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domingo, 18 de dezembro de 2011

Drive, de Nicolas Winding Refn (2011)

Vencedor do prémio de Melhor Realizador no último Festival de Cannes, Drive é um thriller acção bem construído e interpretado.
Sempre ao som duma banda-sonora contagiante e perfeita para o filme, Drive conta-nos a história dum duplo de cinema que serve também de condutor em certos assaltos. No entanto, após conhecer a sua vizinha, Irene, e o seu filho, a sua vida ganha novos contornos.
Com o regresso da prisão de Standard, o marido de Irene, regressam também os seus problemas: uma dívida enorme, ganha na prisão. Standard pede ajuda ao duplo mas as coisas correm mal e este rapidamente descobre que a sua cabeça está a prémio.
Nicolas Winding Refn (Valhalla Rising) presenteia-nos com uma realização impecável, sempre bem controlada, com excelentes planos e um bom domínio das partes técnicas. A montagem é bastante boa, juntamente com a bela fotografia. O argumento, apesar de não ser original, está bem construído, desenvolve muitíssimo bem a personagem principal e dá-nos ainda bons diálogos.
Outro dos grandes destaques são as interpretações: Ron Perlman mostra, uma vez mais, que é um dos actores mais subvalorizados da actualidade, Albert Brooks larga a sua via cómica e traz-nos um excelente mafioso (nomeado para Globo de Ouro para actor secundário de drama), Carey Mulligan é um bom par romântico para o protagonista, Ryan Gosling. Este último está simplesmente fantástico como Driver, uma personagem controlada e calma que vê o seu mundo desmoronar-se aos poucos, dando um excelente desenvolvimento à personagem, sempre bem representado por Gosling, num papel muito contido.
Destaque ainda para as cenas de acção, para os momentos em que os olhares e rostos dos actores substituem as palavras e para a banda-sonora.

Um dos melhores filmes do ano!

Classificação:
*****

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Mutant Chronicles, de Simon Hunter (2008)

Num futuro distante, a raça humana está perto da extinção devido aos mutantes que habitam o planeta. Um pequeno grupo está determinado em ir à origem do problema, partindo para aquela que será a missão que poderá salvar a humanidade.
The Mutant Chronicles é um filme de acção, terror e ficção científica que bebe inspiração em vários elementos. No entanto, a concepção do filme é tão pobre e má que estamos perante algo que tem aspecto de ser uma produção amadora. O orçamento não é grande (vê-se claramente) mas a realização é pobre e sem inspiração alguma (por vezes, parece que estamos a ver um filme realizado por uma criança de 12 anos!), com cenas de acção sem entusiasmo e extremamente mal montadas e filmadas. O argumento é uma lástima, para não falar dos diálogos sem nexo. Os actores estão duma pobreza completa (Thomas Jane tem uma interpretação lamentável e Ron Perlman ainda se safa mas não o suficiente para salvar as suas falas desastrosas e custa ver John Malkovich metido numa encrenca destas, se bem que é apenas por cerca de 5 minutos) e os efeitos especiais são algo de deixar qualquer um de boca aberta... por todos os motivos errados (parece que temos uma mistura de Sky Captain com um filme de terror).
The Mutant Chronicles é um filme que nunca consegue ter uma nível de qualidade razoável, devido à realização fraca e a uma produção pobre e sem chama. Um dos piores filmes dos últimos tempos e uma perda de tempo completa!

P.S.: A tentativa de incutir alguns temas de religião e fé caiem do céu, sem razão alguma, o que causa ainda mais estranheza ao filme.