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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Secret Origin: The Story of DC Comics, de Mac Carter (2010)

Secret Origin: The Story of DC Comics é um documentário acerca do nascimento do monstro dos comics americanos, a criação e importância dos super-heróis para as pessoas e para as épocas em que surgiram e o impacto cultural que tiveram. Não é só uma análise às personagens mais famosas da empresa mas também pelos caminhos mais adultos e menos comerciais da DC. Um excelente documentário, dirigido aos fãs de comics (e não só da DC) e uma viagem a outros tempos. Recomendado!

Classificação:

★★★★

quinta-feira, 5 de maio de 2011

3000 Milhas de Graceland (3000 Miles to Graceland), de Demian Lichtenstein (2001)

Um grupo de assaltantes decide roubar disfarçados de Elvis, aproveitando a confusão da semana de imitadores do rei ro Rock'n'Roll. Depois do golpe, Murphy (Kevin Costner) decide matar os seus companheiros e ficar com os 3.2 milhões de dólares que roubaram e esconderam num pequeno motel. No entanto, Michael (Kurt Russell) sobrevive e consegue tirar o dinheiro do motel a tempo e fugir com Cybill (Courtney Cox) e o seu filho, que havia conhecido no motel. Começam assim a fugir de Murphy, um assassino psicopata.
3000 Miles to Graceland é uma comédia de acção protagonizada por Kurt Russell e Kevin Costner. Os dois actores estão acompanhados por Courtney Cos, David Arquette, Christian Slates, Jon Lovitz, Kevin Pollack, Ice-T e Thomas Hayden Church. No entanto, acaba por ser um projecto falhado, muito falhado!
A culpa acaba por cair em cima do realizador, Demian Lichenstein, cuja carreira nunca foi muito longe, antes e depois deste filme. A realização é extremamente má, com cenas de acção sem ritmo algum, com uso abusado e desnecessário da câmara lenta, uma montagem péssima com escolhas totalmente descabidas, uma direcção de actores má onde apenas se safam Russell e Cox. Para não falar dos péssimos genéricos de abertura e de fim do filme, este sendo composto por um tipo de videoclip onde Russell faz playback duma música de Presley. No entanto, apesar de péssima prestação de Russell neste momento, Costner e Slater atingem bem fundo neste clip.
O argumento é algo totalmente previsível e cheio de lugares comuns, com péssimos diálogos e coisas que não fazem qualquer tipo de sentido. É de questionar como certos actores aceitaram entrar num projecto destes.
Um dos piores aspectos do filme é Kevin Costner. Costner é um bom actor mas neste filme a sua prestação é péssima, no papel do psicopata Murphy. Costner foi nomeado para um Razzie com toda a razão.
Como disse, apenas Kurt Russell e Courtney Cox estão decentes no filme, esforçando-se para salvar um filme condenado desde o início.
O filme teve um custo de 42 milhões e foi um flop nas bilheteiras e acabou por ir directamente para o mercado de DVD em Portugal. Para além disso, foi dizimado pela crítica e nomeado para Razzies. Um mau filme sem piada e com más cenas de acção, que apenas tem Russell e Cox como aspectos positivos. Especialmente Russell.

Classificação:
 

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Cop Out, de Kevin Smith (2010)

Dois polícias são suspensos depois duma operação que correu mal. Determinado a pagar o casamento da sua filha, um dos polícias decide vender uma carta de basebol valiosa. No entanto, após a carta ser roubada, ambos terão de descobrir o seu paradeiro, envolvendo-se com um perigoso gangue.
Cop Out é o primeiro filme de Kevin Smith que não é escrito pelo realizador e isso nota-se à distância. Apesar de Smith tentar introduzir elementos vulgares do seu cinema, tal não resulta com um argumento que já é bastante pobre de origem. Smith tenta ainda fazer deste seu filme uma paródia aos filmes de comédia e acção dos anos 80, utilizando mesmo Harold Faltermeyer na banda-sonora, compositor presente na banda-sonora de Beverly Hills Cop, um dos grandes clássicos dessa década. No entanto, no meio dessa tentativa de paródia, Cop Out acaba por ser apenas mais um filme dentro do género, com situações mais que vistas, piadas que passam ao lado e um argumento vulgar e sem chama.
Quanto aos protagonistas, Bruce Willis e Tracey Morgan: a dupla não tem química qualquer, onde cada um tenta ter piada mas sem conseguir durante grande parte do tempo. Willis, apesar de ter começado a sua carreira na comédia, poucas vezes acerta dentro do género (ainda acredito que Willis consiga fazer boa comédia mas precisa dum realizador à altura) e Morgan simplesmente... não tem piada alguma. Morgan tem apenas piada em 30 Rock pois, basicamente, interpreta-se a si mesmo. Fora desse registo, não consegue esboçar um sorriso.
Cop Out é uma comédia de acção vulgar, sem originalidade e sem muita piada, tentando ser uma paródia e homenagem a um género que é limitado. No entanto, temos aqui um filme que puderia ter sido divertido, se tivesse uma equipa diferente por detrás e um argumento bem conseguido. Parece que tal aconteceu com The Other Guys, com Will Ferrell e Mark Whalberg, do realizador Adam McKay (Ron Butgandy, Ricky Bobby, Step Brothers), um êxito de crítica e de bilheteira que estreia em Portugal em Novembro.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

The Invention of Lying, de Ricky Gervais e Matthew Robinson (2009)

Num mundo onde todos dizem a verdade, por mais chocante que seja, Mark Bellison, num acto de desespero, consegue dizer uma mentira, criando assim o conceito da mesma. Com tal 'poder' e apercebendo-se que toda a gente acredita no que diz (já que ninguém sabe o que é mentir), Mark começa a usar isso para melhorar a sua vida e as dos outros.
Escrito e realizado por Ricky Gervais e Matthew Robinson, The Invention of Lying é um filme que acaba por dividir-se em dois: a primeira parte é comédia, com uma premissa interessante e que dá bons frutos; a segunda parte é um drama com algumas pitadas de comédia, onde a história acaba por ser levada a certos locais algo estranhos (temos, por exemplo, a estranha criação da ideia de religião!). E é neste ponto que o filme perde: com uma ideia interessante e que começa bem, o filme muda radicalmente na segunda parte, perdendo o rótulo de comédia e ficando algo mais sério (no entanto, podemos dizer que Gervais não se sai nada mal no campo dramático!). Apesar disso, acaba por ser um filme ligeiro, com algns momentos divertidos e com boas prestações dos comediantes envolvidos (temos Gervais, Jonah Hill e Tina Fey num papel curto). Rob Lowe é o vilão de serviço e não está mal e Jennifer Garner é o suposto par romântico de Gervais (e aqui está igual aos seus outros filmes românticos). Temos ainda uns cameos interessantes e bem conseguidos (Phillip Seymour Hoffman e Edward Norton são os dois exemplos mais claros).
The Invention of Lying é um filme interessante com uma ideia apelativa. No entanto, ficamos com a sensação que podia ter ido mais longe e ser mais arriscado e divertido, especialmente com a premissa aqui criada. Acaba por ser uma oportunidade perdida mas um filme interessante de descobrir.
Agora falta chegar até nós Cemetery Junction, o coming-of-age drama escrito por Gervais e Stephen Merchant (que aqui também participa), os criadores de The Office e Extras, com Ralph Fiennes e Gervais em papel secundário. E as críticas têm sido boas!