quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Retrospectiva F.C. #62

Avatar, de James Cameron

Depois do mega-êxito que foi Titanic, James Cameron passou mais de 10 anos a desenvolver este Avatar, à espera que encontrasse a tecnologia necessária para criar o mundo de Pandora.
Com a promessa de que seria um filme revolucionário, Avatar criou muitas expectativas e, uma vez mais, colocou a carreira de Cameron em risco. No entanto, a crítica recebeu bem o filme, foi nomeado para o Óscar de melhor filme e superou as receitas de Titanic, tornando.se no filme mais rentável de sempre (sem o ajuste de moeda).
No entanto, apesar da boa aceitação da crítica e do público, há uma minoria que não recebeu bem o filme, devido ao facto da história não ser original e de esperar-se mais nesse campo, sendo que vinha de Cameron. A verdade é que, enquanto pode desiludir nesse aspecto, o argumento está bem construído, tem boas ideias e o filme, ao fim de contas, cumpriu o que prometeu: tornou-se numa obra revolucionária a nível técnico, sendo que era sempre nesse aspecto que tal revolução era prometida. Os efeitos especiais são dos melhores que já se viram e o filme foi filmado com câmaras 3D, criando assim bons efeitos e levando ao público uma experiência diferente.
Depois de Avatar, a tecnologia 3D rebentou em força, para o bem e para o mal. Os filmes de animação continuaram a ser exibidos com a tecnologia mas começou a haver um maior número de filmes a usarem a mesma tecnologia. A polémica instalou-se quando começou a haver a conversão de filmes para 3D, onde a qualidade do 3D é bastante inferior (Clash of the Titans) e, devido ao preço mais alto dos bilhetes, eventualmente o público começou a ser mais selectivo com os filmes em 3D que vão ver.

Avatar é uma obra importante para o cinema e para o género de F.C., sendo que deu ao género um êxito gigantesco e um blockbuster bem conseguido e emocionante.

Amanhã, vamos para o último filme desta nossa retrospectiva e vamos fechar com chave de ouro: Inception, de Christopher Nolan.

2 comentários:

Rato disse...

Quais as fontes para afirmar que foi uma "minoria" do público e da crítica que recebeu mal este filme?

O Rato Cinéfilo

The movie_man disse...

Quando digo uma minoria não digo que seja um pequeno grupo de pessoas. Dentro do público que viu o filme há uma pequena minoria que não gostou do filme. Tal minoria é representada por um grande número de pessoas mas, comparando com o público que viu o filme, é uma minoria.
O filme foi bem recebido pela crítica e pelo grande público, sendo que também se tornou um mega-êxito devido ao facto dos espectadores estarem a gostar do filme. As suas descidas de semana para semana eram pequenas e o filme aguentou-se extremamente bem no box-office. Para além disso, recebeu o Globo de Ouro para melhor filme drama (não é que isso signifique grande coisa, especialmente depois de ver a lista de nomeados deste ano) e foi nomeado para algumas das principais categorias nos Óscares, incluindo melhor filme e realizador. Para não falar das inúmeras associações que nomeavam o filme. Isso são provas da boa aceitação que o filme teve por parte da crítica.
Na internet, especialmente nos blogues de cinema, foi onde se notou a tal minoria que referi acima. O grande público liga mais ao espectáculo que um filme pode oferecer, os espectadores mais cinéfilos já tomam atenção a outros aspectos. E foi nesses aspectos que encontraram motivos de desilusão.
Não sou o maior fã do filme, admito. Quando vi o filme fiquei desiludido com a história mas, mesmo assim, considerei um bom blockbuster e reconheci que, a nível técnico, a tal revolução prometida estava cumprida. Para mim, o problema do filme foi a falta de originalidade que o argumento apresentava. No entanto, era um argumento clássico, com todas as pontas ligadas. Era um argumento bem escrito, com algumas boas ideias pelo meio. Se podia ser melhor? Podia e devia ter sido. Mas mesmo assim, é um blockbuster.

Cumprimentos :)