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sábado, 17 de dezembro de 2011

Sessão de Culto # 39

Brick, de Rian Johnson (2005)

Após o desaparecimento da sua ex-namorada, Brendan decide investigar o caso. Para tal, infiltra-se no submundo do crime presente na sua escola.
Brick é um film-noir com adolescentes, onde encontramos todos os aspectos que formam esse género: o detective, a femme-fatale, o vilão, um mistério perigoso, etc.. No entanto, a originalidade da obra de estreia de Rian Jonhson é o ambiente em que a acção se desenrola (filme com personagens adolescentes, faculdade, etc.), os diálogos e as próprias personagens. Para além disso, temos um elenco carismático, muito bem liderado por Joseph Gordon-Levitt.
Brick é uma produção independente que fez furor no Festival de Sundance em 2005 e revela-se uma lufada de ar fresco dentro do cinema americano recente. Uma obra que merece ser vista vezes sem conta.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sessão de Culto #38

American Psycho, de Mary Harron (2000)

Patrick Bateman (Christian Bale), um executivo da banca de Nova Iorque, é uma pessoa diferente das outras: por detrás da sua aparência elegante, escondem-se fantasias e desejos homicidas. Bateman tem um ódio enorme pelo mundo e, sem motivo aparente, torna-se num psicopata.
Adaptado da novela de Bret Easton Ellis, American Psycho é um thriller violento, com uma boa dose de comédia negra e com um protagonista em grande forma.
Mary Harron traz-nos um dos melhores filme da década passada, com uma interpretação soberba de Christian Bale e um filme de culto imediato. Pena o remake que está a ser preparado...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sessão de Culto #37

Shaun of the Dead, de Edgar Wright (2004)

Shaun e Ed são dois melhores amigos que vivem juntos. Shaun sente-se um 'looser' autêntico', especialmente depois de perder a rapariga dos seus sonhos. No entanto, os mortos voltam à vida e Shaun acaba por ser um líder involuntário.
Depois da série de culto Spaced, Edgar Wright passa para o cinema e leva consigo Simon Pegg e Nick Frost. O resultado é este Shaun of the Dead, uma comédia de terror que serve de homenagem aos filmes de zombies, um sub-género muito popular de terror. Com piadas certeiras e personagens bem criadas, Shaun of the Dead é uma das melhores comédias da década passada, tendo sido ainda considerado por George A. Romero, um filme que encaixava bem dentro dos seus filmes de zombies. Romero retribuiu com um cameo de Pegg e Frost em Land of the Dead.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sessão de Culto #35

Plan 9 From Outer Space, de Ed Wood (1959)

Depois de 8 planos frustados, um grupo de extra-terrestres coloca em acção o 9º plano para conquistar o planeta Terra. Este plano consiste em trazer os mortos de volta à vida.
Estreado em 1959, no auge do cinema de F.C., Edward D. Wood Jr. escreveu e realizou esta obra que ficou conhecida como o pior filme de sempre, vindo do pior realizador de sempre.
Com uma realização medíocre, Plan 9 consegue torna-se num divertimento absoluto, cujo visionamento é ditado de regras específicas: levar tudo para o gozo, rir às gargalhadas com as interpretações, diálogos, erros de racord, cenários mal feitos, a escuridão da noite feita com panos pretos onde se vêm os vincos, os efeitos especiais fracos... enfim, tudo é motivo para ver-se este filme como uma comédia.
O filme de ED Wood tornou-se num dos maiores filmes de culto de sempre, onde podemos mesmo encontrar vários realizadores, como Sam Raimi, que assumem-se fãs da obra.
Um filme extremamente fraco mas bastante divertido de se ver. Nesse aspecto merece 3 estrelas mas fora esse aspecto, não.

Classificação:
*

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Sessão de Culto #34

Clerks, de Kevin Smith (1994)

Clerks retrata um dia da vida de dois empregados duma loja de conveniência de New Jersey. Neste dia, os dois colegas enfrentam clientes que criam diversas conversas e discussões, para al´me de outros problemas.
Clerks é a obra de estreia de Kevin Smith, obra que foi produzida com um orçamento extremamente reduzido, que contou no elenco com alguns amigos do realizador. Clerks esteve presente no Festival de Sundance de 1994 e foi um dos grandes filmes sensação desse ano.
Estreado numa altura de mudança para o cinema independente americano (um pouco depois de outro êxito estrondoso que dá pelo nome de Reservoir Dogs), o primeiro filme de Kevin Smith abriu as portas ao realizador, deu a conhecer ao mundo duas personagens com uma enorme legião de fãs (Jay and Silent Bob) e tornou-se numa das obras de culto mais populares dos últimos 20 anos, dando origem a uma sequela, estreada em 2006.
Com um argumento irreverente e cheio de referências à cultura popular e com diálogos divertidos e bem criados, Clerks apresenta-nos a visão única dum realizador geek e que viria a trazer-nos algumas obras interessantes. No entanto, esta é ainda a sua melhor façanha.

Classificação:
*****

domingo, 7 de agosto de 2011

Sessão de Culto #33


O aventureiro/cirurgião/rocker Buckaroo Banzai decide juntar os seus homens, os Hong Kong Cavaliers, para enfrentarem uma invasão extra-terrestre. Tal invasão é organizada por seres vindos da oitava dimensão.
Realizado por W.D. Richter, argumentista de Big Trouble in Little China (de John Carpenter), esta aventura de Ficção Científica reúne um fantástico elenco, liderado por Peter Weller (antes de Robocop),John Lithgow, Ellen Barkin, Jeff Goldblum (antes de The Fly), Christopher Lloyd (antes de Back to the Future), Clancy Brown, entre outros. O resultado foi um filme invulgar mas de grande entretenimento e um fracasso nas bilheteiras.
Buckaroo Banzai foi mais um dos filmes que ganhou bastante com o boom do VHS na década de 80: o filme falhou nas bilheteiras mas foi redescoberto em VHS e em exibições televisivas, acabando por tornar-se num dos maiores objectos de culto dos anos 80.
Desconhecido pela maioria mas muito apreciado pelos seus fãs, Buckaroo Banzai é um filme que merece ser (re)descoberto e é merecedor do seu estatuto de culto. Divertimento à grande!

Classificação: 
****

sábado, 11 de junho de 2011

Sessão de Culto #29

Better Off Dead, de Savage Steve Holland (1985)

Após ser deixado pela namorada, Lane Meyer fica com ideias de se suicidar. No entanto, acaba por conhecer Monique, por quem se apaixona. Meyer terá agora de enfrentar certos obstáculos e derrotar o seu rival amoroso, um perito em sky, para ganhar o coração da sua ex-namorada.
Realizado por Savage Steve Holland, um realizador/argumentista/animador, Better Off Dead é comédia interessante, cheia de bons momentos e com John Cusack como protagonista, na sua fase de filmes de adolescentes. Misturando a sua comédia algo louca e irreverente com sequências de animações bem conseguidas, Savage criou aqui uma das comédias de maior culto da década de 80 e um fime que merece ser redescoberto.

Classificação: 
★★★★

domingo, 5 de junho de 2011

Sessão de Culto #28

Pi, de Darren Aronovsky

Pi é o primeiro filme de Darren Aronovsky, um dos melhores realizadores americanos da actualidade. Esta sua primeira obra esteve presente no Festival de Sundance em 1998 e deu o prémio de melhor realizador na categoria dramática a Aronovsky. O filme conta-nos a história dum matemático que tenta encontrar um número chave que irá desbloquear os padrões universais encontrados na natureza.
Com um argumento inventivo e complexo, uma realização extremamente experimental e muito bem executada e uma fotografia a preto e branco genial, Pi é uma grandiosa pequena grande obra de estreia dum realizador que ainda tem muito para dar à 7ª arte!

Classificação: 
★★★★★
 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sessão de Culto #27/ Sessão da Meia-Noite #28


Não sendo uma sequela tão boa quanto a obra original mas ganhando um estatuto de culto cada vez maior com o passar dos anos, Escape From LA é a sequela de Escape From New York, o regresso da dupla Kurt Russell/ John Carpenter, o regresso de Snake Plisken e, muito possivelmente, uma das maiores obras de acção da década de 90.
Plisken tem de resgatar a filha do presidente americano de Los Angeles no ano 2013. A cidade é agora um local cheio de criminosos e gangues.
Carpenter volta com a personagem de Plisken castiça e dura de roer, um anti-herói que Russell encarna na perfeição. Com excelentes momentos de acção divertidos, um bom elenco cheio de nomes do cinema série B e exploitation e uma banda-sonora que encaixa tão bem, temos aqui divertimento garantido. E o final é qualquer coisa de especial!

Classificação: 
★★★★

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Retrospectiva F.C. #61

Moon, de Duncan Jones

Para além de outros filmes de F.C., 2009 é também o ano em que o género regressa à década de 70, com este Moon, uma obra ambientada em espaços fechados, influenciada pelos filmes dessa década e também por 2001 - A Space Odisey, de Stanley Kubrick.
Duncan Jones, filho do lendário David Bowie, escreve e realiza esta pequena grande obra, onde Sam Rockwell brilha, num filme carregado pela sua fantástica interpretação. A juntar a isso, temos a grande banda-sonora de Clint Mansell e a voz de Kevin Spacey.
Moon foi muito bem recebido pela crítica e pelos entusiastas do género mas posto de lado pela sua distribuidora, a Sony, quando chegou a altura de lhe dar força para os Óscares. No entanto, foi uma das melhores obras de 2009 e abriu as portas a Duncan Jones, que regressa este ano com The Source Code, também de F.C. mas mais comercial.

Terça-Feira é a vez de Avatar, o filme que James Cameron desenvolveu durante 10 anos e que prometia revolucionar o cinema.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Sessão de culto #19/ Retrospectiva F.C. #58

Serenity, de Joss Wedon

2005. O ano em que estreia o último filme da nova trilogia Star Wars e dá ao mundo a origem de Darth Vader, uma das maiores personagens do cinema. E este filme é bastante aclamado pela crítica e consegue reconciliar os fãs com a saga. Ao mesmo, na televisão, a F.C. ganha força com o remake de Battlestar Galactica, sendo uma série muito aclamada e de grande qualidade, e Lost, a série que redefiniu o panorama televisivo, ao criar uma história digna de filme, cheia de mistério e excelentes momentos, inspirada em séries como The X-Files e Twin Peaks e em contos de Stephen King, etc. Enquanto isso, Stargate continuava em força na televisão, dando origem a um spin-off (e depois daria origem a outro). A televisão e a F.C. estão de mãos dadas, algo que não acontecia muitas vezes e que, neste momento, está novamente a desaparecer.
No entanto, uns anos antes, Joss Wedon, criador de Buffy, The Vampire Slayer, cria uma série que mistura F.C. e Western. A crítica adora mas as audiências são baixas e a Fox cancela a série. Em pouco tempo, a série, Firefly, ganha uma enorme legião de fãs e, em 2005, a Universal estreia Serenity, o filme que dá fim à história de Firefly. Um filme feito para os fãs mas que agrada a um público maior.
Serenity foi um dos melhores entretenimentos de 2005. Joss Wedon realiza o filme e consegue criar, com relativamente pouco dinheiro, uma aventura de F.C. emocionante e cheia de acção, ao mesmo tempo que termina a história da série. Ao mesmo tempo, consegue apresentar as personagens e o seu universo a um público que desconhece a série.
Infelizmente, Serenity foi um filme bastante apagado no box-office. No entanto, tal como a série, o filme ganhou uma grande legião de fãs e é um dos últimos verdadeiros filmes de F.C. da década.

Em 2006, Darren Aronofsky estreia o grandioso (e dividido) The Fountain, um drama romântico que usa, de forma hábil, a F.C.. O filme divide o público e a crítica mas, para quem gostou, é um dos melhores filmes da década (para mim, um dos meus favoritos!) Não vamos dar um destaque maior ao filme (o seu próprio e merecido post) mas seria impensável não mencionar tal obra nesta nossa retrospectiva.

Sábado, vamos saltar para 2009, ano em que a F.C. voltou em força ao cinema. Foram vários os filmes do género que cativaram os entusiastas e a crítica, bem como o público em geral. O primeiro filme que vamos destacar desse ano será Star Trek, onde J.J. Abrams pega num material bem antigo e consegue dar-lhe a reviravolta necessária.

Retrospectiva F.C. #57

Eternal Sunshine of the Spotless Mind, de Michel Gondry

Em 2004, Michel Gondry estreia esta comédia romântica misturada com F.C., escrita por Charlie Kaufman.
Um casal separa-se e o nosso protagonista decide recorrer a um programa para apagar todas as memórias da sua ex-namorada. No entanto, é ao revê-las que recorda-se do quanto a ama e, dentro dos seus sonhos, tem de lutar para que os mesmos não sejam apagados.
Jim Carrey é o protagonista e tem aqui o melhor papel da sua carreira, ao lado de Kate Winslet, Mark Ruffalo, Tom Wilkinson e Kristen Dunst. O filme é uma das melhores histórias românticas do cinema recente e um dos melhores da década passada, com uma originalidade e criatividade brutais. E prova que o cinema de F.C. não precisa de misturar-se apenas com Terror e Acção mas que também pode fazer uma excelente parceria com a Comédia Romântica. E foi bom haver tal prova, sendo que em 2003 foi o ano das sequelas de Matrix, outro marco do género.

Sexta-Feira vamos para 2005. Não será a vez do último capítulo de Star Wars mas sim de Serenity.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Retrospectiva F.C. #54

The Matrix, de The Wachowski Brothers

1999. A década estava a terminar. O género de F.C. não esteve nos seus melhores dias mas ainda teve bons exemplos de sucesso e criatividade. Pela televisão, tínhamos The X-Files (e o primeiro filme estreou em 1998) e Stargate, baseada no filme de sucesso com Kurt Russell. O paranormal estava no auge devido à série de Chris Carter que misturava F.C. com paranormal e terror. Aliás, uns anos antes, houve a polémica duma gravação duma autópsia a um extra-terrestre e da sua veracidade, algo muito motivado pela série. Pelo meio houve Independence Day, o filme série B mais caro e rentável de sempre que, juntamente com The X-Files, voltou a colocar o tema de aliens na ribalta. Tivemos ainda o remake da série Lost in Space, num fraco filme cheio de efeitos especiais e, em 1997, estreou ainda o quarto filme da saga Alien. Tudo para dizer que a década de 90 esteve rodeada de várias modas muito ligadas à F.C. mas que o género, por si só, apesar de estar ligado a estes casos de popularidade, tinha apenas alguns casos em que era favorecido (os filmes anteriormente mencionados na nossa retrospectiva mais alguns que tiveram de ser colocados de fora, como Strange Days, e as séries acima referidas são claros e excelentes exemplos). No entanto, em 1999, a F.C. estava em força.
Era o ano do regresso de Star Wars ao cinema! O primeiro filme da nova trilogia da saga, prequela da trilogia original, era o filme mais aguardado de sempre e foi um dos maiores êxitos de bilheteira de sempre. No entanto, 1999 não o ano de Star Wars junto dos fãs de F.C. e dos críticos.
Phantom Menace foi recebido de forma morna pelos fãs e pela crítica. No entanto, estes ficaram satisfeitos com The Matrix, o filme criado pelos Irmãos Wachowski, grandes entusiastas de F.C., comics, anime, Kung Fu, etc. O filme teve um marketing extremamente apelativo em que era questionado o que era a Matrix. Claro está que toda a gente queria descobrir! O filme que antes tinha servido de ideia base para uns comics que seriam escritos pelos dois irmãos tornou-se num dos maiores casos de popularidade do ano. A crítica adorou o filme, o público também, os efeitos especiais eram inovadores e as cenas de acção muito executadas, para não falar da ideia refrescante e original que tanto debate criou entre os fãs, acerca da filosofia, religião e ciência presentes no filme.
The Matrix foi (e é) um filme bastante influente e um dos grandes exemplos de F.C. dos últimos 20 anos. Deu origem a duas sequelas mais fracas (embora o segundo filme seja ainda bastante bom) e criou um pequeno universo à sua volta, espalhado por videojogos, comics, internet, etc. O filme em si é um dos melhores do género, apelidado por muitos como o novo Blade Runner.

Depois do inovador e importante The Matrix, passamos para 2001, onde Steven Spielberg decide pegar numa ideia de Stanley Kubrick e realizar A.I. - Artificial Intelligence.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Retrospectiva F.C. #53

Dark City, de Alex Proyas

Em 1998, Alex Proyas (realizador do excelente The Crow) traz-nos este Dark City, um ambicioso projecto de F.C. com tons de filme noir. O resultado é um fracasso nas bilheteiras mas um dos melhores filmes do género da década. Sombrio, inteligente, original e extremamente bem realizado e pensado, Dark City é F.C. pura e um filme que tem ganho um estatuto de culto com o passar dos anos. Suportado ainda por um bom elenco (Rufus Sewell, Jennifer Connely, William Hurt, Kiefer Sutherland), o filme de Proyas é uma grande obra de F.C. e que merece ser (re)descoberta. E anda por aí uma Director's Cut interessante. Um dos meus filmes predilectos do género.

Amanhã, vamos passar para 1999. No entanto, em vez de dedicarmos um espaço à febre Star Wars que se instalou nesse ano com a estreia do primeiro filme da nova trilogia, The Phantom Menace, vamos falar do filme que levou os fãs de F.C. ao rubro: The Matrix.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Retrospectiva F.C. #52

Gattaca, de Andrew Nicoll

Passado num futuro onde os geneticamente perfeitos são os que têm mais hipóteses de melhores carreiras, um homem com uma perfeição consegue assumir a identidade de alguém superior, de forma a tentar atingir o seu sonho de viajar ao espaço.
Escrito e realizado por Andrew Nicoll, Gattaca é uma bela obra de F.C. onde é examinado o aspecto de perfeição humana e as suas fraquezas.
Com um elenco de luxo liderado por Ethan Hawke e Uma Thurman, Gattaca é uma obra bem escrita e realizada, com uma excelente banda-sonora de Michael Danna e uma sensibilidade notáveis. Novamente, um mdos melhores filmes da década de 90 e um dos meus favoritos.

Amanhã e Sábado não haverá retrospectiva. No entanto, voltamos Domingo e o primeiro filme de 2011 desta nossa retrospectiva será Dark City, de Alex Proyas, um dos melhores da década de 90.

Retrospectiva F.C. #51

Twelve Monkeys, de Terry Gilliam

Baseado na curta-metragem francesa La Jetée e escrito por Janet Peoples e David Webb Peoples (este último um dos argumentistas de Blade Runner), Terry Gilliam estreia em 1995 este Twelve Monkeys, um filme com grande orçamento que não tem nada de comercial.
James Cole (Bruce Willis) viaja no tempo até à década de 90 para descobrir e impedir o exército dos Doze Macacos que irão lançar um vírus mortal que aniquilará grande parte da humanidade. No entanto Cole vai parar a um manicómio e lá irá duvidar da sua missão, da sua história e da sua sanidade mental.
Twelve Monkeys foi um êxito comercial e deu a Brad Pitt uma nomeação a Óscar de melhor actor secundário. Gilliam consegue criar uma obra de F.C. única e dá-nos um dos melhores exemplos do género da década de 90, uma década em que a F.C. não esteve em grande forma, com poucas obras relevantes para o género. Este Twelve Monkeys é um dos raros exemplos da altura e um dos meus filmes favoritos. E é engraçado que quando o vi pela primeira vez, em 1996, não gostei. Mas quando o DVD surgiu, não pensei duas vezes. Um filme que cresce dentro do espectador.

Quinta-Feira é a vez de Gattaca, um dos grandes filmes de F.C. dos anos 90!

Retrospectiva F.C. #48

They Live, de John Carpenter

Depois do desaire comercial de Big Trouble in Little China, John Carpenter decidiu largar os grandes estúdios e os seus orçamentos e voltou ao cinema independente. Carpenter tinha contrato para mais dois filmes com a Universal e daí surgiram Prince of Darkness, um filme de terror e, no ano seguinte (1988), este They Live, um filme de F.C. e Acção que serve de sátira ao consumismo e à política de Ronald Reagan, o presidente americano da altura. Carpenter acaba por criar uma das mais melhores e mais originais sátiras políticas do cinema. Para além disso, o filme contém uma das mais longas, divertidas e estranhas lutas de sempre, entre Roddy Piper e Keith David.
O filme tem os seus problemas mas nunca se leva (nem deve ser levado) a sério, com uma premissa como estas: um homem descobre que o planeta Terra está a ser habitado por extra-terrestres e que implantaram mensagens subliminares em todo o lado. Os extra-terrestres e as tais mensagens apenas podem ser vistas através duns óculos de sol especiais.
Divertido, cheio de acção e com a marca registada de Carpenter, They Live é um exemplo perfeito da F.C. da década de 80 e um grande filme de culto.

Segunda-Feira voltamos ao cinema de James Cameron, com The Abyss, uma obra de produção difícil mas de grande qualidade.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Retrospectiva F.C. #47

Aliens, de James Cameron

1986. Depois do êxito de crítica e de público de Alien (1979), a Fox estreia a sequela. Ridley Scott foi trocado por James Cameron, lançado por The Terminator, dois anos antes. E que bela troca! Enquanto que Scott criou um hábil jogo de suspense e claustrofobia, Cameron pega nesses elementos e adiciona a acção de cortar a respiração! O realizador traz-nos assim uma sequela perfeita e totalmente diferente do filme original, enquanto que consegue, ao mesmo tempo, ser um produto fiel ao seu antecessor. Se a obra de Cameron é superior à de Scott? Muitos dizem que sim mas a resposta evidente, na minha opinião, é não. Se não houvesse a obra de Scott, provavelmente este Aliens de Cameron não existiria. E Scott criou o ambiente e universo e Cameron conseguiu expandi-los. São duas obras distintas e de grande qualidade! Aliás, como filme de acção, Aliens é um dos melhores de sempre! E como sequela, é uma das melhores de sempre!

Aliens foi um grande êxito nas bilheteiras, o filme mais rentável de 1986. A crítica foi unânime com o filme e Sigourney Weaver foi nomeada para Óscar, algo extremamente difícil num filme deste género. A qualidade do filme, do argumento, das interpretações e da realização foram reconhecidos por todos e até o público feminino apreciou o filme, tendo em conta que Weaver é aqui uma autêntica mulher de armas, mais dura que muitos supostos heróis de acção do grande ecrã! E tornou-se num grande símbolo cinematográfico para as mulheres, justamente!

Aliens é um dos grandes clássicos de acção e F.C., um filme que ainda hoje é lembrado, apreciado e descoberto. Um marco dos dois géneros que deu origem a duas sequelas que muita polémica geraram mas que, independentemente das opiniões, moldaram a F.C. e que são, bem vistas as coisas, duas sequelas inferiores mas muito boas, completando uma das melhores sagas da história do cinema.

Dia 24 e 25 não haverá retrospectiva nem actualizações no nosso espaço. Assim sendo, estamos de regresso dia 26, Domingo, com mais um filme para este nosso especial que terminará com a estreia de TRON Legacy, a 13 de Janeiro. O nosso próximo filme será They Live, de John Carpenter, estreado em 1988.

Portanto, até dia 26 e, até lá, um muito bom Natal para todos os nossos visitantes, comentadores, leitores e fãs, se tivermos alguns. Bom Natal!!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Retrospectiva F.C. #46

The Fly, de David Cronenberg

Remake do filme de 1958 protagonizado por Vincent Price, The Fly é uma das obras mais populares de David Cronenberg (é o seu filme mais rentável no box office) e uma das melhores obras de F.C./Terror dos anos 80.
A história é simples: um cientista cria um aparelho e, sem esperar, o seu ADN é misturado com uma mosca mosca, iniciando assim uma transformação no cientista.
Protagonizado por Jeff Goldblum, The Fly é violento, asqueroso mas extremamente bem realizado e uma grande adição aos dois géneros. Cronenberg está envolvido num filme de estúdio e não se deixa levar pelo orçamento maior nem pelas possíveis pressões, criando um filme muito próprio do seu cinema.

Amanhã vamos continuar em 1986 e vamos (re)visitar uma das melhores sequelas de todos os tempos, Aliens, de James Cameron. Depois, pausa de Natal.

Retrospectiva F.C. #45

Back to the Future, de Robert Zemeckis

1985. Steven Spielberg e Robert Zemeckis, saído do êxito Romancing the Stone, estreiam este Back to the Future, mais um filme que usa a temática da viajem no tempo. No entanto, para além de esta componente de F.C., o filme de Zemeckis é também um filme de aventura e comédia, usando várias referências dedicadas ao cinema de F.C. da década de 50 (e não só) e um entretenimento inteligente, mostrando que esta temática pode causar várias confusões e erros narrativos. Zemeckis e Bob Gale (os argumentistas) evitam esses erros, pensam em todos os pequenos pormenores e criam o primeiro capítulo duma trilogia de grande entretenimento e inteligência.
O êxito de Back to the Future foi enorme e lançou Michael J. Fox no cinema (já era bastante conhecido pela série Family Ties) e deu origem a duas sequelas (estreadas em 1989 e 1990), com êxito menor mas que conseguiram criar uma aventura divertida. Back to the Future para além de ser um dos melhores filmes de F.C. (e não só) da década de 80, é também um dos melhores blockbusters do cinema.

Amanhã vamos para o ano seguinte, 1986, e conhecer o remake de David Cronenberg, The Fly.