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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ciclo David Fincher #3

The Game (1997)

Dois anos depois de Seven, David Fincher estreia The Game, um novo thriller protagonizado por Michael Douglas e Sean Penn.
Apesar de não ser um êxito de bilheteira como Seven, a sua performance foi razoável e a crítica ficou contente com o resultado final, apesar de não ser recebido tão calorosamente como Seven.
The Game segue a história dum homem de negócios arrogante, que deixou de lado a família e amigos. No seu aniversário, a sua idade coincide com a do seu pai à altura do seu suicídio. O seu irmão mais novo oferece-lhe uma experiência diferente, um jogo radical que mudará a sua vida. No entanto, este jogo coloca a sua vida em risco e muda o seu mundo.
Novamente com um forte elenco e um argumento inteligente e bem construído, The Game é mais um trunfo na carreira de Fincher e um dos melhores thrillers da década de 90, apresentando um final surpreendente e bem conseguido. A realização de Fincher é, uma vez mais, elogiada, devido ao seu forte estilo visual e controlo técnico.
Apesar de ser uma obra inferior a Seven, The Game foi o suficiente para confirmar o talento de Fincher. No entanto, a sua prova d fogo viria com o seu filme seguinte: Fight Club.

Classificação:
****

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ciclo David Fincher #2

Seven (1995)

Depois da má experiência na sua estreia na realização cinematográfica com Alien 3, Fincher embarca num projecto diferente, projecto esse que é, para muitos, a verdadeira estreia do realizador: Seven, um thriller sombrio e violento sobre dois policias que caçam um assassino em série, assassino esse que mata as suas vítimas de acordo com os sete pecados mortais.
Apesar dum tema pouco original, o argumento de Andrew Kevin Walker e a realização de Fincher fazem deste Seven um clássico do género, um filme que foi um êxito comercial e crítico e que revelou ser uma obra bastante influente, dentro e fora do seu género.
Com um leque de actores em excelente forma, uma realização muito visual e muito acima da média e um argumento inteligente e bem criado, Fincher tem aqui a sua rampa de lançamento, sendo agora visto como um dos mais promissores jovens realizadores de Hollywood.
A abordagem é simples: o espectador segue apenas os dois policias (Morgan Freeman e Brad Pitt) e nunca chega a ver a violência dos crimes cometidos, colocando assim o espectador no papel dum dos policias, de certa forma.
Seven marca também um outro marco na carreira de Fincher: a sua colaboração com Brad Pitt. Ambos trabalharam juntos em mais dois projectos (Fight Club e The Curious Case of Benjamin Button) e são sempre alguns dos mais interessantes projectos das carreiras de ambos.
Seven é um excelente thriller e um clássico moderno e a primeira prova de que Fincher tem talento para filmes diferentes e interessantes. Um dos favoritos da casa.

Destaque para os geniais créditos iniciais e para o brilhante final...

Classificação:
*****

Ciclo David Fincher #1

Alien 3 (1992)

A produção de Alien 3 é vista como uma das mais complicadas de sempre. Depois de Vincent Ward sair do projecto devido a discordâncias criativas (a sua visão era algo interessante mas mais artística do que comercial), a Fox decide contratar Fincher, na altura um estreante na realização de longas-metragens. No entanto, apesar de toda a pressão e de este ser o seu primeiro trabalho no cinema como realizador, Fincher não permitiu que o estúdio o tratasse como um realizador por encomenda e decidiu tentar fazer o filme que queria, apesar de ter tudo contra si: a já referida pressão do estúdio, a aparente inexperiência, uma data de estreia cada vez mais próxima e o facto de começar a produção com um argumento inacabado.
O resultado é este Alien 3, um filme que saiu-se razoavelmente nas bilheteiras americanas e bem nas internacionais mas que foi mal recebido pela crítica e por muitos fãs da saga Alien, apesar do filme ser agora um objecto de culto e ter uma grande base de fãs. No entanto, apesar dos seus problemas e das suas dificuldades de produção (e do facto do estúdio ter mexido com a montagem final), este terceiro capítulo da saga é bastante interessante e uma boa adição à história de Ellen Ripley.
Quanto a Fincher, podemos ver aqui alguns dos aspectos que fariam parte da sua filmografia: ambiente escuro e violento, uma realização muito visual, uma boa direcção de actores, etc.
Uma boa estreia, apesar de todos os problemas e de várias ideias interessantes terem sido deixadas de lado.

Classificação:
***/5