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sábado, 23 de maio de 2009

Realizador do mês #3

Kevin Smith
Nasceu a 2 de Agosto de 1970 em Nova Jersey. Após vender a sua colecção de comics para poder arranjar dinheiro para a primeira longa-metragem, Smith começa a sua carreira como realizador. Utilizando como cenário a loja onde trabalhava, e podendo apenas filmar quando a mesma estava fechada ao público, Smith realizou aquela que se tornaria numa das maiores obras de culto da década de 90. Utilizando o preto e branco, um elenco de desconhecidos e diálogos inteligentes e recheados de cultura popular e criando duas personagens que tornariam-se adoradas e objectos de culto (Jay e Silent Bob, interpretados pelo polémico actor Jason Mewes e pelo próprio Smith) Clerks (1994)acabaria por ser nomeado para a selecção oficial do Festival de Sundance de 1994 e estaria presente no Festival de Cannes desse mesmo ano. Após o sucesso do filme, Smith comprou a sua colecção de comics de volta.
No ano seguinte, Smith tem a oportunidade de realizar um projecto algo maior: Mallrats. Trata-se duma comédia acerca de dois jovens (Jason London e Jason Lee, um dos seus actores de eleição) que passam uma tarde no centro comercial local, onde vivem várias aventuras. O filme tem várias referências aos comics (com um cameo de Stan Lee), outra arte amada por Smith, e a vários filmes populares. Foi em Mallrats que o realizador trabalhou pela primeira vez com Ben Affleck, um dos seus melhores amigos. E traria de volta as personagens de Jay e Silent Bob, para deleito dos fãs. Foi um fracasso de bilheteira mas tornou-se em mais um objecto cultuado.
1997. Depois do fracasso comercial de Mallrats, Smith regressa ao meio que o lançou: o cinema independente. E Chasing Amy marcou esse regresso. O realizador foi buscar o seu grande amigo Ben Affleck para protagonista e Joey Lauren Adams para co-protagonista. O filme conta-nos a história dum autor de comics (autor dos comics de Jay e Silent Bob) que apaixona-se por uma rapariga irreverente que é lésbica. Através do seu humor único e adulto, Smith dá-nos uma grande história de amor e um dos grandes filmes independentes da década.


1999. A nova obra de Smith está envolvida de polémica. Dogma é um conto sobre a derradeira guerra do bem contra o mal, onde dois anjos malditos estão na Terra com o intuito de ganharem os seus poderes e regressarem ao céu. No entanto, ao conseguirem fazê-lo, poderão destruir a humanidade. Um grupo (onde se incluem Jay e Silent Bob e um Jesus negro, interpretado por Chris Rock) deverão impedi-los. O filme, com um grandioso elenco de luxo, ficou marcado pela polémica, acusado de ser ofensivo à religião católica e vários protestos foram realizados contra a estreia da película. No entanto, Smith sempre defendeu o filme como não sendo ofensivo mas sim como uma obra bastante católica e defensora da religião. Apesar da polémica, Dogma foi um ligeiro êxito comercial e o filme mais visto de Smith, dividindo opiniões mas provando, uma vez mais, que Smith conta histórias originais, onde criou o seu universo próprio, com histórias ligadas pela sua realização e argumentos e pelas personagens e referências a filmes anteriores.
Após uma pequena participação como actor na comédia independente (e inédita entre nós) Big Helium Dog, Smith começa a trabalha na série de animação baseada no filme que o lançou: Clerks. A série foi um fracasso após poucos episódios mas o realizador voltaria a este universo. No entanto, com rumores de que seria o realizador do próximo filme de Super Man, Smith começa a escrever o argumento do filme, com o título Super Ma Lives. No entanto, o seu argumento não foi aceite o filme foi novamente adiado, já sem Smith envolvido. Estava na hora de regressar à comédia grosseira que marca presença em todas as suas obras.
2001. Estreia Jay And Silent Bob Strike Back. Com um título baseado em The Empire Strikes Back, o quitno capítulo ( mas segundo filme lançado) da saga Star Wars (da qual Smith é fã), o filme relata as aventuras de Jay e Silent Bob quando estes descobrem que Hollywood está a fazer um filme baseado neles, sem o conceitimento de ambos. Determinados a serem as estrelas do filme, partem para a cidade do cinema. O filme tem um leque de actores conhecidos (e alguns actores presentes em vários filmes de Smith, como Ben Affleck, Matt Damon, Jason Lee e Chris Rock) e foi um dos primeiros veículos cinematográficos de Will Ferrell, no papel dum hilariante sheriff. Smith tornou as suas personagens de culto em protagonistas, num filme cheio de referências ao cinema de culto. O filme foi um ligeiro sucesso comercial e de critíca.
Smith, com a sua produtora cinematográfica, a View Askew, e com uma loja de comics na sua cidade natal em Red Bank, Nova Jersey, continua a fazer algo que sempre gostou: escrever comics. Escreve os primeiros números de Marvel Knights: Daredevil (cujo primeiro livro tinha um prefácio de Ben Affleck, também ele grande fã da personagem) e escreve, mais tarde, uma mini-série de Spider-Man e Green Arrow.

Após o seu cameo como Silent Bob em Scream 3 e após umas pequenas participações como actor em vários projectos independentes, Smith tem um outro cameo, do qual orgulhou-se de fazer: de médico legista em Daredevil, a adaptação cinematográfica da popular personagem da Marvel. Ben Affleck, também grande fã da personagem, era Matt Murdock/Daredevil e o filme foi um sucesso moderado nas bilheteiras. No entanto a critíca não foi simpática. O filme não teria um sequela (mas sim um spin-off de Elektra, em que Affleck chegou a filmar uma cena, que ficou cortada) e hoje, a Fox está a poderar seriamente em começar a saga cinematográfica do homem sem medo do início.

Em 2003, Smith é ponderado para escrever Scary Movie 3. No entanto, acaba por não ficar envolvido no projecto e dedica-se à sua próxima realização.

2004. Estreia Jersey Girl. Este trata-se do seu filme mais ligeiro e comercial. Conta a história de um viúvo que tem a árdua tarefa de cuidar da sua filha e subir na vida profissional, enquanto conhece uma outra pessoa. Contagiado pelo prazer da paternidade, decide fazer um filme que a sua filha possa ver e decide também mostrar a sua outra faceta ao público que o segue: o de pai e que nem tudo que ele faz é comédia adulta. No entanto, o filme foi um fracasso comercial e de critíca e os seus fãs dizem que é o seu trabalho mais fraco.
Smith sempre quis regressar ao começo de tudo: ao começo do universo 'askewniano' que criou a partir de Clerks, passando por Mallrats, Chasing Amy, Dogma, Jay and Silent Bob Strike Back, a série de animação de Clerks, os comics de Jay e Silent Bob e a curta-metragem The Flying Car, com as personagens de Clerks. E em 2006 decide então realizar a sua primeira sequela: Clerks 2. O filme passa-se 10 anos depois do primeiro, as personagens principais regressam, incluindo Jay e Silent Bob e, novamente, as referências ao cinema que marcou a vida de Smith surgem com toda a força. O filme marcou um regresso de Smith ao seu iniverso e os fãs ficaram contentes com o resultado. O filme teve resultados de bilheteira satisfatórios, tendo em conta o seu baixo orçamento. Smith afirmou na altura que esta poderia ser a última aventira de Jay e de Silent Bob, as suas personagens mais famosas.

Após uma breve passagem pela televisão (como produtor executivo e realizador do primeiro episódio de Reaper, provando a si mesmo que era capaz de realizar algo que não fosse escrito por si) e com algumas participações em vários filmes (Catch and release, uma comédia romântica com Jennifer Garner, mulher de Ben Affleck; Die Hard 4.0, onde trabalhou com um dos seus ídolos - Bruce Willis; Teenage Mutant Ninja Turtles, a fazer uma das vozes secundárias; Southland Tales, o filme maldito de Richard Kelly, que ainda hoje permanece inédito em Portugal e na animação da DC Superman: Doomsday, feito para o mercado de DVD), Smith regressou em 2008 ao cinema e à realização com mais um filme bastante polémico: Zack and Miri Make a Porno. O filme, com forte conteúdo sexual (incluindo o seu amigo Jason 'Jay' Mewes em nú frontal), lutou bastante para obter a classificação R - Restricted ( o equivalente a um maiores de 16 por cá) quando a MPPA quis dar a considerada classificação proíbida de NC-17 (classificação que significa a morte financeira de um filme). Depois, foi lançado um polémico poster (que é o poster que podemos ver nas salas portuguesas) que foi banido nos Estados Unidos, dando origem a dois posters irónicos e extremamente originais e geniais. O filme tem como protagonistas Seth Rogen (Knocked Up; Pineapple Express) e Elizabeth Banks (The 40 Year Old Virgin; Slither; Role Models). No entanto, algumas estrelas do cinema pornográfico marcam presença no filme. Apesar das boas critícas e do bom acolhimento por parte dos seus fãs, o filme foi um êxito razoável, tornando-se no filme mais rentável de Smith (sem ajustamentos). Depois da polémica antes da estreia nas salas, houve polémica aquando do seu lançamento em DVD, com algumas lojas a afirmarem que não iriam pôr o filme à venda se não retirassem a palavra 'porno' do título. Zack and Miri Make a Porno estreia finalmente em Portugal dia 31 de Maio, após ter sido adiado uns meses atrás.

Smith continua a sua carreira em projectos mais pequenos. Tem agendados dois filmes: uma comédia policial com Bruce Willis e Tracy Morgan (o hilariante Tracy Jordan de 30 Rock) e o filme de terror Red State, que marcará uma experiência nova na sua carreira.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Realizador do mês #2

Abel Ferrara

Nascido a 19 de Julho de 1951, Abel Ferrara viria a tornar-se um dos maiores realizadores independentes do cinema americano. Ferrara é católico e a sua religião é algo que acabaria por tornar-se importante para a sua carreira. No conservatório de cinema, realizou vários trabalhos e, ao sair, viu-se sem trabalho, o que o levou a entrar no mundo pornográfico, realizando um filme com o nome de Jimmy Laine.
Em 1979, Ferrara consegue chamar a atenção. Criando uma versão diferente de Taxi Driver, o cineasta cria The Driller Killer, a história dum artista, interpretado pelo próprio Ferrara, que começa a matar pessoas com uma perfuradora. O filme tornou-se um clássico Grindhouse e é hoje considerado um filme de culto. As atenções viraram-se para Ferrara, permitindo-lhe fazer o seu próximo projecto.
MS.45 foi realizado em 1981 e trata-se dum filme de vingança, em que uma rapariga decide ir atrás dos seus violadores e castigá-los de forma severa. O filme acaba por ser 'exploitation' puro e dava-nos uma visão de Nova Iorque crua e fria. O filme era interpretado pela desconhecida Zoë Tamerlis, que voltaria a trabalhar com o realizador anos depois, escrevendo Bad Lietenant. Zoë acabaria por falecer em 1999, de overdose. Tanto The Driller Killer com MS.45 foram aclamados pela critíca, que descobriam em Ferrara um novo talento. E com estes sucessos critícos, Ferrara pôde realizar o seu primeiro projecto de grande orçamento, o filme Fear City, em 1984. O filme tratava-se dum thriller com Tom Berenger, Melanie Griffith, Billy Dee Williams e Maria Conchita Alonso. O filme foi lançado directamente em video e é, até hoje, considerado um dos piores filmes do cineasta.
Depois do seu fracasso num filme de grande orçamento, Ferrara foi para o mundo da televisão, colaborando duas vezes com Michael Mann. Primeiro foi o episódio piloto da mitíca série Crime Story (1986), onde ferrara filmaria, de forma espectacular, um tiroteiro. A cena utilizaria uma grua e seria vista de cima, dando uma visão inacreditável da acção. Muitos compararam este plano com os trabalhos de Sam Peckinpah e Howard Hawks. Ferrara realizou em 1985 dois episódios da clássica série Miami Vice, cada episódio situado nas primeiras duas temporadas.
Após o seu trabalho em televisão, Ferrara realizou China Girl , uma versão moderna de West Side Story. O filme foi estreado em 1987 e marcou o regresso do realizador ao cinema independente. Em 1989, filma Cat Chaser, um filme não muito recebido pela critíca.
1990. Estreia King of New York. Ferrara reúne um elenco de luxo (Laurence Fishburne, Wesley Snipes, David Caruso), liderado por Christopher Walken, marcando a primeira colaboração entre o realizador e o actor. O filme dá a Ferrara as melhores critícas da sua carreira e é hoje um filme de culto.
Após o seu grande êxito com King of New York, Ferrara realiza Bad Lietenant, um drama urbano e polémico, que marca a sua primeira colaboração com outro grande actor: Harvey Keitel. O filme é bastante violento e crú mas torna-se num dos seus maiores êxitos junto da critíca, dando tanto a Keitel como a Ferrara uma nomeação aos Independent Spirit Awards. O filme foi um dos primeiros a receber a classificação NC-17.

Depois dos seus dois maiores êxitos da carreira, Ferrara realizaria dois filmes com orçamento maior. O primeiro foi Dangerous Games, um drama com Madonna e (novamente) Harvey Keitel. O filme foi mal recebido pela critíca e as vendas de bilhetes foram afectadas pela má publicidade feita ao filme por uma das suas estrelas: Madonna. A obra marca a primeira vez que Ferrara começa a montar os seus filmes duma forma mais única e com uma estética energética, fuginda um pouco da montagem convencional, presente nas suas obras anteriores.

O seu filme seguinte foi Body Snatchers, um remake de Invasion of the Body Snatchers (a terceira adaptação cinematográfica da obra de ficção científica). O filme é o prmeiro que Ferrara realiza para um grande estúdio (a Warner Bros.) e esteve presente no Festival de Cannes, fazendo parte da selecção oficial. O filme, apesar de ter sido bem recebido pela maioria da critíca, teve uma estreia bastante limitada nos Estados Unidos. Body Snatchers foi considerado um filme de terror eficaz e tinha no elenco actores como Gabrielle Anwar e Forest Whitaker.

1995. O regresso ao cinema independente. Ferrara realiza o filme de vampiros The Addiction. O cineasta reúne, uma vez mais, um elenco de luxo (com grandes nomes do cinema independente americano) tais como Lily Taylor, Annabella Sciorra e Christopher Walken. O filme, todo a preto e branco, é um estudo sobre o mal, representado por alguns dos eventos mais famosos do século XX. Ferrara mistura arte com filosofia de forma hábil. O filme foi um grande regresso do realizador, com excelentes critícas.

No ano seguinte, surge The Funeral, novamente com elenco de luxo: Christopher Walken, Vincent Gallo, Annabella Sciorra, Chris Penn, Benicio Del Toro e Isabella Rossellini. Trata-se dum drama poderoso, centrado numa família de gangsters, que estão no funeral dum dos seus. Walken é o chefe da família e tem uma forte vontade de vingança. O filme deu a Ferrara a nomeação para melhor realizador Nos Independent Spirit Awards, foi nomeado para o Leão de Ouro em Veneza, onde ganhou outro prémio. The Addiction foi nomeado para melhor filme no Festival de Berlim e, em 1996, Ferrara ganhou o prémio de melhor realizador nos Gotham Awards.
Em 1997, Ferrara estreia Blackout, com Matthew Modine e Dennis Hopper. No mesmo ano, contribui para o filme para televisão da HBO Subway Stories.
Em 1998, surge New Rose Hotel, com um trio de luxo: Christopher Walken, Willem Dafoe e Asia Argento (filha do mestre do terror italiano Dario Argento). O filme é nomeado para o Leão de Ouro em Veneza e ganha dois prémios.
Tendo passado três anos após a sua última obra, estreia R Xmas, com Drea de Matteo e Ice-T. Nos cinemas em 2001, o filme dividiu a critíca. No entanto, muitos consideraram este um regressa em grande do cineasta.
Estamos já na era do DVD. E os filmes de Ferrara começam a ter várias edições lançadas no mercado. Ferrara decide gravar comentários audio para duas das suas obras mais conhecidas: The Driller Killer e King of New York. E é depois que se lança para a realização do seu próximo projecto.
Mary estreou no Festival de Veneza em 2005 e tem no elenco nomes como Juliette Binoche, Forest Whitaker, Marion Cotillard, Matthew Modine e Heather Graham. Trata-se dum épico religioso (e a religião é algo muito presente no cinema de Ferrara), com uma história dividida em vários enredos, onde uma actriz (Binoche) será protagonista dum filme sobre Jesus, no papel de Maria Madalena, com a qual a actriz ficará obsecada. O filme tem a Ferrara algumas das suas melhores critícas em anos e ganhou o Grande Prémio do úri em Veneza. Deu ao realizador a sua terceira nomeação ao Leão de Ouro em no mesmo festival. Apesar de ter sido exibido no Festival Internacional de Toronto, o filme ainda não foi distribuído nos stados Unidos, nem sequer em DVD.
2007. Ferrara volta a trabalhar com Willem Dafoe na comédia Go Go Tales (o filme estreia entre nós esta semana, no dia 9 de Abril, que teve passagem no ano passado pelo Indie Lisboa). A
Dafoe junta-se Bob Hoskins (na foto à esquerda). O cineasta dirigiu o documentário Chelsea on the Rocks, que estreou fora de competição no Festival de Cannes de 2008 e para breve está a prequela de King of New York, onde Michael Pitt (Funny Games US) irá interpretar a versão mais nova de Frank (a personagem de Christopher Walken) e o rapper Nelly terá o papel antes interpretado por Laurence Fishburne.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Realizador do Mês #1

Clint Eastwood


31 de Maio de 1930. São Francisco. Nasce Clint Eastwood, um actor/realizador que se tornaria uma lenda viva do cinema.
A sua carreira cinematográfica teve início em Revenge of the Creature, o terceiro filme de The Monster From the Black Lagoon (do lendário Jack Arnold), com um papel de figurante, como cientista. Seguiram-se papéis pequinissimos em Allen in Movieland, Francis in the Navy e Lady Godiva of Coventry, tudo em 1955. No mesmo ano, Jack Arnold usa-o de novo como figurante em Tarantula (o clássico série B). No ano seguinte, Clint dividiu-se entre o cinema e a televisão, com Never Say Goodbye, Star in the Dust, Away All Boats, The First Travelling Saleslady e um episódio da série Highway Patrol.


1957. Eastwood continua na televisão, participando em séries como Death Valley Days, West Point e Navy Log (1958). No cinema, continua com pequenas participações em filmes como Escapade in Japan e Lafayette Esquadrille. Em 1958 consegue o seu primeiro papel importante em Ambush at Cimarron Pass, que deu-lhe a oportunidade de entrar num episódio da série televisiva Maverick (esse episódio pode ser encontrado na edição de dois discos de Imperdoável), ao lado da estrela do programa, James Garner. Após essa participação, dedicou-se somente à televisão com a série Rawhide, onde interpretava a personagem Rowdy Yates, descrito como o "Idiota das Planícies" por Eastwood, dando inicio à sua popularidade enquanto actor. A série foi produzida entre 1959 e 1965, com mais de 200 episódios e onde uma das principais atracções era Eastwood. No entanto, foi em 1964 que a sua vida mudou para sempre. E a História do Cinema também.

Rawhide estava a um ano de terminar. Como seria a carreia do jovem actor Clint Eastwood depois do seu maior projecto até à altura? Um jovem realizador italiano de nome Sergio Leone estava à procura dum jovem actor para interpretar uma misteriosa personagem. Após considerar Henry Fonda para o papel, oferece-o a James Coburn (que era demasiado caro na altura). Então Charles Bronson foi contactado mas recusou, dizendo que era o pior argumento que já tinha lido (mas mais tarde trabalhou com Leone no seu épico Once Upon a Time in the West). A terceira escolha foi Richard Harrison que recusou o papel mas deu indicações a Leone para olhar para o elenco da série Rawhide. Leone assim o fez e ofereceu o papel a Eric Fleming, colega de Eastwood na série, mas este recusou, sugerindo Eastwood de seguida. Clint aceitou participar e, em 1964, vai para Itália para a produção. O filme chama-se Per un pugno di dollari e é um remake da obra de Akira Kurosawa, Yojimbo (os direitos do filme foram levados a tribunal por tal, atrasando a estreia do filme). As filmagens foram complicadas, com membros americanos (Eastwood), alemães, italianos e espanhóis. O duplo Benito Stefanelli traduzia os diálogos entre Eastwood e Leone. O filme fica pronto em 1965 mas devido a problemas de direitos de autor (por causa da obra de Kurosawa) a sua esytreia é adiada. Quando chega aos cinemas, o sucesso é enorme e a personagem de Clint começa a fazer história. Em 1965, o filme consegue ser o primeiro Western Spaghetti (apesar de ser considerado o primeiro do género, já 25 filmes italianos tinham sido produzidos anteriormente) a estrar nos E.U.A. e conhece um grande êxito consideravél. A sua personagem, o Homem Sem Nome (que aqui tinha o nome de Joe) era misteriosa, enigmática e fantástica. Em 1965, Leone e Clint juntam-se para trabalhar na sequela, Per qualche dollaro in più. Eastwood iria trabalhar também com o mitíco Lee Van Cleef, que seria a sua inspiração para a forma calma e sombria de falar, algo que acabaria de marcar a carreira do actor. O filme é melhor que o seu antecessor e é um verdadeiro exemplo de épico, tornando-se num êxito estrondoso. Mas Leone queria fazer uma trilogia e prepara, em 1966, Il Buono, il brutto, il cattivo. O filme é um dos grandes épicos de sempre e ajuda a transformar Eastwood numa estrela internacional ainda maior.
No ano seguinte, Eastwood permanece em Itália para fazer um pequeno papel na comédia dramática Le Streghe.

1968. Clint Eastwood regressa aos Estados Unidos, pronto para tentar ter sucesso no seu país de origem. Para conseguir isso, faz três filmes distintos: Hang'Em High, um western de Ted Post; Where Eagles Dare, um filme de guerra; Coogan's Bluff, a sua primeira colaboração com Don Siegel. Coogan's Bluff revela-se um êxito e é o filme mais importante desse ano para Eastwood. No ano seguinte, decide fazer algo mais ligeiro: a comédia Paint Your Wagon, onde Clint trabalha com James Coburn e mostra uma imagem sua, desconhecida do grande público: a música. Clint tem um papel divertido e canta, surpreendo o público.
1970. Don Siegel recruta Eastwood para o seu próximo projecto: Two Mules For Sister Sara, um western de comédia, com Shirley MacLaine. Ainda nesse ano, temos Kelly's Heroes, um filme de guerra divertido com um elenco de luxo.

1971: o ano em que a carreira de Clint Eastwood muda por completo. Siegel e o actor colaboram pela terceira vez em The Beguiled, um drama situado na guerra civil americana. O filme é tocante e perturbador e o público americano fica pouco impressionado com o filme. Ainda no mesmo ano, estreia Play Misty For Me. Este thriller dramático (e grande inspiração para Atracção Fatal) é o primeiro trabalho de Eastwood como realizador, apadrinhado por Don Siegel (que tem uma pequena participação no filme). A história sobre uma amante com uma obsessão mortal é algo inédito até à altura e o público não aceitou o conceito. Mas Eastwood estava contente por realizar o seu primeiro projecto. No entanto, Eastwood iria de novo fazer história em 1971, juntamente com o seu mestre Don Siegel.

Estreia o terceiro filme do actor no ano de 1971: Dirty Harry. O filme é um policial, inspirado no assassino do Zodíaco que atormentava a cidade de São Francisco nessa altura. 'Dirty' Harry Callahan era um destemido tenente da polícia, sem papas na língua e de congelar o sangue ao pior dos criminosos. E logo na primeira cena de acção, Dirty harry e Clint Eastwood marcam o cinema com o seu diálogo com o criminoso: Do I feel lucky? Well... Do ya... punk? Trata-se dum excepcional thriller policial, dedicado aos agentes da cidade. O filme tem ainda um curioso momento, no tiroteio incial, onde no cinema atrás de Eastwood, está anunciado Play Misty For me como estando em exibição. O êxito foi estrondoso e várias sequelas estariam para vir.

Em 1972 e 1973, Eastwood volta ao Western, com Joe Kidd, de John Sturges (1971) e escrito por Elmore Leonard e High Plains Drifter, o seu segundo filme como realizador/protagonista, onde o actor consegue fazer um misto entre western tradicional e o paranormal.
Nesse mesmo ano, Eastwood estreia o seu terceiro filme como realizador e o primeiro em que não entra como actor (tem um cameo apenas), dirigindo o actor veterano William Holden. O filme é Breezy e é uma raridade. No entanto, Dirty Harry estava prestes a regressar em Magnum Force, desta feita com o tema da corrupção policial. O filme é realizado por Ted Post (Hang'Em High) e escrito por John Millius (Conan, The Barbarian) e Michael Cimino, que viria a realizar Clint no ano seguinte, em Thunderbolt and Lightfoot, ao lado do jovem Jeff Bridges.

A partir de 1975, Eastwood começa a dedicar-se mais à realização. Estreia The Eighter Sanction, um thriller de ação onde é o protagonista e tem George Kennedy ao seu lado e, em 1976, regressa ao Western com The Outlaw Josey Wales (após substituir Philip Kaufman), onde contracena pela primeira vez com Sondra Locke, que acabaria por tornar-se sua esposa e co-protagonista em vários dos seus filmes.
Dirty Harry regressa em 1976, com The Enforcer e o êxito é grande, uma vez mais. Em 1977 Eastwood e Sondra Locke voltam a trabalhar juntos sob a direcção do actor em The Gauntlet, um thriller de acção. No entanto, o maior êxito comercial do actor ainda estava para vir.
Every Which Way But Loose, de James Fargo, é uma comédia de acção, onde Clint volta a contracenar com Locke e com o seu velho amigo Geoffrey Lewis (pai de Julliete Lewis) e com um... orangutango! O filme é aquilo que muitos chamam de 'filme de labregos' e, apesar de receber as piores critícas da carreira do actor, torna-se no seu maior êxito comercial até à altura, dando origem a uma sequela, datada de 1980: Any Which Way You Can, realizado pelo seu amigo Buddy Van Horn (duplo de cinema) e com Locke, Lewis e o orangutango a regressarem.

1979: Clint regressa ao papel de durão, a sua imagem de marca. E volta a trabalhar com Don Siegel. O filme é Escape From Alcatraz, baseado numa história verídica e é a última colaboração entre Clint e Siegel. No ano seguinte, o actor volta à realização com a comédia dramática Bronco Billy e Sondra Locke e Geoffrey Lewis estão também de regresso.


1982. O actor volta a assumir a dupla função de protagonista/realizador com Firefox, um thriller de espionagem de cortar a respiração. No mesmo ano, Clint assume novamente os dois cargos com Honkytonk Man, onde contracena com Locke e com o filho Kyle Eastwood. O filme é um drama sobre um cantor country que descobre estar nos últimos dias de vida. Um papel surpreendentemente dramático e tocante, vindo do maior durão de sempre.
1983. Pela primeira vez Eastwood realiza um capítulo da saga de Dirty Harry: Sudden Impact. E a vilã de serviço é a sua mulher da vida real Sondra Locke. É neste quarto filme que o inspector diz a famosa frase: Go Ahead punk... Make my day. Tornou-se no filme mais rentável da série.

Em 1984, o actor surpreende de novo, com o thriller noir/erótico Tightrope, onde é também produtor. Eastwood tem aqui um dos seus papéis mais sombrios e complexos, interpretando um polícia que está a investigar crimes sexuais brutais. O problema é que o investigador é um conhecedor desse submundo do sexo, já que este é o seu maior vício. No mesmo ano, Richard Benjamin decide juntar Clint com Burt Reynolds na comédia de acção dos anos 30, City Heat, escrito por Blake Edwards. O resultado é um dos filmes mais mal falados da carreira de Eastwood mas um filme divertido.


1985. O regresso ao Western era inevitável. Pale Rider marca o regresso à realização e a uma personagem parecida com a de The Man With No Name, da trilogis dos dólares, de Sergio Leone. O filme é um western muito bem conseguido e um excelente regresso ao/do género, que já estava algo desaparecido do cinema. O então jovem Chris Penn (irmão falecido de Sean Penn) era um dos actores.
Neste mesmo ano, Clint realiza um episódio para a série criada por Steven Spielberg, Amazing Stories. O episódio, com o título Vannesa in the Garden, é escrito por Spielberg e tem Harvey Keitel, Beau Bridges e Sondra Locke no elenco. Esta seria a última colaboração entre Eastwood e Locke.
1986. Clint realiza e protagoniza Heartbreak Ridge, uma comédia de acção passada no exército. Aqui volta ao papel de durão, mas com um aspecto cómico.

1988. Clint Eastwwod realiza Bird, um filme sobra a vida do cantor de Jazz Charlie Parker. O papel é entregue ao novato Forest Whitaker e muda a sau carreira por completo. O filme, esse, é uma grandiosa obra dramática, sobre um dos artistas mais adorados pelo realizaodr (grande fã de Jazz e compositor e cantor)
Nesse mesmo ano, Dirty Harry regressa pela quinta e última vez com The Dead Pool, o pior filme da série. No elenco temos Patricia Clarkson, Liam Neeson e Jim Carrey (aqui creditado como James Carrey) em início de carreia. Em 1989, o filme mais mal falado de toda a sua carreira estreia. Trata-se de Pink Cadillac, uma comédia de acção de Buddy Van Horn (que também realizou The Dead Pool). Jim Carrey volta a ter uma pequena participação.

Entramos na década de 90, a década que muda a carreira de Clint Eastwood. O primeiro filme, estreado em 1990, é White Hunter Black Heart, onde interpreta John Wilson, uma personagem ficticia baseada em John Huston. O filme teve estreia muito limitada nos Estados Unidos e é, até hoje, um dos filmes menos vistos do realizador/actor. No entanto, é uma das suas melhores e mais surpreendentes obras. No mesmo ano, Clint decide regressar à acção pura e dura com The Rookie, onde interpreta o durão e veterano polícia que acaba com um novato como colega. O seu co-protagonista é Charlie Sheen e ainda encontramos no elenco Sonia Braga, Raul Julia e Tom Skerritt. Um grande regresso ao género policial.

1992. O ano da glória. David Webb Peoples, um dos argumentistas de Blade Runner, escreve Unforgiven. O seu argumento já circulava por Hollywood por mais de 20 anos. Gene Hackman era para realizar o filme anteriormente. O argumento demorou todos estes anos a ir parar às mãos de Eastwood pois o seu agente disse que o argumento não era muito bom. No entanto, após o actor lêr, ficou interessado em realizá-lo e protagonizá-lo. Na altura, chegou a dizer que seria o último filme que realizaria e protagonizava. Convenceu Hackman a ser o mau da fita (papel que deu o Óscar de Melhor Actor Secundário), criou uma parceria com Morgan Freeman, telefonou a Richard Harris para lhe oferecer o papel enquanto este via, por acaso, High Plains Drifter (o segundo filme realizado por Eastwood) e trouxe glória ao Western. O filme, onde Eastwood usou as mesmas botas que utilizara na série Rawhide, foi o maior êxito de bilheteira da sua carreira e ganhou 4 Óscares, incluindo Melhor Realizador e Melhor Filme, tornando-se no terceiro western a ganhar tal prémio, depois de Cimarron (1931) e Dances With Wolves (1991). O filme é considerado um dos melhores westerns de sempre e um dos melhores filmes da História do Cinema. Eastwood começa a retratar temas como a tristeza e a velhice de forma brilhante. Clint Eastwood assinou aqui a sua despedida a um género que ama e dedicou o filme aos seus mestres: Sergio Leone e Don Siegel.



1993. No ano depois da glória, Eastwood regressa com dois filmes: A Perfect World, onde junta-se a Kevin Costner (o realizador/actor do outro grande Western da década de 90: Danças Com Lobos) e cria um thriller dramático e comovente. O filme não resultou muito bem nas bilheteiras mas revelou ser uma grandiosa obra.
Depois, surgiu com o thriller In The Line Of Fire, do realizador alemão Wolfgang Petersen. O filme é um dos melhores thrillers da década, com uma grande e aclamada interpretação por parte de Eastwood (o durão envelhecido e enfraquecido) e tem ao seu lado o não menos brilhante John Malkovich. Foi a primeira vez desde 1989 que Eastwood foi dirigido por outra pessoa e foi a última vez na sua carreira.

1995. O velho durão do cinema volta a mostrar o seu lado sensível. Com uma mãozinha de Steven Spielberg (através da sua produtora Amblin) Eastwood realiza e protagoniza As Pontes de Madison County, um drama romântico sobre um amor sem idades. Ao seu lado, uma actriz de peso: Meryl Streep. O filme mostra um outro lado do actor e toca o mundo inteiro. É um êxito de bilheteira e, até hoje, considerado um dos grandes filmes da década de 90.


Nos anos seguintes, Eastwood dedica-se aos thrillers: Em 1997, reúne um elenco de peso (ele próprio, Gene Hackman, Ed Harris, Laura Linney, Scott Glenn, Judy Davis, Dennis Haysbert) e realiza Absolute Power. Ainda em 1997, traz ainda o drama/thriller Midnight in the Garden of Good and Evil, com John Cusack e Kevin Spacey. A sua filha Alyson Eastwood faz parte do elenco. Em 1999, traz ao público True Crime, um filme acerca de pena de morte.
2000. Clint Eastwood entra na nova década e no novo milénio com uma aventura de comédia, com ficção à mistura: Space Cowboys. Ao seu lado, um trio de veteranos: Tommy Lee Jones, Donald Sutherland e James Garner (com quem tinha trabalhado nos anos 50 num episódio de Maverick, como foi referido acima). O filme foi um novo êxito de critíca e de público.

2002. Blood Work. Clint interpreta um agente do FBI reformado após sofrer um ataque cardíaco enquanto estava de serviço. Num ambiente de thriller, o realizador/actor dá-nos mais uma reflexão sobre a velhice e a fraqueza humanas.

2003. O ano da surpresa. Baseado na obra de Dennis Lehane, Clint Eastwood reúne um elenco de renome e dirige Mystic River, um drama poderoso sobre a amizade perdida de três rapazes que, em adultos, encontram-se em lados opostos (da lei e não só). Por aqui encontramos Sean Penn, Tim Robbins, Kevin Bacon, Laura Linney, Marcia Gay Harden, Laurence Fishburne e um cameo de Eli Wallach, seu co-protagonista em O Bom, O Mau E O Vilão. Penn e Robbins levaram Óscars para casa.
Antes do seu próximo projecto cinematográfico, realiza um episódio para uma série documental The Blues. E em 2004, a glória bate de novo à porta de Eastwood.

Quando todos já consideravam The Aviador, de Martin Scorcese, o grande vencedor dos Óscares, surge nas salas americanas, a 29 de Dezembro (a tempo de poder entrar na corrida aos prémios), Million Dollar Baby. Feito de forma bastante rápida e ganhando o público e a critíca aos poucos, o filme revela-se um drama poderoso, surpreendente e comovente sobre uma relação pai/filha entre um treinador velho e reszingão e uma boxeur amadora e sonhadora. O filme conquistou tudo e todos e ganhou 4 òscares (Melhor Actor Secundário para Morgan Freeman, Melhor Actriz para Hilary Swank, Melhor Realizador e Melhor Filme). Million Dollar Baby voltou a provar que Eastwood é um realizador de actores.

Em 2006, junta-se a Steven Spielberg e realiza duas obras em simultâneo: Flags From Our Fathers (o lado americana da invasão da Praia de Iwo Jima e um estudo o verdadeiro cnceito de amizade e heroísmo) e Letters From Iwo Jima (o lado japônes da mesma invasão, num filme comovente, lindo e poético, que acabaria por ser nomeado para Melhor Filme).



2008. Changeling estreia no Festival de Cannes e depois em Outubro nos Estados Unidos. O papel principal desta história verídica é entregue a Angelina Jolie, numa interpretação poderosa e comovente, nomeada para Óscar. A sua realização é novamente aclamada, dando mais um exemplo do cinema clássico americano, e a reconstrução da época é muito bem conseguida. John Malkovich volta a trabalhar com Eastwood.


Em poucos meses, surge Gran Torino, com Eastwood a voltar a exercer dupla função de realizador/protagonista. Torna-se na maior estreia de sempre para o actor e um dos maiores êxitos comerciais da carreira. Clint Eastwood afirma ser o seu último filme como actor e traz-nos uma personagem dura e velha (muitos dizem ser o equivalente a um Dirty Harry reformado).


Neste momento, está a filmar o seu próximo projecto, The Human Factor, com Morgan Freeman e Matt Damon, com estreia agendada para Dezembro de 2009. Para além disso, vai compondo a música dos seus filmes com temas pessoais, calmos e intimistas. Para além de compôr a música dos seus filmes mais recentes, ainda escrveu a música de Grace Is Gone, um drama, aclamado pela critíca, com John Cusack (ainda inédito em Portgal).
Aos 78 anos, Clint Eastwood continua em forma e a apresentar uma maturidade e escola cada vez maior.
Considerado por muito o último realizador clássico do cinema americano e com um currículum invejável e obras indispensáveis, este trata-se dum dos melhores realizadores de sempre.

Clint Eastwood afirma ter muita sorte ter a idade que tem e poder continuar a filmar. Nós temos a sorte que temos, podermos ver tais obras.