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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Retrospectiva F.C. #63

Inception, de Christopher Nolan

2010. O ano começa com Avatar no topo do mundo, a ser nomeado para vários prémios e a dar um maior impulso aos filmes apresentados em 3D. No entanto, desde o Verão de 2009 que a Warner andava a publicitar uma das suas grandes apostas para o Verão seguinte, através dum Teaser Trailer bastante enigmático e apelativo dum filme que tem o título Inception. Trata-se do novo filme de Christopher Nolan, que o realizador anda a preparar desde 2000.
O filme tem uma premissa interessante: entrar no sonho das pessoas, altura em que estas estão mais vulneráveis, e roubar-lhes ideias e segredos. É a nova forma de executar roubo empresarial. Quando é pedido a Dom Cobb, um perito na área e fugitivo internacional, é contratado para entrar nos sonhos dum executivo poderoso, o seu maior desafio começa.
Nolan mistura acção com filme de roubo e F.C., nesta obra complexa e inteligente, muito bem pensada e executada. Inception é o blockbuster inteligente e obriga o espectador a dedicar toda a sua atenção ao filme, sendo que uma única linha de diálogo pode ser importante para a compreensão do filme. Auxiliado por um elenco de luxo e em grande forma, liderado por Leonardo DiCaprio, e por uma banda-sonora poderosa, Inception é um dos maiores êxitos de 2010 e uma obra que terá um lugar importante no género de F.C.

Muita coisa está para vir para a F.C.. Agora em 2011 temos TRON: Legacy, a razão desta nossa retrospectiva, Super 8 (de J.J. Abrams), The Source Code, entre outras obras de F.C. que poderão ganhar o seu canto especial neste género tão amado e, muitas vezes, incompreendido pelo grande público.

Espero que tenham gostado desta nossa retrospectiva. Foram 63 filmes que aqui apresentámos, ao longo destes dois meses, onde tive (finalmente) a oportunidade de descobrir algumas obras importantes para o género e, pessoalmente, foi interessante fazer esta viajem pela história da F.C. no cinema. É certo que muitos filme simportantes ficaram de lado, infelizmente, mas haverão outras oportunidades para os descobrir e aqui comentá-los. Espero que tenham gostado.

Retrospectiva F.C. #62

Avatar, de James Cameron

Depois do mega-êxito que foi Titanic, James Cameron passou mais de 10 anos a desenvolver este Avatar, à espera que encontrasse a tecnologia necessária para criar o mundo de Pandora.
Com a promessa de que seria um filme revolucionário, Avatar criou muitas expectativas e, uma vez mais, colocou a carreira de Cameron em risco. No entanto, a crítica recebeu bem o filme, foi nomeado para o Óscar de melhor filme e superou as receitas de Titanic, tornando.se no filme mais rentável de sempre (sem o ajuste de moeda).
No entanto, apesar da boa aceitação da crítica e do público, há uma minoria que não recebeu bem o filme, devido ao facto da história não ser original e de esperar-se mais nesse campo, sendo que vinha de Cameron. A verdade é que, enquanto pode desiludir nesse aspecto, o argumento está bem construído, tem boas ideias e o filme, ao fim de contas, cumpriu o que prometeu: tornou-se numa obra revolucionária a nível técnico, sendo que era sempre nesse aspecto que tal revolução era prometida. Os efeitos especiais são dos melhores que já se viram e o filme foi filmado com câmaras 3D, criando assim bons efeitos e levando ao público uma experiência diferente.
Depois de Avatar, a tecnologia 3D rebentou em força, para o bem e para o mal. Os filmes de animação continuaram a ser exibidos com a tecnologia mas começou a haver um maior número de filmes a usarem a mesma tecnologia. A polémica instalou-se quando começou a haver a conversão de filmes para 3D, onde a qualidade do 3D é bastante inferior (Clash of the Titans) e, devido ao preço mais alto dos bilhetes, eventualmente o público começou a ser mais selectivo com os filmes em 3D que vão ver.

Avatar é uma obra importante para o cinema e para o género de F.C., sendo que deu ao género um êxito gigantesco e um blockbuster bem conseguido e emocionante.

Amanhã, vamos para o último filme desta nossa retrospectiva e vamos fechar com chave de ouro: Inception, de Christopher Nolan.

Retrospectiva F.C. #61

Moon, de Duncan Jones

Para além de outros filmes de F.C., 2009 é também o ano em que o género regressa à década de 70, com este Moon, uma obra ambientada em espaços fechados, influenciada pelos filmes dessa década e também por 2001 - A Space Odisey, de Stanley Kubrick.
Duncan Jones, filho do lendário David Bowie, escreve e realiza esta pequena grande obra, onde Sam Rockwell brilha, num filme carregado pela sua fantástica interpretação. A juntar a isso, temos a grande banda-sonora de Clint Mansell e a voz de Kevin Spacey.
Moon foi muito bem recebido pela crítica e pelos entusiastas do género mas posto de lado pela sua distribuidora, a Sony, quando chegou a altura de lhe dar força para os Óscares. No entanto, foi uma das melhores obras de 2009 e abriu as portas a Duncan Jones, que regressa este ano com The Source Code, também de F.C. mas mais comercial.

Terça-Feira é a vez de Avatar, o filme que James Cameron desenvolveu durante 10 anos e que prometia revolucionar o cinema.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Retrospectiva F.C. #60

District 9, de Neill Blomkamp

Passado na África do Sul, uma nave extra-terrestre paira sobre a capital do país. De forma a parar com as lutas constantes entre humanos e extra-terrestres, estes ficam presos naquilo a que se dá o nome de Distrito 9, um bairro de lata povoado apenas pelos extra-terrestres, onde há um controlo constante por parte dos humanos e uma enorme hostilidade também. Até ao dia em que um simples homem torna-se naquilo que pode ser a arma perfeita contra os extra-terrestres...
Sendo uma evidente crítica ao Apartheid, Blomkamp cria um dos melhores filmes de F.C. dos últimos tempos, ao mesmo tempo que nos traz um bom filme de acção e um bom argumento algo poético e emocionante. Parte do aspecto fenomenal do argumento é a humanização da personagem de Shaltey Copley à medida que se vai transformando num extra-terrestre, algo muito bem executado.
Peter Jackson serve de produtor a esta produção sul-africana. A crítica rendeu-se e, apesar de nomes desconhecidos no elenco, o filme rendeu mais de 100 milhões de dólares no box-office americano. Um bom exemplo do bom cinema de F.C. que foi estreado em 2009.

Amanhã vamos continuar nesse mesmo ano com uma produção britânica independente e realizada pelo filho do lendário David Bowie. Falamos, claro, de Moon.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Retrospectiva F.C. #59

Star Trek, de J.J. Abrams

J.J. Abrams é uma das maiores mentes criativas de Hollywood: criou a série de espionagem Alias, foi um dos co-criadores de Lost, realizou Mission: Impossible III, produziu Cloverfield, um dos únicos filmes de F.C. de menção honrosa depois de The Fountain, e decide realizar este Star Trek, uma sequela/prequela da popular franchise da Paramount.
Os fãs estavam com receio que Abrams estragasse tudo. A saga já tinha 10 filmes estreados, sendo que o último, Insurrection, foi um flop no box-office e mal recebido pela crítica e fãs. Agora, Abrams tinha uma super-produção em mãos, um elenco novo a encarnarem personagens míticas e a ideia de Reboot não agradava aos fãs, de forma alguma.
Inteligentemente, Abrams e equipa deram a volta à situação. Ao longo do filme, apercebemo-nos que temos aqui uma prequela para a saga mas ao mesmo tempo, uma sequela. Mais ainda, somos presenteados com a ideia de que este filme pode ser encarado como uma realidade alternativa em relação às séries e filmes já existentes. Para reforçar essa ideia, temos a presença de Leonard Nimoy como Spock.
A ideia foi bem executada e o êxito de crítica e de público foi enorme. O filme rendeu mais de 250 milhões no box-office americano, sendo o filme mais rentável da saga e um dos blockbusters de 2009. E foi o primeiro filme de F.C. a fazer mossa nesse mesmo ano, ano em que o género voltou a fazer furor junto da crítica e do público.

Amanhã, vamos continuar em 2009 e falar de District 9.

Sessão de culto #19/ Retrospectiva F.C. #58

Serenity, de Joss Wedon

2005. O ano em que estreia o último filme da nova trilogia Star Wars e dá ao mundo a origem de Darth Vader, uma das maiores personagens do cinema. E este filme é bastante aclamado pela crítica e consegue reconciliar os fãs com a saga. Ao mesmo, na televisão, a F.C. ganha força com o remake de Battlestar Galactica, sendo uma série muito aclamada e de grande qualidade, e Lost, a série que redefiniu o panorama televisivo, ao criar uma história digna de filme, cheia de mistério e excelentes momentos, inspirada em séries como The X-Files e Twin Peaks e em contos de Stephen King, etc. Enquanto isso, Stargate continuava em força na televisão, dando origem a um spin-off (e depois daria origem a outro). A televisão e a F.C. estão de mãos dadas, algo que não acontecia muitas vezes e que, neste momento, está novamente a desaparecer.
No entanto, uns anos antes, Joss Wedon, criador de Buffy, The Vampire Slayer, cria uma série que mistura F.C. e Western. A crítica adora mas as audiências são baixas e a Fox cancela a série. Em pouco tempo, a série, Firefly, ganha uma enorme legião de fãs e, em 2005, a Universal estreia Serenity, o filme que dá fim à história de Firefly. Um filme feito para os fãs mas que agrada a um público maior.
Serenity foi um dos melhores entretenimentos de 2005. Joss Wedon realiza o filme e consegue criar, com relativamente pouco dinheiro, uma aventura de F.C. emocionante e cheia de acção, ao mesmo tempo que termina a história da série. Ao mesmo tempo, consegue apresentar as personagens e o seu universo a um público que desconhece a série.
Infelizmente, Serenity foi um filme bastante apagado no box-office. No entanto, tal como a série, o filme ganhou uma grande legião de fãs e é um dos últimos verdadeiros filmes de F.C. da década.

Em 2006, Darren Aronofsky estreia o grandioso (e dividido) The Fountain, um drama romântico que usa, de forma hábil, a F.C.. O filme divide o público e a crítica mas, para quem gostou, é um dos melhores filmes da década (para mim, um dos meus favoritos!) Não vamos dar um destaque maior ao filme (o seu próprio e merecido post) mas seria impensável não mencionar tal obra nesta nossa retrospectiva.

Sábado, vamos saltar para 2009, ano em que a F.C. voltou em força ao cinema. Foram vários os filmes do género que cativaram os entusiastas e a crítica, bem como o público em geral. O primeiro filme que vamos destacar desse ano será Star Trek, onde J.J. Abrams pega num material bem antigo e consegue dar-lhe a reviravolta necessária.

Retrospectiva F.C. #57

Eternal Sunshine of the Spotless Mind, de Michel Gondry

Em 2004, Michel Gondry estreia esta comédia romântica misturada com F.C., escrita por Charlie Kaufman.
Um casal separa-se e o nosso protagonista decide recorrer a um programa para apagar todas as memórias da sua ex-namorada. No entanto, é ao revê-las que recorda-se do quanto a ama e, dentro dos seus sonhos, tem de lutar para que os mesmos não sejam apagados.
Jim Carrey é o protagonista e tem aqui o melhor papel da sua carreira, ao lado de Kate Winslet, Mark Ruffalo, Tom Wilkinson e Kristen Dunst. O filme é uma das melhores histórias românticas do cinema recente e um dos melhores da década passada, com uma originalidade e criatividade brutais. E prova que o cinema de F.C. não precisa de misturar-se apenas com Terror e Acção mas que também pode fazer uma excelente parceria com a Comédia Romântica. E foi bom haver tal prova, sendo que em 2003 foi o ano das sequelas de Matrix, outro marco do género.

Sexta-Feira vamos para 2005. Não será a vez do último capítulo de Star Wars mas sim de Serenity.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Retrospectiva F.C. #56

Minority Report, de Steven Spielberg

2003. A nova década estava a começar a entrar na euforia dos filmes de super-heróis, especialmente depois do mega-êxito crítico e de bilheteira de Spider-Man, em 2002, ano em que saiu também o segundo capítulo da nova trilogia Star Wars, Attack of the Clones, outro mega-êxito. Já para não falar ainda de outro mega-êxito que foi Signs, o filme de M. Night Shyamalan e Mel Gibson em que é explorada a ideia de invasão extra-terrestre através da realização do realizador. E em 2003, Steven Spielberg regressa à realização e à F.C. com este Minority Report, um dos filmes mais aclamados desse ano e onde o realizador junta esforços com o actor mais rentável da altura: Tom Cruise.
Baseado numa história de Phillip K. Dick, o filme conta-nos a história dum departamento policial que, num futuro não muito distante, consegue prever os crimes de forma a evitá-los, ajudando assim para um menor número de crimes. No entanto, o agente policial mais competente desse departamento prevê o seu futuro, em que será o assassino de um desconhecido, tendo assim de fugir à polícia e descobrir a verdade.
Spielberg pega na ideia de Dick e consulta vários especialistas da área para apresentar um futuro que poderá realmente existir daqui a 50 anos, ao mesmo tempo que cria uma excelente aventura de mistério, onde acompanhamos o protagonista e temos de descobrir a verdade sobre o caso. Ou seja, temos aqui uma aventura futurista misturada com uma história de investigação à antiga onde, pelo meio, somos brindados com alguns momentos de humor negro, cenas de acção e tensão, sempre bem engendrados por Spielberg e companhia.
Minority Report foi um êxito nas bilheteiras e é um dos melhores filmes de F.C. (e não só) da década passada.

Amanhã, vamos para 2004 e vamos acompanhar Jim Carrey numa aventura romântica do apagar das suas memórias em Eternal Sunshine of the Spotless Mind, de Michel Gondry.

Retrospectiva F.C. #55

A.I. - Artificial Intelligence, de Steven Spielberg

Stanley Kubrick faleceu em 1999 e o seu último filme foi Eyes Wide Shut. Spielberg, grande apreciador do cineasta e um excelente contador de histórias decidiu pegar numa ideia de Kubrick que o realizador nunca havia conseguido levar ao ecrã e fê-lo, de forma a poder mostrar ao mundo a ideia de Kubrick ao mesmo tempo que lhe fazia uma dedicada e honesta homenagem. O resultado é este A.I. - Artificial Intelligence, um filme que é tanto de Spielberg como de Kubrick, com vários elementos de ambos os cineastas. O filme foi um flop nas bilheteiras americanas mas é uma grande história sobre um rapaz robot que ganha sentimentos humanos e decide procurar os seus pais.
Com excelentes efeitos especiais, um bom elenco, uma boa realização e com uma visão algo original e triste do futuro, A.I. é uma das primeiras grandes obras de F.C. do novo milénio e um filme que deveria ser recordado mais do que é. Uma obra algo incompreendida vinda de duas das maiores mentes do cinema.

Amanhã continuamos com Steven Spielberg e o seu Minority Report, de 2003.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Retrospectiva F.C. #54

The Matrix, de The Wachowski Brothers

1999. A década estava a terminar. O género de F.C. não esteve nos seus melhores dias mas ainda teve bons exemplos de sucesso e criatividade. Pela televisão, tínhamos The X-Files (e o primeiro filme estreou em 1998) e Stargate, baseada no filme de sucesso com Kurt Russell. O paranormal estava no auge devido à série de Chris Carter que misturava F.C. com paranormal e terror. Aliás, uns anos antes, houve a polémica duma gravação duma autópsia a um extra-terrestre e da sua veracidade, algo muito motivado pela série. Pelo meio houve Independence Day, o filme série B mais caro e rentável de sempre que, juntamente com The X-Files, voltou a colocar o tema de aliens na ribalta. Tivemos ainda o remake da série Lost in Space, num fraco filme cheio de efeitos especiais e, em 1997, estreou ainda o quarto filme da saga Alien. Tudo para dizer que a década de 90 esteve rodeada de várias modas muito ligadas à F.C. mas que o género, por si só, apesar de estar ligado a estes casos de popularidade, tinha apenas alguns casos em que era favorecido (os filmes anteriormente mencionados na nossa retrospectiva mais alguns que tiveram de ser colocados de fora, como Strange Days, e as séries acima referidas são claros e excelentes exemplos). No entanto, em 1999, a F.C. estava em força.
Era o ano do regresso de Star Wars ao cinema! O primeiro filme da nova trilogia da saga, prequela da trilogia original, era o filme mais aguardado de sempre e foi um dos maiores êxitos de bilheteira de sempre. No entanto, 1999 não o ano de Star Wars junto dos fãs de F.C. e dos críticos.
Phantom Menace foi recebido de forma morna pelos fãs e pela crítica. No entanto, estes ficaram satisfeitos com The Matrix, o filme criado pelos Irmãos Wachowski, grandes entusiastas de F.C., comics, anime, Kung Fu, etc. O filme teve um marketing extremamente apelativo em que era questionado o que era a Matrix. Claro está que toda a gente queria descobrir! O filme que antes tinha servido de ideia base para uns comics que seriam escritos pelos dois irmãos tornou-se num dos maiores casos de popularidade do ano. A crítica adorou o filme, o público também, os efeitos especiais eram inovadores e as cenas de acção muito executadas, para não falar da ideia refrescante e original que tanto debate criou entre os fãs, acerca da filosofia, religião e ciência presentes no filme.
The Matrix foi (e é) um filme bastante influente e um dos grandes exemplos de F.C. dos últimos 20 anos. Deu origem a duas sequelas mais fracas (embora o segundo filme seja ainda bastante bom) e criou um pequeno universo à sua volta, espalhado por videojogos, comics, internet, etc. O filme em si é um dos melhores do género, apelidado por muitos como o novo Blade Runner.

Depois do inovador e importante The Matrix, passamos para 2001, onde Steven Spielberg decide pegar numa ideia de Stanley Kubrick e realizar A.I. - Artificial Intelligence.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Retrospectiva F.C. #53

Dark City, de Alex Proyas

Em 1998, Alex Proyas (realizador do excelente The Crow) traz-nos este Dark City, um ambicioso projecto de F.C. com tons de filme noir. O resultado é um fracasso nas bilheteiras mas um dos melhores filmes do género da década. Sombrio, inteligente, original e extremamente bem realizado e pensado, Dark City é F.C. pura e um filme que tem ganho um estatuto de culto com o passar dos anos. Suportado ainda por um bom elenco (Rufus Sewell, Jennifer Connely, William Hurt, Kiefer Sutherland), o filme de Proyas é uma grande obra de F.C. e que merece ser (re)descoberta. E anda por aí uma Director's Cut interessante. Um dos meus filmes predilectos do género.

Amanhã, vamos passar para 1999. No entanto, em vez de dedicarmos um espaço à febre Star Wars que se instalou nesse ano com a estreia do primeiro filme da nova trilogia, The Phantom Menace, vamos falar do filme que levou os fãs de F.C. ao rubro: The Matrix.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Retrospectiva F.C. #52

Gattaca, de Andrew Nicoll

Passado num futuro onde os geneticamente perfeitos são os que têm mais hipóteses de melhores carreiras, um homem com uma perfeição consegue assumir a identidade de alguém superior, de forma a tentar atingir o seu sonho de viajar ao espaço.
Escrito e realizado por Andrew Nicoll, Gattaca é uma bela obra de F.C. onde é examinado o aspecto de perfeição humana e as suas fraquezas.
Com um elenco de luxo liderado por Ethan Hawke e Uma Thurman, Gattaca é uma obra bem escrita e realizada, com uma excelente banda-sonora de Michael Danna e uma sensibilidade notáveis. Novamente, um mdos melhores filmes da década de 90 e um dos meus favoritos.

Amanhã e Sábado não haverá retrospectiva. No entanto, voltamos Domingo e o primeiro filme de 2011 desta nossa retrospectiva será Dark City, de Alex Proyas, um dos melhores da década de 90.

Retrospectiva F.C. #51

Twelve Monkeys, de Terry Gilliam

Baseado na curta-metragem francesa La Jetée e escrito por Janet Peoples e David Webb Peoples (este último um dos argumentistas de Blade Runner), Terry Gilliam estreia em 1995 este Twelve Monkeys, um filme com grande orçamento que não tem nada de comercial.
James Cole (Bruce Willis) viaja no tempo até à década de 90 para descobrir e impedir o exército dos Doze Macacos que irão lançar um vírus mortal que aniquilará grande parte da humanidade. No entanto Cole vai parar a um manicómio e lá irá duvidar da sua missão, da sua história e da sua sanidade mental.
Twelve Monkeys foi um êxito comercial e deu a Brad Pitt uma nomeação a Óscar de melhor actor secundário. Gilliam consegue criar uma obra de F.C. única e dá-nos um dos melhores exemplos do género da década de 90, uma década em que a F.C. não esteve em grande forma, com poucas obras relevantes para o género. Este Twelve Monkeys é um dos raros exemplos da altura e um dos meus filmes favoritos. E é engraçado que quando o vi pela primeira vez, em 1996, não gostei. Mas quando o DVD surgiu, não pensei duas vezes. Um filme que cresce dentro do espectador.

Quinta-Feira é a vez de Gattaca, um dos grandes filmes de F.C. dos anos 90!

Retrospectiva F.C. #50

Terminator 2: Judgment Day, de James Cameron

1992. James Cameron tinha três filmes aclamados no curriculum e decide voltar ao filme que lhe abriu as portas: Terminator. Volta a recrutar Arnold Scharzenegger (desta vez o bom da fita, já que era agora uma super-estrela) e Linda Hamilton. E, sem ninguém estar à espera, cria uma das melhores sequelas de todos os tempos! (outra vez...)
Terminator 2 pegua na ideia do primeiro filme e desenvolve-a de forma hábil. Aliás, o filme pretende dar conclusão a vários pontos referidos no primeiro filme ao mesmo tempo que cria a sua própria história. Pelo meio, temos algumas cenas de acção bem conseguidas e várias questões relacionadas com viajem no tempo que são bem engendradas pelo realizador.
Termnator 2 foi um êxito de bilheteira e de crítica estrondoso. O filme tornou-se ainda uma obra influente dentro do género de acção e deu origem a duas sequelas mais fracas, sem o envolvimento de Cameron que, numa entrevista, chegou a dizer que para ele a saga Terminator terminara com o segundo filme, onde está tudo respondido e concluído. Uma obra importante para a F.C. e Acção e um dos melhores filmes do género.

Quarta-Feira, é a vez de Terry Gilliam e o seu Twelve Monkeys.

Retrospectiva F.C. #49

The Abyss, de James Cameron

Com apenas dois filmes, The Terminator e Aliens, James Cameron estava lançado. Mas o seu maior desafio até à altura foi este The Abyss (1989), uma grande produção que teve vários problemas, começando pelo facto de que a maior parte do filme foi filmado na ou debaixo de água. E tal coisa torna sempre uma produção muito complicada. A pressão foi muita, os actores também estavam cansados e a qualidade do filme poderia sofrer com tanta complicação. Mas tal não aconteceu. The Abyss é uma grande história de F.C., uma mensagem ecológica, uma boa aventura aquática, com um bom leque de actores e mais um exemplo da realização sempre segura de Cameron. O único problema do filme foi o facto de não ter sido estrondoso no box-office onde, depois de tanta complicação, esperava-se mais.
The Abyss é, como foi escrito acima, um bom exemplo de F.C. e aqui temos um dos primeiros exemplos dos efeitos especiais que iriam revolucionar a indústria cinematográfica. No entanto, a tecnologia seria melhorada para Terminator 2 (e não só).

Terça-Feira é a vez de Terminator 2: Judgment Day, ainda de James Cameron.

Retrospectiva F.C. #48

They Live, de John Carpenter

Depois do desaire comercial de Big Trouble in Little China, John Carpenter decidiu largar os grandes estúdios e os seus orçamentos e voltou ao cinema independente. Carpenter tinha contrato para mais dois filmes com a Universal e daí surgiram Prince of Darkness, um filme de terror e, no ano seguinte (1988), este They Live, um filme de F.C. e Acção que serve de sátira ao consumismo e à política de Ronald Reagan, o presidente americano da altura. Carpenter acaba por criar uma das mais melhores e mais originais sátiras políticas do cinema. Para além disso, o filme contém uma das mais longas, divertidas e estranhas lutas de sempre, entre Roddy Piper e Keith David.
O filme tem os seus problemas mas nunca se leva (nem deve ser levado) a sério, com uma premissa como estas: um homem descobre que o planeta Terra está a ser habitado por extra-terrestres e que implantaram mensagens subliminares em todo o lado. Os extra-terrestres e as tais mensagens apenas podem ser vistas através duns óculos de sol especiais.
Divertido, cheio de acção e com a marca registada de Carpenter, They Live é um exemplo perfeito da F.C. da década de 80 e um grande filme de culto.

Segunda-Feira voltamos ao cinema de James Cameron, com The Abyss, uma obra de produção difícil mas de grande qualidade.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Retrospectiva F.C. #47

Aliens, de James Cameron

1986. Depois do êxito de crítica e de público de Alien (1979), a Fox estreia a sequela. Ridley Scott foi trocado por James Cameron, lançado por The Terminator, dois anos antes. E que bela troca! Enquanto que Scott criou um hábil jogo de suspense e claustrofobia, Cameron pega nesses elementos e adiciona a acção de cortar a respiração! O realizador traz-nos assim uma sequela perfeita e totalmente diferente do filme original, enquanto que consegue, ao mesmo tempo, ser um produto fiel ao seu antecessor. Se a obra de Cameron é superior à de Scott? Muitos dizem que sim mas a resposta evidente, na minha opinião, é não. Se não houvesse a obra de Scott, provavelmente este Aliens de Cameron não existiria. E Scott criou o ambiente e universo e Cameron conseguiu expandi-los. São duas obras distintas e de grande qualidade! Aliás, como filme de acção, Aliens é um dos melhores de sempre! E como sequela, é uma das melhores de sempre!

Aliens foi um grande êxito nas bilheteiras, o filme mais rentável de 1986. A crítica foi unânime com o filme e Sigourney Weaver foi nomeada para Óscar, algo extremamente difícil num filme deste género. A qualidade do filme, do argumento, das interpretações e da realização foram reconhecidos por todos e até o público feminino apreciou o filme, tendo em conta que Weaver é aqui uma autêntica mulher de armas, mais dura que muitos supostos heróis de acção do grande ecrã! E tornou-se num grande símbolo cinematográfico para as mulheres, justamente!

Aliens é um dos grandes clássicos de acção e F.C., um filme que ainda hoje é lembrado, apreciado e descoberto. Um marco dos dois géneros que deu origem a duas sequelas que muita polémica geraram mas que, independentemente das opiniões, moldaram a F.C. e que são, bem vistas as coisas, duas sequelas inferiores mas muito boas, completando uma das melhores sagas da história do cinema.

Dia 24 e 25 não haverá retrospectiva nem actualizações no nosso espaço. Assim sendo, estamos de regresso dia 26, Domingo, com mais um filme para este nosso especial que terminará com a estreia de TRON Legacy, a 13 de Janeiro. O nosso próximo filme será They Live, de John Carpenter, estreado em 1988.

Portanto, até dia 26 e, até lá, um muito bom Natal para todos os nossos visitantes, comentadores, leitores e fãs, se tivermos alguns. Bom Natal!!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Retrospectiva F.C. #46

The Fly, de David Cronenberg

Remake do filme de 1958 protagonizado por Vincent Price, The Fly é uma das obras mais populares de David Cronenberg (é o seu filme mais rentável no box office) e uma das melhores obras de F.C./Terror dos anos 80.
A história é simples: um cientista cria um aparelho e, sem esperar, o seu ADN é misturado com uma mosca mosca, iniciando assim uma transformação no cientista.
Protagonizado por Jeff Goldblum, The Fly é violento, asqueroso mas extremamente bem realizado e uma grande adição aos dois géneros. Cronenberg está envolvido num filme de estúdio e não se deixa levar pelo orçamento maior nem pelas possíveis pressões, criando um filme muito próprio do seu cinema.

Amanhã vamos continuar em 1986 e vamos (re)visitar uma das melhores sequelas de todos os tempos, Aliens, de James Cameron. Depois, pausa de Natal.

Retrospectiva F.C. #45

Back to the Future, de Robert Zemeckis

1985. Steven Spielberg e Robert Zemeckis, saído do êxito Romancing the Stone, estreiam este Back to the Future, mais um filme que usa a temática da viajem no tempo. No entanto, para além de esta componente de F.C., o filme de Zemeckis é também um filme de aventura e comédia, usando várias referências dedicadas ao cinema de F.C. da década de 50 (e não só) e um entretenimento inteligente, mostrando que esta temática pode causar várias confusões e erros narrativos. Zemeckis e Bob Gale (os argumentistas) evitam esses erros, pensam em todos os pequenos pormenores e criam o primeiro capítulo duma trilogia de grande entretenimento e inteligência.
O êxito de Back to the Future foi enorme e lançou Michael J. Fox no cinema (já era bastante conhecido pela série Family Ties) e deu origem a duas sequelas (estreadas em 1989 e 1990), com êxito menor mas que conseguiram criar uma aventura divertida. Back to the Future para além de ser um dos melhores filmes de F.C. (e não só) da década de 80, é também um dos melhores blockbusters do cinema.

Amanhã vamos para o ano seguinte, 1986, e conhecer o remake de David Cronenberg, The Fly.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Retrospectiva F.C. #44

Dune, de David Lynch

Em 1984, a Universal Pictures começou a publicitar Dune como o evento cinematográfico do ano. A trilogia Star Wars terminara no ano anterior com Return of the Jedi e o êxito foi, novamente, estrondoso. Era preciso encontrar uma nova saga de F.C. de proporções épicas. E aparentemente, adaptar a obra de Frank Herbert ao cinema era a ideia ideal, sendo que tinha bastantes fãs. Para mais, o realizador era David Lynch, realizador que tinha sido bastante aclamado com Eraserhead e The Elephant Man.
Saiu tudo furado... O filme estreou e foi um flop gigantesco, a crítica não foi simpática e o filme de orçamento elevado não recuperou os seus gastos. E foi o suficiente para Lynch não se envolver com grandes estúdios novamente, apesar de proclamar que a versão estreada não era a sua visão para a obra.
O filme, invulgar mas de bom entretenimento, foi redescoberto mais tarde e ganhou estatuto de culto. A obra de Herbert ainda está à espera de ter uma adaptação cinematográfica, embora já esteja uma em início de pré-produção. No entanto, uma mini-série foi produzida, acompanhada pela adaptação da sequela de Dune.

Dune é um objecto curioso dentro da F.C. da década de 80 e um dos grandes filmes de culto dessa época.

Amanhã vamos para uma obra ligeira, que mistura F.C., Comédia, Aventura e êxito de bilheteira estrondoso. Falamos de Back to the Future, de 1985.