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domingo, 7 de agosto de 2011

Sessão de Culto #33


O aventureiro/cirurgião/rocker Buckaroo Banzai decide juntar os seus homens, os Hong Kong Cavaliers, para enfrentarem uma invasão extra-terrestre. Tal invasão é organizada por seres vindos da oitava dimensão.
Realizado por W.D. Richter, argumentista de Big Trouble in Little China (de John Carpenter), esta aventura de Ficção Científica reúne um fantástico elenco, liderado por Peter Weller (antes de Robocop),John Lithgow, Ellen Barkin, Jeff Goldblum (antes de The Fly), Christopher Lloyd (antes de Back to the Future), Clancy Brown, entre outros. O resultado foi um filme invulgar mas de grande entretenimento e um fracasso nas bilheteiras.
Buckaroo Banzai foi mais um dos filmes que ganhou bastante com o boom do VHS na década de 80: o filme falhou nas bilheteiras mas foi redescoberto em VHS e em exibições televisivas, acabando por tornar-se num dos maiores objectos de culto dos anos 80.
Desconhecido pela maioria mas muito apreciado pelos seus fãs, Buckaroo Banzai é um filme que merece ser (re)descoberto e é merecedor do seu estatuto de culto. Divertimento à grande!

Classificação: 
****

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dexter - Séries 3 e 4

Depois das primeiras duas temporadas de Dexter, aqui estamos na terceira parte duma série que é, ao fim de contas, o crescimento psicológico da personagem. Enquanto que na primeira temporada assistimos ao descobrir do seu passado e a verdade sobre o seu pai (e afins) e na segunda temporada vemos algo que podemos chamar 'os anos da adolescência', neste terceiro tomo temos o descobrir da amizade (já vamos ao quarto tema).
Podemos dizer que esta terceira temporada é a mais fraca. No entanto, continua a ser um excelente produto televisivo, com um bom argumento e excelentes diálogos. A personagem principal tem assim a hipótese de amadurecer, vendo em Miguel Prado (Jimmy Smits em grande forma) um verdadeiro amigo, em quem pode confiar e partilhar o seu terrível segredo. No entanto, as coisas eventualmente começam a dar para o torto.
Mas Dexter atinge o seu rubro no seu quarto ano. Os primeiros episódios são bastante calmos mas são apenas uma preparação para o jogo do gato e do rato que o espectador está prestes a assistir. Após um acontecimento trágico que coloca a série em marcha, o ritmo torna-se alucinante e nunca pára, cheio de twists inesperados (e não são forçados) e momentos de extrema qualidade. Ficamos a pensar que os produtores apostaram tudo neste quarto ano, elevando o jogo a limites inacreditáveis. E a verdade é que conseguem!
Michael C. Hall (excelente actor, que filmou a quarta temporada com cancro, sem revelar a ninguém) está melhor do que nunca e o vilão, o grandioso John Lithgow, é brilhante e tremendamente arrepiante, sendo um dos melhores vilões já criados!
Quanto ao desenvolvimento de Dexter, temos aqui a passagem forçada para a vida adulta, sendo agora marido e pai, e a responsabilidade que tal vida acarreta, como tornar-se no pai que nunca teve e assumir tal papel.
Enquanto que a terceira temporada é a mais fraca, a quarta é um jogo totalmente diferente, com vários momentos de cortar a respiração, num ritmo frenético que deixa o espectador sem espaço para respirar, tudo apresentado com um argumento fantástico e dois actores de peso (revelou trata-se duma série de actores, já que Hall e Lithgow foram premiados com Globo de Ouro), em grande forma. E atenção que temos ainda lugar para um dos mais chocantes finais de temporada de sempre (se não o mais chocante; ainda tenho aquelas imagens na cabeça!).
Confirma-se assim que Dexter é uma série de visionamento obrigatório e uma das melhores da actualidade. Viciante e brilhante!