terça-feira, 8 de abril de 2008

E o filme desta noite é... Once upon a Time in the West, de Sergio Leone (1968)

Em 1968, Sergio Leone regressava ao grande ecrã com mais um grandioso épico: Once upon a Time in the West. Leone filmava agora nos Estados Unidos, realizando um sonho: filmando um western nos States, onde poderia colocar na sua camara as montanhas enormes e as paisagens deserticas do faroeste americano. Leone, juntamente com os colegas italianos Bernardo Bertolluci e Dario Argento escreveram uma história de traição, vingança, poder, ganância e amizade, tudo filmado de forma épica. O Scope entra em grande nesta obra, onde cada plano mostra-nos uma profundidade de campo grandiosa, poucas vezes visto num western (ou num filme), os rostos são filmados de perto mas de forma majestosa (Leone gostava de filmar os rostos dos actores), os actores estão soberbos (Robards tem um criminoso cómico fantástico, Cardinale expira sensualidade e talento, Bronson é um actor misterioso de excelência, lembrando, por vezes, a personagem de Clint Eastwood na trilogia dos Dólares, ambos sem nome revelado nestas obras e Henry Fonda é um dos melhores vilões (e actores) de sempre). E finalmente... a banda-sonora de Ennio Morricone, que consegue transformar este épico num épico ainda maior: uma composição assombrosa e uma das melhores bandas-sonoras de todos os tempos. Um dos melhores Westerns de sempre, um dos melhores filmes da história e um filme absolutamente obrigatório!!!

Trailer:

Vantage Point - de Pete Davis

Num tratado a ser realizado em Espanha, o presidente dos Estados Unidos é baleado. E a partir daí, seguimos o filme de várias perspectivas diferentes; a realizadora da transmissão em directo; um polícia espanhol, o turista americano, o agente secreto e o próprio presidente. E cada vez que vemos um dessas perspectivas, voltamos atrás no tempo e avançamos um pouco na trama, até chegarmos ao ponto em que tudo nos será revelado.
Vantage Point é um thriller de acção, com um elenco de estrelas: Dennis Quaid, Forest Whitaker, William Hurt, Sigourney Weaver e Matthew Fox. A premissa é interessante (apesar de ser banal) e o filme, apesar dos inúmeros buracos no argumento, é um bom entretenimento (daqueles filmes que se vêem e se esquecem logo após). Os actores estão bem, o argumento é prevísivel, a realização não é nada de extraordinária mas isto é material para se desligar o cérebro e tentar apreciar. Nada mais que isso. Não levem grandes expectativas, apesar do elenco. Se pudia ser melhor? Sem dúvida alguma, se termos em conta a premissa e o elenco envolvido. O trailer está aí...
Trailer:

sábado, 5 de abril de 2008

E o filme desta noite é... The Negotiator, de F. Gary Gray (1998)

F. Gary Gray realiza este thriller intenso sobre um negociador policial que após ser acusado injustamente pela morte do seu colega e amigo, fecha-se num edifício federal com reféns a fim de provar a sua inocência. Samuel L. Jackson e Kenin Spacey contracenam no filme, e F. Gary Gray consegue criar um clima de tensão e suspense bem conseguido. Apesar do argumento cair em alguns clichés, o filme está bem conseguido devido à realização, à montagem e ao carisma dos actores.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

E o filme desta noite é... The Falcon and the Snowman, de John Schlesinger (1985)


Protagonizado por Timothy Hutton e Sean Penn. Do realizador de The Midnight Cowboy. Depois faço um update, quando vir o filme. Cá ficam os posters e o trailer.





















Trailer:

E o filme desta noite é... The Dark Half, de George A. Romero (1992)

Baseado num conto de Stephen King, este The Dark Half é um thriller sobrenatural sobre um escritor que decide 'matar' publicamente o seu alter ego. Mas várias mortes começam a ocorrer, ligadas ao escritor, que se torna no principal suspeito.

O mestre do terror George A. Romero assina o argumento e Timothy Hutton (mais um excelente actor, muito substimado, tal como Thomas Jane e Kevin Bacon, falados nos posts anteriores) é o protagonista, apresenta-nos uma excelente interpretação. A completar o elenco estão Amy Madigan e Michael Rooker. Romero cria novamente um excelente ambiente de mistério, prendendo-nos ao ecrã do primeiro ao último minuto, aproveitando ainda para fazer mais uma (boa) crítica ao mundo que nos rodeia, onde a falta de originalidade, a violência e sexo gratuitos vendem aos milhões. Um clássico a descobrir, agora (só agora!!!) lançado em DVD nacional (descubram-no nas promoções).


P.S.: Para os interessados, o filme está disponível, na sua integra, no youtube (este é o primeiro ficheiro do filme, descobrem os restantes com toda a facilidade: http://www.youtube.com/watch?v=zoA8oBVpf4U)

Trailer:

E o filme desta tarde é... Death Sentence, de James Wan (2007)

James Wan, o realizador de Saw, regressa com este thriller dramático e violento sobre um homem (Kevin Bacon) que decide fazer justiça pelas suas próprias mãos para proteger a família, após iniciar guerra com uma gangue extremamente perigosa. A realização de Wan é bem conseguida, apesar do argumento fraco e recheado de clichés (Wan apresenta-nos dois planos sequência, estando um deles muito bem conseguido, apesar de algo simples) e Kevin Bacon tem uma excelente representação, como um homem que se perde na vingança e na violência do mundo actual, numa personagem bem conseguida e real (não é uma personagem que, de um momento para o outro, se torna um perito em armas e em luta e em matar! Vemos as suas dificuldades e as suas reacções perante tais actos). E as cenas de acção são também bem executadas e envolventes. Ou seja, Wan apresenta-nos um argumento fraco e com vários clichés mas consegue dar-lhe uma boa realização e uma boa vida no ecrã. O filme foi arrassado pela crítica e foi um grande flop nas bilheteiras, mas é bem melhor do que muitos dizem. Já não se vêem Revenge Movies tão brutais e bem conseguidos com este. (aliás, o filme é baseado no livro do mesmo escritor de Death Wish, o mitíco filme com Charles Bronson, onde iria fazer justiça pelas prórias mãos após um gangue atacar a sua família. Filme que marcou o cinema de acção e inspirou inúmeros outros, incluindo várias sequelas, sempre com Bronson, e possivelmente irá ter direito a um remake escrito, realizado e interpretado por Sylvester Stallone, o qual rumores dizem ser o seu próximo projecto - também dizem que será Rambo 5 ou o remake de The Mechanic, cujo filme original também era com Charles Bronson)

P.S.: Atenção ao poster, muito retro e simples mas genial, feito exclusivamente para o Comicon, uma convenção anual realiada nos States, onde os principais estúdios anunciam os seus próximos filmes.

Trailer (que ainda o coloquei na semana passada):

E o filme desta tarde é... The Mist, de Frank Darabont (2007)

Frank Darabont adapta de novo um conto de Stephen King (depois de The Shawshank Redemption e The Green Mile) mas desta feita no campo familair do autor: o terror. E esta é a primeira incursão de Darabont no género. A premissa é simples: um nevoeiro misterioso assola uma pequena cidade americana. Após um cidadão gritar que está algo no nevoeiro, um grupo fica fechado num supermercado. E é aí que maior parte do filme se desenrola (como dá para perceber pelo trailer). Darabont consegue fazer o que hoje em dia é raro num filme do género: arrepiar, pôr os nervos à flor da pele, criar suspense de primeira categoria e assustar a sério, tudo enrolado num excelente argumento (escrito por Darabont), excelentes interpretações, (especialmente Thomas Jane, excelente actor, muito substimado e Marcia Gay Harden, num registo que irrita mas que está soberbo) e uma forte crítica à política e religião e um forte estudo do comportamento e do ser humano, tudo num filme que faz lembrar o trabalho de John Carpenter (aliás, as influências de Carpenter são fortes aqui) e que se assume por completo como um filme de série B (muitos colocam defeito nos efeitos especiais algo pobres mas tal ocorre nos filmes de série B, sendo assim mais uma forma de Darabont assumir este seu The Mist como um filme desse género). E para mais, somos presenteados com o final mais surpreendente dos últimos anos (o mais surpreendente desde The Sixth Sense), que irá ser adorado por muitos, odiado por muitos e deixar ainda mais divididos. Na minha opinião, um excelente final, de deixar de boca aberta. Um dos melhores filmes de terror dos últimos anos, um bom exemplo do que o cinema de terror americano deveria ser e um dos melhores filmes do ano. A não perder!

Trailer (coloco-o de novo aqui, pois foi já no ano passado que o pus no blog):

War Inc. (2008)

Aqui vos deixo o trailer de War Inc., uma comédica satírica sobre o mundo da guerra e da política por detrás. O filme tem no elenco John Cusack, Joan Cusack, Hillary Duff (um papel maduro num filme adulto para a menina!) Ben Kingsley e Dan Aykroyd. Estreia em Maio nos Estados Unidos, com uma estreia limitada.
Trailer:

E o filme desta noite é... Resident Evil 3: Extinction, de Russel Mulchay (2007)

E novamente, depois do êxito do segundo filme da saga, um terceiro filme era inevitável. E a equipa mantém-se quase a mesma, excepto na realização. Milla Jovovich regressa como Alice, Oded Feher como Carlos Oliveira e Mike Epps como L.J.. Juntando-se ao elenco está Ali Larter (Heroes) que faz de Claire Redfield, outra personagem bem conhecida dos jogos. Aqui, Paul W.S. Anderson (novamente argumentista e produtor) opta por juntar Resident Evil com Mad Max, criando um mundo apocaliptíco, desertico e recheado de zombies. O realizador é o veterano Russel Mulcahy, o mesmo de Highlander 1 e 2, The Shadow e Ricochet, e ainda consegue dar umas boas cartadas na saga. Novamente, como seria de esperar, o argumento, as personagens e os diálogos são pobres, tal como as interpretações (e novamente Jovovich aqui ganha pontos pela melhor interpretação) mas Mulcahy consegue, ainda assim, fazer um filme superior ao seu antecessor, apresentando algumas das melhores sequências de acção da saga. Resumindo: uma sequela melhor que o segundo filme mas ainda um filme fraco. Mas já dá para ver bem... e esquecer de imediato! É pena, pois o material dos jogos Resident Evil dariam material excelente para bns filmes (e pensar que George A. Romero escreveu um argumento para o primeiro filme, com o intuito de o realizar, e foi rejeitado pois era demasiado violento! Teriamos algo de especial nas nossas mãos!)

Trailer:

E o filme desta noite é... Resident Evil: Apocalypse, de Alexander Witt (2004)

Depois do êxito de bilheteira do primeiro, a sequela seria inevitável. Enquanto que o primeiro servia de prequela aos jogos (pelo que Paul W.S. Anderson disse), este segundo filme desmistifica essa afirmação, passando-se logo após ao primeiro. Milla Jovovich regressa como Alice e aqui até temos direito a personegens bem conhecidas pelos fãs dos jogos: Jill Valentine e Carlos Oliveira (interpretado por Oded Feher dos dois filmes de The Mummy) e o vilão do terceiro jogo: Nemesis, aqui bem adaptado (fisicamente) ao grande ecrã. Mas será isso o suficiente para salvar este filme? Nem por sombras!! O argumento (da autoria de Paul W.S. "destruidor de material promissor" Anderson, que é também produtor, tendo dado a cadeira de realizador ao estreante Alexander Witt para realizar Alien Versus Predator, e já se sabe o resultado) é ainda mais pobre que o primeiro, a realização é amadora e sem originalidade nenhuma, os diálogos são tristes, as personagens muito mal construidas e sem chama e as cenas de acção são pobres e ridículas, na maior parte (à excepção de duas ou três). Ou seja, o melhor do filme continua a ser Milla Jovovich, que continua a agarrar numa personagem algo carismática (mas não muito) e dar-lhe vida. Resumindo: um flme para esquecer. E depois veio o terceiro...

Trailer: