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quarta-feira, 15 de junho de 2011

X-Men: First Class, de Matthew Vaughn (2011)

Erik Lensherr e Charles Xavier tornam-se melhores amigos enquanto perseguem Sebastian Shaw, um perigoso mutante que tem intenções de criar a terceira guerra mundial e aniquilar a raça humana. No entanto, enquanto Xavier quer impedir Shaw e usar tal para tentar criar uma existência pacífica entre humanos e mutantes, Erik quer apenas vingança e tem pouca fé em tal existência.
Situado em 1962 e misturando ficção com certos eventos reais, X-Men: First Class conta-nos a origem dos X-Men e a razão pelas quais Erik tornou-se Magneto e seguiu o caminho oposto de Xavier.
Realizado por Matthew Vaughn e co-escrito por Bryan Singer, realizador dos dois primeiros (e melhores) filmes da saga, First Class é um excelente perfeito duma prequela bem feita: um filme que tem razão de existir, já que conta uma história que era preciso ser dada a conhecer e ser aprofundada dentro da saga X-Men. Para além disso, First Class tem um óptimo argumento, recheado de bons diálogos e boas personagens e não está recheado de cenas de acção e efeitos especiais, como outros filmes do género: as cenas de acção surgem quando têm de surgir e os efeitos especiais são utilizados para ajudar a contar a história.
Matthew Vaughn (Kick-Ass) prova ser o realizador perfeito para a saga. Curiosamente, Vaughn era para realizar o terceiro filme da saga mas saiu do projecto devido a diferenças artísticas. Vaughn traz-nos uma realização exemplar, sempre com um excelente ritmo, com excelentes cenas de acção e ajudado por um elenco em grande forma: Kevin Bacon está de regresso como Sebastian Shaw e cria um grande vilão, James MaCvoy é um excelente Xavier, o elenco mais jovem é talentoso (especialmente Jennifer Lawrence e Nicholas Hoult) e Michael Fassbender traz-nos um grandioso Magneto, uma personagem imperfeita e conflituosa, através dum excelente trabalho do actor, fazendo com que seja cada vez mais um dos melhores actores da actualidade.
Inesperadamente, X-Men: First Class torna-se no melhor filme da saga e no melhor blockbuster de 2011 até ao momento: um verdadeiro espectáculo de Verão, com uma boa história e com um elenco que queremos voltar a ver nestas personagens. Exemplar!

Classificação: 
★★★★★
 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Saga X-Men (2000 - 2009)

Com a estreia do quinto filme da saga de mutates da Marvel, o Movie Wagon decide revisitar os restantes filmes. A prequela X-Men: First Class estreia hoje nas nossas salas e tem sido alvo que boas críticas e apreciada pelos fãs.

X-Men, de Bryan Singer (2000)


Depois da Marvel ter adaptado ao cinema Blade, uma das personagens mais desconhecidas do seu universo, e ter resultados satisfatórios no box-office, foi decidido tentar levar uma franchise mais conhecida ao cinema. Tal honra coube a X-Men.
Num mundo em que os mutantes são descriminados pelos humanos, o Professor Charles Xavier lidera uma equipa de mutantes, os X-Men, para tentarem encontrar um equilíbrio entre as duas espécies. No entanto, o velho inimigo de Charles, Magneto, junta a sua irmandade de mutantes e cria um plano que poderá acabar com a raça humana. Usando a ajuda dos seus alunos e de Wolverine, um mutante canadiano com um passado desconhecido, Charles defronta Magneto.
Realizado por Bryan Singer (The Usual Suspects), X-Men foi o filme que deu início à onda de adaptações cinematográficas dos comics da Marvel (e não só). Apesar de cenas de acção fracas, o filme tem um bom argumento, situando o universo mutante num mundo realista, e com personagens bem desenvolvidas. Sente-se que esta primeira aventura de X-Men é um prelúdio para algo maior. Uma boa adaptação e um bom blockbuster. 

★★★★

X2: X-Men United, de Bryan Singer (2003)


Uns tempos depois dos acontecimentos do primeiro filme, um mutante ataca a Casa Branca e o Presidente dos Estados Unidos. Tal ataque poderá ser bastante prejudicial para a comunidade mutante. Para evitar mais ataques do mesmo tipo, o Presidente recorre à ajuda de William Stryker, um homem com um ódio aos mutantes e com uma agenda própria.
Após um ataque à Mansão de Xavier e após este ser raptado, os X-men têm de encontrar o mutante que atacou o Presidente (Nightcrawler) e juntar forças a Magneto, de forma a encontrarem Xavier e evitar o pior. Entretanto, Wolverine descobre que Stryker tem uma ligação muito forte ao seu passado esquecido.
Enquanto que o primeiro filme servia de prelúdio para esta sequela, o segundo filme transforma-se no filme de acção que os fãs desejavam: um filme maior e melhor que o primeiro, onde tudo está em jogo. As cenas de acção são espectaculares e bem construídas, o argumento continua a ser bem desenvolvido, tal como as personagens. Bryan Cox é Stryker, um excelente vilão, Hugh Jackman continua a brilhar como Wolverine, Patrick Stewart e Ian McKellen continuam excelentes como Xavier e Magneto e Singer surpreende todos com uma sequela em tudo superior ao primeiro filme. Um excelente blockbuster e uma das melhores adaptações de comics.

★★★★★

X-Men: The Last Stand, de Brett Ratner (2006)


Uma cura é encontrada, cura essa que permite os mutantes perderem as suas habilidades especiais e tornarem-se humanos. Como esperado, tal cura torna-se algo que irá destabilizar as já melhores relações entre as duas espécies. Enquanto Xavier tenta manter os seus alunos juntos, Magneto junta uma irmandade ainda maior, de forma a poder atacar tal cura e os seus criadores. Entretanto, Wolverine e Storm descobrem Jean Grey viva. No entanto, Jean está mudada e perigosa, sendo agora uma força enorme e destrutiva que poderá fugir do controle de Xavier.
X-Men: The Last Stand foi uma sequela com uma história atribulada: Bryan Singer saiu do projecto para realizar Superman Returns e entrou Matthew Vaughn, produtor britânico (Snatch), cujo único filme que havia realizado era Layer Cake, um filme de gangsters bem recebido pela crítica. Vaughn esteve bastante envolvido na pré-produção do filme até desistir do projecto, devido a diferenças criativas. E aqui entrou Brett Ratner, realizador de Rush Hour e aquele que era a primeira opção para realizar a primeira aventura de X-Men. Ratner entrou no projecto muito em cima da data de início de produção e teve de submeter-se à maior parte das ideias já idealizadas para o projecto, sem ter muito tempo para as desenvolver melhor.
Todos estes aspectos notam-se no resultado final: Ratner já não é, por si só, um grande realizador e opta aqui por uma realização segura. O problema é o desenvolvimento da história e das personagens. Wolverine, o verdadeiro protagonista da saga, deixa para trás o seu passado esquecido, algo que poderia ainda ser bem utilizado, e cria-se aqui uma história de amor forçada entre Wolverine e Jean, algo que estava a resultar nos filmes anteriores (através do triângulo amoroso) mas que aqui é tudo apressado e pouco convincente. Para além disso, temos aqui muitas personagens que acabam por não estar bem desenvolvidas e a trama principal perde-se bastante pelo filme. O pior de tudo é a adaptação duma das mais conhecidas e melhores sagas dos comics: Dark Phoenix. Uma saga histórica no mundo dos comics que aqui, apesar de ter alguns bons momentos, não é bem aproveitada.
X-Men: The Last Stand é o final desta trilogia de X-Men e é um filme que fica muito atrás do resto da saga. No entanto, ainda consegue entreter bastante e as cenas de acção estão bem conseguidas.
O elenco continua em forma, apesar de tudo e temos de dar o braço a torcer e reconhecer a coragem que aqui se teve em matar duas personagens bastante populares e importantes da mitologia X-Men.
Destaque para a presença de Ellen Page como Kitty Pryde.

★★★

X-Men Origins: Wolverine, de Gavin Hood (2009)

X-Men Origins: Wolverine era suposto inaugirar uma série de spinoffs de X-Men, onde seriam reveladas as origens de várias personagens do universo mutante. Como é óbvio, a primeira personagem escolhida é Wolverine, o mutante mais conhecido da Marvel e interpretado pela super-estrela Hugh Jackman.
Logan é um mercenário que, após deixar a sua equipa e o seu irmão Creed para trás, decide levar uma vida normal. No entanto, Creed encontra-o e mata a sua amada. à procura de vingança, Logan aceita o convite de Stryker para fazer parte duma experiência ultra-secreta, de forma a poder matar Creed. Mas Wolverien apercebe-se que há algo por detrás de tudo isto...
Hugh Jackman é a cabeça de cartaz desta prequela/spinoff da saga X-Men, um filme dedicado a Wolverine, aquele que era o verdadeiro protagonista da trilogia X-Men. Pelo caminho, encontramos várias ligações à saga e temos as respostas que procurávamos acerca do passado de Logan.
Apesar dos melhores esforços por parte do elenco (Jackman continua fantástico como Wolverine, Liev Schrieber é um excelente Creed/Sabretootth e Danny Huston está bastante bem como um Stryker mais jovem), o argumento é bastante fraco e as cenas de acção não são das melhores. Temos aqui um filme que acaba por ser mediano, apesar de conseguir entreter. No entanto, a saga e Wolverine mereciam mais e melhor.

★★★

A opinião do Movie Wagon a X-Men: First Class, de Matthew Vaughn, será publicada num post à parte durante a próxima semana.