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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sessão de Culto #31

Stand By Me, de Rob Reiner (1986)

Baseado na novela de Stephen King, 'The Body', Stand By Me é um conto de crescimento fantástico.
Após a morte dum amigo, um escritor relembra uma história de infância onde ele mais três amigos vão à procura dum rapaz desaparecido. Juntos vivem uma aventura perigosa, aventura essa que será uma verdadeira prova da sua amizade e coragem e a perda da inocência.
Os quatro protagonistas, Will Wheaton; River Ohoenix; Jerry O´Connell e Corey Feldman, brilham nas suas personagens, sendo prova de verdadeiro talento ainda em criança. Aliás, esta ainda deverá ser a melhor interpretação de Jerry O'Connell (Scream 2; Piranha 3D; Tomcats...). Rob Reiner, aqui quase em início de carreira e depois de ter realizado outra obra de culto, 'Spinal Tap', prova o seu talento, através duma realização segura e exemplar e conseguindo puxar dos seus rapazes verdadeiros desempenhos. O argumento está muito bem escrito e desenvolvido. Destaque ainda para a reconstituição da época, a banda-sonora, o vilão Kiefer Sutherland (papel que o revelou, juntamente com 'The Lost Boys') e ao cameo de John Cusack.
Um filme brilhante, um excelente conto de perda de inocência e uma autêntica história de amizade e coragem que ganhou estatuto de culto.

Classificação: 
★★★★★

sábado, 5 de junho de 2010

24 - Temporada 8

E aqui está o final que me faltava nesta fornada de séries que agora terminaram (Lost e Ashes to Ashes sendo as outras).

Depois de 7 dias infernais na vida de Jack Bauer, chegamos ao seu oitavo e último dia de perigo. Uns tempos depois das suas aventuras em Washington, Bauer está em Nova Iorque com a sua filha. No entanto, depois dum antigo informador contactá-lo, Bauer alia-se uma vez mais à CTU para travar uma ameaça terrorista.

O oitavo e último ano de 24 tem as suas falhas, é verdade, e utiliza muitos dos velhos truques da série. No entanto, é entretenimento ao mais alto nível, com grandes momentos de tensão e suspense, muito bem criados e sequências de acção extremamente bem conseguidas. Esta oitava temporada consegue mesmo recuperar o espírito de temporadas mais antigas da série, com bons momentos de diálogo e grandes confrontos entre personagens, algo clássico na série.

Como disse antes, a série continua a usar os mesmo truques antigos, com twists que acabam por não ser tão chocantes e revelações não muito surpreendentes. Mas, apesar disso, o espectador continua a querer acompanhar a série até ao fim, devido ao ritmo alucinante que é-nos apresentado (e neste oitavo ano, o ritmo é mesmo alucinante, com pouco espaço para respirar) e porque temos Jack Bauer pelo meio.

Kiefer Sutherland mostra uma vez mais que este é o papel da sua vida, conseguindo apresentar Bauer duma forma complexa e dividida e chega a ter brilhantes momentos de representação (tenho de admitir que Sutherland domina a personagem como poucos conseguem) e prova, uma vez mais, que Jack Bauer é umas melhores e mais violentas personagens alguma vez criadas.

Algo totalmente inesperado é o rumo que Bauer toma na recta final onde a sua sede de vingança é mais forte que tudo o resto, deixando um rasto de sangue por onde passa e de formas extremamente violentas e impressionantes. Uma decisão genial (tínhamos de ver Bauer ficar realmente fora de controlo antes da série acabar) e muito bem conseguida. É inédito ver uma personagem principal, adorada pelo público, numa série de televisão em canal aberto, ter as atitudes que aqui vemos (a última tortura da série é algo fenomenal e surpreendente). Uma decisão arrojada e muito arriscada que foi bem controlada e representada.

O momento final é um dos melhores na televisão com Bauer a despedir-se de Chloe e do público que o acompanhou ao longo destes anos. Um excelente final e uma grande despedida. Fica o caminho aberto para o filme que está a ser preparado (no entanto, se não houver filme, temos aqui um grande, grande final!).

Aqui fica uma grande série, uma das melhores e mais importantes da década passada e de grande influência para a televisão pós-24 (tal como a televisão pós-Lost). Obrigado por estes grandes últimos anos e por Jack Bauer, uma grandiosa personagem (you will be missed)!