Mostrar mensagens com a etiqueta David Lynch. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta David Lynch. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Retrospectiva F.C. #44

Dune, de David Lynch

Em 1984, a Universal Pictures começou a publicitar Dune como o evento cinematográfico do ano. A trilogia Star Wars terminara no ano anterior com Return of the Jedi e o êxito foi, novamente, estrondoso. Era preciso encontrar uma nova saga de F.C. de proporções épicas. E aparentemente, adaptar a obra de Frank Herbert ao cinema era a ideia ideal, sendo que tinha bastantes fãs. Para mais, o realizador era David Lynch, realizador que tinha sido bastante aclamado com Eraserhead e The Elephant Man.
Saiu tudo furado... O filme estreou e foi um flop gigantesco, a crítica não foi simpática e o filme de orçamento elevado não recuperou os seus gastos. E foi o suficiente para Lynch não se envolver com grandes estúdios novamente, apesar de proclamar que a versão estreada não era a sua visão para a obra.
O filme, invulgar mas de bom entretenimento, foi redescoberto mais tarde e ganhou estatuto de culto. A obra de Herbert ainda está à espera de ter uma adaptação cinematográfica, embora já esteja uma em início de pré-produção. No entanto, uma mini-série foi produzida, acompanhada pela adaptação da sequela de Dune.

Dune é um objecto curioso dentro da F.C. da década de 80 e um dos grandes filmes de culto dessa época.

Amanhã vamos para uma obra ligeira, que mistura F.C., Comédia, Aventura e êxito de bilheteira estrondoso. Falamos de Back to the Future, de 1985.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Só agora é que descobri...

Wild at Heart, de David Lynch


Conclusão: deveria ter descoberto à mais tempo, esta magnífica obra de Lynch. Cage e Dern são um par perfeito e o resto do elenco está grandioso (destaque para Willem Dafoe e o seu 'Fuck me' com Laura Dern). Um filme de outro mundo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Só agora descobrimos...

Blue Velvet - Veludo Azul (David Lynch, 1986)Simplesmente brilhante!

P.S.:
Depois duma pequena pausa, o nosso espaço vai voltar à normalidade (assim o esperamos, pelo menos). As nossas rubricas vão regressar à normalidade, juntando ainda esta que hoje tem início (que tem o nome bem vulgar de 'Só agora descobrimos...'). A rubrica dá destaque a obras importantes que só agora nós descobrimos. Quanto a comentário ao filme, serão sempre poucas palavras (como podemos exemplificar com esta obra-prima que faz a estreia). Desafiamos os nossos visitantes a fazerem o mesmo.
A nova rubrica é semanal, portanto, para a semana teremos uma nova obra a ser descoberta e colocada aqui. Podem dar sugestões, quem quiser.
Pedimos desculpa pela ausência (falta de tempo) e esperamos estar de regresso.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

E o filme desta noite é...

Surveillance, de Jennifer Lynch (2008)
IMDB

Trailer:


Comentário:
Uma menina, uma rapariga e um polícia vão ser questionados pelo FBI após um terrível acidente. Os três terão de reviver o drama que passaram, de forma a poderem descobrir os responsáveis.
Surveillance, que esteve presente em Cannes em 2008, é a segunda longa-metragem de Jennifer Lynch, filha de David Lynch (que é produtor executivo do filme), vários anos após a sua fracassada estreia na realização com Boxing Helena. O filme trata-se dum thriller violento e perturbador, com vários toques de humor negro e com alguns momentos algo lynchianos. No entanto, esse tom pode por vezes não resultar tão bem como seria de esperar. O argumento, apesar de ser algo previsível (pelo menos, na nossa opinião), está bem conseguido, apresentando um twist final, surpreendente em alguns aspectos. O pequeno elenco é encabeçado por Julia Ormond e pelo muito subestimado Bill Pullman, ambos em excelente forma.
Surveillance é um filme que divide opiniões. No entanto, revela ser um bom trabaloh de Jennifer Lynch, redimindo-se do seu filme anterior. Um filme que vale a pena descobrir.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

E o filme desta noite é...

Twin Peaks: Fire Walk With Me, de David Lynch (1992)IMDB

Trailer:


Comentário:
Hoje regressa a nossa rúbrica, depois do visionamento na íntegra da série Twin Peaks. E depois de tal inesquecível viagem, teríamos de começar com o filme que serve de prequela. No entanto, a obra de David Lynch só deverá ser vista depois da série, de forma a evitar spoilers.
Twin Peaks: Fire Walk With Me é dividido em duas partes: a investigação inicial dum agente do FBI sobre a morte de Theresa Banks (referida na série). A segunda parte é dedicada aos últimos sete dias de vida de Laura Palmer, cuja morte causa todos os eventos que vimos na série.
Para quem está à espera de algo semelhante à série, fica iludido. O aspecto soap-opera desaparece e temos aqui um produto tipicamente Lynchiano, tudo dentro do universo apresentado na série mas levado a limites nunca antes vistos. No entanto, várias respostas são dadas (e muitas outras perguntas colocadas, ao bom estilo do cineasta)e chegamos à conclusão de que Laura Palmer é uma figura trágica, cuja morte violenta revela ser um tipo de libertação.
O filme esteve presente no Festival de Cannes e não foi bem recebido. Para além disso, os resultados de bilheteira não foram bons e o desejo de Lynch em criar uma trilogia foram postos de lado. Pessoalmente, trata-se duma excelente obra de Lynch e uma grandiosa adição à série. Um filme que merece ser (re)descoberto e uma obra do qual é difícil falar sem revelar demasiado (tal como a série). Fundamental.

Twin Peaks, criada por Mark Frost e David Lynch (1990/1991)

Na pequena cidade de Twin Peaks, num dia de manhã cinzento, um corpo é encontrado, coberto por plástico. è Laura Palmer, uma jovem rapariga, filha dum advogado. Laura foi brutalmente assassinada e as pistas são imensas e os suspeitos ainda mais. Enquanto a sua morte afecta a cidade, um agente do FBI ajuda a polícia local a desvendar a verdade. Mas há algo que paira sobre a cidade...
Twin Peaks é um produto saído da mente de David Lynch. Tal pode ser comprovado pelo seu excelente episódio piloto, simplesmente um dos melhores trabalhos alguma vez feitos para televisão. No entanto, o resto da série é de uma qualidade invulgar para um produto televisivo e trata-se dum projecto invulgar (à lá Lynch), especialmente para um canal de televisão de canal aberto (CBS), revelando ser um dos projectos mais arriscados e alternativos da televisão.
Podemos dizer que tudo o que vemos e ouvimos na primeira temporada é perfeito. Tratam-se de episódios feitos com um cuidado especial, com diálogos e argumentos fantásticos. O ambiente criado para Twin Peaks é algo de soberbo: sombrio, arrepiante e perturbador: elementos essenciais para a trama da série, trama essa muitíssimo bem tratada e desenvolvida.
As personagens são fantásticas, onde destacamos o grande Dale Cooper (agente do FBI que não faz parte da cidade e, por algum motivo, apaixona-se pela região mais do que os seus habitantes) que forma uma parceria com o sheriff Harry S. Truman.
A segunda temporada começa de forma genial mas acaba por perder-se um pouco, após a resolução de um aspecto importante na trama. Nessa altura, a série arrasta-se, criando situações algo desnecessárias e fazendo com que a série perca o seu ritmo e alguma da sua qualidade inicial. No netanto, tudo é recompensado nos episódios finais, onde destacamos o final, algo que deixa qualquer um sem palavras. Um dos melhores finais de sempre.
Twin Peaks é uma série única, inovadora e de grande influência. Nunca houve uma série como esta e nunca haverá. Escrever um texto sobre a série é difícil, pois caímos no risco de revelarmos demais. Apenas podemos dizer que trata-se duma série de visionamento obrigatório. Várias vezes...
Uma das melhores séries de televisão alguma vez criadas.

sábado, 26 de setembro de 2009

Laura Palmer

Laura Palmer é encontrada morta, dentro dum saco de plástico, numa manhã cinzenta. Numa cidade pacata como Twin Peaks, o brutal homicídio de Laura vai atingir a todos. Com muitos mistérios por resolver, Laura Palmer torna-se na mítica figura da cidade. A sua morte permanece um mistério, mesmo depois da sua resolução na série. E com o seu falecimento, a cidade de Twin Peaks nunca mais foi a mesma (e a história da televisão também).

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sheriff Harry S. Truman

O sheriff de Twin Peaks, um agente da lei que apenas quer descobrir a verdade por detrás da morte de Laura Palmer. Ciente de que algo estranho paira na cidade e que nada é o que parece, aceita os métodos de trabalho peculiares do agente federal Dale Cooper, ficando ao seu lado e servindo de fiel parceiro e apresentador dos pequenos prazeres locais.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Dale Cooper - FBI

Dale Cooper, agente especial do FBI, enviado a Twin Peaks para investigar a morte de Laura Palmer. Sempre com gravador à mão, Cooper fica enfeitiçado pela cidade e pelos seus pequenos prazeres, aprecebendo-se rapidamente que Twin Peaks não é uma cidade vulgar. Caracterizado por um humor estranho e peculiar, o agente especial do FBI Dale Cooper é uma das mais carismáticas personagens da história da televisão.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Começa hoje...

Twin Peaks, criada por Mark Frost e David Lynch (1990)
A partir de hoje, começamos a analisar a mítica série Twin Peaks. Criada por Mark Frost e David Lynch (tendo realizado alguns episódios, como o piloto), a série tornou-se um marco da televisão, com a sua originalidade, mistério e excelente escrita. Culminando no filme prequela/sequela Twin Peaks - Fire Walk With Me: The Last Days of Laura Palmer, realizado por Lynch, começamos aqui uma viajem por um dos grandes mistérios da televisão.

Deixamos aqui o lendário genérico inicial da série:


Nota:
Devido ao visionamento integral da série, a rubrica 'E esta noite o filme é...' vai ter uma pequena pausa. A rubrica regressa com o filme Fire Walk With Me, de David Lynch, assim que a série terminar (que não irá demorar muito tempo). Até lá, sigam-nos nesta viajem...

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Inland Empire - de David Lynch


Já há um tempo que estou para ver o novo filme de David Lynch. Ao que parece apenas estreou em duas salas no nosso país. Lynch abraça nesta nova longa-metragem o formato digital e parece estar bastante contente com esta tecnologia. Não vou dizer mais nada por agora. Só depois de finalmente o ver. Até lá.