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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Retrospectiva Christopher Nolan #5

O quinto filme desta retrospectiva vai é The Prestige, o filme que Nolan dirigiu no meio da saga de Blockbusters Batman.

Depois dum acontecimento trágico, dois ilusionistas entram num jogo de rivalidade sem limites, que poderá chegar a ter consequências mortais. Sempre determinados a superarem-se um ao outro e a descobrirem os seus segredos, a obsessão ganha novos limites quando cada um está cada vez mais próximo do outro.

Christopher Nolan escreve este thriller (juntamente com o irmão Jonathan Nolan) e desenvolve, de forma brilhante, um conto de obsessão e vingança enquanto cria um complexo e inteligente jogo de ilusão para com o espectador. Nada é o que parece e os vários twists estão bem engendrados. O próprio filme funciona como uma ilusão, onde as pistas são-nos apresentadas mas não queremos ver. E o twist final é o muito referido Terceiro Passo, o último passo num truque de magia.
The Prestige é um excelente thriller, bastante inteligente e que pede a atenção total do espectador, sem nunca o ofender com os twists. Acaba por ser um fime raro de encontrar hoje em dia e é, facilmente, uma das grandes obras da década passada, ao qual juntamos ainda um elenco de luxo que se apresenta em grande forma (Hugh Jackman e Christian Bale estão fabulosos).

A seguir:
The Dark Knight

terça-feira, 20 de julho de 2010

Retrospectiva Christopher Nolan #3

Hoje continuamos com a retrospectiva dedicada a Christopher Nolan com Insomnia, a terceira longa-metragem do realizador (e logo depois, Batman Begins, no post seguinte).

Will Dormer, um detective de Los Angeles, vai, na companhia do seu colega, ajudar na investigação dum caso de assassinato no Alaska, num local onde a noite permanece tão clara como o dia.
Depois de se depararem com uma pista importante para a resolução do caso, conseguem cercar o local onde poderão encontrar o assassino. No entanto, as coisas correm mal e Will, inesperadamente, dispara sobre o seu parceiro, matando-o. Com a ameaça da investigação dos Assuntos Internos no departamento de Los Angeles e com o seu colega a afirmar que vai fazer um acordo, Will, atormentado pela insónia dos dias sem noite da pequena cidade, fica na dúvida se matou o colega por acidente ou propositadamente. E é aqui que surge o assassino, que viu tudo e que é culpado pela morte do polícia.
Al Pacino é o protagonista de Insomnia, um thriller que é um remake do filme sueco do mesmo nome (que ainda não vimos). Ao lado de Pacino encontramos Hillary Swank e Robin Williams, no papel improvável do assassino. E neste campo dos actores, estamos muito bem servidos. Swank está em forma, Williams é, surpreendentemente (e como o fora em One Hour Photo), um excelente vilão e Pacino percorre caminhos nunca caminhados na sua carreira, com uma interpretação dum homem atormentado e obcecado (algo vulgar no cinema de Nolan) e apresenta-nos uma interpretação fabulosa (aliás, Insomnia é o último filme bom de Pacino!).
O argumento, apesar de não ser original, está bem estruturado e segue uma narrativa clássica, conseguindo proporcionar excelentes momentos dramáticos e de tensão. Quanto à realização de Nolan, aqui num terreno mais vulgar que Memento, é um trabalho sólido e seguro com uma boa direcção dos actores e um ritmo apropriado ao filme.
Insomnia é um dos trabalhos (senão o) mais vulgares de Nolan. No entanto, mesmo com um material pouco original mas bem estruturado e escrito, o realizador consegue criar aquele que é um dos melhores thrillers da década passada e um dos melhores trabalhos de Al Pacino. Um thriller obrigatório e de grande qualidade.

A seguir:
Batman Begins

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Retrospectiva Christopher Nolan #2

O segundo filme da retrospectiva dedicada a Christopher Nolan é Memento, a sua segunda obra.
Depois da sua mulher ser violada e morta, Leonard Shelby decide procurar vingança. O problema é que, ao tentar auxiliar a sua mulher no momento trágico, foi agredido e isso fez com que Leonard não consiga ter memórias recentes, sendo que a cada momento pode esquecer o que acabou de fazer (um dos melhores exemplos usados pelo protagonista é o facto de iniciar uma conversa e poderá chegar a meio e não se recordar de como tal diálogo começou). No entanto, Leonard cria um método que permite-lhe reunir informações de forma organizada, de forma a criar um sistema em que possa caçar o assassino da sua esposa.
Memento é a segunda obra de Nolan, escrita também pelo realizador (baseado num pequeno conto da autoria de Jonathan Nolan, seu irmão) e é uma obra inteligente, complexa e extremamente bem criada. Nolan consegue criar um puzzle autêntico, recorrendo a flashbacks e flashforwards, de forma a fazer com que o espectador tente colocar as peças por ordem para que possa juntar o puzzle. A narrativa tem dois rumos: as sequências a preto e branco são o início da história (isto rapidamente se percebe no filme) e as sequências a cores contam-nos a trama desde o fim até ao momento inevitável em que tudo será conectado. O espectador apenas tem de estar com toda a atenção, juntar todas as peças e tentar perceber a história que nos é contada. E mesmo começando a história pelo final, Nolan consegue surpreender-nos com um bom twist final.
Guy Pearce é o protagonista e te aqui um dos grandes momentos da sua carreira, numa interpretação bastante notável e bem acompanhado do sempre excelente (e subvalorizado) Joe Pantoliano e Carrie-Anne Moss.
Memento é uma obra genial que funciona como um quebra-cabeças para o espectador, um filme independente que obriga o público a dar toda a sua atenção e pensar no que vê, tudo apresentado por boas interpretações, uma realização excelente e um argumento invulgar e extremamente complexo e inteligente, com uma estrutura diferente e muito bem construída e pensada. Um dos melhores filmes da década passada e um dos filmes predilectos deste que vos escreve. Uma obra obrigatória!

A seguir:
Insomnia

domingo, 18 de julho de 2010

Retrospectiva Christopher Nolan #1

Hoje começamos com a retrospectiva dedicada a Christopher Nolan. O primeiro filme que vimos foi a sua primeira longa-metragem, Following, um thriller independente britânico, com um elenco desconhecido mas que apresenta vários pormenores que já são vulgares na filmografia de Nolan.
Following conta-nos a história de Bill, um homem que desenvolve um gosto de perseguir pessJustificar completamenteoas que vê na rua. Quando Bill conhece Cobb (curiosamente o mesmo nome da personagem de Leonardo DiCaprio em Inception), a vida do primeiro muda. Cobb tem um outro vício, igualmente peculiar: entra nas casas das pessoas, quando estão vazias, investiga e mete-se na vida privada dos habitantes das mesmas. No entanto, as coisas não são bem o que parecem.
Following é escrito e realizado por Christopher Nolan e passou por vários festivais de cinema, onde recebeu bastantes elogios por parte da crítica especializada. E esta sua primeira obra é um objecto curioso, já que podemos encontrar vários pormenores vulgares no cinema de Nolan: Following tem uma narrativa não linear, utilizando flashbacks e flashforwards (algo utilizado de forma brilhante em Memento) de forma engenhosa, criando uma espécie de puzzle (tal como acontecera com Memento).
O argumento e os diálogos estão muito bem conseguidos, sendo sempre inteligentes e bem construídos. Os actores (os desconhecidos Jeremy Thedbald e Alex Haw são os protagonistas) estão fantásticos e a realização de Nolan é exemplar (para não falar da fotografia, em glorioso Preto e Branco).
Following é um filme de baixíssimo orçamento mas que está muito bem executado na parte de realização, escrita, interpretação e também nos aspectos técnicos. É uma primeira obra de grande qualidade e um prelúdio para o que Nolan faria de seguida.

A seguir:
Memento