Após ser deixado pela namorada, Lane Meyer fica com ideias de se suicidar. No entanto, acaba por conhecer Monique, por quem se apaixona. Meyer terá agora de enfrentar certos obstáculos e derrotar o seu rival amoroso, um perito em sky, para ganhar o coração da sua ex-namorada.
Realizado por Savage Steve Holland, um realizador/argumentista/animador, Better Off Dead é comédia interessante, cheia de bons momentos e com John Cusack como protagonista, na sua fase de filmes de adolescentes. Misturando a sua comédia algo louca e irreverente com sequências de animações bem conseguidas, Savage criou aqui uma das comédias de maior culto da década de 80 e um fime que merece ser redescoberto.
Secret Origin: The Story of DC Comics é um documentário acerca do nascimento do monstro dos comics americanos, a criação e importância dos super-heróis para as pessoas e para as épocas em que surgiram e o impacto cultural que tiveram. Não é só uma análise às personagens mais famosas da empresa mas também pelos caminhos mais adultos e menos comerciais da DC. Um excelente documentário, dirigido aos fãs de comics (e não só da DC) e uma viagem a outros tempos. Recomendado!
J vai morar com a sua avó e família quando a sua mãe morre de overdose. No entanto, a sua família está envolvida em actos criminosos e é investigada pela polícia, numa altura em que a polícia decide, por vezes, fazer justiça por suas mãos e eliminar certos criminosos. J, nunca conseguindo entrar dentro do mundo do crime como a família quer, apenas quer uma vida normal. David Michôd estreia-se na realização com este Animal Kingdom, um drama australiano que tem sido bastante aclamado pela crítica internacional, sendo comparado por algumas pessoas a Good Fellas. A verdade é que a obra de Michôt é uma prova de que podemos encontrar cinema de grande qualidade vindo da Austrália. Animal Kingdom é um retrato de destruição duma família australiana, destruição essa vinda do crime e da falta de confiança. Uma obra complexa, muito bem escrita, realizada e interpretada. Animal Kingdom está nomeado para um Globo de Ouro e é uma obra sólida que merece ser descoberta e que deveria estrear nas nossas salas. Um dos melhores filmes de 2010.
Uma jovem estudante, desesperada por dinheiro, aceita um trabalho de babysitter. No entanto, rapidamente descobre que não terá de tomar conta de crianças mas sim de uma idosa doente. Tendo de passar quatro horas na casa, a jovem rapidamente descobre que há algo de errado na casa. O realizador Ti West escreve e realiza um filme que é uma verdadeira homenagem aos filmes de terror dos anos 70 e 80. E que homenagem! The House of the Devil pode não ganhar pela criatividade mas ganha, sem dúvida alguma, pela forma como o filme é executado. A realização de Ti West é bastante competente, o argumento apresenta bons diálogos, as interpretações estão acima da média e o ritmo utilizado pelo filme é soberbo: um ritmo lento que cria um ambiente de tensão e de suspense intenso, colando o espectador ao filme. Mesmo os momentos finais, o ponto fraco do filme, que recorre mais ao gore, acaba por meter respeito! Pelo meio, ainda encontramos um ou outro actor conhecido dentro do género (Lee Wallace, a mãe de E.T. e a protagonista de The Howling e Tom Noonan, o assassino de Manhunter, de Michael Mann). The House of the Devil foi primeiro lançado em Video On Demand nos Estados Unidos e teve depois uma passagem muito limitada pelas salas de cinema americanas. No entanto, a crítica rendeu-se ao estilo 'escola antiga' do filme e à homenagem que tão bem sabe fazer, com uma fotografia cheia de grão, banda-sonora 80's e sem uso de CGI. O filme foi uma das obras de terror mais bem recebidas de 2009 e está a caminho de tornar-se objecto de culto. Infelizmente, entre nós o filme poderá permanecer inédito mesmo em DVD durante algum tempo. Foi boa a sua passagem pelo MOTELx deste ano. The House of the Devil é uma excelente obra de terror e um dos melhores do género nos últimos anos. O terror de baixo orçamento em toda a sua glória!
Num mundo onde todos dizem a verdade, por mais chocante que seja, Mark Bellison, num acto de desespero, consegue dizer uma mentira, criando assim o conceito da mesma. Com tal 'poder' e apercebendo-se que toda a gente acredita no que diz (já que ninguém sabe o que é mentir), Mark começa a usar isso para melhorar a sua vida e as dos outros. Escrito e realizado por Ricky Gervais e Matthew Robinson, The Invention of Lying é um filme que acaba por dividir-se em dois: a primeira parte é comédia, com uma premissa interessante e que dá bons frutos; a segunda parte é um drama com algumas pitadas de comédia, onde a história acaba por ser levada a certos locais algo estranhos (temos, por exemplo, a estranha criação da ideia de religião!). E é neste ponto que o filme perde: com uma ideia interessante e que começa bem, o filme muda radicalmente na segunda parte, perdendo o rótulo de comédia e ficando algo mais sério (no entanto, podemos dizer que Gervais não se sai nada mal no campo dramático!). Apesar disso, acaba por ser um filme ligeiro, com algns momentos divertidos e com boas prestações dos comediantes envolvidos (temos Gervais, Jonah Hill e Tina Fey num papel curto). Rob Lowe é o vilão de serviço e não está mal e Jennifer Garner é o suposto par romântico de Gervais (e aqui está igual aos seus outros filmes românticos). Temos ainda uns cameos interessantes e bem conseguidos (Phillip Seymour Hoffman e Edward Norton são os dois exemplos mais claros). The Invention of Lying é um filme interessante com uma ideia apelativa. No entanto, ficamos com a sensação que podia ter ido mais longe e ser mais arriscado e divertido, especialmente com a premissa aqui criada. Acaba por ser uma oportunidade perdida mas um filme interessante de descobrir. Agora falta chegar até nós Cemetery Junction, o coming-of-age drama escrito por Gervais e Stephen Merchant (que aqui também participa), os criadores de The Office e Extras, com Ralph Fiennes e Gervais em papel secundário. E as críticas têm sido boas!
Excelente homenagem ao Film Noir, onde Rian Johnson (fazendo aqui a sua estreia na realização) escreve uma história de detectives protagonizada por adolescentes (mas com mentalidades adultas, felizmente). Uma rapariga desaparece e o seu ex-namorado decide descobrir a verdade sobre o seu desaparecimento, envolvendo-se numa situação complicada. Jospeh Gordon-Levitt é o protagonista e dá mais uma prova de ser um dos próximos grandes talentos de Hollywood (e o restante elenco está fabuloso) enquanto que Johnson promete ser um dos realizadores a ter mais em conta no futuro (já estreou entretanto o seu segundo filme, o aclamado The Brothers Bloom, que ainda não vimos). O argumento está construído de forma brilhante, com excelentes diálogos e tudo extremamente bem dirigido por Johnson, acompanhado por um estilo visual algo peculiar e original. Quanto ao final, temos aqui mais um mistério do Cinema recente: já circulam várias teorias (há quem diga que o filme é totalmente alterado pela 'revelação' final). No entanto, nada melhor que rever (várias vezes, de preferência) a obra de Johnson, sendo algo obrigatório para uma melhor compreensão do filme, já que é algo denso e complexo e recheado de pequenos pormenores e referências (algumas alusivas ao clássico do Cinema Noir, The Maltese Falcon). Brick é uma obra obrigatória, cujo culto irá crescer ainda mais. Sem dúvida, uma das melhores e mais surpreendentes obras da década passada.
Um dos filmes mais aclamados de 2009 e sem ter direito a estreia nas nossas salas de cinema (uma decisão triste para um filme que merecia ser descoberto dessa forma, apesar de ter passado em Estoril), a obra de Mark Webb é uma inteligente e refrescante comédia romântica, onde não temos uma história de amor mas sim de amor (como diz a tagline) e corações destroçados. Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel estão fantásticos como os protagonistas, o argumento é original e divertido, a banda-sonora é fabulosa e a realização de Webb (o realizador do futuro 'reboot' de Spider-Man) é exemplar. Destaque para o original momento musical. Um filme delicioso e romântico e um dos melhores de 2009. Pena não ter estreado entre nós (uma das grandes vítimas de pobres escolhas).
Sam Tyler é um polícia que, após ser atropelado em 2006, acorda em 1973. A questão é se está louco, em coma ou se terá realmente voltado atrás no tempo. Fazendo parte da polícia de Manchester, Tyler tem como seu superior Gene Hunt, um polícia à antiga, que não liga às regras e é capaz de tudo para resolver um caso da forma mais rápida possível. Life on Mars (cujo título é retirado da música de David Bowie, do mesmo nome) é uma série policial britânica que já ganhou estatuto de culto (e teve direito a um remake americano, de pouco sucesso), que leva o espectador a visitar a década de 70, através de várias referências (por exemplo, Gene Hunt é um verdadeiro fã de Sergio Leone) e da sua banda-sonora composta por clássicos da época. John Simm e Phillip Glenister são os dois protagonistas e têm uma química fabulosa, como os dois polícias que têm de lutar sempre um contra o outro para chegarem à mesma conclusão. São duas personagens opostas mas iguais uma à outra, estando bastante bem desenvolvidas. Life on Mars é composta por apenas 16 episódios (os criadores decidiram terminar a série enquanto esta estava no auge e não devido a baixas audiências, coisa que não aconteceu com a série) mas através desses episódios, conhecemos as personagens e o universo à volta delas. O final da primeira temporada é bastante bom mas o final da série acaba por ser um dos melhores televisivos da história, onde a série joga com o espectador, com certos 'twists' inesperados mas que fazem todo o sentido. E destaque especial (ATENÇÃO: SPOILER) ao falso final, algo simplesmente brilhante e enganador. Resumindo: Life on Mars é uma das melhores séries dos últimos tempos, com vários momentos marcantes e foi um verdadeiro prazer acompanhar Sam Tyler e Gene Hunt nas suas disputas e aventuras.
Venha daí Ashes to Ashes (que já referi no post abaixo), a sequela passada em 1981 (o primeiro episódio já está visto e agora vamos para o segundo).
O realizador alemão Werner Herzog decide fazer o seu próprio Bad Lieutenant com esta obra que não é nem sequela nem remake (Abel Ferrara não achou muita piada à ideia). O protagonista é Nicolas Cage, no papel dum tenente da polícia de Nova Orleães que tem vários vícios, tais como drogas, jogo e distorcer a lei. Tudo isto enquanto investiga cinco homicídios e ajuda uma amiga sua que é prostituta (Eva Mendes). Herzog cria um excelente thriller policial, com uma grandiosa interpretação de Cage, naquela que é o seu papel mais ousado em anos, mostrando que ainda é um excelente actor, apesar dos seus últimos filmes. Bad Lieutenant é mais um exemplo do cinema arriscado de Herzog e acaba por ser um dos melhores filmes de 2009, com um Nicolas Cage em grande forma e um Val Kilmer muito secundário.
P.S.: Já teve data de estreia entre nós. No entanto, foi adiado e está agora perdido, sem previsão de estreia. Mais um caso típico em que as distribuidoras esquecem filmes de qualidade.
Em 1989, John Woo reunia-se com Chow Yun-Fat depois dos dois primeiros filmes de A Better Tomorrow (dois quais aqui falaremos brevemente) e o resultado foi este The Killer, um filme de acção onde encontramos um assassino que, depois de cegar uma cantora por acidente num tiroteio, decide aceitar uma última missão e ajudá-la a recuperar a sua visão, entrando numa viajem de redenção, onde acabamos por encontrar duas histórias de camaradagem e amizade únicas. Woo escreve e realiza este poderoso filme de acção, onde uma vez mais utiliza Yun-Fat como o 'herói' de acção (e este título fica-lhe tão bem), apresentando fantásticas cenas de acção, como é habitual do realizador. Para além disso, temos mais um argumento bem conseguido e complexo por parte de Woo, tornando este um dos melhores exemplos de cinema de acção do cinema. Pessoalmente, Hard Boiled é um filme superior a nível de acção. No entanto, onde este The Killer ganha é na sua história trágica. Mais uma grande obra do melhor realizador de acção do mundo.
Tequilla (Chow Yun-Fat) é um polícia de Hong Kong que está a investigar um caso relacionado com tráfico de armas. Depois de perder o seu colega e com o surgimento dum perigoso criminoso (Anthony Wong), Tequilla tem de perseguir a sua única pista: um assassinato numa biblioteca. John Woo realiza este Hard Boiled, um filme de acção de cortar a respiração, com Chow Yun-Fat como o perfeito herói de acção. As sequências de acção são grandiosas e filmadas com o toque especial de Woo, que utiliza a câmara lenta de forma brilhante, criando o seu ballet sangrento e explosivo a que já nos habituou. Ao lado de Chow Yun-Fat, temos Tony Leung e Anthony Wong, criando um trio de protagonistas credíveis. Woo consegue ainda trazer uma história de companheirismo e uma homenagem à força policial de Hong Kong. Hard Boiled é uma obra-prima do cinema de acção e um filme altamente influente, tratando-se dum dos melhores filmes de sempre dentro do género. Obrigatório.
Depois do enorme êxito de Police Story, Jackie Chan volta a realizar um outro filme que ficaria para a história do cinema de acção de Hong Kong: Armour of God. Estreado em 1987 (entre os dois capítulos de Police Story e depois de Project A, outro clássico do género), Armour of God é um filme de aventura e acção, bastante inspirado em Indiana Jones. Jackie Chan é um caçador de prémios que decide ajudar um velho amigo a salvar a namorada. Pelo meio, deverá proteger um artefacto valioso que é procurado por uma estranha seita. Armour of God é mais um excelente filme de acção e comédia, com as fantásticas acrobacias e sequências de luta que marcam o estilo de Chan. Como não podia deixar de ser, a história aqui não interessa muito, o objectivo é divertir e mostrar o trabalho excepcional dos duplos e de Chan. O êxito de Armour of God foi grande que deu origem a uma sequela: Operation Condor. Seguindo a linha do primeiro filme, Operation Condor apresenta ainda mais doses de humor e sequências de cortar a respiração. Chan volta à realização e traz, uma vez mais, um memorável filme de acção que, como já havia feito antes, marcou o género uma vez mais. Os dois filmes de Armour of God são um perfeito exemplo do cinema espectáculo que Jackie Chan consegue criar no seu país natal e são duas obras essenciais do cinema de acção de Hong Kong.
Jackie Chan realizou e protagonizou em 1984 aquele que mudaria para sempre o cinema de acção de Hong Kong, Police Story. A história é simples mas as cenas de acção e a coreografia das sequências de luta são extraordinárias. No entanto, Chan consegue dar ainda um pouco de humor típico de Hong Kong. Police Story (O incorruptível, em português) é uma das melhores obras de Jackie Chan e um dos filmes de acção mais influentes da história (a cena inicial, do carro a atravessar as barracas é, obviamente, copiada de forma descarada por Michael Bay em Bad Boys 2 e, com orçamento maior, Bay não consegue igualar de forma alguma, a espectacularidade e realismo da cena filmada por Chan), com algumas das cenas de duplos mais inacreditáveis. Três anos depois, devido ao enorme êxito de Police Story, Jackie Chan decide voltar ao personagem e cria uma sequela directa. O elenco regressa todo (onde destacamos Maggie Cheung) e a qualidade da primeira parte permanece. Temos aqui uma sequela que nada envergonha o seu antecessor: é uma continuação com mais acção e, claramente, orçamento ainda maior. Resultado: Police Story 1 e 2 são dois dos melhores exemplos do cinema de acção de Hong Kong dos anos 80 e duas obras altamente influentes dentro do género. E dois dos melhores trabalhos de Jackie Chan. Essencial.
Depois da repórter Rachel Armstrong publicar que Erica Van Doren, aparentemente uma mulher vulgar, é uma agente secreta da CIA, ela começa a ser perseguida pelo governo para revelar a fonte de tal informação, ameaçando que tal pessoa poderá ser perigosa para a segurança nacional.
Determinada a manter os seus princípios como jornalista, Rachel recusa-se a tal, correndo o risco de passar tempo na prisão até mudar de ideias. Baseado num caso real, Rod Lurie realiza este thriller actual que podemos considerar como sendo o oposto a All the Presidents Men - Os homens do Presidente (Allan J. Pakula), sendo que, enquanto a obra clássica de Pakula mostra o enorme poder da imprensa na altura (através do escândalo Watergate, que fez com que Richard Nixon se demitisse como presidente) aqui temos a situação contrária: o governo consegue ter formas de enfrentar a imprensa e evitar escândalos. Nothung But the Truth é, assim, um filme que poderá criar alguns temas de discussão interessante: o poder da imprensa nos dias de hoje e a forma como o governo pode dar voltas a certas leis para cobrir e evitar situações constrangedoras, mesmo tendo de desrespeitar certos princípios. Lurie traz-nos um thriller bem construído e escrito e com uma realização competente. A nível de interpretações, Kate Beckinsale está fantástica como protagonista (finalmente um papel mais sério e desafiante onde pode mostrar o seu talento), Vera Farmiga está excelente como sempre, Matt Dillon e Alan Alda estão em forma e Angela Basset está algo apagada. Nothing But the Truth é um filme que passou despercebido nas salas de cinema. No entanto, é um filme a descobrir e um dos thrillers mais bem conseguidos de 2009.
James Brennan (o fabuloso Jesse Eisenberg) tem de encontrar um trabalho de Verão, que lhe permita juntar dinheiro para ir para a universidade em Nova Iorque. Devido à sua falta de actividades profissionais, o único local onde encontra uma vaga é em Adventureland, um parque de diversões. E é aqui que a sua vida vai mudar e a sua passagem para a vida de adulto vai acontecer. Gregg Motolla, realizador do excelente Superbad, traz-nos este Adventureland, uma comédia ('coming-of-age') deliciosa e inteligente, provando que Motolla é um talento a ter em conta no futuro. Jesse Eisenberg (Zombieland) é o protagonista e Kristen Stewart (Twilight) mostra uma vez mais que tem talento para ir mais além do que a saga de vampiros que a popularizou. A dupla de protagonistas está em grande forma e têm interpretações muito acima da média. Ambos são ajudados por Ryan Reynolds, Bill Hader e Kristen Wigg (os hilariantes donos de Adventureland). O argumento não traz nada de novo, no entanto está bem desenvolvido e com personagens tocantes e convincentes, sendo um dos grandes trunfos da obra. A destacar a fabulosa banda-sonora oitentista (o filme passa-se em 1987 e traz muitas memórias desses bons tempos), onde estão incluídos Lou Reed, INXS, David Bowie, entre outros. Adventureland é uma obra a não perder, uma das melhores comédias do ano passado e uma obra a descobrir sem falta. Mais uma infeliz baixa dos 'Directos para DVD' cá em Portugal, sendo que a sua passagem pelas nossas salas deveria ser obrigatória.
Em 2009, estreou nas salas americanas (em exibição limitada) esta comédia negra de Bobcatt Goldthwait, protagonizada por Robin Williams. O filme foi bastante bem recebido e parece ser uma das obras mais subestimadas do ano passado. Williams foi bastante elogiado pela sua interpretação numa comédia negra e bastante dramática. Bobcat Goldthwait (da série Police Academy) surpreendeu todos com esta sua obra. A estreia entre nós não está marcada (provavelmente mais um directo para DVD, injustamente).
Drag Me To HellTrata-se do regresso de Sam Raimi ao género que o lançou no cinema: o terror. Estreado nos Estados Unidos no final de Maio, o aclamado filme de Raimi permanece sem data de estreia em Portugal (e será imperdoável se for directamente para DVD). Muitos consideram esta uma das melhores obras americanas de terror dos últimos anos, defendo que trata-se duma película de grande entretenimento e um grande regresso de Raimi ao terror. Em breve, daremos a nossa opinião, com a esperança de que a estreia entre nós esteja para breve e que não passe despercebido pelo nosso país.
Em 2003, estreia The Room, um aparente melodrama poderoso escrito, produzido, realizado e interpretado por Tommy Wiseau. Ao contrário do que se esperava (um grande drama à lá Tenesse Williams, com uma poderosa interpretação de Tommy Wiseau), o filme acaba por ser um verdadeiro espectáculo de comédia acidental, com representações asquerosas (e Tommy Wiseau é fantasticamente cómico a ser mau!), diálogos fora de tempo e sem sentido algum, argumento sem nexo e extremamente ridículo, tudo feito de uma forma hilariante e que deixa qualquer um a rir e a chorar por mais. Devido a estes (e muitos mais motivos), o filme ganhou um enorme estatuto de culto e já está em exibição nos Estados Unidos há seis anos, sempre com sessões esgotadas (e já passa pelo Reino Unido). O visionamento do filme já requer algumas regras (tal como aconteceu com The Rocky Horror Show) e revela-se um enorme entretenimento. O filme já tem fãs conhecidos, como Kristen Bell (Veronica Mars; Forgetting Sarah Marshall) e Paul Rudd (I Love You, Man; Role Models) e, pelo que se diz, há alguém famoso que quer fazer o remake da obra. The Room revela-se o Plan 9 From Outer Space duma nova geração, uma verdadeira enciclopédia sobre como não se fazer um filme e revela-se, aparentemente, um verdadeiro espectáculo de comédia. Em breve, daremos um comentário ao filme, após o vermos (infelizmente não será numa sala de cinema, sob as ditas regras). No entanto, aqui deixamos algumas cenas e que o culto de The Room e de Tommy Wiseau se espalhe...
Aqui fica a cena que tornou o filme uma lenda, onde Wiseau tenta ser um James Dean ou um Marlon Brando:
O jogo do 'passa-bola que estás a 3 passos de distância' que começa numa conversa ridícula e acaba numa queda ainda mais ridícula:
Hi Doggie:
(Atira a garrafa ao chão) I did not!!!:
P.S.: The Room serve de mote para aqui anunciarmos que futuramente colocaremos a nossa lista dos piores filmes de sempre, de acordo com a nossa perspectiva. Quando tivermos a lista elaborada, começaremos a colocá-la aqui. Aguardem...
Dois amigos, comerciais para um bebida energética, vêem as suas vidas arruinadas após um incidente ridículo, resultado do fim de noivado entre Danny (Paul Rudd) e Beth (Elizabeth Banks). Tendo como escolha a prisão ou participar num programa de apoio a crianças dificéis, Danny e Wheeler (Seann William Scott) escolhem a última opção, ficando assim a cargo da presidente da associação, uma ex-toxicodependente (Jane Lynch). A Danny é entregue um adolescente, Augie (Christopher Mintz-Plasse, o hilariante McLovin' de Superbad), que vive no seu próprio mundo de aventura e fantasia, participando num evento realista da época medieval. A Wheeler é entregue Ronnie (Bobb'e J. Thompson), um jovem de cerca de 11 anos que utiliza uma linguagem sempre forte e aparenta ser um rebelde.
Role Models começa por ser uma comédia vulgar (mas com piada) acerca de dois homens algo intantis e irresponsáveis e torna-se num objecto hilariante sobre uma cultura existente e sobre pessoas reclusas, que vivem na sua prórpia realizade e que são muitas vezes incompreendidas. O filme culmina num combate hilariante, misturando culturas (época medieval com a banda Kiss, por exemplo) e acaba por ser bem sucedida onde muitas falhariam: fazer comédia com algo sério, levando-se a sério mas fazendo uma paródia bem sucedida. O filme nunca cai no ridículo, os dois protagonistas são fabulosos (Paul Rudd a destacar-se cada vez e merecedor de tal) e, assim, temos os ingredientes certos para uma boa comédia, a pedir para ser descoberta por cá, já que foi, imperdoávelmente, directamente para DVD.
O melhor: os quatro protagonistas hilariantes, o combate final.
O pior: não ter estrado entre nós, sendo mais uma baixa, ao lado do imperdoável Pineapple Express.