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domingo, 18 de dezembro de 2011

Drive, de Nicolas Winding Refn (2011)

Vencedor do prémio de Melhor Realizador no último Festival de Cannes, Drive é um thriller acção bem construído e interpretado.
Sempre ao som duma banda-sonora contagiante e perfeita para o filme, Drive conta-nos a história dum duplo de cinema que serve também de condutor em certos assaltos. No entanto, após conhecer a sua vizinha, Irene, e o seu filho, a sua vida ganha novos contornos.
Com o regresso da prisão de Standard, o marido de Irene, regressam também os seus problemas: uma dívida enorme, ganha na prisão. Standard pede ajuda ao duplo mas as coisas correm mal e este rapidamente descobre que a sua cabeça está a prémio.
Nicolas Winding Refn (Valhalla Rising) presenteia-nos com uma realização impecável, sempre bem controlada, com excelentes planos e um bom domínio das partes técnicas. A montagem é bastante boa, juntamente com a bela fotografia. O argumento, apesar de não ser original, está bem construído, desenvolve muitíssimo bem a personagem principal e dá-nos ainda bons diálogos.
Outro dos grandes destaques são as interpretações: Ron Perlman mostra, uma vez mais, que é um dos actores mais subvalorizados da actualidade, Albert Brooks larga a sua via cómica e traz-nos um excelente mafioso (nomeado para Globo de Ouro para actor secundário de drama), Carey Mulligan é um bom par romântico para o protagonista, Ryan Gosling. Este último está simplesmente fantástico como Driver, uma personagem controlada e calma que vê o seu mundo desmoronar-se aos poucos, dando um excelente desenvolvimento à personagem, sempre bem representado por Gosling, num papel muito contido.
Destaque ainda para as cenas de acção, para os momentos em que os olhares e rostos dos actores substituem as palavras e para a banda-sonora.

Um dos melhores filmes do ano!

Classificação:
*****

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

La Piel Que Habito, de Pedro Almodóvar (2011)

Robert Ledgard, um brilhante cirurgião plástico, desenvolve uma pele sintética que é capaz de resistir a qualquer tipo de danos. A sua cobaia é uma mulher, Vera, que vive enclausurada na casa de Robert. No entanto, o passado trágico do cirurgião atormenta-o.
Realizado e escrito por Pedro Almodóvar, La Piel Que Habito marca o regresso de Antonio Banderas ao cinema de Almodóvar. O realizador espanhol traz-nos um thriller com traços de F.C. e podemos dizer que este seria um filme que encaixaria bem na filmografia de David Cronenberg, tendo em conta o seu argumento e alguns temas retratados.
Apesar disso, esta é uma obra totalmente de Almodóvar e é um excelente thriller: o argumento está muito bem desenvolvido, a realização é exemplar, as interpretações são fabulosas e a ideia (e o twist) está bem explorada.
La Piel Que Habito é simplesmente um dos melhores filmes do ano e uma nova abordagem à história de Frankenstein, uma abordagem inteligente, adulta  de grade teor sexual, como é hábito nos filmes do cineasta.

Classificação:
****/5

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tower Heist, de Brett Ratner (2011)

The Tower é um dos mais luxuosos edifícios particulares de Nova Iorque, com lguns dosmais ricos e poderosos habitantes da cidade. Quando o mais poderoso dos habitantes é preso pelo FBI, descobre-se que a equipa de trabalhadores foi toda roubada pelo mesmo. O gerente, determinado a recuperar o que os seus colegas perderam, decide organizar um plano de forma a roubarem o dinheiro escondido no apartamento do habitante.
Realizado por Brett Ratner (Rush Hour) e estreado mesm antes da polémica que envolveu o realizador e que o levou a demitir-se da produção dos Óscares do próximo ano, Tower Heist assume-se como uma comédia de acção sem grandes pretensões senão a de divertir, enquanto usa ainda a questão da crise financeira como pano de fundo. E nessa missão, Tower Heist é bem sucedido. O filme entretém durante a sua duração, sendo fácil de ser esquecido pouco depois de ser visto.
Ratner tem uma realização competente mas sem nunca deslumbrar e lidera um bom elenco. Ben Stiller é o protagonista, Eddie Murphy é mais um secundário que protagonista, Casey Affleck, Matthew Broderick, Alan Alda, Téa Leoni e Michael Peña estão bem por aqui. No entanto, apesar de ser um actor secundário, Edddie Murphy é quem traz as maiores piadas, num papel que serve como um 'comeback' mais que necessário ao actor, sendo este um bom regresso à sua velha forma.
Tower Heist serve mesmo para entreter, nada mais. É um filme simpático, divertido e rapidamente esquecido.

Classificção:
***

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn, de Steven Spielberg (2011)

Baseado nas aventuras do jornalista belga criado por Hergé, Steven Spielberg e Peter Jackson juntam esforços para trazer a primeira aventura animada de Tintin ao cinema. Com argumento de Steven Moffat, Edgar Wright e Joe Cornish, Spielberg realiza esta animação em Motion-Capture, de forma a poder manter um aspecto das personagens mais fiel à banda-desenhada.
The Adventures of Tintin é uma aventura à antiga, apesar das novas tecnologias. Spielberg traz muito de Indiana Jones para esta aventura e consegue fazer uma obra melhor que o quarto filme do arqueólogo, onde encontramos cenas de acção inventivas (a perseguição em plano sequência é fantástica), um ritmo quase frenético, onde está sempre a acontecer algo e alguns momentos divertidos, mais dirigidos a um público mais jovem.
A animação está fantástica, apesar do facto de que poderia ser mais cartoon, e o elenco vocal está em forma: Jamie Bell (Billy Elliot), Andy Serkis (The Lord of the Rings) e Daniel Craig (Casino Royale) são as vozes principais e são bem dirigidas por Spielberg.
The Secret of the Unicorn é para ser o primeiro filme duma trilogia, sendo que o segundo será realizado por Peter Jackson. Se os restantes filmes apresentarem este espírito de aventura e divertimento, estaremos bem entregues.

Classificação:
****

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cowboys & Aliens, de Jon Favreau (2011)

Após acordar sem memória e com um estranho aparelho no pulso, um forasteiro vai parar a uma pequena cidade. Lá é reconhecido como sendo um criminoso e é preso pelo sherife local. No entanto, um ataque realizado por naves estranhas atormenta a cidade e leva alguns dos habitantes, onde se inclui o filho do homem mais temido da região, o Coronel Dollarhyde. Este junta-se ao forasteiro e decidem descobrir quem organizou o ataque e resgatar os habitantes.
Realizado por Jon Favreau (Iron Man), produzido por Steven Spielberg e Ron Howard e com Damon Lindeloff (Lost) como co-argumentista, Cowboys & Aliens tinha tudo para ser um dos blockbusters do Verão. Juntando-se a essa equipa de peso, temos Daniel Craig, Harrison Ford, Olivia Wilde, Sam Rockwell e Paul Dano no elenco. No entanto, o juntar de dois géneros totalmente distintos já deu origem a experiências dolorosas (Wild, Wild West) e muito se receava que fosse acontecer o mesmo.
Tal não aconteceu. Temos aqui um blockbuster interessante e que acaba por entreter. No entanto, o filme acaba por perder-se um pouco e Favreau, que já provou ser um bom realizador, cria alguns momentos aborrecidos ao longo do filme.
O elenco principal está bem aproveitado: Craig é um bom herói, apesar da sua história ser algo mal aproveitada, Ford é Ford e convence sempre, Wilde é uma boa protagonista feminina mas o elenco secundário é mal utilizado: Rockwell tem uma personagem simples que serve por vezes como comic relief (quando poderia ser mais que isso) e Dano mal aparece em ecrã mas quando aparece convence. As cenas de acção são competentes, apesar dum combate final que deixa muito a desejar.
O problema acaba por estar no argumento, que poderia ter sido mais ousado, e na realização de Favreau, que acaba por falhar no ritmo que seria necessário para esta aventura.
Apesar das boas intenções (homenagear o Western era uma delas) e apesar dum trabalho competente, esperava-se mais deste Cowboys & Aliens, especialmente tendo em conta a equipa envolvida. Apesar disso, não é o desastre que poderia ter sido mas deveria ter sido melhor.

Classificação:
**/5

Friends With Benefits, de Will Gluck (2011)

Dylan e Jamie tornam-se bons amigos devido à sua relação profissional: ela é uma caçadora de talentos e ele um jovem e promissor talento do mundo da publicidade. Desgostos com a vida amorosa de cada um, devido a relações falhadas, os dois decidem tornar-se amigos amigos coloridos, evitando uma relação séria e sem compromissos, apenas sexo.
Realizado por Will Gluck (realizador do bem recebido Easy A), Friends With Benefits utiliza uma fórmula mais que gasta, fórmula essa já usada ainda este ano no fraco filme de Ivan Reitman, No Strings Attached, com Ashton Kutcher e Natalie Portman (a título de curiosidade, este último teve de mudar de título devido a direitos de autor). No entanto, Gluck consegue criar uma comédia romântica que sabe que caminhos percorrer e que sabe satirizar outros filmes dentro do género. Eventualmente, o filme acaba por cair nos clichés do costume mas acaba por ser propositado, tal como o desenlace final, sempre a conseguir ironizar o género e os seus clichés. E aqui está um dos seus pontos fortes que acaba por ter uma fraqueza: enquanto satiriza os seus pares, Friends torna-se também numa comédia romântica, utilizando alguns dos seus clichés. Talvez houvesse espaço para inovar nesse aspecto.
Apesar da sátira às comédias românticas estar bem conseguido na maior parte, o ponto forte do filme é o par de protagonistas: Justin Timberlake e Mila Kunis. Timberlake prova cada vez mais que poderá ter realmente futuro no cinema e Kunis prova que é uma das melhores actrizes comerciais do momento e que também tem um futuro risonho. Os dois têm carisma e química e trabalham com alguns diálogos bem conseguidos e bem entregues pelos actores. Para além de Timberlake e Kunis, o elenco secundário também é de destacar: Patricia Clarkson (sempre excelente), Woody Harrelson (divertido), Richard Jenkins e uma pequena participação daquela que poderá ser a actriz do momento, Emma Stone (Zombieland, Easy A), num pequeno mas engraçado papel.
Friends With Benefits não é uma das melhores comédias românticas dos últimos tempos mas, surpreendentemente, é uma boa adição ao género e consegue utilizar ao máximo o elenco que tem e a ideia de satirizar o género.

Classificação:
***

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Captain America - The First Avenger, de Joe Johnston (2011)

Steve Rogers é um aspirante a soldado americano em plena Segunda Guerra Mundial. Rogers é um tipo pequeno e fraco mas, após conseguir entrar para o exército, torna-se no teste humano para um novo programa que pretende criar um super soldado. Após o êxito do programa, Rogers fica mais forte e torna-se num símbolo de esperança e de luta para os soldados americanos. Torna-se no Capitão América.
Este Captain America é o último filme que leva a The Avengers, com estreia marcada para Maio de 2012. O mais americano dos heróis da Marvel tinha, portanto, a difícil tarefa de contar a origem da personagem e de preparar o caminho para o filme que reúne o Capitão, Thor, Hulk e Homem de Ferro.
Graças a uma realização bastante competente por parte de Joe Johnston, que já está em território familiar após realizar Rocketeer, e com um elenco competente muito bem liderado por Chris Evans, Captain America é uma missão bem sucedida: é um filme de aventuras à antiga, apesar das novas tecnologias e da temática F.C., um bom blockbuster e um filme divertido.
Chris Evans é o Capitão América perfeito, Hugo Weaving é, mais uma vez, um vilão à altura, as cenas de acção estão bem executadas e o ambiente muito anos 40 está bem conseguido. Johnston já tinha recriado tal ambiente na perfeição em Rocketeer.
Um bom blockbuster e o caminho está aberto para The Avengers, cujo primeiro teaser pode ser visto no final dos créditos de Captain America.

Classificação:
****

Horrible Bosses, de Seth Gordon (2011)

Três amigos partilham as suas duras experiências profissionais, duras devido ao facto de cada um ter um chefe do inferno. Após mais alguns encontros com os respectivos chefes, o trio decide formular um plano e matar os seus superiores.
Do realizador Seth Gordon (o seu trabalho mais conhecido é o documentário sobre video jogos The King of Kong), chega-nos este Horrible Bosses, uma comédia 'Rated R', mais uma na grande fornada que tem surgido neste Verão depois de Tha Hangover - Part II; Bridesmaids; Bad Teacher, entre outras.
Pode não ser uma comédia hilariante mas acaba por ser uma das melhores comédias americanas deste Verão, com momentos divertidos e um bom trabalho por parte do seu elenco bem conhecido: Jason Bateman continua a mostrar que é um bom actor de comédia, Jason Sudeikis sai cada vez mais do seu estatuto de comediante do Saturday Night Live, Charlie Day é bem divertido, Jennifer Aniston faz (finalmente!) um papel diferente do de Rachel de Friends, Colin Farrell está calvo e é um palhaço incompetente bem cómico e Kevin Spacey mostra como um chefe do inferno realmente pode ser. Para além disso, temos Jamie Foxx com uma personagem cujo nome é Motherfucker Jones...
Uma comédia divertida, ideal para ver no Verão.

Classificação:
***

sábado, 30 de julho de 2011

Super 8, de J.J. Abrams (2011)

Verão de 1979. Um grupo de rapazes está a filmar um filme de zombies na sua pacata cidade no interior dos Estados Unidos. Quando estão a filmar uma cena numa estação de comboios, assistem a um acidente enorme: o comboio que passava por eles descarrila e algo sai dentro de um dos vagões. Depois do acidente, acontecimentos estranhos começam a ocorrer na cidade e os militares surgem em peso, com uma agenda própria. O grupo de rapazes, tentando acabar o seu filme, vêem-se metidos no meio do mistério.
J.J. Abrams vê no cinema de Steven Spielberg (produtor executivo do filme) uma grande influência no seu trabalho. Como tal, Abrams decide criar uma aventura que traga de volta o espírito dos filmes de Spielberg dos anos 70 e 80. Dado a qualidade da filmografia de Spielberg, tal tarefa não seria fácil. No entanto Abrams (já apelidado o novo Spielberg) consegue recriar tal espírito e cria uma verdadeira homenagem à sua maior fonte influente enquanto traz ao público um filme de F.C. e Aventura como já não se fazem hoje em dia!
O argumento não tem nada de original mas é bem construído e com bons diálogos. Abrams cria ainda cenas de humor muito bem conseguidas e sequências de acção explosivas e muito bem filmadas (o desastre do comboio e o ataque à camioneta militar são duas das melhores cenas de acção de 2011). Mas o ponto forte do filme está no seu jovem elenco e na alma e coração que Abrams aplicou ao filme: Super 8 é, no meio de toda a sua aventura e acção, uma obra emotiva e tocante, liderada por um elenco de crianças (destaque para Elle Fanning, irmã de Dakota Fanning e protagonista de Somewhere, de Sofia Coppola, e do próximo filme de Francis Ford Coppola) que são muito bem dirigidos por Abrams.
Super 8 é um filme inspirado nas primeiras obras de Spielberg e tem ainda um pouco do estilo de aventura de The Goonies, fazendo com  que este seja o melhor filme de J.J. Abrams até agora, um dos melhores blockbusters de 2011 e um dos melhores filmes deste ano, recriando o estilo de filmes para a família (e não só) que uma geração inteira viu durante a sua infância e que traz boas memórias de tais tempos.

Destaque para os créditos finais, onde somos presenteados com o filme completo que os protagonistas estão a fazer.

Classificação:
*****

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Insidious, de James Wann (2011)

Um rapaz fica em coma durante três meses após um acidente. Depois de alguns acontecimentos estranhos, os pais decidem mudar de casa, pensando que esta está assombrada. Já na nova casa, continuam a ser atormentados e eventualmente descobrem que não é a casa onde moravam que estava assombrada.
De James Wann, realizador do primeiro Saw, e produzido por Oren Peli, realizador de Paranormal Activity, chega este Ins
idious, uma tentativa de regressar ao terror psicológico dos anos 80. E nesse aspecto resulta bem! Deixando o gore de lado, Insidious consegue ter uma primeira parte bem conseguida, metendo algum respeito e sendo algo arrepiante, apesar de usar os truques do costume. No entanto, a segunda parte do filme, apesar de ser razoável, acaba por ser a mais fraca.
Produzido por apenas 1 milhão e meio de dólares, Insidious é um filme de terror de baixo orçamento que prova que, com baixo orçamento, pode-se fazer um filme de terror melhor que a maioria do género dentro do cinema americano e com mais dinheiro.
Os protagonistas são Patrick Wilson (Watchmen) e Rose Byrne (X-Men: First Class; Bridesmaids) e, apesar de não deslumbrarem, cumprem a sua missão.

Classificação:
*** 

domingo, 10 de julho de 2011

Hanna, de Joe Wright (2011)

Hanna, uma adolescente alemã, e´criada nos bosques pelo pai. No entanto, o seu pai privou-a do mundo exterior e treina a filha para ser uma máquina assassina. Depois de Hanna sair da floresta, esta começa a ser perseguida por uma agente da CIA sem escrúpulos.
Realizado por Joe Wright (Pride and Prejudice; Atonement; The Soloist), Hanna é um thriller de acção bem realizado e interpretado. No entanto, o seu problema reside no argumento, que acaba por cair em lugares comuns, apesar de conseguir surpreender em certas ocasiões. Apesar disso, Wright acaba por oferecer uma boa realização, embora seja notável alguma inexperiência nas cenas de acção. Quando à banda-sonora, a cargo dos Chemical Brothers, está bem criada e encaixa na perfeição.
A nível de interpretações, é de destacar o trabalho de Saoirse Ronan, provando mais uma vez o enorme talento que tem. Eric Bana está prestável mas Cate Blanchett, apesar da grande actriz que é, não foi a escolha perfeita para a personagem.
Apesar dos seus problemas, Hanna é um thriller de acção competente e uma boa alternativa às suyper-produções tão presentes nas nossas salas.

Classificação:
***

domingo, 3 de julho de 2011

Transformers: Dark of the Moon, de Michael Bay (2011)

Na década de 60, uma nave alienígena aterra na lua. Os Estados Unidos e a União Soviética iniciam uma corrida para enviarem homens à lua investigar. Com os americanos a chegarem ao local primeiro, descobrem Sentinel Prime, o líder dos Autobots. No entanto, este está num estado dormente.
Anos mais tarde, os Decepticons planeiam criar um portal que permite trazer o seu planeta natal, Cybertron, para o planeta Terra. Optimus Prime vai liderar os seus Autobots e com a ajuda de Sam Witwicky, tentar impedir o plano dos Decepticons.
Depois dum segundo filme desastroso, as expectativas para este terceiro capítulo eram poucas. No entanto, as expectativas para um filme de Michael Bay são sempre poucas ou mesmo nulas. A falta duma história coerente e de desenvolvimento de personagens são aspectos constantes nas suas obras e este Transformers: Dark of the Moon não é excepção.
Para além dessas faltas sempre presentes nos seus filmes, Bay ainda apresenta situações de humor ridículas e sem piada alguma, à excepção de um ou dois momentos. Acaba por ser triste ver John Malkovich nestas andanças. Para além disso, Bay continua a filmar a protagonista feminina como uma modelo autêntica, sempre a tentar elevar as hormonas do público adolescente masculino. Aqui Megan Fox não está presente (e Bay atira uma boca à situação que originou o despedimento de Fox) e é substituída por Rosie Huntington- Whiteley, modelo britânica sem talento. John Turturro continua numa personagem má e sem piada e Shia Labeouf continua como o herói de serviço.
Apesar de todos estes defeitos, Transformers: Dark of the Moon é uma sequela superior ao seu antecessor, Revenge of the Fallen. No segundo filme, Bay abusou dos robots e das explosões e a trama era totalmente ilógica, cheia de buracos. Aqui, temos uma história melhor e Bay acalmou-se um pouco... até chegar à hora final.
A última hora é um festim de acção. Apesar de acabar por entreter e ser sempre melhor que o segundo filme, chegamos a uma altura que acaba por ficar aborrecido depois de tanta acção e explosão. No entanto, acabamos por ser presenteados com cenas de acção barulhentas mas muito bem feitas e de grande execução técnica, aquilo que Bay sabe fazer melhor.
Devido às expectativas nulas e ao facto de ser uma sequela melhor, Transformers: Dark of the Moon acaba por entreter. No entanto, é aquilo que se esperava: filme pipoca desmiolado, sem nexo e inteligência, que serve apenas para entreter e arrebentar um pouco os tímpanos. Acaba por entreter, apesar de ser longo demais (duas horas e meia para quê?!) e esquece-se logo a seguir. Leva 3 estrelas por ter entretido e porque a cena do prédio, apesar de exagerada, é boa.

Classificação:
***

quarta-feira, 15 de junho de 2011

X-Men: First Class, de Matthew Vaughn (2011)

Erik Lensherr e Charles Xavier tornam-se melhores amigos enquanto perseguem Sebastian Shaw, um perigoso mutante que tem intenções de criar a terceira guerra mundial e aniquilar a raça humana. No entanto, enquanto Xavier quer impedir Shaw e usar tal para tentar criar uma existência pacífica entre humanos e mutantes, Erik quer apenas vingança e tem pouca fé em tal existência.
Situado em 1962 e misturando ficção com certos eventos reais, X-Men: First Class conta-nos a origem dos X-Men e a razão pelas quais Erik tornou-se Magneto e seguiu o caminho oposto de Xavier.
Realizado por Matthew Vaughn e co-escrito por Bryan Singer, realizador dos dois primeiros (e melhores) filmes da saga, First Class é um excelente perfeito duma prequela bem feita: um filme que tem razão de existir, já que conta uma história que era preciso ser dada a conhecer e ser aprofundada dentro da saga X-Men. Para além disso, First Class tem um óptimo argumento, recheado de bons diálogos e boas personagens e não está recheado de cenas de acção e efeitos especiais, como outros filmes do género: as cenas de acção surgem quando têm de surgir e os efeitos especiais são utilizados para ajudar a contar a história.
Matthew Vaughn (Kick-Ass) prova ser o realizador perfeito para a saga. Curiosamente, Vaughn era para realizar o terceiro filme da saga mas saiu do projecto devido a diferenças artísticas. Vaughn traz-nos uma realização exemplar, sempre com um excelente ritmo, com excelentes cenas de acção e ajudado por um elenco em grande forma: Kevin Bacon está de regresso como Sebastian Shaw e cria um grande vilão, James MaCvoy é um excelente Xavier, o elenco mais jovem é talentoso (especialmente Jennifer Lawrence e Nicholas Hoult) e Michael Fassbender traz-nos um grandioso Magneto, uma personagem imperfeita e conflituosa, através dum excelente trabalho do actor, fazendo com que seja cada vez mais um dos melhores actores da actualidade.
Inesperadamente, X-Men: First Class torna-se no melhor filme da saga e no melhor blockbuster de 2011 até ao momento: um verdadeiro espectáculo de Verão, com uma boa história e com um elenco que queremos voltar a ver nestas personagens. Exemplar!

Classificação: 
★★★★★
 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Drive Angry, de Patrick Lussier (2011)

Após a sua filha ser assassina por membros dum culto satânico e a sua neta ser raptada, Milton decide fugir do inferno para procurar o culto e vingar a sua filha, recuperando a neta bebé. Contando com a ajuda de Piper, Milton exerce a sua vingança sem limtes enquanto é perseguido pelo Contabilista, um homem imparável que tem como missão levar Milton de volta para o inferno.
Drive Angry tem todos os ingredientes para ser um filme de culto: é um filme série B, com violência, sexo e nudez gratuitos, nunca se leva a sério e sabe que é um filme mau mas que pretende usar tal facto a seu favor, tentando criar um produto divertido. O seu único defeito é pensar à partida que pode entrar facilmente dento desse clube restrito que é o dos filmes de culto. No entanto, todas as hipóteses de o conseguir, já que de resto tem todos os ingredientes para tal.
Como disse, Drive Angry sabe que é um mau filme, daí conseguir ser divertido: encontramos cenas de acção que levam o espectador a rir com o que vê, especialmente quando temos a personagem do Contabilista em cena. As interpretações são, na sua maioria, más, à excepção dos actores principais: Cage está competente como Milton (mas esperava-se mais loucura na sua personagem, imagem de marca do actor), Amber Heard também está competente o suficiente, Billy Burke larga a imagem de pai de Bella na saga Twilight e é o vilão líder do culto e o melhor de todos é William Fichtner como o Contabilista, uma personagem serve de comic reliefe(?) no filme e consegue-o muito bem.
De destacar o uso do 3D que não está mau de todo, apesar de desnecessário, conseguindo criar alguns efeitos bem interessantes (bom exemplo disso é uma sequência perto do final onde temos bom uso da tecnologia).
Drive Angry é uma obra digna de acompanhar os filmes Grindhouse de Tarantino e Rodriguez que, apesar de estar vários furos abaixo, tem o mesmo espírito e encaixa-se perfeitamente no género.

Classificação: 
★★★

domingo, 22 de maio de 2011

Pirates of the Cribbean: On Stranger Tides, de Rob Marshall (2011)

Jack Sparrow está de regresso para ir à procura da fonte de juventude eterna. No entanto, pelo caminho terá de defrontar o pirata mais temido do mundo, Barba Negra.
On Stranger Tides é o quarto filme da popular e muito rentável saga da Disney. A trilogia anterior está terminada e decide fazer-se aqui um capítulo individual, sem dar a entender tratar-se duma nova trilogia para a saga Gore Verbinsky não faz parte do projecto e a Disney trouxe o realizador Rob Marshall a bordo. E o resultado é... Marshall ter sido uma má ideia!
Marshall não é um bom realizador e aqui temos prova de tal. A primeira parte do filme é aborrecida e com cenas de acção que copiam cenas dos primeiros filmes e que, ainda por cima, são paradas e sem ritmo algum. A segunda parte do filme melhora e já consegue entreter minimamente, sendo que a sequência das sereias é a melhor do filme. O argumento é fraco e sem piada, à excepção de algumas boas tiradas, e até mesmo a banda-sonora do sempre excelente Hans Zimmer é preguiçosa, trazendo de volta bastantes temas dos filmes anteriores. No entanto, os temas novos merecem algum destaque. Quanto aos actores, Johnny Depp já não deslumbra como Sparrow, Penelope Cruz está a ganhar o cheque e apenas Ian McShane (Black Beard) e o regressado Geoffrey Rush merecem destaque.
On Stranger Tides é uma sequela fraca e aborrecida. Tem como ponto forte conseguir melhorar à medida que avança e entreter minimamente. No entanto, é um filme totalmente desnecessário, cujo único propósito é ganhar dinheiro. Podiam é ter disfarçado esse aspecto.

Classificação: 
★★

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Gritos 4 (Scream 4), de Wes Craven

Dez anos depois de defrontar Ghost Face, Sidney Prescott regressa a Woodsborrow para promover o seu livro, onde relata a luta pela sobrevivência que enfrentou quando era adolescente. No entanto, com o seu regresso, regressa também Ghost Face e as mortes voltam a surgir. Sidney junta-se a Dewey e a Gale para descobrirem o assassino, que está a fazer um remake dos acontecimentos de 1996.
11 anos após o último filme, Scream 4 traz de volta a mais popular saga de terror da década de 90, saga essa de enorme popularidade e com grande impacto cultural na altura e que relançou o género de terror slasher, um género que estava nas ruas da amargura e que depois da saga voltou a ser rentável, algo ainda visível hoje em dia.
A verdadeira questão deste regresso é: será que consegue ser um bom regresso a este universo de Kevin Williamson e Wes Craven ou será mais uma sequela desnecessária e má? Felizmente, é um bom regresso!
Scream 4 satiriza aquilo que mais se fez no género de terror na década passada: os remakes! Neste filme, o assassino está a fazer um tipo de remake dos assassínios do primeiro filme mas com várias alterações, aspectos dignos dos remakes recentes.
É neste aspecto que Scream 4 ganha força: assume-se desde início como uma comédia de terror e nunca se leva a sério. Aliás, chega a gozar consigo mesmo sabendo que nunca será tão bom como o filme original e usa isso a seu favor. Através destes aspectos, temos uma quarta parte que enquadra-se perfeitaente dentro da saga original e consegue algo muito raro de encontrar numa saga de terror: uma quarta parte boa e bem divertida.
Apesar de ter várias falhas, Scream 4 é uma sequela digna dos seus predecessores e um filme melhor que Scream 3, devido ao regresso de Williamson ao universo que criou e aos diálogos em construídos. O elenco principal regressa e estão competentes. Aliás, é bom voltar a ver estas três personagens. No entanto, sendo este um filme que pretende conquistar novos fãs, grande parte do elenco é composto por adolescentes. Emma Roberts é Jill, sobrinha de Sidney, e está muito bem aqui, Hayden Pannetiere é a sua melhor amiga e uma fanática por filmes de terror e Rory Culkin um dos peritos em cinema. Enquanto que Roberts está bem como Jill, Pannetiere e Culkin surpreendem bastante.
A realização de Craven está em forma: um bom ritmo, com uma boa montagem e uma boa direcção de actores, sempre servido com a banda-sonora de Marco Beltrami, outro veterano da saga.
Scream 4 foi a sequela que queria que fosse, apesar das suas falhas: excelente entretenimento, com boas doses de comédia e violência e, como é habitual na saga, o mistério à volta da identidade do assassino, algo que surpreende bastante. Uma excelente adição à saga Scream, um filme que dirige-se a um público específico e que acaba por estrear muito longe da época forte da saga, aspectos que fizeram com que falhasse no box-office, infelizmente. Se há sequela de terror que merecia mais sorte nas bilheteiras, era este Scream 4. Um dos mais divertidos do ano!

Classificação:
★★★★

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Thor, de Kenneth Branagh (2011)

Depois duma atitude insensata para tentar proteger o reino do seu pai, o Deus Odin, Thor fica sem os seus poderes e é expulso do reino pelo pai, indo parar ao planeta Terra. Agora o deus do trovão tem de habituar-se aos costumes terrestres enquanto que, em Asgard, o seu irmão Loki prepara um plano para ficar com o trono do pai.
O actor/realizador Kenneth Branagh deixa as adaptações cinematográficas das obras de Shakespeare para abraçar esta super-produção da Marvel. E se no início pensava-se que poderia ser uma escolha errada, Branagh revelou ser exactamente o oposto: fã da personagem da Marvel desde criança, o realizador consegue trazer-nos uma adaptação competente e um bom entretenimento, sendo este o veículo perfeito para inaugurar a temporada de blockbusters de 2011.
Thor tem os defeitos: um romance algo forçado, a mudança de personalidade de Thor é bastante rápida e, por vezes, o ritmo não é o mais correcto. No entanto, Thor era uma das adaptações da Marvel mais complicadas para cinema, algo que nas mãos erradas poderia ser totalmente patético e que poderia colocar muita gente duvidosa acerca de The Avengers. Nesse aspecto, é de louvar que isso não aconteceu: o mundo de Asgard é muito visual e, por vezes, mais interessante que o nosso mundo. As cenas de acção são competentes e pelo meio temos alguns momentos de humor bem conseguidos. Chris Hemsworth é um bom Thor e um actor que promete mas é Tom Hiddleston que apresenta a melhor interpretação como Loki. Anthony Hopkins é um ilustre secundário, brilhante nos momentos em que aparece, Natalie Portman está competente mas nada mais que isso e Rene Russo regressa ao cinema num papel muito apagado, depois duma pausa de 6 anos.
Thor é um bom blockbuster que, apesar de tudo, poderia ter sido melhor. No entanto, é mais uma excelente produção da Marvel, um bom início de Verão de blockbusters e um excelente prelúdio para The Avengers, que estreia daqui a um ano.
Atenção para a cena final depois dos créditos, uma pequena introdução àquela que poderá ser a trama de The Avengers, e ao cameo de Jeremy Renner, no papel de Hawkeye, um dos elementos da equipa de super-heróis que vamos conhecer em 2012. E sim, o cientista perito em raios gama que Erik (Stellan Skasgard) refere é Bruce Banner, o Hulk.

Classificação:
★★★/5

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Código Base (The Source Code), de Duncan Jones (2011)

Um soldado americano faz parte dum programa especial para evitar um ataque bombista num comboio. Na sua mente, ele terá de reviver o acontecimento vezes sem conta até descobrir o bombista e evitar a tragédia.
Source Code é o segundo filme de Duncan Jones, depois do fantástico Moon. Jones abraça aqui o cinema mais comercial e cria um thriller de F.C. cheio de suspense e muito bem elaborado, com um excelente ritmo e óptimas interpretações por parte de Jake Gyllenhaal, Vera Farmiga, Jeffrey Wright e Michelle Monaghan. Jones traz-nos um filme emocionante e mistura drama, romance e comédia de forma hábil, através dum argumento inteligente e bem construído. Pode-se dizer que Source Code é um Groundhog Day com acção e explosões pelo meio. Destaque para os excelentes créditos iniciais, dignos duma obra de Hitchcock.
Um dos melhores filmes de 2011!

Classificação: ★★★★

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Black Swan, de Darren Aronovsky (2010)

Passado no mundo do Ballet, uma jovem bailarina aparentemente inocente e sexualmente reprimida entra num mundo de pressão quando deseja o papel principal numa produção de O Lago dos Cisnes. No entanto, enquanto é perfeita no papel de Cisne Branco, o papel de Cisne Negro é algo que lhe está difícil de alcançar, sendo que este é o papel que representa o seu lado negro.
Um filme ambientado no mundo do Ballet clássico que, inesperadamente, é um thriller psicológico e extremamente perturbador! Aronovsky volta a apresentar-nos uma realização exemplar e perfeita, criando um ambiente perturbador e de grande tensão, auxiliado de forma brilhante por Natalie Portman, que confirma uma vez mais o seu valor como actriz.
O resto do elenco, composto por Vincent Cassel, Mila Kunis, Barbara Hershey e uma muito secundária Winora Ryder, estão muito bem. A ajudar ao ambiente pesado está a banda-sonora de Clint Mansell que utiliza a música do ballet de Lago dos Cisnes para criar a sua partitura e ajudar a criar o ambiente necessário à obra.
Até agora, o melhor filme a estrear em 2011 e um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos, com Portman a merecer o Óscar para o qual está nomeada. Brilhante!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

TRON Legacy, de Joseph Kosinski (2010)

Sequela do filme de culto de 1982, TRON Legacy começa com Sam Flynn, filho do protagonista do primiro filme Kevin Flynn, a procurar o seu pai, desaparecido há 20 anos. Sem saber como, Sam vai parar ao universo artificial que o seu pai desenvolveu e descobre que uma cópia de Kevin, criada pelo pai, está a controlar tal universo. Sam está determinado a encontrar o seu pai e juntar esforços para derrotar Clu, a cópia artificial do pai.
Ao contrário de TRON, esta sequela foi um êxito nas bilheteiras. O primeiro filme foi uma grande aposta da Disney e falhou no box-office sendo que, eventualmente, foi redescoberto em VHS e ganhou um enorme culto. Tal culto fez com que a Disney considerasse fazer esta sequela cara e cheia de efeitos especiais.
No entanto, enquanto que o primeiro filme foi um objecto bastante revolucionário a nível técnico, a sequela não pode dizer o mesmo: os efeitos especiais são extremamente bons, o filme oferece uma excelente experiência visual mas não é algo que nos deixe de boca aberta.
O verdadeiro propósito de TRON Legacy é trazer uma sequela digna aos fãs do filme original, é um filme feito para os fãs. O primeiro filme tinha uma história bem explicada mas algo infantil, esta segunda parte tem um argumento fraco e personagens pouco desenvolvidas. No entanto, criou-se um espectáculo visual muito bom, cheio de cenas de acção bem pensadas e filmadas. Quando o filme termina, reparamos que o verdadeiro motivo do filme era satisfazer os fãs (missão cumprida) e trazer ao público um filme divertido, recheado de acção e efeitos especiais bons. Uma das melhores coisas do filme é que consegue ser acessível ao público em geral, mesmo para quem, não conhece o filme original.
Destaco ainda a banda-sonora, da autoria dos Daft Punk, que conseguem cirar uma experiência auditiva extremamente boa, fazendo com que a música seja personagem no filme, algo que me surpreendeu bastante.
Pessoalmente, TRON Legacy é o primeiro blockbuster a sério de 2011. Tem os seus defeitos mas como objecto de divertimento e de acção, é entretenimento garantido. E uma boa experiência, até.