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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Resumo de temporada de séries 2010/2011

Na semana passada terminou a temporada de séries respectiva a 2010/2011. Começa agora a temporada de Verão, onde serão exibidas outras apostas dos canais. No entanto, as principais apostas já terminaram as suas temporadas e o Movie Wagon, como não é só um espaço de Cinema mas também de televisão, acompanhou algumas séries. Hoje começamos um pequeno espaço dedicado às nossas conclusões finais de cada série que acompanhámos desde Setembro do ano passado.

Vamos começar com os canais por cabo, onde destacamos 4 séries.



Criada por Terence  Winter, criador de The Sopranos, e produzida por Mark Walhberg e Martin Scorsese, Boardwalk Empire era a aposta de peso da HBO para a nova temporada, iniciada em Setembro de 2010. O canal precisava dum grande êxito de grande qualidade e as expectativas eram altas para esta nova série. O episódio piloto foi realizado por Martin Scorsese e o elenco era liderado por Steve Buscemi e Michael Pitt. O episódio piloto foi um dos melhores produtos televisivos do ano, um filme de Scorsese com duração mais curta. No entanto, a série acaba por perder gás e, apesar de ter sempre bons argumentos, demora tempo a avançar com a narrativa. Como disse, Boardwalk Empire tem sempre bons argumentos, sempre servido por óptimas interpretações. Encontramos também cenas memoráveis e boas realizações, acompanhadas por uma excelente reconstituição da época. Aliás, todo o setting da série está extremamente bem conseguido. O único senão desta primeira temporada é o demorar a avançar com a narrativa e o facto de acabarmos por não nos ligarmos muito às personagens, excepto à de Margaret Schroeder, interpretada por Kelly Macdonald. Para além disso, é-nos prometido um confronto perigoso e de grande emoção entre o protagonista e o seu rival e, no final, temos um momento bastante anti-climático.
Apesar de tudo, Boardwalk Empore é uma boa série. Deveria ter sido melhor mas a segunda temporada (estreia em Setembro) poderá ser um produto ainda melhor.

Classificação: 
★★★★

Dexter - 5ª temporada (Showtime)
 
 
Depois da 4ª temporada bombástica , Dexter está de regresso. Após os trágicos acontecimentos da quarta temporada, Dexter está agora em luto e tem de aprender a lidar com tal. No entanto, enquanto tenta voltar ao que era de forma a poder apagar a sua dor, depara-se com Lumen, uma rapariga que foi raptada e mal tratada por um grupo de homens desconhecidos. Dexter estabelece uma relação com Lumen e ambos juntam esforços para descobrirem os homens.
Depois da fantástica e frenética quarta temporada, era de esperar que este regresso de Dexter fosse mais calmo e não tão bom. E foi isso que aconteceu. Ao contrário das outras temporadas, em que o vilão é sempre um desenvolvimento importante para Dexter, aqui o vilão é posto quase de lado e é Lumen quem ajuda a desenvolver a personagem. Ao contrário de vários momentos de suspense equivalentes às temporadas anteriores, esta nova temporada é mais centrada na dor interior e de Dexter, fazendo com que seja uma temporada mais calma e inferior a todas as outras. É certo que teve os seus bons momentos de suspense mas, com um final apressado e com a falta de mais tensão, esta foi a temporada mais fraca da série. No entanto, ainda se recomenda e aguarda-se a sexta temporada com expectativa. Dexter regressa em Setembro.

Classificação: 
★★★
 
 
 
Baseado nuns comics com o mesmo nome, The Walking Dead é uma série desenvolvida por Frank Darabont (realizador de The Shanshank Redemption, The Green Mile, The Mist). Temos aqui uma das séries mais aguardadas do ano passado: uma série de terror com a temática de zombies, um sub-género que está muito na moda. O resultado é uma das melhores séries do ano passado, com apenas seis episódios nesta sua temporada de estreia. O episódio piloto foi realizado por Darabont e este conseguiu criar um dos melhores momentos televisivos dos últimos tempos, realizando um autêntico filme de zombies com a duração de 60 minutos. O argumento está muito bem conseguido (facto que se prolonga pelo resto da temporada), as interpretações são memoráveis e o suspense e tensão presentes nos minutos finais do episódio são de ficar na história da televisão. Quanto ao resto da série, a qualidade mantém-se: The Walking Dead não aposta na origem da epidemia zombie mas sim no pequeno grupo de sobreviventes que acompanhamos, as suas diferentes formas de agir com a situação e uns com os outros. É um estudo sobre o ser humano, algo constante dentro deste sub-género e que Darabont e companhia tão bem criam aqui. Não conhecemos o material de origem mas sabemos que tem sido bem aceite pelos fãs dos comics, apesar de certas diferenças na trama. A melhor estreia de 2010. A segunda temporada terá 13 episódios e estreia em Outubro.
Classificação: 
★★★★★
 



 Mildred Pierce (Mini-série em 5 partes) (HBO)
 
 
Realizada por Todd Haynes (realizador de Far From Heaven, I´m Not There), MIldred Pierce acompanha a jornada de Mildred, uma dona de casa que separa-se do seu marido e fica a cuidar das suas duas filhas. Sem o marido em casa, Mildred decide lançar-se no mercado de trabalho e, após pressão por parte da sua filha mais velha, acaba por tentar criar o seu próprio negócio. No entanto, a sua vida pessoal é sempre afectada pela relação fragilizada com a sua filha mais velha, Veda.
Todd Haynes realiza esta mini-série da HBO como se fosse uma longa-metragem de 5 horas, com uma realização exemplar. A reconstituição da época é sublime e o argumento é fantástico. No entanto, nada disto importaria tanto se não fosse o elenco presente: Melissa Leo (oscarizada por The Fighter), Guy Pearce, Evan Rachel Wood e a protagonista Kate Winslet, num papel brilhante que, ora explode de emoções, ora contém tais emoções. Um elenco em grande forma, liderado de forma poderosa por Winslet, num papel que marcará a sua já fantástica carreira. A tudo isto, juntamos ainda a banda-sonora de Carter Burwell, constante colaborador dos Irmãos Coen. Uma excelente mini-série, de enorme qualidade e um dos melhores produtos televisivos de 2011.

Classificação:
 ★★★★★

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Está quase a chegar...

Boardwalk Empire

De Terrence Winter, criador de The Sopranos e produzida por Martin Scorsese, que assina a realização do episódio-piloto, Boardwalk Empire passa-se no início da Lei Seca e é interpretada por Steve Buscemi. Produzida pela HBO, esta poderá ser uma das grandes séries do ano. Estreia daqui a menos de 3 semanas nos Estados Unidos.
Aqui no Movie Wagon, estamos a pensar em acompanhar a série quando estrear. Portanto, se tal acontecer, daremos notícias...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Shutter Island, de Martin Scorsese (2010)

Teddy Daniels é um U.S. Marshall enviado a Shutter Island (uma ilha onde se encontra um hospital psiquiátrico) para investigar o misterioso desaparecimento duma doente. No entanto, Daniels, atormentado por acontecimentos passados, terá de lutar entre a sanidade e a loucura para permanecer vivo e resolver o caso.
Adaptado da novela de Dennis Lehane (que é produtor executivo), Shutter Island é o novo filme do mestre Martin Scorsese, trazendo aqui uma obra menos à Scorsese, voltando aos tempos de Cape Fear - O Cabo do medo.
Protagonizado por Leonardo DiCaprio (num brilhante desempenho) e com um elenco secundário de luxo (Mark Ruffalo, Ben Kinsgley, Patricia Clarkson, Michelle Williams, Jack Earle Haley, Emily Mortimer, Max Von Sydow), o novo trabalho de Scorsese é um brilhante puzzle, cheio de pormenores e pistas, e um thriller arrepiante, um verdadeiro jogo de mistério com um clima de tensão, muito auxiliado pelos actores, pela fotografia e pela extraordinária banda-sonora. E, apesar de já estar à espera do desenlace (o 'twist' final não me surpreendeu), o realizador consegue dar-nos as pistas para o final de forma hábil e inteligente, num dos melhores thrillers psicológicos dos últimos anos.
Não é um dos melhores trabalhos de Scorsese mas é um grandioso filme de suspense e uma obra a ser reavaliada futuramente (já que as opiniões têm sido divididas).

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

E o filme desta noite é... (Retrospectiva Scorsese/ DiCaprio)

The Departed - Entre Inimigos (Martin Scorsese, 2006)
A terceira colaboração entre Scorsese e DiCaprio é o remake de Infernal Affairs.
Com argumento de William Monaghan, o thriller policial venceu 4 Óscars incluindo Melhor Filme e Melhor Realizador para Scorsese. DiCaprio está acompanhado de outros grandes nomes: Matt Damon, Jack Nicholson, Martin Sheen, Ray Winstone, Vera Farmiga e Alec Baldwin (que já tinha entrado em The Aviator).
Cheio de surpresas, com um argumento bem construído, interpretações fabulosas e uma banda-sonora de Howard Shore, The Departed é um dos melhores thrillers dos últimos anos.
Depois desta obra, o novo filme de Scorsese (de ficção) é Shutter Island, que estreia entre nós já amanhã, 25 de Fevereiro. O filme estreou na passada Sexta-Feira nos Estados Unidos, com boas críticas (apesar de ser considerado um filme menor de Scorsese e um dos mais comerciais da sua carreira) e teve um fim-de-semana de 41 milhões de dólares, a melhor estreia nas carreiras de Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio. No próximo Sábado, aqui falaremos de Shutter Island.

E o filme desta noite é... (Retrospectiva Scorsese/ DiCaprio)

The Aviator - O aviador (Martin Scorsese, 2004)
A segunda colaboração entre Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio foi esta obra sobre Howard Hughes, o lendário realizador e mente inovadora no que diz respeito ao negócio da aviação.
Scorsese dá-nos um retrato de Hollywood dos anos 20 e 30 de forma deslumbrante, com uma fotografia maravilhosa (algo que muda na última parte do filme, perdendo as suas cores vivas), uma montagem bem conseguida e usando alguns actores tão populares na altura (Jude Law como Errol Flyn e Cate Blanchet fabulosa como Katherine Hepburn).
No entanto, a verdadeira história é sobre Hughes e as suas lutas contra a sua doença e as suas formas de obter o que parecia impossível: realizar os filmes que queria (Hell´s Angels e The Outlaw são dois exemplos) e revolucionar o mundo do negócio da aviação.
Leonardo DiCaprio tem a difícil tarefa de retratar Howard Hughes e consegue-o na perfeição, naquela que poderá ser o seu melhor trabalho até hoje, mostrando o seu progresso como actor. Cate Blanchet merece o Óscar de Melhor Actriz Secundária pela sua Katherine Hepburn e Scorsese dá mais uma lição de como fazer bom cinema, misturando arte com cinema comercial.
Um dos melhores filmes da década passada e uma obra essencial.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

E o filme desta noite é... (Retrospectiva Scorsese/ DiCaprio)

Gangs of New York - Gangs de Nova Iorque (Martin Scorsese, 2000)
Começamos hoje a mini retrospectiva dedicada à dupla Scorsese/DiCaprio, cujo quarto filme, Shutter Island, estreia dia 25 de Fevereiro.
A primeira colaboração foi este Gangs of New York, um projecto muito pessoal de Scorsese, que esta em desenvolvimento à já cerca de 20 anos.
Scorsese traz-nos um épico e conta-nos, basicamente, a origem de Nova Iorque, numa altura em que esta estava dividida em dois grupos. No meio duma batalha histórica, está uma história de vingança.
Apesar de ser um filme algo falhado (especialmente na última parte), Gangs of New York é um grandioso trabalho de Scorsese e um dos melhores filmes da década passada. DiCaprio começa aqui (e em Catch Me If You Can, de Steven Spielberg, estreado uma semana depois) a sua caminhada para o amadurecimento como actor, deixando para trás a imagem de ídolo de adolescentes e começando a dar as cartadas certas na carreira (apesar duma boa interpretação, ele e todo o resto do excelente elenco estão ofuscados pelo excelente desempenho de Daniel Day-Lewis, como Bill, The Butcher, um dos melhores vilões do Cinema).
Scorsese realiza, com a sua mestria habitual, um verdadeiro épico do Cinema e, uma vez mais, elabora uma obra que pode ser uma verdadeira escola sobre como fazer filmes.
Um filme obrigatório, que peca por ter um última parte mais fraca.

Está quase!!!

Na próxima semana estreia entre nós Shutter Island, o novo projecto de Martin Scorsese.
Baseado na novela de Dennis Lehane, Shutter Island é a quarta colaboração entre Scorsese e Leonardo DiCaprio, o seu novo Robert DeNiro.

O filme estreou no Festival de Cinema de Berlim e as reacções têm sido fantásticas. Pelo que parece, Scorsese traz-nos um thriller psicológico bastante forte e há quem diga que podemos ter aqui um sucessor de The Shining do que diz respeito ao uso da banda-sonora.
Dia 25 de Fevereiro vamos ter a oportunidade de descobrir a nova obra do mestre.
Já agora, damos destaque a duas novidades sobre futuros projectos de Martin Scorsese: um novo drama do mundo da mafia (que irá ser o recontro entre Robert DeNiro e Scorsese) e, aparentemente, Scorsese irá estar envolvido num remake de Taxi Driver, onde poderemos encontrar DeNiro e que terá o envolvimento der Lars Von Trier. A ver vamos.