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terça-feira, 20 de março de 2012

Tinker, Tailor, Soldier, Spy, de Tomas Alfredson (2011)

E que tal marcarmos o regresso do Movie Wagon com um dos melhores filmes de 2011, apesar de ter estreado dia 29 de Dezembro?
George Smiley (Gary Oldman), um veterano da espionagem, fica encarregue de descobrir um agente soviético dentro do MI6, durante os tempos da Guerra Fria.
Baseado na novela de John Le Carré e realizado por Tomas Alfredson (Let The Right One In), Tinker, Tailor, Soldier, Spy reúne um elenco de luxo liderado por Gary Oldman, nomeado ao Óscar de Melhor Actor. Encontramos aqui John Hurt, Colin Firth, Ciarán Hinds, Mark Strong, Tom Hardy, Toby Jones e Benedict Cumberbatch (Sherlock Holmes).
Com um argumento bem estruturado, uma excelente realização e uma interpretação hiper-contida e brilhante por parte de Oldman, o filme de Alfredson é um conto de espionagem soberbo e, sem dúvida, uma das melhores obras cinematográficas do ano passado. Um thriller exemplar e obrigatório!

Classificação:
*****

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ciclo Harry Potter #8


Após Harry, Hermione e Ron terem andado a fugir de Voldemort enquanto procuravam as Horcrux, os artefactos onde Voldemort guardou um pouco da sua alma, os três amigos continuam à procura de tais artefactos, sabendo que, com todos destruídos, Voldemort fica mais fraco. No entanto, a ameaça de Voldemort cresce ainda mais, com Snape à frente de Hogwarts e com as forças do senhor do mal a aproximarem-se do local e de Harry.
Após uma primeira parte mais calma, onde pudemos ver o quanto as personagens cresceram e o perigo que correm, esta segunda parte justifica ainda mais a divisão deste último capítulo: a primeira parte era a preparação e o desenvolvimento para esta segunda e derradeira parte, capítulo final da saga de 10 anos. Resumindo, este oitavo filme tem de tudo: drama, acção, romance, fantasia, aventura, comédia e emoção suficientes para satisfazer aqueles que seguem as aventuras de Potter desde o início.
A nível de cenas de acção estamos bem servidos: a acção é maior que os filmes anteriores e é bem filmada e construída. No entanto, apesar do alto nível de cenas de acção, ainda temos tempo para mais: o desenvolvimento da história, o destino de certas personagens, está tudo bem contado.
Fora as cenas de acção, ainda temos o lado das personagens: após ver o último filme apercebemo-nos que nunca mais veremos estas personagens que acompanhamos há 10 anos, personagens essas que ficámos a gostar. Apesar do destino trágico de algumas delas (sim, temos aqui um elevado número de mortes de personagens conhecidas e acarinhadas), as que sobrevivem conseguem criar momentos que são capazes de levar pessoas mais sensíveis às lágrimas.
Um dos aspectos mais importantes é o confronto final entre Potter e Voldemort. E até aqui o filme consegue sair-se extraordinariamente bem: o combate final é emocionante e é um exemplo de como combates finais e extremamente esperados deveriam ser feitos.
Concluindo, a conclusão da saga Harry Potter é uma conclusão extremamente satisfatória, naquele que é o melhor blockbuster de 2011 e, juntamente com The Prisoner of Azkaban, o melhor filme da saga. Uma grande surpresa, que se esperava com enormes expectativas que foram superadas. Se todos os finais fossem assim...
Ainda há mais para dizer mas por aqui, ainda se digere este final brilhante...

Classificação:
*****

domingo, 10 de julho de 2011

Ciclo Harry Potter #5


Após enfrentar Voldemort, Harry Potter vê-se desacreditado pelos seus colegas enquanto Dumbledore enfrenta o Ministério da Magia, que proclama que o regresso de Voldemort é falso. Devido a tal, o Ministro da Magia decide colocar em Hogwarts Dolores Umbridge, de forma a poder controlar as acções em Hogwarts. Desta forma, novas regras começam a ser aplicadas na escola. Entretanto, Harry continua com sonhos inexplicáveis e, com a ajuda de Ron e Hermione, cria o exército de Dumbledore, de forma a poder reconquistar a escola, provar o regresso de Voldemort e defender-se e aos seus colegas.
Com The Order of the Phoenix, o realizador britânico David Yates fica com as rédeas da saga até ao eminente último capítulo. Yates revela ser um excelente realizador, conseguindo equilibrar humor, fantasia, romance, drama e acção. No entanto, esta adaptação é algo complicada: trata-se da história mais cumprida da saga e é importante assegurar-se que os aspectos mais importantes são os que passam para filme. Felizmente, tal parece ter acontecido.
As personagens continuam a ficar cada vez mais desenvolvidas e adultas, embora aqui ainda continuemos a assistir aos desgostos amorosos do trio protagonista.
Apesar de tudo, este quinto capítulo é mais fraco depois de Prisoner of Azkaban, sendo um filme mais ligeiro e perdendo um pouco o seu lado negro, apesar de ainda estar bastante presente.
Destaque para o combate final, onde temos um verdadeiro combate de magia, muito bem filmado e executado.

Classificação:
***

sábado, 9 de julho de 2011

Ciclo Harry Potter #4


Após o nome de Harry surgir misteriosamente como jogador numa competição entre várias escolas de magia, o jovem feiticeiro vê-se distante do seu amigo Ron e de outros colegas seus que pensam que Harry fez batota. No entanto, atormentado por pesadelos envolvendo Voldemort e um homem misterioso, Harry é informado que não pode fugir da competição e terá de fazer o seu melhor para ganhar, esperando sempre respostas sobre quem colocou o seu nome e sobre a verdade dos pesadelos que tem tido.
Depois de Chris Colombus, que aqui abandona a saga de vez, e Alfonso Cuarón, o escolhido para a realização é o britânico Mike Newell (Four Weddings and a Funeral). Newell acaba por apresentar um filome com um excelente ritmo e com fantásticas cenas de acção, enquanto vemos os protagonistas enfrentarem os desgostos amorosos habituais da adolescência, algo que encaixa perfeitamente, visto que os actores estão a ficar cada vez mais velhos. Para além disso, este quarto capítulo é de extrema importância para a saga: Voldemort ganha forma humana e podemos ver o primeiro confronto entre Potter e Voldemort, numa sequência fabulosa e bastante pesada para o público mais jovem.
The Goblet of Fire prova uma vez mais que esta não é uma saga para crianças, devido à fase adolescente das personagens e ao ambiente cada vez mais negro e pesado apresentado, ambiente esse que resulta perfeitamente. O filme introduz Brendan Gleeson na saga e, mais importante ainda, Ralph Fiennes como Voldemort, criando um vilão arrepiante e assustador, numa interpretação fantástica embora que seja curta.
Destaque para a banda-sonora de Patrick Doyle (John Williams sai da saga), com partituras belas e, por vezes, tocantes, e para o clímax final, cheio de emoção e absolutamente pesado e arrepiante.
The Goblet of Fire é um excelente quarto capítulo na saga de Potter, um dos melhores da saga!

Classificação:
****

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Ciclo Harry Potter #3


Depois de enfrentar Voldemort e descobrir a sua verdadeira identidade, Tom Riddle, Harry Potter volta para Hogwarts para o seu terceiro ano na escola. No entanto, devido à fuga de Sidious Black da prisão de Azkaban, a escola está protegida por Dementors. Sirious Black trata-se dum perigoso assassino que pretende agora alcançar Harry.
Depois de Chris Colombus dirigir os dois primeiros filmes da saga, decide agora assumir apenas a função de produtor. Desta forma, o realizador escolhido foi Alfonso Cuarón e ainda bem que tal aconteceu!
Colombus apresentou sempre um aspecto mais infantil nos dois primeiros filmes, apesar de The Chamber of Secrets já ser mais sombrio que o seu antecessor. Mas é com este Prisoner of Azkaban que a saga ganha contornos mais negros e adultos, começando a mostrar ao mundo que esta não é uma saga para crianças. O tema é mais pesado que os filmes anteriores e a própria realização de Cuarón realça esse aspecto, para não falar da magnífica fotografia.
Enquanto que a nível técnico o filme resulta perfeitamente, o argumento e as interpretações continuam a ser os dois pontos mais fortes da saga, para não falar dum clímax bem conseguido. A nível de elenco, é de destacar a adição de Emma Thompson e, especialmente, de Gary Oldman como Sirious Black, uma personagem de extrema importância para a saga.
Com Cuarón na realização, The Prisoner of Azkaban acaba por ser uma mudança de estilo e de rumo na saga, algo que lhe assenta perfeitamente. Para além disso, este é, sem dúvida, um dos melhores filmes da saga.

Classificação:
****

terça-feira, 20 de julho de 2010

Retrospectiva Christopher Nolan #4

O quarto filme da retrospectiva de Christopher Nolan trara-se do seu primeiro blockbuster e um filme onde Nolan acabou por colocar a sua carreira em risco: Batman Begins.

Depois dos seus pais serem mortos quando era criança, o milionário Bruce Wayne cria uma eterna sede de vingança. Depois de viajar pelo mundo, onde aprende várias formas de combate, Bruce volta para Gotham City, onde a corrupção reina e o caos está cada vez mais instalado. E é aqui que surge Batman, uma faceta que Bruce utiliza para criar medo nos criminosos, de forma a tentar eliminar o crime organizado em Gotham.
Depois dos desaires que foram os Batmans de Joel Schumacher, todos pensavam que Batman estava morto no cinema. Até que Christopher Nolan apresentou uma ideia diferente da personagem, abordando temas nunca explorados acerca da personagem (os métodos de aprendizagem, por exemplo) e criando uma personagem complexa, obcecada e atormentada, cercada por uma cidade realista e algo decadente. Nolan, colocando a carreira em risco devido à opinião generalizada sobre os últimos filmes de Batman (até certos actores não queriam entrar no filme, como Morgan Freeman, devido a isso), consegue criar um Batman diferente e mais sombrio, trazendo uma adaptação extremamente fiel da personagem dos comics da DC.
Acompanhado por um elenco de luxo (Christian Bale como Batman, Michael Caine como Alfred, Liam Neeson, Morgan Freeman, Cillian Murphy, Katie Holmes, Ken Watanabe, Garu Oldman e Rutger Hauer) e com uma boa premissa, Nolan criou aquilo que é usado muito hoje em dia, devido a este filme: um 'reboot', conseguindo dissipar as opiniões formadas anteriormente e provando que consegue estar por detrás dum blockbuster e manter a qualidade, misturando elementos de filme comercial com certos elementos do cinema independente. Para além disso, consegue a proeza de juntar dois dos mais elogiados compositores do cinema actual: James Newton Howard e Hans Zimmer, que criam uma banda-sonora fabulosa e sombria. O único ponto fraco no filme é realmente Katie Holmes, onde está cercada de vários bons actores e nunca consegue elevar-se a nível representativo.
Batman Begins é um virar na carreira de Nolan, onde o público em geral começa a repara no trabalho do realizador e dando um passo arriscado (mas certeiro) no cinema comercial americano, criando aquele que é um dos melhores blockbusters da década passada e um dos melhores 'comic book movies' que já passaram pelos cinemas, mesmo conseguindo afastar-se desse género.

A seguir:
The Prestige