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sábado, 30 de julho de 2011

Super 8, de J.J. Abrams (2011)

Verão de 1979. Um grupo de rapazes está a filmar um filme de zombies na sua pacata cidade no interior dos Estados Unidos. Quando estão a filmar uma cena numa estação de comboios, assistem a um acidente enorme: o comboio que passava por eles descarrila e algo sai dentro de um dos vagões. Depois do acidente, acontecimentos estranhos começam a ocorrer na cidade e os militares surgem em peso, com uma agenda própria. O grupo de rapazes, tentando acabar o seu filme, vêem-se metidos no meio do mistério.
J.J. Abrams vê no cinema de Steven Spielberg (produtor executivo do filme) uma grande influência no seu trabalho. Como tal, Abrams decide criar uma aventura que traga de volta o espírito dos filmes de Spielberg dos anos 70 e 80. Dado a qualidade da filmografia de Spielberg, tal tarefa não seria fácil. No entanto Abrams (já apelidado o novo Spielberg) consegue recriar tal espírito e cria uma verdadeira homenagem à sua maior fonte influente enquanto traz ao público um filme de F.C. e Aventura como já não se fazem hoje em dia!
O argumento não tem nada de original mas é bem construído e com bons diálogos. Abrams cria ainda cenas de humor muito bem conseguidas e sequências de acção explosivas e muito bem filmadas (o desastre do comboio e o ataque à camioneta militar são duas das melhores cenas de acção de 2011). Mas o ponto forte do filme está no seu jovem elenco e na alma e coração que Abrams aplicou ao filme: Super 8 é, no meio de toda a sua aventura e acção, uma obra emotiva e tocante, liderada por um elenco de crianças (destaque para Elle Fanning, irmã de Dakota Fanning e protagonista de Somewhere, de Sofia Coppola, e do próximo filme de Francis Ford Coppola) que são muito bem dirigidos por Abrams.
Super 8 é um filme inspirado nas primeiras obras de Spielberg e tem ainda um pouco do estilo de aventura de The Goonies, fazendo com  que este seja o melhor filme de J.J. Abrams até agora, um dos melhores blockbusters de 2011 e um dos melhores filmes deste ano, recriando o estilo de filmes para a família (e não só) que uma geração inteira viu durante a sua infância e que traz boas memórias de tais tempos.

Destaque para os créditos finais, onde somos presenteados com o filme completo que os protagonistas estão a fazer.

Classificação:
*****

sábado, 8 de janeiro de 2011

Retrospectiva F.C. #59

Star Trek, de J.J. Abrams

J.J. Abrams é uma das maiores mentes criativas de Hollywood: criou a série de espionagem Alias, foi um dos co-criadores de Lost, realizou Mission: Impossible III, produziu Cloverfield, um dos únicos filmes de F.C. de menção honrosa depois de The Fountain, e decide realizar este Star Trek, uma sequela/prequela da popular franchise da Paramount.
Os fãs estavam com receio que Abrams estragasse tudo. A saga já tinha 10 filmes estreados, sendo que o último, Insurrection, foi um flop no box-office e mal recebido pela crítica e fãs. Agora, Abrams tinha uma super-produção em mãos, um elenco novo a encarnarem personagens míticas e a ideia de Reboot não agradava aos fãs, de forma alguma.
Inteligentemente, Abrams e equipa deram a volta à situação. Ao longo do filme, apercebemo-nos que temos aqui uma prequela para a saga mas ao mesmo tempo, uma sequela. Mais ainda, somos presenteados com a ideia de que este filme pode ser encarado como uma realidade alternativa em relação às séries e filmes já existentes. Para reforçar essa ideia, temos a presença de Leonard Nimoy como Spock.
A ideia foi bem executada e o êxito de crítica e de público foi enorme. O filme rendeu mais de 250 milhões no box-office americano, sendo o filme mais rentável da saga e um dos blockbusters de 2009. E foi o primeiro filme de F.C. a fazer mossa nesse mesmo ano, ano em que o género voltou a fazer furor junto da crítica e do público.

Amanhã, vamos continuar em 2009 e falar de District 9.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Lost - Season 6

Estava a pensar em escrever sobre Ashes to Ashes e Lost no mesmo post mas decidi criar dois posts diferentes.

O mundo parou para ver o episódio final de Lost no passado Domingo (a partir das 2 da manhã, hora de Lisboa, em que começou a ser transmitido o episódio nos Estados Unidos, a internet parou, literalmente). Mas será que o final foi aquilo que se esperava? Já lá vamos.

Começamos com o resto da temporada...

Com os acontecimentos da temporada anterior, muita especulação foi criada sobre o que seria visto no episódio de abertura deste sexto ano. Várias teorias foram criadas pela internet fora e, surpreendentemente, os criadores conseguiram encontrar uma forma inteligente e inesperada de prosseguirem com a trama.
Com tal opção, foi-lhes possível dar resposta aos mistérios mais importantes da série enquanto que uma outra pergunta pairava no ar, pergunta essa que deu origem a mil e uma teorias.
Com alguns episódios menos conseguidos, esta temporada final é, ao fim de contas, uma excelente temporada, recheada de acontecimentos inesperados e revelações que fazem todo o sentido, conseguindo provar que Lost não é apenas uma série de televisão mas sim algo maior. A série consegue tornar-se ainda mais arriscada nos capítulos finais, indo por caminhos que muitas outras séries evitariam.

Atenção: Poderá ter informações que considerem SPOILERS!

Quanto ao final, que tanta polémica causou, foi, na minha opinião, um excelente final com um desfecho que fez todo o sentido: o caminho das personagens principais levou-os ali e Jack, que eventualmente deixou de ser o homem de ciência que era no início passando a ser o homem de religião, teve um final que claramente fez sentido.
Muita gente ficou decepcionada com o final pois esperavam ver todos os mistérios resolvidos e queriam respostas de teor científico. Temos de admitir que seria impossível responder a tudo e dar um bom final em apenas 100 minutos de duração. No entanto, também temos de ter noção que todas as perguntas essenciais já tiveram resposta em episódios (e mesmo temporadas) anteriores (houve quem quisesse que dessem resposta ao mistério da Dharma, quando tudo o que se precisava de saber já havia sido revelado, por exemplo!). Aqui temos um final fechado em termos de história mas com espaço suficiente para deixar os espectadores a criarem as suas teorias e o seu próprio julgamento. E isso é um dos aspectos que torna Lost tão brilhante: a capacidade de conter tanto mistério que pode dar origem a discussões interessantes.
O final está dado e foi um dos melhores momentos de televisão que assisti, sendo o que esperava e ainda mais: um bom final de série, onde a história termina e onde nos podemos despedir destas personagens tão bem criadas e desenvolvidas e que tanto adoramos. Quem esperava mais respostas (sobre o que é a ilha), simplesmente pode criar as suas próprias ideias. Não se pode dar as respostas todas de mão beijada. E felizmente, Lost não fez isso.
O plano final é algo de brilhante, constituindo um fechar dum ciclo e os últimos 10 minutos são dos melhores que a televisão já teve e já dão origem a inúmeras teorias, à boa maneira de Lost.

Obrigado por uma das melhores e mais originais experiências televisivas de sempre. Uma série que mudou, e continuará a mudar, para sempre a televisão.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Super 8 - O primeiro Teaser do filme de J.J. Abrams

Super 8 trata-se do projecto ultra secreto de Abrams e produzido çpor Steven Spielberg (aliás, o trailer faz lembrar os primeiros filmes do cineasta e Abrams já admitiu ser uma homenagem ao trabalho inicial de Spielberg). Pouco se sabe sobre o filme, a não ser que é de Ficção Científica e que é escrito e realizado por Abrams. O filme estreia no Verão de 2011 e é já um dos mais aguardados do ano que vem.

sábado, 4 de julho de 2009

Lost - Perdidos - Série 3, criada por J.J. Abrams (2006/2007)

Nesta terceira temporada descobrimos a verdade sobre 'os outros' e quem eles realmente são, para além de vários segredos sobre a ilha serem revelados, com outros mistérios a surgirem. O desenvolvimento das personagens continua, dando espaço às personagens antigas e às novas. Junta-se um vilão (ou herói) misteriosos (o fantástico Ben, interpretado de forma genial por Michael Emerson) e temos mais uma grande temporada de Lost (apesar da parte inicial ser a mais fraca da série, com pouca história para contar em muito tempo). O final da temporada é um dos mais surpreendentes da televisão, conseguindo antecipar uma revolução à série, revolução essa esperada para a quarta temporada.
No seu terceiro ano (em que teve, de uma semana para a outra, a pior descida de audiências de sempre), encontramos os momentos mais fracos da série, logo nos primeiros episódios. No entanto (depois da tal descida de audiências), as coisas começam a melhorar e a série entra num ritmo alucinante. Algumas personagens (inclusive Jack e Locke) começam a sofrer alterações, mostrando assim um inteligente e muito bem conseguido desenvolvimento das mesmas. Venha a quarta temporada...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Lost - Perdidos - Série 2, criada por J.J. Abrams (200572006)

Depois de conhecermos minimamente as personagens principais da série e após finalizar a primeira temporada com um excelente 'cliffhanger', Lost regressa com este segundo ano. Infelizmente, não se pode dizer muito sem correr o risco de revelar bastante da trama. No entanto, com novas personagens, novas revelações e novos e densos mistérios, Lost continua a aprofundar as personagens existentes (conseguindo dar atenção às novas) e prossegue com o mistério, onde para cada resposta encontramos inúmeras perguntas. A nível de elenco, temos caras novas (como Michelle Rodriguez) e estão todos em excelente forma (é fantástica a forma como certos actores conseguem carregar às costas as várias transformações das suas personagens, algumas dessas transformações bastante invulgares para uma série de televisão). O argumento continua a ser inteligente e muito bem escrito, com diálogos bem conseguidos e com personagens fascinantes e cada vez mais sombrias. Com esta segunda temporada, confirma-se que Lost é a melhor série da actualidade e uma das melhores de sempre, pela sua irreverência, ousadia, originalidade, inteligência e emoção.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Lost - Perdidos - Série 1, criada por J.J. Abrams (2004)

O avião 815 despenha-se algures pelo Oceano Pacifíco. Um grupo de passageiros sobrevive ao acidente e terá de adaptar-se ao modo de vilha na ilha deserta e, pelo que parece, desconhecida. No entanto, algo estranho está presente.
Lost é uma série revolucionário criada pelo guru do entretenimento J.J. Abrams. A sua premissa pode parecer algo simples e praticamente impossível de prolongar-se por uma temporada de 25 episódios mas Abrams e companhia fazem algo inesperado e inédito numa série: criam uma aura de mistério enorme, colocando perguntas e quase nunca dando respostas. No entanto, a série consegue manter-se sempre bastante acima da média e com as doses certas de drama, suspense e comédia. Outro aspecto extraordinário em Lost é o desenvolvimento das personagens. Aqui, em vez de termos poucas personagens principais, temos várias e, em cada episódio, é-nos contado o passado dessas personagens em forma de flashback, dando uma maior profundidade às personagens e criando ainda uma aura de mistério maior. A nível de actores, Matthew Fox, Evangeline Lily, o magnifíco Terry O'Quinn (com a fantástica personagem John Locke) e companhia estão exemplares.
Lost é uma série como nenhuma outra, um verdadeiro objecto de culto e um poço de originalidade e qualidade, praticamente inéditas numa série de televisão. Venha a segunda temporada.