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domingo, 18 de setembro de 2011

Buffy, The Vampire Slayer, de Fran Rubel Kuzui (1992)

Buffy Summers é uma estudante universitária, pertencente à claque de cheerleaders, e com uma vida fácil. No entanto, um homem misterioso, Merrick, persegue-a e revela a verdade: Buffy é uma caçadora de vampiros e terá de iniciar o seu treino, numa altura em Lothos, um perigoso vampiro, está prestes a regressar para matar Buffy.
Misturando comédia adolescente com terror, Fran Rubel Kuzui leva o argumento de Joss Whedon ao cinema. No entanto, o trabalho de Kuzui é bastante fraco e sem originalidade, criando momentos cómicos bastante falhados e nunca conseguindo ser também uma obra de terror.
O argumento de Whedon é, visivelmente, bastante alterado, de forma a poder criar-se uma comédia mais ligeira para o público adolescente, perdendo assim qualquer hipótese de ser algo mais arriscado e original.
Kristy Swanson acaba por não ser uma má Buffy, apesar de não estar muito à vontade, Luke Perry não consegue ser bom actor, Paul Reubens não está mal (a sua morte improvisada é o melhor do filme), Donald Sutherland está lá para ganhar o cheque e Rurger Hauer está lastimável como Lothos.
Esta primeira versão de Buffy não é vista por Joss Whedon como uma prequela à série de culto protagonizada por Sarah Michelle Gellar: Whedon acabaria por adaptar o argumento original (onde Buffy queima o ginásio da escola) para comics, sendo esse o verdadeiro início da saga de Buffy, não este filme.
Uma comédia que, devido à série, acabou por ganhar estatuto de culto mas que acaba por ser uma obra fraca, sem chama.
Destaque para as participações de David Arquette e Ben Affleck, este um figurante por aqui.

Classificação:
**

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Smallville - 2001/2011

Após uma chuva de meteoros atacar a pequena cidade de Smallville, no Kansas, o casal Kent descobre uma nave extraterrestre e um pequeno rapaz.
Anos mais tarde, esse pequeno rapaz é Clark Kent e encontra-se na faculdade quando começa a descobrir que tem habilidades que mais ninguém possui. Após descobrir a verdade, Clark começa a tentar controlar os seus poderes e deseja descobrir as suas verdadeiras origens, enquanto tenta manter a integridade que os Kent lhe ensinaram.
Smallville é uma nova versão da origem de Superman, onde podemos ver aquilo que nunca nos tinha sido contado: a descoberta dos seus poderes e como Clark Kent/ Kal-EL aceita o seu destino.
Ao longo de 10 anos, esta origem foi contada: as reviravoltas foram muitas, surgiram episódios com premissas ridículas (pastilha elástica contaminada com Kryptonite, por exemplo), várias alterações na verdadeira mitologia de Superman mas, ao fim de 10 anos de aventuras, Smallville surpreende!
Apesar do seu lado telenovela e teen, Smallville consegue assumir-se como uma série de super-heróis (mais a partir da sua quinta temporada). E nesse aspecto, apesar de várias falhas (e a série tem muitas), consegue sempre seguir os caminhos que determinados produtos exigem e consegue fazê-lo bem.
No aspecto de telenovela, temos o romance entra Clark e Lana Lang, romance esse que os fãs da personagem sabem que terá um fim. Ao longo de grande parte da série, Lana é o grande amor de Clark e tal romance começa bem, perdendo-se bastante pelo meio (a personagem de Lana chega a um ponto em que fica algo irritante, apesar do seu constante desenvolvimento e evolução) e termina de forma tocante, algo que, depois de tantos acontecimentos e de algum cansaço pela personagem, conseguiu surpreender e emocionar.
Após Lana Lang, surge aquele que será o par romântico de Clark, Lois Lane, uma destemida rapariga, filha dum general militar, que eventualmente tornar-se-á na bem sucedida repórter do Daily Planet. E quando tal romance surge, a série aposta tudo e consegue criar uma boa história romântica entre as personagens, algo que teria de ser fundamental.
A nível de actores, Tom Welling é o protagonista e, apesar de ver-se que não é bom actor, conseguimos ver o seu desenvolvimento (ao mesmo tempo que Clark fica mais adulto, Welling também). Welling está muito pouco à vontade no início da série mas, com o passar do tempo, ganha confiança e maturidade para o papel que desempenha. Kristin Kreuk (Lana Lang) é actriz competente para o interesse amoroso de Clark mas para heroína de acção deixa muito a desejar. Allison Mack (Chloe) acaba por ser a melhor actriz do elenco residente, sempre competente e com uma boa personagem que muda bastante ao longo da série. O outro grande trunfo do elenco é Michael Rosenbaum (Lex Luthor), que consegue criar um excelente Lex e que vai tornando-se num bom arqui-inimigo de Clark. Annete O'Toole (a Lana Lang de Superman 3) e John Schneider são os Kent e são uma excelente adição.
Apesar de todas as aventuras, efeitos especiais (de baixo orçamento) e momentos fracos, Smallville é uma série de mitologia e uma série de desenvolvimento das suas personagens. Tal como a série vai-se alterando com o passar dos anos, também as personagens mudam, tornando-se mais adultas. Um dos pontos fortes é o desenvolvimento da amizade entre Clark e Lex, amizade essa que os tornará inimigos eternos.
Após 10 anos de aventuras, Smallville chega ao fim com Clark a aceitar o seu destino e a envergar o fato (apesar de aparentes problemas de direitos que não permitiram visualizar o fato como deveria ser e dos efeitos especiais), num final que não envergonha a série, conseguindo dar uma conclusão a todas as questões que a série levantou e a dar uma última dose de aventura.
Ao longo dos 10 anos de Smallville, foram várias as referências a tudo o que pertence ao universo de Superman: vilões (Brainiac, ZOD, etc.), heróis (Green Arrow, Metallo, Aquaman, Hawkman e referências Green Lantern, Batman, etc.), outros produtos de Superman (com participações de Dean Cain, Teri Hatcher, Magot Kidder e a participação mais tocante e bem conseguida, Christopher Reeve, sempre em excelentes momentos) e até mesmo na banda-sonora (com excertos da música de John Williams, especialmente na participação de Reeve e no último plano da série) e em várias frases conhecidas dos comics (faster than a speeding bullit, This is a job por..., etc.). Para além das referências a tudo o que envolve Superman, a série ainda ganha por referenciar vários filmes e séries que fazem parte da cultura popular, especialmente através de Chloe, uma espécie de Veronica Mars de segunda categoria.
Apesar das baixas expectativas (algo que ajudou a apreciar a série), Smallville revela-se uma boa e divertida série de aventuras, aventuras essas que quando chegam ao fim, deixam algumas saudades. Uma surpresa, apesar das várias falhas e várias histórias fracas pelo meio (exemplo máximo nesse aspecto é a história de Lana na quarta temporada...). Um guilty pleasure.

Classificação:
***