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sexta-feira, 23 de março de 2012

Está quase!

Mad Men regressa a 25 de Março (este Domingo)


O último episódio de Mad Men foi transmitido em 2010. Após complicações nas negociações entre a AMC e o criador Matthew Weiner, a quinta temporada foi adiada um ano. Terminada agora a segunda temporada de The Walking Dead, aAMC estreia a quinta temporada de Mad Men, com um especial de dois episódios que, diz quem já viu, ser um regresso em forma da série dramática. Muita expectativa!

Game of Thrones regressa a 1 de Abril (próximo Domingo)


Cerca de um ano após a sua estreia na HBO, Game of Thrones regressa para o seu segundo e muito aguardado ano. Sem alguns dos actores da primeira temporada (não vamos dar spoilers aqui), a segunda temporada promete ser um regresso em grande desta épica produção do canal.

The Walking Dead - Season 2

Depois da destruição do centro da CDC no final da primeira temporada, Rick e o seu grupo de sobreviventes continuam a tentar um lugar onde possam descansar.
Após um acidente trágico, o grupo fica alojado numa quinta no meio do nada, um local que parece ser seguro. Recebidos pelos habitantes da quinta, cedo percebe-se que cada grupo tem formas diferentes de ver o apocalipse de zombies.
A segunda temporada de The Walking Dead é constituída por 13 episódios, o que obrigaria os argumentistas a desenvolveram melhor as suas personagens e a própria história, ao contrário do que, de certa forma, aconteceu nos 6 episódios da temporada de estreia. Com isso em mente, a série prossegue com o seu ritmo lento em contar a história e passamos alguns episódios sem ver grandes avanços na mesma. No entanto, ao contrário do que inicialmente parecia uma temporada mais fraca, tal jogada revelou-se um enorme trunfo: a série mostra que pode dar-se ao luxo de ter tempo para contar as suas histórias, sendo que depois compensa os espectadores com episódios extremamente marcantes como foi o caso do sexto episódio da temporada e os três últimos. A série prepara o terreno de forma lenta e quando decide avançar na história, fá-lo de forma bombástica e chocante, provando que o ritmo lento e tudo o que presenciámos até ao momento serviu para criar maior impacto na história e no espectador.
Apesar dessa excelente jogada, The Walking Dead tem, por vezes, diálogos básicos e personagens algo mal aproveitadas. No entanto, o desenvolvimento de Shane e de Rick tem sido algo interessante de acompanhar e é um dos pontos fortes da temporada.
Apesar dos seus defeitos, The Walking Dead prova no seu segundo ano a capacidade de desenvolver as personagens e a sua história, ao mesmo tempo que cria alguns dos melhores momentos televisivos dos últimos anos, chocantes e extremamente surpreendentes. E é no seu segundo ano que a série de zombies prova que tem muito para contar e que é, realmente, uma das melhores séries da actualidade.

Classificação da segunda temporada:
****/5

domingo, 18 de setembro de 2011

Buffy, The Vampire Slayer - Série 1 (1997)

Buffy Summers acaba de mudar-se para Sunnydale e, assim que começa as aulas na sua nova escola, conhece novos amigos e o bibliotecário da escola... ao mesmo tempo que investiga a morte dum rapaz cujo corpo foi encontrado nos balneários, corpo esse que tem duas marcas distintas no pescoço.
Ao longo da sua investigação, onde Buffy sente que o seu passado a persegue, descobre que o bibliotecário, Giles, é um observador que ela é uma caçadora de vampiros. Juntamente com Giles, Xander e Willow, os seus novos amigos, Buffy vai defrontar vampiros e monstros de toda a espécie que vão surgindo em Sunnydale, cidade que é um ponto de convergência para actividades paranormais.

Criada por Joss Whedon, que já havia escrito o filme estreado em 1992, esta versão de Buffy, The Vampire Slayer é mais fiel à visão original de Whedon: um misto de comédia, terror, aventura e romance, destinado a um público mais jovem mas onde o público mais velho pode também aderir.
Apesar de algumas ideias algo estranhas e aparentemente ridículas, a série consegue sempre ter piada, devido às personagens convincentes,aos actores bem escolhidos e às várias referências que vai esgalhando.
Sarah Michelle Gellar entrou para a história da televisão como Buffy, a adolescente de 16 anos que tem como destino ser a caçadora de vampiros, ao mesmo tempo que quer tentar seguir uma vida normal, Nicholas Brendon é Xander, o fiel amigo de Buffy e apaixonado pela mesma, servindo de comic relief, Allyson Hannigan é Willow, a melhor amiga de Buffy e a segunda comic relief (pessoalmente com mais piada que Xander, apesar deste sair-se bem), Charisma Carpenter é Cordelia, a cabra da escola e Anthony Head é Giles, o observador e mentor de Buffy.
Sem nunca se levar a sério, com bons momentos de comédia e aventura, uma Sarah Michelle Gellar perfeita como Buffy, um delicioso cheiro a baixo orçamento nesta primeira temporada e um universo único criado por Joss Whedon, Buffy, The Vampire Slayer tornou-se num fenómeno popular no final da década de 90, entre adolescentes e adultos, devido à sua originalidade e criatividade, acabando por tornar-se numa série influente, recheada de referências cinematográficas e televisivas.
Uma série que nunca pensei ver e que está a revelar-se aquilo que a tornou popular e aclamada: uma boa surpresa e objecto de culto.

Classificação:
****

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Smallville - 2001/2011

Após uma chuva de meteoros atacar a pequena cidade de Smallville, no Kansas, o casal Kent descobre uma nave extraterrestre e um pequeno rapaz.
Anos mais tarde, esse pequeno rapaz é Clark Kent e encontra-se na faculdade quando começa a descobrir que tem habilidades que mais ninguém possui. Após descobrir a verdade, Clark começa a tentar controlar os seus poderes e deseja descobrir as suas verdadeiras origens, enquanto tenta manter a integridade que os Kent lhe ensinaram.
Smallville é uma nova versão da origem de Superman, onde podemos ver aquilo que nunca nos tinha sido contado: a descoberta dos seus poderes e como Clark Kent/ Kal-EL aceita o seu destino.
Ao longo de 10 anos, esta origem foi contada: as reviravoltas foram muitas, surgiram episódios com premissas ridículas (pastilha elástica contaminada com Kryptonite, por exemplo), várias alterações na verdadeira mitologia de Superman mas, ao fim de 10 anos de aventuras, Smallville surpreende!
Apesar do seu lado telenovela e teen, Smallville consegue assumir-se como uma série de super-heróis (mais a partir da sua quinta temporada). E nesse aspecto, apesar de várias falhas (e a série tem muitas), consegue sempre seguir os caminhos que determinados produtos exigem e consegue fazê-lo bem.
No aspecto de telenovela, temos o romance entra Clark e Lana Lang, romance esse que os fãs da personagem sabem que terá um fim. Ao longo de grande parte da série, Lana é o grande amor de Clark e tal romance começa bem, perdendo-se bastante pelo meio (a personagem de Lana chega a um ponto em que fica algo irritante, apesar do seu constante desenvolvimento e evolução) e termina de forma tocante, algo que, depois de tantos acontecimentos e de algum cansaço pela personagem, conseguiu surpreender e emocionar.
Após Lana Lang, surge aquele que será o par romântico de Clark, Lois Lane, uma destemida rapariga, filha dum general militar, que eventualmente tornar-se-á na bem sucedida repórter do Daily Planet. E quando tal romance surge, a série aposta tudo e consegue criar uma boa história romântica entre as personagens, algo que teria de ser fundamental.
A nível de actores, Tom Welling é o protagonista e, apesar de ver-se que não é bom actor, conseguimos ver o seu desenvolvimento (ao mesmo tempo que Clark fica mais adulto, Welling também). Welling está muito pouco à vontade no início da série mas, com o passar do tempo, ganha confiança e maturidade para o papel que desempenha. Kristin Kreuk (Lana Lang) é actriz competente para o interesse amoroso de Clark mas para heroína de acção deixa muito a desejar. Allison Mack (Chloe) acaba por ser a melhor actriz do elenco residente, sempre competente e com uma boa personagem que muda bastante ao longo da série. O outro grande trunfo do elenco é Michael Rosenbaum (Lex Luthor), que consegue criar um excelente Lex e que vai tornando-se num bom arqui-inimigo de Clark. Annete O'Toole (a Lana Lang de Superman 3) e John Schneider são os Kent e são uma excelente adição.
Apesar de todas as aventuras, efeitos especiais (de baixo orçamento) e momentos fracos, Smallville é uma série de mitologia e uma série de desenvolvimento das suas personagens. Tal como a série vai-se alterando com o passar dos anos, também as personagens mudam, tornando-se mais adultas. Um dos pontos fortes é o desenvolvimento da amizade entre Clark e Lex, amizade essa que os tornará inimigos eternos.
Após 10 anos de aventuras, Smallville chega ao fim com Clark a aceitar o seu destino e a envergar o fato (apesar de aparentes problemas de direitos que não permitiram visualizar o fato como deveria ser e dos efeitos especiais), num final que não envergonha a série, conseguindo dar uma conclusão a todas as questões que a série levantou e a dar uma última dose de aventura.
Ao longo dos 10 anos de Smallville, foram várias as referências a tudo o que pertence ao universo de Superman: vilões (Brainiac, ZOD, etc.), heróis (Green Arrow, Metallo, Aquaman, Hawkman e referências Green Lantern, Batman, etc.), outros produtos de Superman (com participações de Dean Cain, Teri Hatcher, Magot Kidder e a participação mais tocante e bem conseguida, Christopher Reeve, sempre em excelentes momentos) e até mesmo na banda-sonora (com excertos da música de John Williams, especialmente na participação de Reeve e no último plano da série) e em várias frases conhecidas dos comics (faster than a speeding bullit, This is a job por..., etc.). Para além das referências a tudo o que envolve Superman, a série ainda ganha por referenciar vários filmes e séries que fazem parte da cultura popular, especialmente através de Chloe, uma espécie de Veronica Mars de segunda categoria.
Apesar das baixas expectativas (algo que ajudou a apreciar a série), Smallville revela-se uma boa e divertida série de aventuras, aventuras essas que quando chegam ao fim, deixam algumas saudades. Uma surpresa, apesar das várias falhas e várias histórias fracas pelo meio (exemplo máximo nesse aspecto é a história de Lana na quarta temporada...). Um guilty pleasure.

Classificação:
***

sábado, 30 de julho de 2011

Mad Men - Série 4 (2009)

Após o divórcio, Don Draper vive sozinho e é um dos sócios da nova empresa de publicidade formada em parceria com Roger Sterling, Bertram Cooper e o britânico Lane Pryce. Don leva agora uma vida triste e sem grande companhia enquanto os problemas duma empresa jovem vão surgindo.
Uma nova fase de Mad Men começa, onde surgem novos inícios e novas personagens. No entanto, apesar de tais mudanças, a qualidade da série continua presente: as interpretações estão fantásticas, o argumento e diálogos continuam deliciosos e a realização permanece exemplar.
Esta quarta temporada apresenta também alguns dos melhores episódios da série, onde é-nos apresentada uma carga dramática forte, doseada com humor inteligente e momentos surpreendentes.
Mad Men continua a ser a melhor série dramática da televisão e um exemplo de qualidade. Genial!
A quinta temporada estreia apenas em 2012.

Classificação:
*****

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Brevemente...

Mad Men - Série 3 (2009)

A América dos anos 60 apresentava um país (e um mundo) em constante mudança. E a publicidade e consumo foram partes importantes. E, uma vez mais, isso reflecte-se em Mad Men.
Após complicações familiares, Don Draper está de volta à sua família e dedicado ao seu trabalho. No entanto, a Sterling Cooper é agora controlada por uma empresa britânica e Don não está totalmente de acordo.
Com um novo membro da equipa, o britânico Lane (Jared Harris), e com um negócio milionário que poderá forçar Don a fazer o que não quer, sentindo-se assim uma pessoa controlada e presa, o ambiente na empresa é diferente e não muito animador.
Com eventos históricos que afectarão as vidas de todos e com a ameaça da guerra do Vietnam cada vez mais evidente, o terceiro ano de Mad Men apresenta-nos situações interessantes, grandes revelações e alterações nas vidas das personagens, fazendo com que estas continuem a ser muito bem desenvolvidas e extremamente interessantes.
Todos os aspectos que fizeram de Mad Men uma excelente série continuam presentes: argumento e diálogos soberbos, interpretações notáveis, uma realização exemplar e uma reconstituição da época muito bem conseguida.
No seu terceiro ano, Mad Men prova uma vez mais ser merecedora dos prémios que tem ganho e continua a ser o melhor drama da televisão.

Classificação:
*****

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mad Men - Série 2 (2008)

Depois de Don Draper encarar alguns dos podres do seu passado, decide avançar com a sua vida. Enquanto começam a surgir algumas complicações na empresa Sterling Cooper, Don começa a enfrentar dificuldades pessoais junto da sua esposa Beth. Entretanto, Peggy volta à empresa e começa a mostrar que não são apenas os homens que têm poder.
Depois duma primeira temporada de grande qualidade mas com poucas audiências, Mad Men foi salva do cancelamento devido às excelentes críticas e aos prémios que ganhou, incluindo o Globo de Ouro para melhor série dramática. No seu segundo ano, a qualidade mantém-se: as personagens continuam muito bem desenvolvidas, o argumento e diálogos são brilhantes e a reconstituição da época é excepcional. No entanto, nada disto seria tão importante se a realização e as interpretações fossem fracas. Neste segundo ano, continuamos a ter prova de que Mad Men continua a ter um dos melhores trabalhos de realização e de actores da televisão actual. Jon Hamm continua a desenvolver uma das melhores personagens da televisão enquanto as personagens secundárias ganham também elas o destaque merecido.
Mad Men continua a ser a melhor série dramática da actualidade, ganhando um canto especial e único na já longa história da televisão americana. Simplesmente brilhante!

Classificação:
*****

domingo, 26 de junho de 2011

Mad Men - Série 1 (2007)

Mad Men é um termo dado às mentes criativas das agências publicitárias da década de 60, sendo que tal termo foi criado por tais mentes.
Mad Men é uma série cuja acção tem lugar nos meandros duma agência publicitária no início da década de 60. No entanto, a série centra-se numa das maiores e mais talentosas mentes da empresa Sterling/Cooper, Don Draper, um executivo com um passado atormentado e misterioso. No entanto, a série dá-nos ainda espaço para conhecer-mos outras personagens da empresa e ficarmos a conhecer os seus problemas e defeitos.
O ambiente dos anos 60 é simplesmente fenomenal: temos uma reconstituição da época brilhante, alguns momentos relacionados com eventos históricos e políticos decorridos na altura, o facto de que era um mundo de homens e as mulheres eram vistas como objectos e que muitas deveriam ficar em casa e começamos ainda a assistir à emancipação da mulher, querendo lutar por uma carreira e tendo os mesmos direitos que os homens. Vários temas que conseguem ser muito bem abordados ao longo desta primeira temporada.
O argumento e os diálogos são soberbos e deliciosos, a realização é exemplar, a fotografia parece quase tirada de filmes dos anos 60, a banda-sonora encaixa-se perfeitamente na série e as interpretações são fenomenais, destacando Jon Hamm (Don Draper), Elizabeth Moss (Peggy) e Vincent Kertheiser (Pete Campbell).
Uma série genial, inteligente e adulta, merecedora dos prémios e reconhecimento que tem ganho e o melhor drama televisivo da actualidade (e um dos melhores da televisão em geral). Simplesmente brilhante!

Classificação: 
★★★★★
 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Resumo de temporada de séries 2010/2011 - Parte 3

Hoje finalizamos o nosso resumo das temporadas assistidas nestes últimos meses. Desta vez serão apenas duas séries dramáticas exibidas em canais abertos.

Glee - 2ª temporada

Depois duma primeira temporada algo surpreendente e que provara que Glee não era apenas mais uma série para adolescentes, com bom desenvolvimento de personagens e alguns momentos divertidos e bem executados, esta segunda temporada começa a cair no caminho fácil e a pensar mais num público adolescente. Temos vários temas que são destinados mais a um público jovem (drogas fazem mal, beber faz mal, etc.) e mesmo as apostas musicais são, algumas vezes, dirigidas ao público adolescente. Custou-me engolir momentos dedicados a Justin Bieber e a Rebbeca Black a ao seu assustador Friday, por exemplo.
Quanto à qualidade dos episódios, foi variada, desde o mau até ao bom!
O episódio de abertura foi bom e divertido e dava boas esperanças para a nova temporada. Até veio o segundo episódio, dedicado a Britney Spears. Não é por não gostar das suas músicas, é pelo facto de, em 15 minutos, terem-se recriado 3 videoclips da cantora, dando a sensação que estava a ver um best off na MTV. O terceiro episódio foi um episódio também ele mau, forçado e sem nexo e piada.
Após alguns episódios, a temporada começou a melhorar e, mesmo sem ter o brilho da primeira temporada, conseguiu tornar-se numa temporada acessível e divertida.
O último episódio da temporada piorou a situação à série: cheio de lugares comuns, situações pouco credíveis e totalmente forçadas e ainda com um número musical final fraco e sem chama, esperava-se mais dum final que tinha tudo para ser melhor.

Classificação: 
★★★


Supernatural - 6ª temporada

Após cinco temporadas boas e de bom entretenimento, a série parecia ter chegado ao fim. Com um bom final onde todas as tramas estavam resolvidas, seria de pensar que os Irmãos Winchester arrumariam as armas de vez- No entanto, apesar do criador ter anunciado que seriam apenas 5 temporadas, as audiências ditaram o futuro da série e esta foi adiada para um sexto ano (com um sétimo já confirmado).
E tal decisão, depois dum final satisfatório, notou-se na qualidade desta sexta temporada. Os primeiros episódios deram a entender o estado de espírito dos argumentistas: perdidos, sem saberem o que fazer com as personagens, que rumo dar-lhes.
Ao terceiro episódio, a série começa a ganhar algum gás e começamos a ter as primeiras ideias da trama principal deste ano. Com alguns episódios de monstro da semana pelo meio (alguns muito maus, como o dos cães e o das fadas, simplesmente intragável), a série vai ganhando algum ritmo e interesse, através das alterações às personagens e os conflitos que cada uma tem. E esse que sempre foi um ponto forte na série continua em força.Onde a série perde nos casos da semana, ganha nos episódios dedicados à trama, sempre com bons episódios e excelentes cenas, especialmente o ante-penúltimo episódio, dedicado mais a Castiel, episódio que representa um dos melhores da série.
Apesar dum final que deixou algo a desejar e de alguns episódios simplesmente maus, Supernatural ainda conseguiu entreter, apesar de notar-se sempre a sensação de que esta era uma temporada desnecessária.

Classificação: 
★★★

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Resumo de temporada de séries 2010/2011 - Parte 2

Hoje continuamos com o nosso resumo da temporada televisiva que terminou. Desta vez vamos analisar as séries de comédia que assistimos.


 
Depois duma temporada de estreia bastante boa, assistimos ao regresso da família mais conhecida da televisão americana de momento. A comédia inteligente continua presente e os diálogos bem conseguidos são sempre bem entregues pelo elenco. A química entre os actores continua a ser um dos melhores aspectos da série, fazendo com que este seja o melhor elenco de momento. Apesar de ser uma temporada inferior à anterior, a série continua com um grau de qualidade muito acima da média, sendo uma das melhores comédias americanas da actualidade.

Classificação: 
★★★★



Após ter sexo com uma desconhecida, Jimmy Chance vem a descobrir que esta é uma assassina em série. Depois de ser agrdida pela mãe de Jimmy, a assassina vai para a prisão, onde descobre que está grávida. Após ser executada na cadeira eléctrica,  Jimmy fica a cuidar da sua filha, juntamente com a sua família muito disfuncional.
De Greg Garcia, criador de My Name is Earl, chega-nos este Raising Hope, uma comédia non-sense que, pelo meio, ensina-nos o sentido de família e tudo o que a palavra implica. Com um bom elenco e situações bem estranhas, Raising Hope é uma das surpresas da temporada.

Classificação: 
★★★★

 How I Met Yout Mother - 6ª temporada (CBS)


Depois de cinco anos a tentarmos descobrir quem será a futura esposa de Ted, o primeiro episódio da temporada revela-nos que a sua esposa está no mesmo local que Ted, na primeira cena deste ano: um casamento. E após cinco anos a tentarmos descobrir quem será a futura esposa de Ted, eis que... passamos mais um ano sem saber!
A quinta temporada da série foi uma temporada em que nada aconteceu: as personagens pouco ou nada desenvolveram, os acontecimentos eram desinteressantes e a comédia deixou de ser divertida e fresca para tornar-se forçada e sem resultado. E esperava-se que esta temporada recuperasse desses erros. Tal não aconteceu. Bem pelo contrário: criou-se um novo romance para Ted, romance esse que não teve piada alguma e já se sabia que iria terminar, sendo uma completa perda de tempo do espectador, a personagem do Ted torna-se cada vez mais aborrecida e menos desenvolvida e a personagem da Robin nada fez nesta temporada. Apenas Barney, Lilly e Marshall avançaram: Barney descobre o seu pai e sofre várias mudanças ao longo da temporada, tornando-se uma personagem mais adulta, Marshall perde o pai e vê a sua vida a desmoronar-se enquanto Lilly tenta ajudar. No fim, acabamos por sentir que a série neste momento pertence a estas três personagens. O protagonista nada avança na sua história. A nível de comédia, pouco há a dizer: á excepção de alguns episódios, a série não teve piada, com nenhuma naturalidade por parte do elenco em vários momentos. Apesar disso, houve momentos memoráveis ao longo da temporada, como o episódio da morte do pai de Marshall e os momentos finais do último episódio da temporada.
É pena ver a série seguir este rumo: ficar sem piada e longa demais, adiando algo que já deveria ter sido revelado, sendo que tal seria uma boa história para desenvolver. Desilusão. E ainda vêm mais duas temporadas...

Classificação: 
★★

 The Office (US) - 7ª temporada (NBC)


No início desta tenporada, já se sabia algo que ia acontecer: o protagonista da série, Steve Carell iria deixar a série. Com o passar do tempo, mais pormenores foram sendo revelados: Carell não ficaria até ao fim da temporada e vários convidados iriam surgir nos últimos episódios. A dúvida sobre se a série prosseguia ou terminaria nesta temporada surgiram também até que a mesma foi renovada para um oitavo ano. E com estas notícias, foram criados dois arcos na história desta sétima série: a preparação e saída de Michael Scott e quem seria o novo chefe do escritório.
A série conseguiu desenvolver estes arcos muito bem: ao longo da temporada vamos tendo provas que Michael Scott está mais adulto do que era e, após tomar uma decisão difícil, anuncia a sua saída da empresa. E aqui temos os últimos momentos de Scott na série, o que levou a uma despedida menos cómica do que se esperaria mais emotiva e triste, criando um dos episódios chave da série e um dos momentos televisivos de 2011: um episódio tocante e uma grande saída de Carell da série.
A partir daqui temos o outro arco: quem será o novo chefe? E nesta altura, já sem Carell e com Will Ferrell como convidado (apenas dois episódios depois de Carell sair), o elenco tem oportunidade de brilhar como nunca! Apesar do primeiro episódio sem Carell ser estranho (sente-se a falta do protagonista e ainda custa a aceitar a sua partida), o segundo episódio acaba por ser um verdadeiro festim de comédia, sendo a primeira prova de que The Office tem todas as hipóteses de sobrevivência depois da saída de Carell. O final de temporada foi mais um exemplo da qualidade que a série mantém ao longo destes sete anos, com vários actores convidados que conseguem brilhar sem nunca roubar as atenções ao elenco residente. Uma das grandes temporadas de 2010/2011 e uma bela despedida de Steve Carell. Espera-se agora pela oitava temporada!

Classificação: 
★★★★★

 Parks and Recreation - 3ª temporada (NBC)

 
Dos criadores da versão americana de The Office, temos Parks and Recreation. Trocando o ambiente de escritório pelo ambiente dum pequeno departamento político duma pequena cidade americana (Pawnee), Parks and Recreation é uma das melhores séries de comédia da actualidade. Amy Poehler é Leslie, uma espécie de Michael Scott feminina e que é uma excelente protagonista. O elenco está todo em grande forma e os momentos de comédia são verdadeiros delírios, especialmente quando a personagem de Ron Swanson surge: uma das melhores personagens cómicas criadas nos últimos anos!
Apesar de ser uma série capaz de ir mais longe, Parks and Recreation tem atingido vários apogeus nas suas três primeiras temporadas, com bons argumentos e excelente comédia. Uma série a descobrir, sem falta!

Classificação: 
★★★★★
 
 Community - 2ª temporada (NBC)


Depois duma primeira temporada genial e cheia de grandes momentos de comédia e verdadeiras homenagens ao cinema e à televisão, a segunda temporada de Community segue o mesmo caminho. Perde-se um pouco da frescura mas tudo o resto lá fica: a promessa desta vir a ser uma série de culto, apreciada por fãs de cinema e televisão, ganhando especial carinho por um determinado público. Por aqui temos episódios dedicados ao cinema documental, stop-motion, Star Wars, zombies, western spaghetti, etc. As referências são mais que muitas e são sempre muito bem conseguidas. No meio deste delírio televisivo, temos uma história de amizade entre este grupo de personagens, uma história que mesmo num episódio dedicado ao dia dos namorados, deixa-se o romance de lado e dá-se especial atençaõ à amizade deste grupo.
Com vários momentos de diálogos simplesmente saborosos e momentos hilariantes de comédia, temos alguns momentos tocantes com estas personagens. Prova disso são os meomentos finais do final de temporada. Uma série obrigatória!

Classificação: 
★★★★★

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Resumo de temporada de séries 2010/2011

Na semana passada terminou a temporada de séries respectiva a 2010/2011. Começa agora a temporada de Verão, onde serão exibidas outras apostas dos canais. No entanto, as principais apostas já terminaram as suas temporadas e o Movie Wagon, como não é só um espaço de Cinema mas também de televisão, acompanhou algumas séries. Hoje começamos um pequeno espaço dedicado às nossas conclusões finais de cada série que acompanhámos desde Setembro do ano passado.

Vamos começar com os canais por cabo, onde destacamos 4 séries.



Criada por Terence  Winter, criador de The Sopranos, e produzida por Mark Walhberg e Martin Scorsese, Boardwalk Empire era a aposta de peso da HBO para a nova temporada, iniciada em Setembro de 2010. O canal precisava dum grande êxito de grande qualidade e as expectativas eram altas para esta nova série. O episódio piloto foi realizado por Martin Scorsese e o elenco era liderado por Steve Buscemi e Michael Pitt. O episódio piloto foi um dos melhores produtos televisivos do ano, um filme de Scorsese com duração mais curta. No entanto, a série acaba por perder gás e, apesar de ter sempre bons argumentos, demora tempo a avançar com a narrativa. Como disse, Boardwalk Empire tem sempre bons argumentos, sempre servido por óptimas interpretações. Encontramos também cenas memoráveis e boas realizações, acompanhadas por uma excelente reconstituição da época. Aliás, todo o setting da série está extremamente bem conseguido. O único senão desta primeira temporada é o demorar a avançar com a narrativa e o facto de acabarmos por não nos ligarmos muito às personagens, excepto à de Margaret Schroeder, interpretada por Kelly Macdonald. Para além disso, é-nos prometido um confronto perigoso e de grande emoção entre o protagonista e o seu rival e, no final, temos um momento bastante anti-climático.
Apesar de tudo, Boardwalk Empore é uma boa série. Deveria ter sido melhor mas a segunda temporada (estreia em Setembro) poderá ser um produto ainda melhor.

Classificação: 
★★★★

Dexter - 5ª temporada (Showtime)
 
 
Depois da 4ª temporada bombástica , Dexter está de regresso. Após os trágicos acontecimentos da quarta temporada, Dexter está agora em luto e tem de aprender a lidar com tal. No entanto, enquanto tenta voltar ao que era de forma a poder apagar a sua dor, depara-se com Lumen, uma rapariga que foi raptada e mal tratada por um grupo de homens desconhecidos. Dexter estabelece uma relação com Lumen e ambos juntam esforços para descobrirem os homens.
Depois da fantástica e frenética quarta temporada, era de esperar que este regresso de Dexter fosse mais calmo e não tão bom. E foi isso que aconteceu. Ao contrário das outras temporadas, em que o vilão é sempre um desenvolvimento importante para Dexter, aqui o vilão é posto quase de lado e é Lumen quem ajuda a desenvolver a personagem. Ao contrário de vários momentos de suspense equivalentes às temporadas anteriores, esta nova temporada é mais centrada na dor interior e de Dexter, fazendo com que seja uma temporada mais calma e inferior a todas as outras. É certo que teve os seus bons momentos de suspense mas, com um final apressado e com a falta de mais tensão, esta foi a temporada mais fraca da série. No entanto, ainda se recomenda e aguarda-se a sexta temporada com expectativa. Dexter regressa em Setembro.

Classificação: 
★★★
 
 
 
Baseado nuns comics com o mesmo nome, The Walking Dead é uma série desenvolvida por Frank Darabont (realizador de The Shanshank Redemption, The Green Mile, The Mist). Temos aqui uma das séries mais aguardadas do ano passado: uma série de terror com a temática de zombies, um sub-género que está muito na moda. O resultado é uma das melhores séries do ano passado, com apenas seis episódios nesta sua temporada de estreia. O episódio piloto foi realizado por Darabont e este conseguiu criar um dos melhores momentos televisivos dos últimos tempos, realizando um autêntico filme de zombies com a duração de 60 minutos. O argumento está muito bem conseguido (facto que se prolonga pelo resto da temporada), as interpretações são memoráveis e o suspense e tensão presentes nos minutos finais do episódio são de ficar na história da televisão. Quanto ao resto da série, a qualidade mantém-se: The Walking Dead não aposta na origem da epidemia zombie mas sim no pequeno grupo de sobreviventes que acompanhamos, as suas diferentes formas de agir com a situação e uns com os outros. É um estudo sobre o ser humano, algo constante dentro deste sub-género e que Darabont e companhia tão bem criam aqui. Não conhecemos o material de origem mas sabemos que tem sido bem aceite pelos fãs dos comics, apesar de certas diferenças na trama. A melhor estreia de 2010. A segunda temporada terá 13 episódios e estreia em Outubro.
Classificação: 
★★★★★
 



 Mildred Pierce (Mini-série em 5 partes) (HBO)
 
 
Realizada por Todd Haynes (realizador de Far From Heaven, I´m Not There), MIldred Pierce acompanha a jornada de Mildred, uma dona de casa que separa-se do seu marido e fica a cuidar das suas duas filhas. Sem o marido em casa, Mildred decide lançar-se no mercado de trabalho e, após pressão por parte da sua filha mais velha, acaba por tentar criar o seu próprio negócio. No entanto, a sua vida pessoal é sempre afectada pela relação fragilizada com a sua filha mais velha, Veda.
Todd Haynes realiza esta mini-série da HBO como se fosse uma longa-metragem de 5 horas, com uma realização exemplar. A reconstituição da época é sublime e o argumento é fantástico. No entanto, nada disto importaria tanto se não fosse o elenco presente: Melissa Leo (oscarizada por The Fighter), Guy Pearce, Evan Rachel Wood e a protagonista Kate Winslet, num papel brilhante que, ora explode de emoções, ora contém tais emoções. Um elenco em grande forma, liderado de forma poderosa por Winslet, num papel que marcará a sua já fantástica carreira. A tudo isto, juntamos ainda a banda-sonora de Carter Burwell, constante colaborador dos Irmãos Coen. Uma excelente mini-série, de enorme qualidade e um dos melhores produtos televisivos de 2011.

Classificação:
 ★★★★★

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Está quase a chegar...

Boardwalk Empire

De Terrence Winter, criador de The Sopranos e produzida por Martin Scorsese, que assina a realização do episódio-piloto, Boardwalk Empire passa-se no início da Lei Seca e é interpretada por Steve Buscemi. Produzida pela HBO, esta poderá ser uma das grandes séries do ano. Estreia daqui a menos de 3 semanas nos Estados Unidos.
Aqui no Movie Wagon, estamos a pensar em acompanhar a série quando estrear. Portanto, se tal acontecer, daremos notícias...

domingo, 8 de agosto de 2010

The A-Team, de Joe Carnahan (2010)

Um pequeno grupo de soldados americanos conhecidos como The A-Team são incriminados pelo tribunal militar como estando ligados à morte dum superior e a uma missão não autorizada. Determinados a provar a sua inocência, eles fogem da prisão e tentam descobrir a verdade, enquanto são perseguidos pela polícia militar.
Baseado na mítica série de acção dos anos 80, The A-Team é um filme de acção ao qual Hollywood já nos habituou. Os grandes trunfos do filme são o elenco (Liam Neeson, Bradley Cooper e Sharlto Copley estão em forma), as cenas de acção e o facto do filme nunca se levar a sério (lago que a série pedia e muito).
The A-Team tem momentos fracos, como seria de esperar, mas mantém um bom ritmo e acaba por nunca ser aborrecido. Para além disso, como a série já fazia, mistura acção com comédia e apresenta ainda momentos em que o espectador simplesmente tem de 'desligar o cérebro' e deixar-se levar (esta é a única forma de se gostar do filme, aliás).
Esta adaptação da série consegue ser fiel ao espírito da mesma e tem várias referências à série e consegue agradar os fãs da série e ganhar novos fãs. The A-Team é o típico filme de Verão: divertido, emocionante e fácil de esquecer. E traz boas memórias a quem cresceu com a série.

P.S.: è bom ouvir o tema da série no filme e quem for ver que fique até ao fim, para ser surpreendido com dois cameos (para além do tema da série, pois claro).

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Six Feet Under - Criado por Allan Ball

Allan Ball, argumentista do oscarizado American Beauty, criou esta série dramática, com um toque de humor negro, sobre a família Fisher, uma família disfuncional que tem um negócio bastante peculiar: uma agência funerária.
Depois do pai de família, Nathaniel Fisher morrer, os restantes membros ficam em choque e têm de tentar superar o duro golpe. Nate, o filho mais velho, está de visita e, a pedido da mãe, fica para ajudar no negócio de família. David, o filho do meio que sempre ajudou o pai na agência, é um homossexual reprimido e com medo de se assumir enquanto tem uma relação com Keith, um polícia. Claire é a filha mais nova, uma estudante que vê o mundo de forma diferente e que deseja ser artista. Ruth é mãe de família e, com a perda do marido, vê o seu mundo desabar e precisa da família por perto, por mais disfuncional e emocionalmente separada que esta seja.
Six Feet Under apresenta-nos argumentos e diálogos muito bem conseguidos e imaginados, para além de ser um drama extraordinário e de grande qualidade.
A primeira temporada apresenta-nos as personagens e o universo em que estão. A segunda temporada complica as histórias e relações das mesmas, conseguindo criar, por vezes, um sentimento de ódio/adoração por parte dos espectador em relação a certas personagens ou acontecimentos, sendo que no final da temporadas (e temporadas posteriores) o espectador seria recompensado. A terceira temporada apresenta-nos os destinos das personagens depois dum período mais negro (apesar dos períodos das personagens serem sempre complicados ao longo da série). A quarta e quinta temporadas são como sequelas da terceira, mostrando os acontecimentos que mudam as vidas da família Fisher.
A quinta temporada é das melhores coisas que se fez em televisão. Serve como fecho das histórias das personagens mas fá-lo de forma tão tocante e inesperada que é impossível não chocar e emocionar o espectador. Os minutos finais da série são tocantes e simplesmente geniais (para não falar do nono episódio!).
Six Feet Under surgiu numa altura em que era preciso quebrar tabus na televisão, e fê-lo de forma brilhante. O elenco escolhido é perfeito e fantástico, com representações fabulosas e extremamente tocantes em várias alturas.
Allan Ball criou uma das melhores séries dramáticas da televisão, sendo um produto inovador e de grande influência na televisão dos nossos dias. Uma série obrigatória e de grande, grande qualidade! Uma viajem única com uma família invulgar.

P.S.: A forma como o negócio funerário é embelezado na série é fantástico...

sábado, 5 de junho de 2010

24 - Temporada 8

E aqui está o final que me faltava nesta fornada de séries que agora terminaram (Lost e Ashes to Ashes sendo as outras).

Depois de 7 dias infernais na vida de Jack Bauer, chegamos ao seu oitavo e último dia de perigo. Uns tempos depois das suas aventuras em Washington, Bauer está em Nova Iorque com a sua filha. No entanto, depois dum antigo informador contactá-lo, Bauer alia-se uma vez mais à CTU para travar uma ameaça terrorista.

O oitavo e último ano de 24 tem as suas falhas, é verdade, e utiliza muitos dos velhos truques da série. No entanto, é entretenimento ao mais alto nível, com grandes momentos de tensão e suspense, muito bem criados e sequências de acção extremamente bem conseguidas. Esta oitava temporada consegue mesmo recuperar o espírito de temporadas mais antigas da série, com bons momentos de diálogo e grandes confrontos entre personagens, algo clássico na série.

Como disse antes, a série continua a usar os mesmo truques antigos, com twists que acabam por não ser tão chocantes e revelações não muito surpreendentes. Mas, apesar disso, o espectador continua a querer acompanhar a série até ao fim, devido ao ritmo alucinante que é-nos apresentado (e neste oitavo ano, o ritmo é mesmo alucinante, com pouco espaço para respirar) e porque temos Jack Bauer pelo meio.

Kiefer Sutherland mostra uma vez mais que este é o papel da sua vida, conseguindo apresentar Bauer duma forma complexa e dividida e chega a ter brilhantes momentos de representação (tenho de admitir que Sutherland domina a personagem como poucos conseguem) e prova, uma vez mais, que Jack Bauer é umas melhores e mais violentas personagens alguma vez criadas.

Algo totalmente inesperado é o rumo que Bauer toma na recta final onde a sua sede de vingança é mais forte que tudo o resto, deixando um rasto de sangue por onde passa e de formas extremamente violentas e impressionantes. Uma decisão genial (tínhamos de ver Bauer ficar realmente fora de controlo antes da série acabar) e muito bem conseguida. É inédito ver uma personagem principal, adorada pelo público, numa série de televisão em canal aberto, ter as atitudes que aqui vemos (a última tortura da série é algo fenomenal e surpreendente). Uma decisão arrojada e muito arriscada que foi bem controlada e representada.

O momento final é um dos melhores na televisão com Bauer a despedir-se de Chloe e do público que o acompanhou ao longo destes anos. Um excelente final e uma grande despedida. Fica o caminho aberto para o filme que está a ser preparado (no entanto, se não houver filme, temos aqui um grande, grande final!).

Aqui fica uma grande série, uma das melhores e mais importantes da década passada e de grande influência para a televisão pós-24 (tal como a televisão pós-Lost). Obrigado por estes grandes últimos anos e por Jack Bauer, uma grandiosa personagem (you will be missed)!

Ashes to Ashes - Temporada 3

A sequela de Life on Mars tem neste seu terceiro ano a sua conclusão. As aventuras de Gene Hunt e Alex Drake terminam aqui. No entanto, é uma viagem a rever várias vezes e uma de grande qualidade.

Depois dos eventos da segunda temporada, Alex acorda do estado em que está e volta ao activo. No entanto, tudo está prestes a mudar. Um novo polícia, Jim Keats, surge em cena para investigar Hunt e prepara-se para começar a dividir a equipa de Gene. Apesar disso, Alex e companhia têm de continuar a resolver os vários casos que lhes caiem nas mãos, enquanto dirigem-se para uma estrada de revelações chocantes.

Começando com o mesmo tom leve e algo descontraído das temporadas anteriores, muito rapidamente Ashes to Ashes entra num caminho mais sombrio e pesado, com várias situções dramáticas a atingirem cada elemento principal da série e com o desenrolar da trama a ser cada vez mais sério (temos episódios centrados em Shaz, Ray e Chris).

Quando chegamos ao último episódio, temos apenas o confirmar de várias teorias e uma resolução bastante bem engendrada, com excelentes momentos de representação (Philip Glenister e Keeley Hawes estão de parabéns) e um final de grande qualidade e com algumas surpresas.

Ashes to Ashes é, definitivamente, o Lost britânico (mais do que pensava, até!), com vários momentos de simbolismos que são essenciais para o grande enigma da série e um tema muito parecido com Lost.

Podemos então concluir que AShes to AShes é uma das melhores série britânicas dos últimos anos, com grandes momentos de televisão, grandes actores, argumentos inteligentes, várias referências geniais aos anos 80 e uma lufada de ar fresco num panorama televisivo enorme. E o melhor é que pode ser visto sem Life on Mars atrás (até porque são séries totalmente distintas) mas que, vendo as duas, ambas completam-se (AtA dá várias respostas a mistérios de LoM).

Uma série brilhante, a descobrir sem falta!