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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

The House of the Devil, de Ti West (2009)

Uma jovem estudante, desesperada por dinheiro, aceita um trabalho de babysitter. No entanto, rapidamente descobre que não terá de tomar conta de crianças mas sim de uma idosa doente. Tendo de passar quatro horas na casa, a jovem rapidamente descobre que há algo de errado na casa.
O realizador Ti West escreve e realiza um filme que é uma verdadeira homenagem aos filmes de terror dos anos 70 e 80. E que homenagem! The House of the Devil pode não ganhar pela criatividade mas ganha, sem dúvida alguma, pela forma como o filme é executado. A realização de Ti West é bastante competente, o argumento apresenta bons diálogos, as interpretações estão acima da média e o ritmo utilizado pelo filme é soberbo: um ritmo lento que cria um ambiente de tensão e de suspense intenso, colando o espectador ao filme. Mesmo os momentos finais, o ponto fraco do filme, que recorre mais ao gore, acaba por meter respeito! Pelo meio, ainda encontramos um ou outro actor conhecido dentro do género (Lee Wallace, a mãe de E.T. e a protagonista de The Howling e Tom Noonan, o assassino de Manhunter, de Michael Mann).
The House of the Devil foi primeiro lançado em Video On Demand nos Estados Unidos e teve depois uma passagem muito limitada pelas salas de cinema americanas. No entanto, a crítica rendeu-se ao estilo 'escola antiga' do filme e à homenagem que tão bem sabe fazer, com uma fotografia cheia de grão, banda-sonora 80's e sem uso de CGI. O filme foi uma das obras de terror mais bem recebidas de 2009 e está a caminho de tornar-se objecto de culto. Infelizmente, entre nós o filme poderá permanecer inédito mesmo em DVD durante algum tempo. Foi boa a sua passagem pelo MOTELx deste ano.
The House of the Devil é uma excelente obra de terror e um dos melhores do género nos últimos anos. O terror de baixo orçamento em toda a sua glória!

Triangle, de Christopher Smith (2009)

Contar a história de Triangle seria revelar muito do filme. O novo filme de Christopher Smith (Creep; Severance) é um thriller à lá Twilight Zone com alguns momentos de slasher movie. Melissa George é a protagonista e está extremamente bem, num papel algo complicado. O filme pede a atenção total do espectador, devido a certos pormenores que, à primeira vista, parecem vulgares e sem qualquer tipo de importância. Para além disso, um segundo visionamento é quase obrigatório.
Triangle é um quebra-cabeças complexo e inteligente que, apesar de tudo, não ofende o espectador. Pelo contrário, consegue prender a sua atenção e desafia o espectador a entrar neste jogo interessante.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Mutant Chronicles, de Simon Hunter (2008)

Num futuro distante, a raça humana está perto da extinção devido aos mutantes que habitam o planeta. Um pequeno grupo está determinado em ir à origem do problema, partindo para aquela que será a missão que poderá salvar a humanidade.
The Mutant Chronicles é um filme de acção, terror e ficção científica que bebe inspiração em vários elementos. No entanto, a concepção do filme é tão pobre e má que estamos perante algo que tem aspecto de ser uma produção amadora. O orçamento não é grande (vê-se claramente) mas a realização é pobre e sem inspiração alguma (por vezes, parece que estamos a ver um filme realizado por uma criança de 12 anos!), com cenas de acção sem entusiasmo e extremamente mal montadas e filmadas. O argumento é uma lástima, para não falar dos diálogos sem nexo. Os actores estão duma pobreza completa (Thomas Jane tem uma interpretação lamentável e Ron Perlman ainda se safa mas não o suficiente para salvar as suas falas desastrosas e custa ver John Malkovich metido numa encrenca destas, se bem que é apenas por cerca de 5 minutos) e os efeitos especiais são algo de deixar qualquer um de boca aberta... por todos os motivos errados (parece que temos uma mistura de Sky Captain com um filme de terror).
The Mutant Chronicles é um filme que nunca consegue ter uma nível de qualidade razoável, devido à realização fraca e a uma produção pobre e sem chama. Um dos piores filmes dos últimos tempos e uma perda de tempo completa!

P.S.: A tentativa de incutir alguns temas de religião e fé caiem do céu, sem razão alguma, o que causa ainda mais estranheza ao filme.

domingo, 1 de agosto de 2010

Shelter, de Mans Marlin e Bjorn Stein (2010)

Uma psicóloga ainda afectada pela morte do marido aceita ajudar o seu pai, também psicólogo, a resolver o mistério por detrás das várias personalidades de um paciente. No entanto, cada personalidade tem um mistério, mistério esse que poderá ser algo mais que personalidades múltiplas.
Shelter é um thriller psicológico que tem estado arrumado na prateleira por dois anos. O filme foi rodado em 2008, passou no European Film Market em Fevereiro de 2009 e só este ano é que começou a estrear em certos países. E o filme acaba por inserir-se na categoria de 'começa bem mas acaba mal'.
A primeira parte tem muito a ver com o mistério da personagem de Jonathan Rhys-Myers e a investigação por detrás de cada personalidade. No entanto, é revelado bastante cedo que há algo mais que isso, um outro elemento que demora a ser explicado. Portanto, a primeira hora, embora seja algo interessante, não avança muito, excepto quando conhecemos novas personalidades do doente. A segunda metade é aquilo que podemos chamar de 'carne para canhão', onde o filme entra em piloto automático e, perdendo fé no material em mãos, decide tornar-se no filme de terror genérico, de susto fácil.
Shelter é mais um filme com uma boa ideia e que não foi totalmente aproveitada. O filme ganha bastante pela presença da sempre excelente Julianne Moore e nada mais. Jonathan Rhys-Meyrs está num campo onde percebemos facilmente que não está à vontade, apesar de não ter um desempenho mau, este é apenas mediano.
Um thriller mediano, que podia ir mais longe, se fosse executado de forma diferente.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Legion, de Scott Charles Stewart (2010)

Um anjo vem à Terra para ajudar um grupo de pessoas a sobreviver ao apocalipse que está prestes a chegar. No entanto, dentro desse pequeno grupo de pessoas, encontra-se a esperança para a sobrevivência da raça humana.
Legion é um filme de acção e que apresenta uma ideia algo interessante. No entanto, acaba por ser mais um caso onde a pobre execução (e neste caso, o próprio argumento) faz com que esta seja uma ideia extremamente mal aproveitada. O argumento e os diálogos são péssimos, a realização é básica e as próprias cenas de acção ora são mal filmadas, ora são mal feitas. E nem o elenco (que tem alguns actores de jeito, como Paul Bettany, Dennis Quaid e Charles S. Dutton) se safa, no meio de tanta coisa mal feita neste Legion.
Legion é, claramente, mais um caso onde uma boa ideia foi parar (neste caso, pensada) pela pessoa errada. Um pobre filme de acção, onde não são muito os momentos de destaque.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

The Fourth Kind, de Olatunde Osunsanmi (2009)

Depois do homicídio do seu marido, a psiquiatra Abbey Tyler (Milla Jovovich) pede ajuda a um colega de profissão para sessões de hipnose. Determinada a continuar com o trabalho de investigação do seu marido, Abbey regressa à pequena cidade onde mora, Nome, no Alaska. E é em sessões com pacientes seus que descobre que algo de bastante invulgar está a ter lugar na pequena localidade.
The Fourth Kind aborda o misterioso tema dos raptos por parte de extra-terrestres e, como no poster é-nos dito, é baseado em casos de estudo verídicos. E a equipa do filme quer vender a história do filme como sendo um caso verídico. Como o faz? Conta-nos a versão ficcionalizada, protagonizada por Milla Jovovich enquanto vai-nos apresentando, em simultâneo, as entrevistas à Abbey Tyler 'real' e várias gravações 'verídicas' das sessões realizadas por Abbey aos seus pacientes 'reais'.
E é exactamente aí que reside o grande problema do filme: a forma barata como tenta vender a história como sendo verdadeira quando os relatos e as gravações 'reais' são claramente ficciondas (o entrevistador da Abbey 'real' é o realizador) e tal é feito de forma evidente, fazendo com que o espectador nuunca acredite na história que nos estão a contar.
É certo que é uma forma diferente de contar uma história. No entanto, não é um acontecimento verídico, não havendo assim necessidade de fazer tal artimanha.
As cenas do filme protagonizado por Jovovich (ou seja, as cenas inspiradas na história supostamente real) não são más, apesar de vários defeitos, e chegam a ter bastante efeito (os momentos em que as personagens estão possuídas por entidades extra-terrestres são algo arrepiantes). No entanto, os bons momentos estão rodeados por momentos de má representação (os momentos com a Abbey Tyler 'real' são fracos, com uma actriz insonsa e nada credível) e a realização do filme acaba por ser fraca e vulgar.
The Fourth Kind é mais um filme com uma ideia interessante que deveria ter sido explorada de forma diferente e mais competente, sem querer vender uma ideia falsa de história verídica de forma tão descarada ao seu público. No entanto, ainda encontramos alguns momentos que ajudam a salvar o filme (destaque para os créditos finais, sem a habitual música a acompanhar mas sim por gravações, aqui sim reais, de pessoas que viram OVNIS e afins).

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Já vimos...

(500) Days of Summer (Mark Webb)

Um dos filmes mais aclamados de 2009 e sem ter direito a estreia nas nossas salas de cinema (uma decisão triste para um filme que merecia ser descoberto dessa forma, apesar de ter passado em Estoril), a obra de Mark Webb é uma inteligente e refrescante comédia romântica, onde não temos uma história de amor mas sim de amor (como diz a tagline) e corações destroçados. Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel estão fantásticos como os protagonistas, o argumento é original e divertido, a banda-sonora é fabulosa e a realização de Webb (o realizador do futuro 'reboot' de Spider-Man) é exemplar. Destaque para o original momento musical.
Um filme delicioso e romântico e um dos melhores de 2009. Pena não ter estreado entre nós (uma das grandes vítimas de pobres escolhas).

sábado, 10 de abril de 2010

Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans, de Werner Herzog (2009)

O realizador alemão Werner Herzog decide fazer o seu próprio Bad Lieutenant com esta obra que não é nem sequela nem remake (Abel Ferrara não achou muita piada à ideia). O protagonista é Nicolas Cage, no papel dum tenente da polícia de Nova Orleães que tem vários vícios, tais como drogas, jogo e distorcer a lei. Tudo isto enquanto investiga cinco homicídios e ajuda uma amiga sua que é prostituta (Eva Mendes).
Herzog cria um excelente thriller policial, com uma grandiosa interpretação de Cage, naquela que é o seu papel mais ousado em anos, mostrando que ainda é um excelente actor, apesar dos seus últimos filmes.
Bad Lieutenant é mais um exemplo do cinema arriscado de Herzog e acaba por ser um dos melhores filmes de 2009, com um Nicolas Cage em grande forma e um Val Kilmer muito secundário.

P.S.: Já teve data de estreia entre nós. No entanto, foi adiado e está agora perdido, sem previsão de estreia. Mais um caso típico em que as distribuidoras esquecem filmes de qualidade.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Afinal quando é isto aparece cá em Portugal?

Drag Me To Hell, o regresso de Sam Raimi ao género do Terror, estreou nos Estados Unidos no final de Maio de 2009. Apesar dos resultados de bilheteira não terem sido os melhores (cerca de 41 milhões de dólares para um filme que teve orçamento de cerca de 30 milhões), as críticas foram extremamente positivas. Por exemplo, no Rotten Tomatoes, o filme encontra-se com a classificação acima dos 90%, algo difícil para um filme do género.
No entanto, Drag Me To Hell permanece inédito no nosso país. Nunca teve data de estreia prevista e o cenário continua o mesmo. Nem um lançamento em DVD está previsto (e seria uma triste decisão ter lançamento directo para DVD mas, nesse campo, já nada nos surpreende).
Por aqui, já vimos o filme e é verdade que é um excelente regresso de Raimi ao género que o tornou conhecido. A mistura de Terror com Comédia é bem construída, criando situações originais. E é isso que Drag Me To Hell é: um dos filmes de Terror mais originais dos últimos anos e uma excelente entrada dentro da Comédia de Terror. Só é pena o triste tratamento (e esquecimento) de que está a ser alvo.