terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Retrospectiva F.C. #30

Star Wars, de George Lucas

Já vamos em 30 filmes nesta nossa retrospectiva. E para marcar essa marca, apresentamos o histórico Star Wars, o filme que marcou tanto o género como a indústria cinematográfica para sempre!
O ano é 1977. A Fox publicitava o filme desde o ano anterior, já que a primeira data de estreia era o Natal de 1976. No entanto, devido aos vários problemas de produção e pós-produção do filme, que levaram a que Lucas tivesse quase um ataque cardíaco, a estreia foi adiada para Maio de 77. Os amigos de Lucas, onde estava Brian De Palma, já tinham visto uma versão inacabada do filme e pensavam em que sarilhos Lucas estava, que a sua carreira tinha acabado. Todos, à excepção de Steven Spielberg. Mesmo os actores estranhavam o que estavam a fazer e a grande estrela do filme, Sir Alec Guiness, foi uma das vozes mais conhecidas sobre o seu descontentamento em relação ao filme. A Fox estava nervosa e as redes de cinema não queriam passar o filme. Então o estúdio teve de fazer um acordo: os cinemas passam um filme que vai mais ao encontro do grande público e que poderá ser rentável mas, em troca, terão de passar Star Wars. Alguns concordaram, outros não. Entretanto, Lucas dá a ideia de fazer-se merchandising dedicada ao filme, um acto considerado por muitos de pura loucura. Na Comic Con, muita gente estava já com grande ansiedade em relação ao filme, algo que os produtores não esperavam. E aqui tinham um pequeno vislumbre dos fãs que tinham, ainda antes do filme estrear. E em Maio de 1977, Star Wars estreia.
Depois de todas as complicações, faziam-se filas gigantescas que viravam esquinas, sesões esgotadas durante meses, uma autêntica euforia e o grande nascimento da comunidade geek dava-se aqui, depois dum pequeno impulso dedicado à série Star Trek, que ganhou popularidade depois de cancelada.
Star Wars foi um fenómeno inédito! Todos falavam do filme e todos viam e reviam o filme de Lucas. O filme tornou-se no maior êxito de todos os tempos, destronando Jaws, estreado dois anos antes. E juntamente com Jaws, de Spielberg, criou-se o Blockbuster. E um filme de F.C., genero praticamente moribundo nas bilheteiras, tornou-se num dos pais dos blockbusters, no pai do merchandising dedicado a filmes e foi o filme que mudou a indústria para sempre, mudança essa que tem fortes ramificações ainda hoje, com o forte cinema comercial, o chamado cinema pipoca.
Para o género, Star Wars foi o filme necessário. Um elenco de desconhecidos, à excepção de Sir Alec Guiness, um épico espacial, um grande entretenimento e um dos maiores exemplos de F.C. alguma vez criados, com elementos de fantasia (e não só) à mistura.
O género foi salvo nas bilheteiras com Star Wars. Depois da obra de Lucas, também aclamada pela crítica, todos os estúdios queriam produzir F.C. no cinema (e na televisão) e isso foi muito evidente nos anos seguintes. Os êxitos foram constantes e o género conseguiu, finalmente, reconciliar-se com o grande público.

Apesar do grande impulso que Star Wars deu ao género, em 1977 estreou também outro filme que, se não fosse Star Wars, teria sido o filme de F.C. mais rentável em muito tempo. No entanto, Close Encounters of the Third Kind de Steven Spielberg, o nosso próximo filme, também foi bastante auxiliado pelo êxito esmagador de Star Wars. E Spielberg pega no tema de extra-terrestres, algo que o público gostou muito de ver.

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