Mostrar mensagens com a etiqueta Jackie Chan. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jackie Chan. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Karate Kid, de Harald Zwart (2010)

Dre é um jovem americano que vai viver para a China com a sua mãe, depois desta ser transferida no trabalho. Prestes a iniciar uma nova vida, Dre não consegue habituar-se à mudança drástica e na escola é sempre espancado por um pequeno grupo de rapazes. Depois de conhcer Mr. Han, Dre começa a aprender Kung Fu e uma nova forma de ver a mudança na sua vida.
Trata-se do remake de um dos clássicos dos anos 80. Desta vez, os protagosnistas são Jaden Smith e Jackie Chan e, devo admitir, que fiquei surpreendido.
Inicialmente, pensei neste filme como uma falta de respeito ao filme original: um miúdo como Smith (filho de Will Smith, produtor do filme) a fazer o papel de Ralph Maccio, que era um adolescente no filme original, era algo que não me cabia na cabeça. Para não falar na ideia de que iria ser um produto infantilizado e com Smith a ser mais um mau actor. Mas estava errado. O filme está feito para um público mais jovem, é verdade, mas não está infantilizado como pensava. E Jackie Chan tem aqui o seu melhor papel no cinema americano: troca a comédia pelo drama e, é de admitir, que está extremamente bem e surpreende. Já Jaden Smith, é uma surpresa: pode ter alguns momentos mais fracos mas, no geral, Smith porta-se muito bem e consegue, juntamente com Chan, carregar o filme às costas.
E é aqui que vem a grande força do filme: a dupla de protagonistas. Smith e Chan formam uma boa dupla e conseguem ganhar o afecto do espectador pela sua relação de amizade que vai ficando mais forte (o momento depois da descoberta do passado de Mr. Han é um dos grandes momentos do filme: tocante e emocional). Os momentos do treino de Dre estão muito bons e o próprio combate final consegue puxar pelo público (pena é o pontapé final... o ponto fraco do filme). A realização de Harald Zwart é competente e custa a acreditar que o filme veio do mesmo homem que realizou o desastre que foi Pink Panter 2, com Steve Martin.
Karate Kid pudia muito bem chamar-se Kung Fu Kid, já que Dre aprende Kung Fu e não Karate. No entanto, apesar de ser um remake desnecessário, o filme é uma boa surpresa e não desonra, de forma alguma, o material original. Pelo contrário: consegue ser um tipo de homenagem ao filme original e consegue ser ainda um bom veículo para Smith e Chan. Como disse, uma boa surpresa...

sábado, 3 de abril de 2010

Project A 1 e 2

Escritos e realizados por Jackie Chan, os filmes Project A são dois dos projectos mais marcantes da carreira de Chan. Com uma boa história, sequências de luta soberbas e bons momentos de hmor, temos aqui doi9s exemplos do melhor cinema de acção de Hong Kong.
No primeiro filme, Chan junta-se a Sammo Hung e Yuen Biao (os três formavam um trio de bastante sucesso no cinema asiático) e lutam contra o crime duma pequena cidade da China e contra piratas. No segundo filme, um grupo de piratas quer vingar-se de Dragon Ma (Chan) enquanto este combate a corrupção policial.

Dois filmes exemplares e obrigatórios.

sábado, 20 de março de 2010

Armour of God/Armour of God 2: Operation Condor (1987; 1990)

Depois do enorme êxito de Police Story, Jackie Chan volta a realizar um outro filme que ficaria para a história do cinema de acção de Hong Kong: Armour of God.
Estreado em 1987 (entre os dois capítulos de Police Story e depois de Project A, outro clássico do género), Armour of God é um filme de aventura e acção, bastante inspirado em Indiana Jones.
Jackie Chan é um caçador de prémios que decide ajudar um velho amigo a salvar a namorada. Pelo meio, deverá proteger um artefacto valioso que é procurado por uma estranha seita.
Armour of God é mais um excelente filme de acção e comédia, com as fantásticas acrobacias e sequências de luta que marcam o estilo de Chan. Como não podia deixar de ser, a história aqui não interessa muito, o objectivo é divertir e mostrar o trabalho excepcional dos duplos e de Chan.
O êxito de Armour of God foi grande que deu origem a uma sequela: Operation Condor.
Seguindo a linha do primeiro filme, Operation Condor apresenta ainda mais doses de humor e sequências de cortar a respiração. Chan volta à realização e traz, uma vez mais, um memorável filme de acção que, como já havia feito antes, marcou o género uma vez mais.
Os dois filmes de Armour of God são um perfeito exemplo do cinema espectáculo que Jackie Chan consegue criar no seu país natal e são duas obras essenciais do cinema de acção de Hong Kong.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Police Story 1 e 2, de Jackie Chan (1985; 1988)

Jackie Chan realizou e protagonizou em 1984 aquele que mudaria para sempre o cinema de acção de Hong Kong, Police Story. A história é simples mas as cenas de acção e a coreografia das sequências de luta são extraordinárias. No entanto, Chan consegue dar ainda um pouco de humor típico de Hong Kong. Police Story (O incorruptível, em português) é uma das melhores obras de Jackie Chan e um dos filmes de acção mais influentes da história (a cena inicial, do carro a atravessar as barracas é, obviamente, copiada de forma descarada por Michael Bay em Bad Boys 2 e, com orçamento maior, Bay não consegue igualar de forma alguma, a espectacularidade e realismo da cena filmada por Chan), com algumas das cenas de duplos mais inacreditáveis.
Três anos depois, devido ao enorme êxito de Police Story, Jackie Chan decide voltar ao personagem e cria uma sequela directa. O elenco regressa todo (onde destacamos Maggie Cheung) e a qualidade da primeira parte permanece. Temos aqui uma sequela que nada envergonha o seu antecessor: é uma continuação com mais acção e, claramente, orçamento ainda maior.
Resultado: Police Story 1 e 2 são dois dos melhores exemplos do cinema de acção de Hong Kong dos anos 80 e duas obras altamente influentes dentro do género. E dois dos melhores trabalhos de Jackie Chan.
Essencial.