Mostrar mensagens com a etiqueta Filmes vistos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Filmes vistos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 15 de junho de 2011

X-Men: First Class, de Matthew Vaughn (2011)

Erik Lensherr e Charles Xavier tornam-se melhores amigos enquanto perseguem Sebastian Shaw, um perigoso mutante que tem intenções de criar a terceira guerra mundial e aniquilar a raça humana. No entanto, enquanto Xavier quer impedir Shaw e usar tal para tentar criar uma existência pacífica entre humanos e mutantes, Erik quer apenas vingança e tem pouca fé em tal existência.
Situado em 1962 e misturando ficção com certos eventos reais, X-Men: First Class conta-nos a origem dos X-Men e a razão pelas quais Erik tornou-se Magneto e seguiu o caminho oposto de Xavier.
Realizado por Matthew Vaughn e co-escrito por Bryan Singer, realizador dos dois primeiros (e melhores) filmes da saga, First Class é um excelente perfeito duma prequela bem feita: um filme que tem razão de existir, já que conta uma história que era preciso ser dada a conhecer e ser aprofundada dentro da saga X-Men. Para além disso, First Class tem um óptimo argumento, recheado de bons diálogos e boas personagens e não está recheado de cenas de acção e efeitos especiais, como outros filmes do género: as cenas de acção surgem quando têm de surgir e os efeitos especiais são utilizados para ajudar a contar a história.
Matthew Vaughn (Kick-Ass) prova ser o realizador perfeito para a saga. Curiosamente, Vaughn era para realizar o terceiro filme da saga mas saiu do projecto devido a diferenças artísticas. Vaughn traz-nos uma realização exemplar, sempre com um excelente ritmo, com excelentes cenas de acção e ajudado por um elenco em grande forma: Kevin Bacon está de regresso como Sebastian Shaw e cria um grande vilão, James MaCvoy é um excelente Xavier, o elenco mais jovem é talentoso (especialmente Jennifer Lawrence e Nicholas Hoult) e Michael Fassbender traz-nos um grandioso Magneto, uma personagem imperfeita e conflituosa, através dum excelente trabalho do actor, fazendo com que seja cada vez mais um dos melhores actores da actualidade.
Inesperadamente, X-Men: First Class torna-se no melhor filme da saga e no melhor blockbuster de 2011 até ao momento: um verdadeiro espectáculo de Verão, com uma boa história e com um elenco que queremos voltar a ver nestas personagens. Exemplar!

Classificação: 
★★★★★
 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Drive Angry, de Patrick Lussier (2011)

Após a sua filha ser assassina por membros dum culto satânico e a sua neta ser raptada, Milton decide fugir do inferno para procurar o culto e vingar a sua filha, recuperando a neta bebé. Contando com a ajuda de Piper, Milton exerce a sua vingança sem limtes enquanto é perseguido pelo Contabilista, um homem imparável que tem como missão levar Milton de volta para o inferno.
Drive Angry tem todos os ingredientes para ser um filme de culto: é um filme série B, com violência, sexo e nudez gratuitos, nunca se leva a sério e sabe que é um filme mau mas que pretende usar tal facto a seu favor, tentando criar um produto divertido. O seu único defeito é pensar à partida que pode entrar facilmente dento desse clube restrito que é o dos filmes de culto. No entanto, todas as hipóteses de o conseguir, já que de resto tem todos os ingredientes para tal.
Como disse, Drive Angry sabe que é um mau filme, daí conseguir ser divertido: encontramos cenas de acção que levam o espectador a rir com o que vê, especialmente quando temos a personagem do Contabilista em cena. As interpretações são, na sua maioria, más, à excepção dos actores principais: Cage está competente como Milton (mas esperava-se mais loucura na sua personagem, imagem de marca do actor), Amber Heard também está competente o suficiente, Billy Burke larga a imagem de pai de Bella na saga Twilight e é o vilão líder do culto e o melhor de todos é William Fichtner como o Contabilista, uma personagem serve de comic reliefe(?) no filme e consegue-o muito bem.
De destacar o uso do 3D que não está mau de todo, apesar de desnecessário, conseguindo criar alguns efeitos bem interessantes (bom exemplo disso é uma sequência perto do final onde temos bom uso da tecnologia).
Drive Angry é uma obra digna de acompanhar os filmes Grindhouse de Tarantino e Rodriguez que, apesar de estar vários furos abaixo, tem o mesmo espírito e encaixa-se perfeitamente no género.

Classificação: 
★★★

domingo, 5 de junho de 2011

The Hangover - Part II, de Todd Phillips (2011)

Dois anos após os acontecimentos em Las Vegas, Phil e Allan acompanham Stu até à Tailândia para irem ao seu casamento. Apesar dos vários receios de que alguma desgraça possa acontecer uma vez mais, as coisas parecem correr bem para o trio de amigos. Acompanhados de Doug (o desaparecido do primeiro filme) e Teddy (irmão da noiva de Stu), vão fazer um brinde calmo e sem preocupações. De repente, acordam num quarto de hotel em Banguecoque e com Teddy desaprecido, Phil, Allan e Stu devem percorrer a cidade asiática à procura de Teddy enquanto descobrem o que lhes aconteceu na noite anterior, tudo antes do casamento acontecer.
The Hangover foi o êxito surpresa de 2009, a nível crítico e comercial (277 milhões de dólares no box-office), daí que uma sequela era inevitável. E apesar de termos aqui bons momentos de comédia, o grande problema desta sequela é ser basicamente um remake do primeiro filme: o filme começa exactamente igual e acaba de forma igual ao primeiro filme. Como é óbvio, com uma premissa destas não haverá muito que se possa inovar. No entanto, fazer uma cópia excata do primeiro filme foi fazer desta sequela um filme com medo de arriscar (apesar de certos momentos arriscados, já sabiam que podiam percorrer tais caminhos e não ir mais longe que isso) e sem originalidade e sem a inteligência do primeiro filme.
Apesar desse grande defeito, temos bons momentos de comédia. O trio de protagonistas continua em forma e é um prazer vê-los em apuros de novo, como se estivéssemos na companhia de três amigos malucos. No entanto, como seria de esperar, a verdadeira jóia cómica é Zac Galifianikis, que consegue roubar quase todas as cenas em que entra, apesar dos seus dois protagonistas conseguirem os seus devidos momentos de destaque.
The Hangover - Part II continua a ser uma comédia divertida e muito melhor do que grande parte das comédias deste género. No entanto pedia-se mais originalidade e menos medo de arriscar. O terceiro já está a ser desenvolvido.

Classificação: 
★★★

quarta-feira, 1 de junho de 2011

The Tree of Life, de Terrence Malick (2011)

O regresso de Terrence Malick é o filme que ganhou o Festival de Cannes. Após obras como The Thin Red Line, Badlands, The New World e Days of Heaven, a comunidade cinéfila aguardava com expectativa a sua nova obra, The Tree of Life, com Brad Pitt, Sean Penn e Jessica Chastain. O resultado é um drama poderoso que aborda o nascimento da vida no planeta, o crescimento dum rapaz nascido na década de 50, que passa por duas abordagens diferentes de educação: a sua mãe, uma pessoa mais ligada à natureza e à religião, e o pai, com uma educação mais rígida e menos tolerante. O resultado é uma obra brilhante, que obriga o espectador a rever o filme várias vezes.
Malick utiliza vários aspectos do nosso universo neste filme: o cosmos, a nossa (possível) origem, as crenças religiosas, as relações humanas, os vários aspectos da vida (aprendizagem, vida, morte, desilusão, tristeza, revolta) enquanto apresenta a história duma família através dos olhos do filho mais velho, que mantém uma relação pouco amigável com o pai. E aqui temos mais uma abordagem de Malick: a história de um filho e do seu pai.
Descrever The Tree of Life é quase impossível. O filme tem sido comparado com 2001 - A Space Odissey, de Stanley Kubrick, e tal comparação é totalmente justificada: encontramos temas similares e, enquanto que a obra de Kubrick é uma odisseia pelo espaço através de milhões de anos, The Tree of Life é uma odisseia da vida. Não é, definitivamente, é um filme que se adora ou se odeia mas que toda qualquer um.
Quanto à realização de Malick, é simplesmente brilhante! A fotografia é deslumbrante (habitual nos seus filmes) e o filme está extremamente bem filmado: cada plano é uma obra de arte, tão bem filmado e pensado que é.
The Tree of Life não é apenas um filme, é uma experiência cinematográfica de grande poder emocional e visual, com interpretações soberbas (Jessica Chastain tem futuro) e uma obra que ficará para a história do Cinema. Um verdadeiro portento cinematográfico e o melhor filme de 2011!

Classificação: 
★★★★★
 

domingo, 22 de maio de 2011

Pirates of the Cribbean: On Stranger Tides, de Rob Marshall (2011)

Jack Sparrow está de regresso para ir à procura da fonte de juventude eterna. No entanto, pelo caminho terá de defrontar o pirata mais temido do mundo, Barba Negra.
On Stranger Tides é o quarto filme da popular e muito rentável saga da Disney. A trilogia anterior está terminada e decide fazer-se aqui um capítulo individual, sem dar a entender tratar-se duma nova trilogia para a saga Gore Verbinsky não faz parte do projecto e a Disney trouxe o realizador Rob Marshall a bordo. E o resultado é... Marshall ter sido uma má ideia!
Marshall não é um bom realizador e aqui temos prova de tal. A primeira parte do filme é aborrecida e com cenas de acção que copiam cenas dos primeiros filmes e que, ainda por cima, são paradas e sem ritmo algum. A segunda parte do filme melhora e já consegue entreter minimamente, sendo que a sequência das sereias é a melhor do filme. O argumento é fraco e sem piada, à excepção de algumas boas tiradas, e até mesmo a banda-sonora do sempre excelente Hans Zimmer é preguiçosa, trazendo de volta bastantes temas dos filmes anteriores. No entanto, os temas novos merecem algum destaque. Quanto aos actores, Johnny Depp já não deslumbra como Sparrow, Penelope Cruz está a ganhar o cheque e apenas Ian McShane (Black Beard) e o regressado Geoffrey Rush merecem destaque.
On Stranger Tides é uma sequela fraca e aborrecida. Tem como ponto forte conseguir melhorar à medida que avança e entreter minimamente. No entanto, é um filme totalmente desnecessário, cujo único propósito é ganhar dinheiro. Podiam é ter disfarçado esse aspecto.

Classificação: 
★★

Unknown, de Jaume.Collet Serra (2011)

O doutor americano Martin Harris vai a Berlim na companhia da sua esposa. Após esquecer-se da sua mala no aeroporto, Martin apanha táxi para recuperá-la. No entanto, sofre um acidente e fica em coma durante 4 dias. Quando acorda, regressa ao hotel onde está hospedado e, ao encontrar a sua esposa, esta não o reconhece e identifica outro homem como sendo o seu esposo, Martin Harris. Harris decide tentar descobrir a verdade enquanto é perseguido.
Realizado por Jaume-Collet Serra (Orphan), Unknown é um thriller de acção cheio de falhas no seu argumento mas que consegue entreter, fazendo com tais falhas sejam perdoadas. As cenas de acção são boas e a realização de Serra é competente o suficiente para agarrar o espectador. Liam Nesson mostra novamente que é um bom herói de acção e Bruno Ganz rouba todas as cenas em que participa. O único membro do elenco que é fraco é January Jones. A sua interpretação é insonsa e má como a esposa de Harris.
Unknown é um filme com muitas falhas mas que consegue ser um bom entretenimento, apesar de ser imediatamente esquecido.

Classificação: 
★★★

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Gritos 4 (Scream 4), de Wes Craven

Dez anos depois de defrontar Ghost Face, Sidney Prescott regressa a Woodsborrow para promover o seu livro, onde relata a luta pela sobrevivência que enfrentou quando era adolescente. No entanto, com o seu regresso, regressa também Ghost Face e as mortes voltam a surgir. Sidney junta-se a Dewey e a Gale para descobrirem o assassino, que está a fazer um remake dos acontecimentos de 1996.
11 anos após o último filme, Scream 4 traz de volta a mais popular saga de terror da década de 90, saga essa de enorme popularidade e com grande impacto cultural na altura e que relançou o género de terror slasher, um género que estava nas ruas da amargura e que depois da saga voltou a ser rentável, algo ainda visível hoje em dia.
A verdadeira questão deste regresso é: será que consegue ser um bom regresso a este universo de Kevin Williamson e Wes Craven ou será mais uma sequela desnecessária e má? Felizmente, é um bom regresso!
Scream 4 satiriza aquilo que mais se fez no género de terror na década passada: os remakes! Neste filme, o assassino está a fazer um tipo de remake dos assassínios do primeiro filme mas com várias alterações, aspectos dignos dos remakes recentes.
É neste aspecto que Scream 4 ganha força: assume-se desde início como uma comédia de terror e nunca se leva a sério. Aliás, chega a gozar consigo mesmo sabendo que nunca será tão bom como o filme original e usa isso a seu favor. Através destes aspectos, temos uma quarta parte que enquadra-se perfeitaente dentro da saga original e consegue algo muito raro de encontrar numa saga de terror: uma quarta parte boa e bem divertida.
Apesar de ter várias falhas, Scream 4 é uma sequela digna dos seus predecessores e um filme melhor que Scream 3, devido ao regresso de Williamson ao universo que criou e aos diálogos em construídos. O elenco principal regressa e estão competentes. Aliás, é bom voltar a ver estas três personagens. No entanto, sendo este um filme que pretende conquistar novos fãs, grande parte do elenco é composto por adolescentes. Emma Roberts é Jill, sobrinha de Sidney, e está muito bem aqui, Hayden Pannetiere é a sua melhor amiga e uma fanática por filmes de terror e Rory Culkin um dos peritos em cinema. Enquanto que Roberts está bem como Jill, Pannetiere e Culkin surpreendem bastante.
A realização de Craven está em forma: um bom ritmo, com uma boa montagem e uma boa direcção de actores, sempre servido com a banda-sonora de Marco Beltrami, outro veterano da saga.
Scream 4 foi a sequela que queria que fosse, apesar das suas falhas: excelente entretenimento, com boas doses de comédia e violência e, como é habitual na saga, o mistério à volta da identidade do assassino, algo que surpreende bastante. Uma excelente adição à saga Scream, um filme que dirige-se a um público específico e que acaba por estrear muito longe da época forte da saga, aspectos que fizeram com que falhasse no box-office, infelizmente. Se há sequela de terror que merecia mais sorte nas bilheteiras, era este Scream 4. Um dos mais divertidos do ano!

Classificação:
★★★★

quinta-feira, 5 de maio de 2011

3000 Milhas de Graceland (3000 Miles to Graceland), de Demian Lichtenstein (2001)

Um grupo de assaltantes decide roubar disfarçados de Elvis, aproveitando a confusão da semana de imitadores do rei ro Rock'n'Roll. Depois do golpe, Murphy (Kevin Costner) decide matar os seus companheiros e ficar com os 3.2 milhões de dólares que roubaram e esconderam num pequeno motel. No entanto, Michael (Kurt Russell) sobrevive e consegue tirar o dinheiro do motel a tempo e fugir com Cybill (Courtney Cox) e o seu filho, que havia conhecido no motel. Começam assim a fugir de Murphy, um assassino psicopata.
3000 Miles to Graceland é uma comédia de acção protagonizada por Kurt Russell e Kevin Costner. Os dois actores estão acompanhados por Courtney Cos, David Arquette, Christian Slates, Jon Lovitz, Kevin Pollack, Ice-T e Thomas Hayden Church. No entanto, acaba por ser um projecto falhado, muito falhado!
A culpa acaba por cair em cima do realizador, Demian Lichenstein, cuja carreira nunca foi muito longe, antes e depois deste filme. A realização é extremamente má, com cenas de acção sem ritmo algum, com uso abusado e desnecessário da câmara lenta, uma montagem péssima com escolhas totalmente descabidas, uma direcção de actores má onde apenas se safam Russell e Cox. Para não falar dos péssimos genéricos de abertura e de fim do filme, este sendo composto por um tipo de videoclip onde Russell faz playback duma música de Presley. No entanto, apesar de péssima prestação de Russell neste momento, Costner e Slater atingem bem fundo neste clip.
O argumento é algo totalmente previsível e cheio de lugares comuns, com péssimos diálogos e coisas que não fazem qualquer tipo de sentido. É de questionar como certos actores aceitaram entrar num projecto destes.
Um dos piores aspectos do filme é Kevin Costner. Costner é um bom actor mas neste filme a sua prestação é péssima, no papel do psicopata Murphy. Costner foi nomeado para um Razzie com toda a razão.
Como disse, apenas Kurt Russell e Courtney Cox estão decentes no filme, esforçando-se para salvar um filme condenado desde o início.
O filme teve um custo de 42 milhões e foi um flop nas bilheteiras e acabou por ir directamente para o mercado de DVD em Portugal. Para além disso, foi dizimado pela crítica e nomeado para Razzies. Um mau filme sem piada e com más cenas de acção, que apenas tem Russell e Cox como aspectos positivos. Especialmente Russell.

Classificação:
 

Thor, de Kenneth Branagh (2011)

Depois duma atitude insensata para tentar proteger o reino do seu pai, o Deus Odin, Thor fica sem os seus poderes e é expulso do reino pelo pai, indo parar ao planeta Terra. Agora o deus do trovão tem de habituar-se aos costumes terrestres enquanto que, em Asgard, o seu irmão Loki prepara um plano para ficar com o trono do pai.
O actor/realizador Kenneth Branagh deixa as adaptações cinematográficas das obras de Shakespeare para abraçar esta super-produção da Marvel. E se no início pensava-se que poderia ser uma escolha errada, Branagh revelou ser exactamente o oposto: fã da personagem da Marvel desde criança, o realizador consegue trazer-nos uma adaptação competente e um bom entretenimento, sendo este o veículo perfeito para inaugurar a temporada de blockbusters de 2011.
Thor tem os defeitos: um romance algo forçado, a mudança de personalidade de Thor é bastante rápida e, por vezes, o ritmo não é o mais correcto. No entanto, Thor era uma das adaptações da Marvel mais complicadas para cinema, algo que nas mãos erradas poderia ser totalmente patético e que poderia colocar muita gente duvidosa acerca de The Avengers. Nesse aspecto, é de louvar que isso não aconteceu: o mundo de Asgard é muito visual e, por vezes, mais interessante que o nosso mundo. As cenas de acção são competentes e pelo meio temos alguns momentos de humor bem conseguidos. Chris Hemsworth é um bom Thor e um actor que promete mas é Tom Hiddleston que apresenta a melhor interpretação como Loki. Anthony Hopkins é um ilustre secundário, brilhante nos momentos em que aparece, Natalie Portman está competente mas nada mais que isso e Rene Russo regressa ao cinema num papel muito apagado, depois duma pausa de 6 anos.
Thor é um bom blockbuster que, apesar de tudo, poderia ter sido melhor. No entanto, é mais uma excelente produção da Marvel, um bom início de Verão de blockbusters e um excelente prelúdio para The Avengers, que estreia daqui a um ano.
Atenção para a cena final depois dos créditos, uma pequena introdução àquela que poderá ser a trama de The Avengers, e ao cameo de Jeremy Renner, no papel de Hawkeye, um dos elementos da equipa de super-heróis que vamos conhecer em 2012. E sim, o cientista perito em raios gama que Erik (Stellan Skasgard) refere é Bruce Banner, o Hulk.

Classificação:
★★★/5

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Código Base (The Source Code), de Duncan Jones (2011)

Um soldado americano faz parte dum programa especial para evitar um ataque bombista num comboio. Na sua mente, ele terá de reviver o acontecimento vezes sem conta até descobrir o bombista e evitar a tragédia.
Source Code é o segundo filme de Duncan Jones, depois do fantástico Moon. Jones abraça aqui o cinema mais comercial e cria um thriller de F.C. cheio de suspense e muito bem elaborado, com um excelente ritmo e óptimas interpretações por parte de Jake Gyllenhaal, Vera Farmiga, Jeffrey Wright e Michelle Monaghan. Jones traz-nos um filme emocionante e mistura drama, romance e comédia de forma hábil, através dum argumento inteligente e bem construído. Pode-se dizer que Source Code é um Groundhog Day com acção e explosões pelo meio. Destaque para os excelentes créditos iniciais, dignos duma obra de Hitchcock.
Um dos melhores filmes de 2011!

Classificação: ★★★★

terça-feira, 3 de maio de 2011

Faster, de George Tillman Jr. (2010)

Depois de passar 10 anos na prisão, um homem (Driver, interpretado por Dwayne Johnson) procura vingança pela morte do seu irmão. Entretanto, um assassino profissional (Killer, interpretado por Oliver Jackson-Cohen) é contratado para matar o ex-prisioneiro enquanto um polícia (Cop, interpretado por Billy Bob Thorton) segue o rasto de sangue dos dois.
Faster é um filme de acção com um bom ritmo e uma história interessante. Apesar de acabar por não ser desenvolvida da melhor forma, encontramos aqui bons momentos de entretenimento e uma faceta diferente onde, no meio da acção, há um desenvolvimento das três personagens principais. No entanto, enquanto as personagens Driver e Cop (são poucas as personagens com nomes) têm um desenvolvimento curioso, a personagem Killer não desperta muita atenção, especialmente devido à interpretação ensonsa do actor, fazendo com que a sua dualidade e desejo duma vida normal nunca seja totalmente credível, acabando por ser uma das fraquezas do filme.
Faster não tenta ser apenas mais um filme de acção e vingança, tenta dar alguma alma às personagens. Enquanto uma falha, outra resulta de forma competente e a principal, Driver, acaba por ser a mais interessante, especialmente devido ao desempenho de Johnson, o único wrestler que realmente tem carisma e talento necessários para seguir uma carreira no cinema.
O filme estreou em 2010 nos Estados Unidos e teve uma recepção algo fria por parte da crítica. No entanto, é uma obra que já tem um bom número de defensores e que consideram o filme algo substimado. Apesar de ter várias falhas, o filme entretém e é melhor que muitas fitas de acção que Hollywood nos tenta impingir.

Classificação:
***

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ciclo Clássicos Disney #3

Ciclo Clássicos Disney

Em 1941 estreia Dumbo. Este é o quarto filme da Disney depois de Branca de Neve e os Sete Anões, Pinóquio e Fantasia (que não fará parte do nosso ciclo). Dumbo conta-nos a história dum pequeno elefante, Dumbo, que é posto de parte pelos outros elefantes com quem vive e trabalha no circo onde está. No entanto, devido às suas orelhas grandes, Dumbo ganha a habilidade de voar e torna-se na principal atracção do circo.
O quarto filme da Disney é uma história ternurenta e simpática, com uma animação mais simples que os filmes anteriores mas de grande qualidade. O filme acabou por ganhar um Óscar para melhor banda-sonora em 1942.
Mais um verdadeiro e inesquecível clássico da animação!

Classificação:
****

Ciclo Clássicos Disney #2

Ciclo Clássicos Disney

3 anos depois de Branca de Neve e os Sete Anões, Walt Disney estreia Pinóquio, a clássica história do rapaz de madeira que quer tornar-se num rapaz real. O filme acabou por ser um fracasso nas bilheteiras mas tornou-se num dos grandes clássicos de animação do cinema. A sua música principal, When You Wish Upon a Star, ganhou o Óscar de melhor música original e tornou-se, eventualmente, na música do logótipo  dos filmes da Disney.
Temos aqui uma obra de animação bela e com uma história muito bem contada e memorável e com momentos que hoje em dia seriam polémicos no mínimo como, por exemplo, Pinóquio a fumar. Um momento engraçado mas que hoje seria impensável ver um filme de animação.
Mais um clássico do cinema.

Classificação:
****

Ciclo Clássicos Disney #1

Ciclo Clássicos Disney

Em 1937 estreia Branca de Neve e os Sete Anões, de Walt Disney. Imediatamente fez-se história. Trata-se da primeira longa metragem animada da história do cinema e, sendo uma novidade, tornou-se num êxito estrondoso de bilheteiras.
Baseado no popular conto dos Irmãos Grimm e adaptado para o público em geral, Branca de Neve e os Sete Anões é a história de Branca de Neve, uma jovem princesa que encanta todos. No entanto, a sua madrasta, a Rainha, quer ser a mais bela do reino e decide matar Branca de Neve. Conseguindo fugir, encontra uma casa no meio da floresta e refugia-se lá, até que os seus habitantes, um grupo de sete anões, encontra-a e decidem mantê-la por perto.
Com uma animação fantástica e apropriada à altura da sua produção, Branca de Neve e os Sete Anões não é apenas um clássico da animação mas do próprio cinema. O filme representa o cinema que os filmes da Disney iriam abraçar noutras produções: histórias de encantar, muitas vezes de princesas, com finais felizes e dirigidos para toda a família. Um verdadeiro clássico!

Classificação:
  *****