Mostrar mensagens com a etiqueta DVD. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta DVD. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Paul, de Greg Mottola (2011)

Graeme e Clive são dois amigos ingleses que viajam aos Estados Unidos para irem ao Comic Con San Diego. Geeks completos e fãs de tudo o que tem a ver com extra-terrestres, decidem ir explorar alguns dos locais mais populares onde foram vistos visitantes de outros planetas, como a mítica Área 51. No entanto, pelo caminho presenciam um acidente de viação e encontram Paul, um extra-terrestre com uma aptidão para dizer asneiras e fumar ganza. O que Clive e Graeme não sabem é que Paul está a ser perseguido pelo governo americano.
Escrito por Simon Pegg e Nick Frost (a dupla de protagonistas) e realizado por Greg Mottola (Superbad; Adventureland), Paul é uma comédia que utiliza bastantes referências do género de Ficção Científica, sendo que muitas dessas referências serão apenas reconhecidas por fãs do género. Apear disso, o filme de Mottola tem hipótese de ser do agrado do público em geral, devido a uma comédia mais acessível e simples.
Para além de Pegg e Frost, no elenco encontramos ainda Kristen Wigg (que brilhou este ano em Bridesmaids); Jason Bateman (Horrible Bosses); Bill Hader (Adventureland; Superbad); Sigourney Weaver (Alien; Aliens) e Seth Rogen (Superbad; Knocked Up), na voz de Paul.
Apesar de ser um filme inferior que Shaun of the Dead e Hot Fuzz (ambos de Edgar Wright), Paul é uma comédia divertida, com um elenco em boa forma e que é capaz de agradar aos fãs de F.C., apesar de ser uma obra mais comercial e americana que os dois filmes de Wright, Pegg e Frost. É pena não ter estreado entre nós...

Classificação:
****

domingo, 18 de setembro de 2011

Buffy, The Vampire Slayer, de Fran Rubel Kuzui (1992)

Buffy Summers é uma estudante universitária, pertencente à claque de cheerleaders, e com uma vida fácil. No entanto, um homem misterioso, Merrick, persegue-a e revela a verdade: Buffy é uma caçadora de vampiros e terá de iniciar o seu treino, numa altura em Lothos, um perigoso vampiro, está prestes a regressar para matar Buffy.
Misturando comédia adolescente com terror, Fran Rubel Kuzui leva o argumento de Joss Whedon ao cinema. No entanto, o trabalho de Kuzui é bastante fraco e sem originalidade, criando momentos cómicos bastante falhados e nunca conseguindo ser também uma obra de terror.
O argumento de Whedon é, visivelmente, bastante alterado, de forma a poder criar-se uma comédia mais ligeira para o público adolescente, perdendo assim qualquer hipótese de ser algo mais arriscado e original.
Kristy Swanson acaba por não ser uma má Buffy, apesar de não estar muito à vontade, Luke Perry não consegue ser bom actor, Paul Reubens não está mal (a sua morte improvisada é o melhor do filme), Donald Sutherland está lá para ganhar o cheque e Rurger Hauer está lastimável como Lothos.
Esta primeira versão de Buffy não é vista por Joss Whedon como uma prequela à série de culto protagonizada por Sarah Michelle Gellar: Whedon acabaria por adaptar o argumento original (onde Buffy queima o ginásio da escola) para comics, sendo esse o verdadeiro início da saga de Buffy, não este filme.
Uma comédia que, devido à série, acabou por ganhar estatuto de culto mas que acaba por ser uma obra fraca, sem chama.
Destaque para as participações de David Arquette e Ben Affleck, este um figurante por aqui.

Classificação:
**

sábado, 15 de janeiro de 2011

The Contract, de Bruce Beresford (2006)

Um assassino profissional é contratado juntamente com a sua equipa. No entanto, quando se está a preparar, sofre um acidente e é preso. Ao ser escoltado, a sua equipa tenta resgatá-lo mas ele afasta-se da mesma, indo parar às mãos dum professor, ex-polícia, que ia acampar na mata com o seu filho. O professor tem agora de escoltar o assassino e manter-se vivo pelo caminho.
The Contract é um thriller de acção protagonizado por Morgan Freeman e John Cusack e realizado por Bruce Beresford que já nos trouxe obras como Driving Miss Daisy. No entanto, com uma equipa competente, chega-nos um produto digno de DVD. O filme não tem o minímo de suspense ou tensão, cai sempre nos clichés habituais, as personagens são uni-dimensionais e pouco credíveis e a realização é fraca. Nota-se perfeitamente a falta de orçamento e o ponto forte do filme é mesmo os dois protagonistas, que fazem o melhor que podem para salvar esta trapalhada.
Um thriller fraco que serve para ver quando não há nada melhor, numa tarde chuvosa.

The Ghost Writer, de Roman Polanski (2010)

Um escritor britânico é contratado para escrever as memórias do Primeiro Ministro britânico. No entanto, ao fazer o seu trabalho, descobre segredos que poderão levar à sua morte.
The Ghost Writer é o mais recente trabalho de Roman Polanski, um dos mestres do suspense. E aqui nesta sua obra, o realizador prova, uma vez mais, porque tem esse título. Com um mistério interessante, um elenco de luxo em grande forma, uma excelente banda-sonora e cenas de suspense muito nem engendradas, The Ghost Writer é um dos grandes filmes de 2010, sendo um thriller à antiga, que já não se produzem mais hoje em dia.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Get Him to the Greek, de Nicholas Stoller (2010)

Aaron Green, funcionário duma grande empresa discográfica, tem de ir a Londres buscar Aldous Snow, uma super estrela do rock internacional. Depois de algumas atribulações, Green e Snow chegam aos Estados Unidos e estão numa corrida contra o tempo, já que Snow tem de dar espectáculo no famoso Greek Theatre, em Los Angeles. No entanto, a estrela da música, apreciador de drogas e uma pessoa difícil, vai dificultar a vida a Aaron.
Get Him to the Greek traz de volta Aldous Snow, personagem secundária do excelente Forgetting Sarah Marshall. Este Spinoff coloca Snow como protagonista, acompanhado de Aaron Green, interpretado por Jonah Hill, que tinha um papel secundário no primeiro filme mas com uma personagem diferente.
Greek é escrito e realizado por Nicholas Stoller, realizador do filme anterior e produzido por Jason Segel (protagonista do filme anterior) e Judd Apatow (grande influência da comédia americana actual), e tem mais caras conhecidas no elenco, como Sean Combs, o famoso Puff Daddy que, surpreendentemente, está muito bem como o dono da empresa discográfica, tendo uns bons momentos cómicos. Russel Brand está no seu território e Jonah Hill prova que pode ser protagonista duma comédia. De resto, apesar da realização básica de Stoller, temos aqui uma boa comédia, com algumas pitadas de drama pelo caminho, onde podemos encontrar várias situações que não são, de todo, para os corações mais fracos. Uma comédia divertida e bem conseguida, com um dos melhores momentos do ano dentro do género (o momento Jeffrey e toda a sequência do hotel) e uma das melhores frases do ano: This is the longest hallway ever! It´s Kubrickian!
Alvo de sucesso crítico e comercial nos Estados Unidos, é pena que cá não tenha tido o mesmo destino, dado a pouca publicidade e a falta de confiança por parte da distribuidora em criar bom marketing num produto com um elenco algo desconhecido do nosso público.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

The Invention of Lying, de Ricky Gervais e Matthew Robinson (2009)

Num mundo onde todos dizem a verdade, por mais chocante que seja, Mark Bellison, num acto de desespero, consegue dizer uma mentira, criando assim o conceito da mesma. Com tal 'poder' e apercebendo-se que toda a gente acredita no que diz (já que ninguém sabe o que é mentir), Mark começa a usar isso para melhorar a sua vida e as dos outros.
Escrito e realizado por Ricky Gervais e Matthew Robinson, The Invention of Lying é um filme que acaba por dividir-se em dois: a primeira parte é comédia, com uma premissa interessante e que dá bons frutos; a segunda parte é um drama com algumas pitadas de comédia, onde a história acaba por ser levada a certos locais algo estranhos (temos, por exemplo, a estranha criação da ideia de religião!). E é neste ponto que o filme perde: com uma ideia interessante e que começa bem, o filme muda radicalmente na segunda parte, perdendo o rótulo de comédia e ficando algo mais sério (no entanto, podemos dizer que Gervais não se sai nada mal no campo dramático!). Apesar disso, acaba por ser um filme ligeiro, com algns momentos divertidos e com boas prestações dos comediantes envolvidos (temos Gervais, Jonah Hill e Tina Fey num papel curto). Rob Lowe é o vilão de serviço e não está mal e Jennifer Garner é o suposto par romântico de Gervais (e aqui está igual aos seus outros filmes românticos). Temos ainda uns cameos interessantes e bem conseguidos (Phillip Seymour Hoffman e Edward Norton são os dois exemplos mais claros).
The Invention of Lying é um filme interessante com uma ideia apelativa. No entanto, ficamos com a sensação que podia ter ido mais longe e ser mais arriscado e divertido, especialmente com a premissa aqui criada. Acaba por ser uma oportunidade perdida mas um filme interessante de descobrir.
Agora falta chegar até nós Cemetery Junction, o coming-of-age drama escrito por Gervais e Stephen Merchant (que aqui também participa), os criadores de The Office e Extras, com Ralph Fiennes e Gervais em papel secundário. E as críticas têm sido boas!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Já vi...

Brick (Rian Johnson, 2005)

Excelente homenagem ao Film Noir, onde Rian Johnson (fazendo aqui a sua estreia na realização) escreve uma história de detectives protagonizada por adolescentes (mas com mentalidades adultas, felizmente). Uma rapariga desaparece e o seu ex-namorado decide descobrir a verdade sobre o seu desaparecimento, envolvendo-se numa situação complicada.
Jospeh Gordon-Levitt é o protagonista e dá mais uma prova de ser um dos próximos grandes talentos de Hollywood (e o restante elenco está fabuloso) enquanto que Johnson promete ser um dos realizadores a ter mais em conta no futuro (já estreou entretanto o seu segundo filme, o aclamado The Brothers Bloom, que ainda não vimos).
O argumento está construído de forma brilhante, com excelentes diálogos e tudo extremamente bem dirigido por Johnson, acompanhado por um estilo visual algo peculiar e original.
Quanto ao final, temos aqui mais um mistério do Cinema recente: já circulam várias teorias (há quem diga que o filme é totalmente alterado pela 'revelação' final). No entanto, nada melhor que rever (várias vezes, de preferência) a obra de Johnson, sendo algo obrigatório para uma melhor compreensão do filme, já que é algo denso e complexo e recheado de pequenos pormenores e referências (algumas alusivas ao clássico do Cinema Noir, The Maltese Falcon).
Brick é uma obra obrigatória, cujo culto irá crescer ainda mais. Sem dúvida, uma das melhores e mais surpreendentes obras da década passada.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Já vimos...

(500) Days of Summer (Mark Webb)

Um dos filmes mais aclamados de 2009 e sem ter direito a estreia nas nossas salas de cinema (uma decisão triste para um filme que merecia ser descoberto dessa forma, apesar de ter passado em Estoril), a obra de Mark Webb é uma inteligente e refrescante comédia romântica, onde não temos uma história de amor mas sim de amor (como diz a tagline) e corações destroçados. Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel estão fantásticos como os protagonistas, o argumento é original e divertido, a banda-sonora é fabulosa e a realização de Webb (o realizador do futuro 'reboot' de Spider-Man) é exemplar. Destaque para o original momento musical.
Um filme delicioso e romântico e um dos melhores de 2009. Pena não ter estreado entre nós (uma das grandes vítimas de pobres escolhas).

domingo, 28 de março de 2010

The Killer, de John Woo (1989)

Em 1989, John Woo reunia-se com Chow Yun-Fat depois dos dois primeiros filmes de A Better Tomorrow (dois quais aqui falaremos brevemente) e o resultado foi este The Killer, um filme de acção onde encontramos um assassino que, depois de cegar uma cantora por acidente num tiroteio, decide aceitar uma última missão e ajudá-la a recuperar a sua visão, entrando numa viajem de redenção, onde acabamos por encontrar duas histórias de camaradagem e amizade únicas.
Woo escreve e realiza este poderoso filme de acção, onde uma vez mais utiliza Yun-Fat como o 'herói' de acção (e este título fica-lhe tão bem), apresentando fantásticas cenas de acção, como é habitual do realizador. Para além disso, temos mais um argumento bem conseguido e complexo por parte de Woo, tornando este um dos melhores exemplos de cinema de acção do cinema.
Pessoalmente, Hard Boiled é um filme superior a nível de acção. No entanto, onde este The Killer ganha é na sua história trágica.
Mais uma grande obra do melhor realizador de acção do mundo.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Funny People, de Judd Apatow (2009)

George Simmons é um dos mais populares comediantes do cinema americano. Os seus filmes fazem rios de dinheiro de bilheteira, apesar de serem maus produtos, dos quais Simmons não se orgulha. No entanto, a sua vida está prestes a mudar quando descobre que está a morrer, sendo esta a oportunidade de deixar de ser arrogante e aprender a viver. Regressando ao mundo do Stand-Up Comedy, conhece Ira, um jovem que tenta lançar-se no mundo da comédia.
Funny People é a terceira longa-metragem de Judd Apatow (The 40-Year-Old Virgin; Knocked Up) e conta com Adam Sandler, Seth Rogen e Leslie Mann como protagonistas. Apatow cria uma comédia dramática inteligente e adulta, melancólica e tocante, sobre a vida nunca vivida e a forma como a fama pode levar à decadência profissional (aqui bem evidente pelos filmes de Simmons, verdadeiros lixos cinematográficos), sendo também um bom olhar sobre o actual panorama do Stan-Up Comedy americano.
Sandler surpreende como George Simmons, numa interpretação por vezes contida e bem conseguida (é pena não vermos Sandler em mais papéis assim), Seth Rogen, um dos melhores comediantes da actualidade, é o seu companheiro e aprendiz e Leslie Mann é o amor que Simmons perdeu.
Funny People não é uma comédia hilariante como muitos poderão esperar. è sim uma comédia dramática, com vários momentos bem conseguidos e sem cair na lamechice, sendo esta a pbra mais madura de Apatow.
Alvo de fracasso comercial nos Estados Unidos e com uma recepção crítica algo dividida (dois aspectos que a obra de Apatow não merecia), o filme acabou por não estrear nas nossas salas, constituindo mais uma das péssimas decisões neste campo. O filme surge agora no mercado DVD e merece ser descoberto.

Destaque para os vários cameos que surgem, para as participações de Jason Schwartzman, Jonah Hill e Eric Bana e para os momentos em Simmons relembra os bons velhos tempos inocentes, em que a fama não o tinha trasformado (esses momentos são as gravações que Sandler e Apatow faziam quando eram colegas de quarto e em participações Stand-Up de Sandler).
Um filme a descobrir e uma das comédias de 2009.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Carnivàle (2003/2005)

Carnivàle conta-nos a história de Ben Hawkins e a sua caminhada com um circo de 'freaks', Carnivàle. No entanto, Hawkins descobre que o seu passado está relacionado com Carnivàle e que está destinado a ser a figura principal duma luta entre o bem e o mal. Para isso, terá de encontrar um homem de Deus, o Padre Justin, cujos objectivos são sombrios e perigosos.
Estreada em 2003 pela HBO, Carnivàle é um ambicioso projecto, uma viajem épica pela América dos anos 30. Nick Stahl é o protagomista e ao seu lado temos Clancy Brown (o seu Brother Justin é brilhante e arrepiante), MIchael J. Anderson (o mítico anão de Twin Peaks), Adrienne Barbeau, Patrick Bauchau, Chloe Duvall, entre outros.
Apesar de começar devagar, a série começa a ganhar um novo ritmo a partir do quinto episódio, onde a trama principal começa a ser desenvolvida. A partir deste momento, as surpresas são muitas e encontramos verdadeiros momentos de boa televisão e de grande qualidade (um dos principais destaques sendo o final da primeira temporada).
Infelizmente, as baixas audiências anunciaram o final prematuro da série, proporcionando um final em aberto à mesma. No entanto, o caminho que percorremos com Hawkins e companhia é fantástico e de grande entretenimento.
Uma das grandes séries da década passada.

Hard Boiled, de John Woo (1992)

Tequilla (Chow Yun-Fat) é um polícia de Hong Kong que está a investigar um caso relacionado com tráfico de armas.
Depois de perder o seu colega e com o surgimento dum perigoso criminoso (Anthony Wong), Tequilla tem de perseguir a sua única pista: um assassinato numa biblioteca.
John Woo realiza este Hard Boiled, um filme de acção de cortar a respiração, com Chow Yun-Fat como o perfeito herói de acção.
As sequências de acção são grandiosas e filmadas com o toque especial de Woo, que utiliza a câmara lenta de forma brilhante, criando o seu ballet sangrento e explosivo a que já nos habituou.
Ao lado de Chow Yun-Fat, temos Tony Leung e Anthony Wong, criando um trio de protagonistas credíveis. Woo consegue ainda trazer uma história de companheirismo e uma homenagem à força policial de Hong Kong.
Hard Boiled é uma obra-prima do cinema de acção e um filme altamente influente, tratando-se dum dos melhores filmes de sempre dentro do género.
Obrigatório.

A seguir:
The Killer

sábado, 20 de março de 2010

Armour of God/Armour of God 2: Operation Condor (1987; 1990)

Depois do enorme êxito de Police Story, Jackie Chan volta a realizar um outro filme que ficaria para a história do cinema de acção de Hong Kong: Armour of God.
Estreado em 1987 (entre os dois capítulos de Police Story e depois de Project A, outro clássico do género), Armour of God é um filme de aventura e acção, bastante inspirado em Indiana Jones.
Jackie Chan é um caçador de prémios que decide ajudar um velho amigo a salvar a namorada. Pelo meio, deverá proteger um artefacto valioso que é procurado por uma estranha seita.
Armour of God é mais um excelente filme de acção e comédia, com as fantásticas acrobacias e sequências de luta que marcam o estilo de Chan. Como não podia deixar de ser, a história aqui não interessa muito, o objectivo é divertir e mostrar o trabalho excepcional dos duplos e de Chan.
O êxito de Armour of God foi grande que deu origem a uma sequela: Operation Condor.
Seguindo a linha do primeiro filme, Operation Condor apresenta ainda mais doses de humor e sequências de cortar a respiração. Chan volta à realização e traz, uma vez mais, um memorável filme de acção que, como já havia feito antes, marcou o género uma vez mais.
Os dois filmes de Armour of God são um perfeito exemplo do cinema espectáculo que Jackie Chan consegue criar no seu país natal e são duas obras essenciais do cinema de acção de Hong Kong.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Police Story 1 e 2, de Jackie Chan (1985; 1988)

Jackie Chan realizou e protagonizou em 1984 aquele que mudaria para sempre o cinema de acção de Hong Kong, Police Story. A história é simples mas as cenas de acção e a coreografia das sequências de luta são extraordinárias. No entanto, Chan consegue dar ainda um pouco de humor típico de Hong Kong. Police Story (O incorruptível, em português) é uma das melhores obras de Jackie Chan e um dos filmes de acção mais influentes da história (a cena inicial, do carro a atravessar as barracas é, obviamente, copiada de forma descarada por Michael Bay em Bad Boys 2 e, com orçamento maior, Bay não consegue igualar de forma alguma, a espectacularidade e realismo da cena filmada por Chan), com algumas das cenas de duplos mais inacreditáveis.
Três anos depois, devido ao enorme êxito de Police Story, Jackie Chan decide voltar ao personagem e cria uma sequela directa. O elenco regressa todo (onde destacamos Maggie Cheung) e a qualidade da primeira parte permanece. Temos aqui uma sequela que nada envergonha o seu antecessor: é uma continuação com mais acção e, claramente, orçamento ainda maior.
Resultado: Police Story 1 e 2 são dois dos melhores exemplos do cinema de acção de Hong Kong dos anos 80 e duas obras altamente influentes dentro do género. E dois dos melhores trabalhos de Jackie Chan.
Essencial.

sábado, 13 de março de 2010

É assim que vamos longe...

Foi hoje confirmado que Crazy Heart, vencedor de dois Óscares incluindo Melhor Actor para Jeff Bridges, vai ser lançado directamente para o mercado de DVD entre nós.É certo que inicialmente a Fox planeava lançá-lo logo em DVD nos Estados Unidos. No entanto, arriscaram colocá-lo nos cinemas e ganharam vários prémios (incluindo Globos de Ouro e Óscares), provando que tomaram a decisão certa.
Agora, com os prémios todos e com resultados de bilheteira satisfatórios (o filme independente teve um orçamento de 7 milhões de Dólares e já arrecadou mais 31 milhões), a Fox decide privar-nos (uma vez mais) da sua estreia nas nossas salas de cinema, local onde o filme deveria ser descoberto.
Mais uma decisão triste que mostra o actual panorama cinematográfico: não tem hipótese de fazer muito dinheiro, não estreia.
A este passo, quando nem um actor conhecido (este já não é o primeiro caso) nem os vários prémios (incluindo o sempre desejado Óscar) impedem um filme de ir logo para DVD, não faltará muito para vermos bom cinema apenas em casa.
Tristeza!

sexta-feira, 12 de março de 2010

O que me veio parar às mãos hoje...

Pan's Labyrinth - O Labirinto do Fauno
A obra de Guilermo del Toro (produzida por Alfonso Cúaron) é um conto de fantasia para adultos, uma verdadeira odisseia de magia e mistério, com momentos de imaginação simplesmente geniais. Esta é a obra-prima de Guillermo del Toro e um dos grandes filmes da década passada.
Na semana que vem, daremos uma opinião sobre o filme, já que só agora nos veio parar a casa.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Nothing But the Truth - A verdade e só a verdade (Rod Lurie, 2009)

Depois da repórter Rachel Armstrong publicar que Erica Van Doren, aparentemente uma mulher vulgar, é uma agente secreta da CIA, ela começa a ser perseguida pelo governo para revelar a fonte de tal informação, ameaçando que tal pessoa poderá ser perigosa para a segurança nacional.
Determinada a manter os seus princípios como jornalista, Rachel recusa-se a tal, correndo o risco de passar tempo na prisão até mudar de ideias.
Baseado num caso real, Rod Lurie realiza este thriller actual que podemos considerar como sendo o oposto a All the Presidents Men - Os homens do Presidente (Allan J. Pakula), sendo que, enquanto a obra clássica de Pakula mostra o enorme poder da imprensa na altura (através do escândalo Watergate, que fez com que Richard Nixon se demitisse como presidente) aqui temos a situação contrária: o governo consegue ter formas de enfrentar a imprensa e evitar escândalos.
Nothung But the Truth é, assim, um filme que poderá criar alguns temas de discussão interessante: o poder da imprensa nos dias de hoje e a forma como o governo pode dar voltas a certas leis para cobrir e evitar situações constrangedoras, mesmo tendo de desrespeitar certos princípios.
Lurie traz-nos um thriller bem construído e escrito e com uma realização competente. A nível de interpretações, Kate Beckinsale está fantástica como protagonista (finalmente um papel mais sério e desafiante onde pode mostrar o seu talento), Vera Farmiga está excelente como sempre, Matt Dillon e Alan Alda estão em forma e Angela Basset está algo apagada.
Nothing But the Truth é um filme que passou despercebido nas salas de cinema. No entanto, é um filme a descobrir e um dos thrillers mais bem conseguidos de 2009.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Possivelmente o pior filme de sempre

Em 2000 estreou Battlefield Earth, um projecto pessoal de John Travolta. O filme de Ficção Científica é adaptado da extensa obra de L. Ron Hubbard, o criador da Cientologia, a polémica religião da qual Travolta e Tom Cruise fazem parte.
Travolta passou anos a tentar que o filme avançasse até que, depois do seu relançamento em Pulp Fiction, o actor ganhou poder suficiente para conseguir tornar o seu sonho realidade.
No entanto, o resultado foi o pior de todos, sendo o filme um verdadeiro desastre. A realização é uma das piores que já se viu e a calamidade revela-se em todos os outros aspectos técnicos (montagem, banda-sonora, fotografia, efeitos especiais, etc.). Quanto aos actores, Barry Pepper é o herói de serviço e nada mais faz do que tentar fugir cerca de 5 vezes em apenas meia-hora (poderia ser sempre de forma diferente mas começa sempre igual e acaba sempre igual: a cair no chão em câmara lenta, após ser atordoado), Travolta é o vilão de serviço com uma interpretação deplorável e Forest Whitaker é o seu capanga, no seu pior desempenho (e teve a amabilidade de reconhecer o seu erro ao participar no filme).
Muitos consideram-no o pior filme de sempre (numa recente votação dos leitores da revista Empire, o filme conquistou o primeiro lugar dos piores). A questão agora coloca-se: será realmente merecedor desse título? Enquanto obras como Plan 9 From Outer Space (Ed Wood) e The Room (Tommy Wiseau) são más mas de baixo orçamento (e já ganharam um enorme estatuto de culto, algo que podemos dizer que merecem, devido à sua enorme dose de humor involuntário), Battlefield Earth teve um orçamento de 40 a 80 milhões, estreou na altura dos blockbusters (Maio de 2000) e foi uma forte aposta da Warner nesse Verão. No entanto, o resultado final foi o desastre que se testemunhou. Para além disso, ainda hoje o filme é recordado como um dos piores de sempre e o filme que fez com que Travolta precisasse de um novo Pulp Fiction na sua carreira.
Apesar do seu flop nas bilheteiras e das críticas devastadoras, o filme ficou para a História do cinema como um dos projectos mais falhados de sempre (não é exactamente o melhor dos motivos) e tem um estatuto de culto, já que a sua dose de comédia involuntária é, como outras obras da mesma reputação, bastante grande. E apesar de tudo isso, tornou-se algo lendário, sendo o exemplo perfeito de como não fazer um filme, a não ser que se queira ter uma participação nos Razzies (e aí o filme foi um grande sucesso).

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Adventureland, de Gregg Motolla (2009)

James Brennan (o fabuloso Jesse Eisenberg) tem de encontrar um trabalho de Verão, que lhe permita juntar dinheiro para ir para a universidade em Nova Iorque. Devido à sua falta de actividades profissionais, o único local onde encontra uma vaga é em Adventureland, um parque de diversões. E é aqui que a sua vida vai mudar e a sua passagem para a vida de adulto vai acontecer.
Gregg Motolla, realizador do excelente Superbad, traz-nos este Adventureland, uma comédia ('coming-of-age') deliciosa e inteligente, provando que Motolla é um talento a ter em conta no futuro.
Jesse Eisenberg (Zombieland) é o protagonista e Kristen Stewart (Twilight) mostra uma vez mais que tem talento para ir mais além do que a saga de vampiros que a popularizou. A dupla de protagonistas está em grande forma e têm interpretações muito acima da média. Ambos são ajudados por Ryan Reynolds, Bill Hader e Kristen Wigg (os hilariantes donos de Adventureland).
O argumento não traz nada de novo, no entanto está bem desenvolvido e com personagens tocantes e convincentes, sendo um dos grandes trunfos da obra.
A destacar a fabulosa banda-sonora oitentista (o filme passa-se em 1987 e traz muitas memórias desses bons tempos), onde estão incluídos Lou Reed, INXS, David Bowie, entre outros.
Adventureland é uma obra a não perder, uma das melhores comédias do ano passado e uma obra a descobrir sem falta. Mais uma infeliz baixa dos 'Directos para DVD' cá em Portugal, sendo que a sua passagem pelas nossas salas deveria ser obrigatória.