
Commando é um puro filme de acção da década de 80: despretensioso, nunca quer ser mais do que é (acção onde não há lugar para racionalidade), nunca leva-se a sério (algo que acaba por ser uma valia para o filme), recheado de acção e com os tipícos 'one-liners', tão vulgares nesta altura. Por outras palavras, o filme é um produto dessa década, um filme de acção como hoje já não se faria. O filme serve também de veículo para Schwarzenegger, saído do êxito de The Terminator, onde o actor mostra os seus dotes como herói de acção impiedoso. O argumento, como seria de esperar, é totalmente espalhafatoso, com inúmeras falhas e diálogos ridículos e situações hilariantes e sem nexo. Quanto à realização de Mark L. Lester, é uma realização pobre, recheada de falhas (continuidade é quase uma palavra desconhecida neste filme) e que serve o seu propósito: fazer um filme de acção desmiolado.
Commando é um filme da era de Ronald Reagan, um filme de acção imparável e que, visto hoje em dia, é um produto de algum entretenimento (e temos de admitir que acaba por ser uma boa comédia), cheio de tiros, mortes violentas, 'one-liners' hilariantes (Let off some steam, Bennet) e músculos de Schwarzenegger para dar e vender. E é um filme que marcou o cinema de acção dos saudosos anos 80.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

E o filme desta noite é...

Return to Paradise, de Joseph Ruben (1998)

IMDB

Trailer:


Comentário:
Após passarem umas férias na Malásia, 3 amigos separam-se e seguem os seus caminhos, ficando apenas Lew (Joaquin Phoenix) no país. Cerca de 3 anos depois, Sherriff (Vince Vaughn) descobre que Lew está preso na Malásia por posse de drogas, logo após ter saído do país. Lew está a dias de ser executado e a única forma de impedir a sua morte é Sherriff e o seu amigo regressarem e assumirem a sua culpa.
Return to Paradise trata-se dum drama, remake dum filme francês, onde tenta demonstrar a dura penalidade de países mais subdesenvolvidos. No entanto, o filme acaba por revelar-se mediano, caindo nos clichés do costume. Joseph Rueben traz-nos uma realização eficiente, onde poderia ter arriscado mais. A nível de interpretações, Vince Vaughn (aqui num registo dramático, o que era vulgar no seu início de carreira) é o protagonista, dando uma interpretação bastante bem conseguida, sem nunca conseguir deslumbrar mas sendo credível, tal como acontece com Anne Heche. Joaquin Phoenix, aqui num papel mais secundário, está fantástico e prova uma vez mais o seu enorme talento. Return to Paradise acaba por ser mais um drama, no meio de tantos outros, quando pudia ter sido muito mais. No entanto, ainda é uma obra mediana, que não faz mal tentar descobrir.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Black Dynamite, o regresso do Blaxpoitation

Presente no Festival de Sundance deste ano, de onde saiu com excelentes critícas, este Black Dynamite é um projecto acarinhado pelo seu protagonista, Michael Jay White (que antes fez produtos de qualidade má, como Spawn e Universal Soldier: The Return, e apareceu o ano passado no brilhante The Dark Knight), já que White é também um dos argumentistas. O filme trata-se duma comédia de acção e traz de volta o Blaxpoitation, tão em voga na década de 70 (Coffy, com a lenda do género Pam Grier, é um dos maiores exemplos, tal como o Shaft original). O filme tem ainda no elenco o desaparecido Arsenio Hall (finalmente aparece!) e hoje foi anunciada uma data de estreia nos Estados Unidos, para 16 de Outubro. Se teremos oportunidade de ver esta obra numa sala de cinema entre nós, só o tempo o dirá (dúvido imenso, infelizmente). Por enquanto, enquanto não temos direito a mais, aqui fica o trailer:

17 Again, de Burr Steers (2009)

Mike O'Donnell tem 37 anos, está à beira de um divórcio, tem uma péssima relação com os seus filhos e perdeu (novamente) a promoção no seu trabalho. Mike está deprimido com a vida e julga que a desperdiçou, devido a uma má escolha feita quando tinha 17 anos. Neste momento, deseja que tivesse uma segunda oportunidade. E, sem saber vai tê-la quando, após um bizarro acidente, chega a casa e repara que tem... 17 anos de novo. Mike pode agora tentar viver o seu sonho (ser jogador de basketball) ou ver que ainda pode salvar o que resta da sua família.
17 Again é nada mais, nada menos que um veículo para Zac Efron, a maior estrela da franchise da Disney High School Musical. No entanto, está aqui uma boa jogada (que a namorada de Efron não aproveitou, tendo agora estreado Bandslam, uma comédia adolescente sobre bandas, que encaixa bem no estilo High School Musical e que teve resultados abismais nas bilheteiras), já que Efron tenta perder a imagem de menino bonito para as adolescentes e tenta mostrar alguma maturidade e, surpreendentemente, talento. E, quando menos se esperava, é exactamente isso que acontece. Efron tem de representar um adulto preso no corpo de adolescente (e por vezes, tem maneirismos da sua versão adulta, interpretada pelo bem recuperado Matthew Perry, o grande Chandler de Friends) e convence-nos perfeitamente, mostrando que o jovem actor poderá ter um grande futuro na representação (o seu próximo projecto é Me and Orson Welles, um drama realizado pelo prestigiado Richard Linklater). DE resto, Efron está bem acompanhado por Perry (sempre um prazer ver este ex-Friend), Leslie Mann (aqui afastada das comédias do seu marido, Judd Apatow)e Thomas Lennon (protagonista e criador da série de comédia Reno 911!, inédita entre nós), o 'geek' de serviço, grande fã de sagas de F.C. e fantasia como Star Wars e The Lord of the Rings. A nível de argumento e realização, temos o que seria de esperar: algo banal e sem surpresas, o suficiente para passar uma boa hora e meia com um entretenimento competente. O grande trunfo nesta obra é mesmo o elenco envolvido, que está bastante convincente, e o facto de que esta não se trata duma comédia de adolescentes tão vulgar e sem alma como as outras que inundam o mercado, tendo coração, divertimento e sendo algo mais adulto do que seria de esperar.

O melhor: Não ser infantil e incompetente como as outras comédias do género e o elenco, especialmente Matthew Perry e a surpresa Zac Efron, dando bastantes promessas para o futuro.

O pior: O facto de ser visto como mais uma comédia de adolescentes, quando assim não o é.

Semanário #6 - 25 de Agosto 2009

Extract, de Mike Judge - Poster final (o outro poster final apresentado a semana passada não era oficial e foi trocado por esta versão)

Saw VI - Novos posters (o segundo é a versão 'normal' do poster movimentado apresentrado em Julho)

Law Abiding Citizen - Novo poster

The Damned United - Poster americano

Cirque Du Freak - The Vampire's Assistant - Novo poster

When In Rome - Estreia em 2010

Das Weisse Band - The White Ribbon, de Michael Haneke - Vencedor do festival de Cannes 2009

Antichrist, de Lars Von Trier - Poster britânico

New York, I Love You - Novo poster


Five Minutes in Heaven

The Goods - Live Hard. Sell Hard - Novo poster de personagem

I Hope They Serve Beer In Hell, produzido por Richard Kelly

The Ministers


[REC ]2

The End of Poverty? - Documentário

Stone Bros. - Austrália

Balibo - Austrália

Detour - Canada (francês)

E o filme desta noite é...

Pi - Faith in Chaos, de Darren Arovofsky
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Trailer:


Comentário:
Darren Aronofsky estreia-se aqui na realização, com este importante filme sobra a matemática e a religião. SEguimos uma personagem que passa a sua vida inteira a lidar com números, vendo uma ligação entre os números e tudo o que nos rodeia. E, depois de alguns acontecimentos, começa a ver a relação entre Deus e a numerologia, tentando encontrar um caminho até Deus com os números.
Complexo, com forte poder visual, extremamente bem realizado e escrito e com vários momentos brilhantes, Pi é uma extraordinária obra de estreia de Aronofsky, onde começamos a conhecer o seu universo e as várias teorias do realizador (algo que voltou a estar presente no seu cinema no fantástico The Fountain).
Pi - Faith In Chaos é uma grandiosa obra independente, muito bem filmada (e acompanhada por uma excelente fotografia a preto e branco) e revela-se um filme obrigatório, vindo de um dos melhores cineastas da actualidade.

The Room, de Tommy Wiseau - O novo Plan 9 From Outer Space

Em 2003, estreia The Room, um aparente melodrama poderoso escrito, produzido, realizado e interpretado por Tommy Wiseau. Ao contrário do que se esperava (um grande drama à lá Tenesse Williams, com uma poderosa interpretação de Tommy Wiseau), o filme acaba por ser um verdadeiro espectáculo de comédia acidental, com representações asquerosas (e Tommy Wiseau é fantasticamente cómico a ser mau!), diálogos fora de tempo e sem sentido algum, argumento sem nexo e extremamente ridículo, tudo feito de uma forma hilariante e que deixa qualquer um a rir e a chorar por mais. Devido a estes (e muitos mais motivos), o filme ganhou um enorme estatuto de culto e já está em exibição nos Estados Unidos há seis anos, sempre com sessões esgotadas (e já passa pelo Reino Unido). O visionamento do filme já requer algumas regras (tal como aconteceu com The Rocky Horror Show) e revela-se um enorme entretenimento. O filme já tem fãs conhecidos, como Kristen Bell (Veronica Mars; Forgetting Sarah Marshall) e Paul Rudd (I Love You, Man; Role Models) e, pelo que se diz, há alguém famoso que quer fazer o remake da obra.
The Room revela-se o Plan 9 From Outer Space duma nova geração, uma verdadeira enciclopédia sobre como não se fazer um filme e revela-se, aparentemente, um verdadeiro espectáculo de comédia. Em breve, daremos um comentário ao filme, após o vermos (infelizmente não será numa sala de cinema, sob as ditas regras). No entanto, aqui deixamos algumas cenas e que o culto de The Room e de Tommy Wiseau se espalhe...

Aqui fica a cena que tornou o filme uma lenda, onde Wiseau tenta ser um James Dean ou um Marlon Brando:


O jogo do 'passa-bola que estás a 3 passos de distância' que começa numa conversa ridícula e acaba numa queda ainda mais ridícula:


Hi Doggie:


(Atira a garrafa ao chão) I did not!!!:


P.S.: The Room serve de mote para aqui anunciarmos que futuramente colocaremos a nossa lista dos piores filmes de sempre, de acordo com a nossa perspectiva. Quando tivermos a lista elaborada, começaremos a colocá-la aqui. Aguardem...

Inception, de Christopher Nolan - Teaser trailer (Julho de 2010)

Aqui está o primeiro contacto com o novo projecto de Christopher Nolan, Inception. Trata-se dum filme de ficção científica e acção, escrito por Nolan e interpretado por Leonardo DiCaprio, Marion Cottilard, Ellen Page, Ken Watanabe, Joseph Gordon.Levitt e Michael Caine. Estreia nos Estados Unidos em Julho:

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

E o filme desta noite é...

Lost Highway - Estrada Perdida, de David Lynch
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Trailer:


Comentário:
David Lynch traz-nos mais uma viagem alucinante à mente e à obsessão. É difícil escrever sobre um filme do cineasta, sendo estes sempre complexos e obras que requerem sempre mais do que um visionamento. Este Lost Highway não é excepção. Lynch convida-nos de novo a entrar no seu peculiar universo, com um conto de mistério, obsessão e vingança, onde temos uma (ou serão duas?) femmes fatalle (Patricia Arquette) e dois protagonistas (Bill Pullman e Balthazar Getty), ambos apaixonados pela mesma mulher (pelo menos, um pela versão morena e outro pela loira). Lynch apresenta-nos uma viagem de forte poder visual, onde nada é o que parece e, uma vez mais, ilude o espectador e joga com as nossas ideias. Lost Highway é um aglomerado de todas as especialidades do realizador e revela-se uma excelente obra, pertencente a um magnífico curriculum.

domingo, 23 de agosto de 2009

Trailers #4 - 23 de Agosto 2009

Começamos por voltar a colocar o teaser de Avatar, o novo filme de James Cameron. O filme estreia a 17 de Dezembro e, infelizmente, ver o teaser aqui não faz justiça ao produto que teremos em mãos no fim do ano:


E agora temos o trailer do muito adiado The Wolfman, com Benicio Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt e Hugo Weaving. O filme, que tinha estreia marcada para Outubro deste ano, foi novamente adiado para Fevereiro de 2010:


Youth in Revolt é um dos próximos filmes com Michael Cera (os outros são o mockumentary Paper Hearts e Year One, com Jack Black, que teve data de estreia entre nós para Julho mas que agora vai directo para DVD). O filme tem ainda Zack Galifianakis (The Hangover) no elenco e estreia em Dezembro por cá (se não o retirarem da lista de estreia, lá está):


E agora temos o regresso de Michael Moore. O realizador apresenta-nos agora uma visão sobre Wall Street e a economia actual em Capitalism: A Love Story, que estreia entre nós ainda este ano:


Werner Herzog tem dois filmes a estrear brevemente: Bad Lieutenant, com Nicolas Cage, e este My Son, My Son, What Have Ye Done?, com Michael Shannon e Willem Dafoe. Ambos os filmes estarão presentes no Festival de Cinema de Toronto deste ano:


E agora o britânico Dorian Gray, com Ben Charles, Colin Firth, Rebecca Hall e Ben Chaplin:


E agora, temos a comédia romântica When in Rome, com Kristen Bell, Josh Duhamel, Will Arnett, Danny DeVitto e Anjelica Huston:


Finalmente, o trailer de War of the Worlds: Goliath, uma anime que serve de sequela a War of the Worlds.

E o filme desta noite é...

Hoje regressa a rubrica 'E o filme desta noite é...', onde, cada noite, fazemos o visionamento duma obra e, logo depois, colocamos aqui o devido comentário. Para inaugurar este regresso, temos o filme 'The Brave', o único filme realizado por Johnny Depp, que esteve presente no Festival de Cannes em 1997, onde foi bem recebido pela crítica internacional e mal recebido pela crítica americana, facto que fez com que Depp optasse por não estrear o filme nos Estados Unidos (e ainda permanece inédito na terra do Tio Sam). O filme conta ainda com uma pequena participação de Marlon Brando (com quem Depp tinha trabalhado em Don Juan De Marco).

IMDB

Trailers (os únicos que encontrámos):
28 segundos:


Trailer japonês:


E já agora aqui deixamos uma pequena entrevista a Johnny Depp a propósito desta sua obra (pedimos desculpas pelas legendas em chinês):


Comentário:
The Brave conta-nos a história de um índio que vive com a sua mulher e os dois filhos num atrelado, situado num pequeno pedaço de terreno, onde residem mais famílias pobres. Determinado a tentar ajudar os seus amados, ele decide fazer um filme snuff, donde não sairá vivo. Desta forma, cumprindo o acordo, a sua família receberá 50.000 dólares, permitindo-lhes sair dali e terem uma vida melhor.
Escrito por Johnny Depp, pelo seu irmão, D.P. Depp, e por Paul McCudden, este trata-se dum drama duro e desconcertante, onde acompanhamos a última semana de vida do protagonista, depois de o vermos a aceitar o acordo (magnífica cena entre Depp e Marlon Brando, actor convidado por Depp). Pelo meio, encontramos uma visão duma América decadente, onde o sonho americano não está ao alcance de todos. A nível de representações, Depp está muito bem na sua personagem, conseguindo interiorizar os seus demónios de forma convincente, e está acompanhado de Brando, Marshal Bell (com uma personagem dividida entre a comédia negra e o sadismo), Luis Guzmán, Frederic Forrest e Clarence Williams III. Depp tem aqui uma sólida estreia na realização, onde conseguimos entender algumas das suas influências (onde destaco Emir Kusturica, com quem Depp trabalhou uns anos antes em Arizona Dream, e que surge nos agradecimentos finais) e dá-nos uns excelentes momentos de cinema (os minutos iniciais sem nenhum diálogo são fantásticos, sendo sempre acompanhados pela grande banda-sonora composta por Iggy Pop).
The Brave é uma excelente incursão de Johnny Depp pela realização, trazendo-nos um filme invulgar, pesado emocionalmente e que não agradará a todos.

sábado, 22 de agosto de 2009

G.I. Joe - Rise of the Cobra, de Stephen Sommers (2009)

Stephen Sommers, que antes trouxe-nos a nova versão de The Mummy e a sua sequela The Mummy Returns (no terceito filme ficou-se pela produção) e o desastre que foi Van Helsing, estreia agora o seu novo filme, este G.I. Joe, que é uma versão cinematográfica da linha de brinquedos e da série de animação dos anos oitenta que tantas crianças marcou (incluindo eu!). G.I. Joe conta-nbos a história dum grupo de soldados, os melhores dos melhores, que lutam contra organizações terroristas (na série de animação os verdadeiros inimigos eram os Cobra, que aqui assistimos ao seu nascimento). Esta equipa especial é auxiliada pela tecnologia de ponta, onde encontramos armas bem avançadas, submarinos, fatos super velozes e carros bem equipados.
Sommers tinha tudo contra ele nesta obra (incluindo o mau 'buzz' criado, assim que surgiram as primeiras imagens). No entanto, o inesperado acontece: as expectativas para este filme acabam por ser tão baixas (nulas até) que resultam a favor do filme: quando espera-se uma das piores obras do ano, encontramos um filme de acção ininterrupta, que não se leva a sério em altura alguma (o que faz com que encontremos o tom certo para podermos apreciar o filme minimamente, já que nunca poderia ser levado a sério!), com boas sequências de acção (apesar de sermos constantemente acompanhados pelas mesmas) e que, surpreendentemente, não chega a ser enfadonho (se nos deixarmos levar pela coisa, pois claro). Como seria de esperar, o argumento é nulo (o que não surpreende), as interpretações são vulgares (à excepção de Channing Tatum que devia pensar seriamente em mudar de carreira pois é um actor inexpressivo e sem talento algo), o filme é carregado de CGI (e por vezes algo fraco) e temos aqui vários momentos 'cheesy'. No entanto, revela-se um entretenimento leve e de poucas exigências, nunca querendo ser mais do que é: um filme de acção que consegue trazer de volta a criança dentro de nós. Não acaba por ser um bom filme, mas não é tão como se esperava (e deixa o desastre de Tranformers 2 num canto, o que não é difícil). E só por aí, vale a pena dar uma olhadela.

O melhor: as sequências de acção e o facto de encontrar o tom certo da série de animação, nunca levando-se a sério.

O pior: podia ter-se feito m uito melhor com o material e, claro está, o péssimo Channing Tattum.

Semanário #6 - 21 de Agosto 2009

Notícias

  • De acordo com as estimativas de bilheteiras americanas, Inglourious Basterds teve o segundo melhor dia de estreia de sempre durante o mês de Agosto.
  • Como anunciámos ontem, a Paramount decidiu adiar Shutter Island, de Martin Scorsese para Fevereiro de 2010, pois não tem dinheiro para pagar a publicidade para colocar o filme na corrida aos Óscars.
  • A produtora The Halcyon Company, que apenas produziu um filme, Terminator Salvation, declarou falência. A produtora detém os direitos de Terminator e isto poderá significar o fim da franchise.
  • Billy Bob Thornton junta-se ao drama independente Pound For Pound.
  • O argumentista Josh Zetumer irá escrever o quarto filme da saga de Jason Bourne. Trata-se assim do segundo argumentista contratado para o filme.
  • Bryan Singer poderá fazer um remake de Excalibur (de John Boorman, 1982) e poderá estar interessado em realizar X-Men: First Class, uma nova saga de X-men no grande ecrã que a Fox tem estado a planear.
  • Catherine Hardwicke (Twilight) irá realizar Little Red Riding Hood e a versão cinematográfica da série 21 Jump Street, a série que tornou8 famoso Johnny Depp, nos anos 80.
  • A Legendary Pictures (Batman Begins; The Dark Knight; The Habgover) irá levar ao grande ecrã o famoso guitarrista Jimmy Hendrix.
  • Robert Zemeckis poderá fazer um remake do filme dos Beatles, The Yellow Submarine.
  • O actore Jon Hamm, da série Mad Men, junta-se ao elenco de Sucker Punch, o próximo filme de Zack Snyder.
  • Darren Bousman (realizador de Saw 2 ao 4) vai fazer o remake do filme de terror Mother's Day e escolheu Jaime King para o papel de protagonista.
  • O realizador Michael Davis (Shoot'Em Up) vai realizar um remake de Outland, um thriller de ficção científica de Peter Yams, com Sean Connery.
  • James McAvoy vai contracenar com Seth Rogen em I'm With Cancer.
  • O realizador Martin Hynes (cujo primeiro filme foi The Go-Getter, um road movie presente no Festival de Sundance uns anos atrás mas que nunca arranjou distribuidora) vai realizar a adaptação cinematográfica do livro para crianças The Magician's Elephant, o novo livro de Kate DiCamillo.
  • Robert Redford vai regressar à realização com The Conspirator.
  • DEpois de fazer furor no Comic-Con de San Diego, o novo filme de Matthew Vaugh (Layer Cake; Stardust) encontrou distribuidora nos Estados Unidos: a Lionsgate. O estúdio lutou pelos direitos de distribuição do filme contra a Paramount e a Universal. No elenco teremos Nicolas Cage.
  • O argumentista James Vanderbilt (Zodiac) foi contratado pela Sony para escrever Spider-Man 5 e 6. Vanderbild escreveu um argumento para Spider-Man 4 mas a Sony não aceitou.
  • Will Ferrell e Brad Pitt vão dar as vozes a Oobermind, uma das próximas animações da Dreamworks. Tina Fey (30 Rock) também está confirmada para dar a sua voz. O filme é produzido por Ben Stiller.
  • Mike Nichols irá realizar o filme Deep Water, baseado numa novela de Patricia Higsmith.
  • Bruce Willis confirma que irá ter um cameo em The Expandables, o próximo filme escrito, realizado e protagonizado por Sylvester Stallone. O filme será um lugar de reunião de heróis de acção dos anos oitenta e da actualidade. No elenco temos Stallone, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren, Mickey Rourke e o cameo de Arnold Schwarzenegger e agora de Bruce Willis. O filme estreia em Abril de 2010.
Amanhã, teremos um especial sobre os trailers lançados esta semana, já que não nos foi possível apresentá-los durante a semana.

Mas que raio?! - Shutter Island, de Martin Scorsese foi adiado para 2010!

Para Fevereiro de 2010, mais precisamente. Aparentemente, a decisão da Paramount em adiar o filme foi porque não tinha dinheiro suficiente para criar o marketing para colocar o filme na corrida aos Óscars. Então decide tirar todas as hipóteses ao filme de entrar em tal corrida, neste ou no próximo ano (sim, podia ser nomeado em 2011 mas estreando em Fevereiro, as hipóteses são quase nulas). O pior é que o público ansioso por conhecer esta obra terá de ficar mais uns meses sem ver o novo trabalho de Scorsese, que tanto promete. Supostamente, um dos aspectos mais importantes de qualquer filme é a opinião do público e que, claro está, este possa ver a obra em boa hora. Assim, temos de esperar mais uns meses, tudo por uma questão que acaba por ser ridícula e injusta.

Antevisão de Avatar - Primeiras reacções

E aqui estamos, acabados de chegar da antevisão de Avatar, de James Cameron. E o que podemos dizer é que realmente o filme no seu todo poderá ser revolucionário. Primeiro, explicamos que esta antevisão não foi dos 16 primeiros minutos de filme mas sim de pequenas cenas escolhidas para podermos ter uma pequena ideia do que nos espera (sem ter qualquer tipo de spoiler, como Cameron disse na introdução inicial). Depois, logo após a introdução, temos direito a algumas cenas do filme, como prometido. E o que dizer das mesmas? Simplesmente de outro mundo! Cameron filma Avatar de forma brutal e dá uma utilização à tecnologia 3D de uma forma nunca antes vista, e utiliza-a da forma como deveria ser utilizada: tudo o vemos no ecrã, a cada segundo de filme, parece saído da tela e dá uma enorme profundidade ao filme e uma ideia de interacção com o público (tudo filmado de forma fantástica e simplesmente épica, cada plano parece gigantesco!). A nível de CGI, aqui podemos estar perante algo extremamente realista (pelo que vimos nos excertos, tudo aponta para tal). A ideia que temos é que grande parte do filme o público acompanhe os extra-terrestres habitantes do planeta Pandora (todos feitos por computador). Cameron cria as personagens em CGI, utilizando uma tecnologia de foto-realismo, dando expressões e um realismo inéditos até agora, tornando as personagens credíveis e fantásticas. A nível de argumento, não tivemos acesso a muito, mas pelo que o realiuzador já nos habituou, poderemos ter aqui algo muito bem construído (e também a nível técnico, como já demos a entender).
Resumindo: com a estreia de ontem do primeiro teaser, as expectativas poderão ter reduzido. Mas comprova-se, com estes 16 minutos, que Avatar é uma obra que vive do ecrã gigante, onde a sua verdadeira essência é descoberta. Com esta antevisão, acreditamos na palavra de Cameron que este será um filme revolucionário. E as nossas expectativas aumentaram em grande! Venha dia 17 de Dezembro para entrarmos na magia de Avatar.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Avatar - Teaser

Depois de muita expectativa, aqui está finalmente o primeiro teaser de Avatar (que também pode ser visto amanhã, nas salas que vão fazer a antevisão de 16 minutos do filme). No entanto, estas imagens já estão a dividir um pouco quem as viu, dizendo que esperavam mais e que parece muito videogame. Mas nada melhor que verem para tirarem as vossas conclusões:

Avatar - Novas imagens

Hoje trazemos mais umas fotos oficiais de Avatar, o próximo filme de James Cameron. Amanhã é o Dia Avatar, a nível global, onde serão mostrados os primeiros 16 minutos de filme e o trailer em 3D. No entanto, ainda hoje o trailer será colocado na internet (mais logo será aqui postado). Amanhã à noite, daremos a nossa opinião sobre o início deste filme, que poderá mudar o cinema para sempre. Aqui ficam as imagens:

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Estreias da semana - 20 de Agosto 2009


Sinédoque, Nova Iorque
De Charlie Kauffman, com Phillip Seymour Hoffman, Samantha Morton, Catherine Keener, Michelle Williams

Trailer:


O ABC da sedução
De Robert Luketic, com Katherine Heigl, Gerard Butler, Bree Turner

Trailer:



Blood - O último vampiro
De Cory Nahon, com Jun Gianna, Liam Cunningham, Allison Miller, JJ Field

Trailer:


Passageiros
De Rodrigo Garcia, com Anne Hathaway, Patrick Wilson, David Morse, Dianne Wiest, Clea DuVall

Trailer:


4 Copas
De Manuel Mozos, com João Lagarto, Nuno Viriato, Margarida Marinho, Ana Rita Martins

Trailer:

Retrospectiva Pixar #10 - Up (2009), de Pete Docter

Finalmente, em 2009, temos o mais recente filme da Pixar, Up.

Carl Fredricksen é um viúvo que vive na sua casa sozinho e triste. Quando Carl é colocado perante uma situação problemática, corre o risco de acabar os seus dias num lar de idosos. É então que decide concretizar o sonho da sua falecida esposa: levar a sua casa para junto duma catarata, no meio das montanhas do Peru. Carl, que sempre fora um vencedor de balões, coloca milhares de balões na chaminé e consegue elevar a sua velha casa, de forma a ir para o Peru. No entanto, não conta com a companhia de Russel, um miúdo asiático e escuteiro que, na tentativa de ajudar Carl numa tarefa, encontra-se no seu alpendre. Juntos, vão para o Peru e embarcar numa grande aventura.
Up, de Pete Docter (Finding Nemo, Monsters, Inc.) é uma das melhores obras da Pixar. Apesar de ser um filme de aventura, com cenas cómicas hilariantes e muito bem imaginadas, o filme é também um tocante relato da velhice, do aproximar da morte e da não concretização de sonhos. O filme acaba por ser um prosuto mais destinado aos adultos mas com uma personagem com quem os mais novos podem identificar-se: o pequeno Russel. O argumento de Up é bastante original e com grandes momentos de cinema e consegue ser uma obra bastante tocante e emotiva (de forma mais efectiva que muitos 'grandes filmes' que tentam tal feito) ao mesmo tempo que consegue ser uma comédia (e que comédia!) e um filme de aventuras (claramente baseado em The Lost World, de 1925, e em vários fiulmes de aventura dos anos 40). As personagens são fascinantes (Carl é um herói bastante improvável mas muito bem conseguido, Russel e Dug, o cão, são hilariantes) e a realização de Pete Docter é exemplar, tudo acompanhado por uma animação exuberante e uma banda-sonora (da autoria de Michael Giachinno) fantástica, que relembra tempos antigos (algo apropriado, num filme onde o protagonista é um idoso) e um elenco de vozes, lideradas por Ed Asner e Christopher Plummer.
Up revela ser um novo risco para a Pixar (a ideia podia afastar muita gente, com um herói improvável e uma, possivelmente, pouco convincente ideia de casa arrastada por balões) mas o estúdio venceu todas as expectativas e criou um dos grandes filmes dos últimos anos. Para além disso, é o primeiro filme da Pixar em 3D (tecnologia essa que acaba por não ser essencial para o visionamento da obra, de forma a não roubar as atenções ao fabuloso argumento) e é o primeiro filme de animação da história do cinema a abrir o Festival de Cannes (e o primeiro filme em 3D a fazer parte do festival). Up é ainda o segundo filme mais rentável da Pixar e, uma vez mais, começam os rumores de que poderá ser nomeada para o Óscar de Melhor Filme (algo mais possível de acontecer este ano, já que as nomeações são agora 10, medida da Academia para ganhar mais audiências e não deixar certas obras de fora, depois do criticismo que recebeu com a falta de WALL.E e The Dark Knight).
Up é um filme essencial e um dos grandes filmes deste ano, sem sombra de dúvida. E um dos melhores da Pixar.

Em 2010, temos a estreia de Toy Story 3, com o regresso de Tom Hanks e Tim Allen. No entanto, até lá, a nossa retrospectiva da Pixar está terminada. Sabemos que deixámos de fora as excelentes curtas-metragens do estúdio mas essas, ficarão para outra altura. Esperamos que tenham gostado e podem deixar as vossas opiniões no sitío do costume.

Retrospectiva Pixar #9 - WALL.E (2008), de Andrew Stanton

Ainda o ano passado, a Pixar decide estrear o seu projecto mais arriscado: WALL.E.

Num futuro distante, o Planeta Terra encontra-se abandonado. O planeta é agora um 'caixote de lixo' gigante e tem apenas um habitante: WALL.E, um adorável robot que trata e armazena o lixo do planeta. No entanto, após uma nave chegar ao planeta e largar um outro robot (uma robot, para ser mais preciso), WALL.E decide estabelecer contacto, já que passou vários anos e só e precisa de companhia, A robot, EVE, tem uma missão que, eventualmente, levará WALL.E para fora da Terra e para a maior aventura da sua vida.
WALL:E é o projecto mais arriscado do estúdio, entrando no género da animação de ficção científica (que tem sempre resultados desastrosos nas bilheteiras, como foi o caso de Titan AE e Fina Fantasy: The Spirits Within) e é um filme com poucos diálogos, algo que poderia ajudar (ainda mais) a afastar o público. Mas, apesar de todos estes riscos, a obra de Andrew Stanton foi um êxito estrondoso de bilheteira e de crítica, tudo devido à sua originalidade de argumento, excelente realização e animação e um protagonista cativante. WALL.E é, pura e simplesmente, o melhor filme da Pixar, com uma animação ainda mais desenvolvida e uma história adulta e extremamente tocante, com sequências simplesmente mágicas (a dança no espaço entre WALL.E e EVE, por exemplo), tudo ajudado por uma fantástica banda-sonora composta por Thomas Newman (e pela bela música de Peter Gabriel, nomeada a Óscar).
WALL.E foi o vencedor do Óscar de Melhor Filme de Animação em 2008 (e a Disney tentou colocar o filme na categoria de Melhor Filme, algo que , injustamente, não aconteceu) e trata-se de um dos melhores filmes da década e um dos melhores de animação de sempre. Uma obra ímpar e que faz-nos recordar a verdadeira magia do cinema. Simplesmente imperdível.

A seguir:
UP (2009)