sexta-feira, 31 de outubro de 2008

the Thin Red Line, de Terrence Malick (1998)

Após vários ano sem realizar um único filme, Terrence Malick regressou com este The Thin Red Line, um filme de guerra poderoso e extremamente bem escrito por Malick, onde seguimos um grupo de soldados americanos, em plena guerra, e conhecemos os seus medos, os seus pensamentos e os seus sentimentos.
Rodeado por um elenco de luxo, onde se incluem Nick Nolte, Elias Koteas, John Cusack, Sean Penn, George Clooney, Woddy Harrelson, Nick Stahl, John Travolta e os (na altura) novatos Jim Caviezel, Adrien Brody e Ben Chaplin, Malick presenta-nos um filme violento mas emotivo e poético, sempre acompanhado por uma belíssima banda-sonora composta por Hans Zimmer.

Estreado em 1998, The Thin Red Line ficou a perder (a nível de prémios e de público) em relação a Saving Private Ryan, de Steven Spielberg (e também com um elenco de luxo um filme muito bom), estreado no mesmo ano. No entanto, a obra de Malick é superior à de Spielberg, com um argumento belíssimo.

Sem dúvida, um dos melhores filmes de guerra de sempre.

Trailer:

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Assault on Precinct 13, de John Carpenter (1976)

Após o brutal assassínio da sua filha, um homem segue os membros duma perigosa gang em busca de vingança. Após conseguir o que quer, acaba por ser perseguido pelos restantes membros do grupo e o homem refugia-se dentro duma esquadra prestes a fechar, onde se encontram uns polícias e uns prisioneiros. E assim começa uma noite de luta pela sobrevivência.
Assault on Precinct 13 é o primeiro trabalho totalmente profissional de John Carpenter (Dark Star era um filme totalmente experimental e também o resultado dum filme para o curso de realização da universidade que frequentava) e aqui começamos a ver algumas imagens de marca do cinema do realizador: as personagens castiças com diálogos fantásticos (Darwin Joston tornou-se uma figura de culto com o seu Napoleon Bishop e a sua famosa pergunta: Got a smoke?), sendo elas anti-heróis pois são forçados a lutar pela sua sobrevivência e a dos que os rodeiam, a música composta por carpenter (aqui com um tema simplesmente fabuloso e inesquecível), a acção bem realizada, a montagem rápida e a direcção de actores fenomenal.
Assault on Precinct 13 é basicamente um Western passado nos subúrbios durante a década de 70 e assumindo-se como uma homenagem a Rio Bravo, de Howard Hawks (um dos filmes fafvoritos de Carpenter de um dos seus realizadores favoritos). O filme é violenta (contém a cena mais violenta filmada por Carpenter, segundo o realizador e é, de facto, uma das cenas mais violentas, brutais e inesperadas que já vi). A personagem de Bishop acabaria por ser um começo para futuras personagens desenvolvidas por Carpenter, mais nomeadamente a de Snake Plissken, de Escape From New York.
Assault on Precinct 13 é simplesmente um dos melhores thrillers alguma vez feitos, sem dúvida.

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0074156/

Trailer:


Nota: Já tinha aqui falado desta obra de Carpenter. No entanto, decide escrever uma nova opinião sobre o filme após tê-lo visto hoje na Cinemateca Portuguesa, onde está a decorrer o ciclo dedicado a John Carpenter, que teve início na Sexta-Feira, dia 24b de Outubro, com Halloween. O ciclo segue a obra completa do cineasta, por ordem cronológica (trabalhos para televisão incluídos) e prolonga-se até Novembro. Um grande ciclo dum grande cineasta. Assault on Precinct 13 é a segunda longa-metragem de Carpenter e vai ser novamente exibida na Cinemateca esta semana, dia 31 (Sexta-Feira), às 22 horas. Ainda esta semana, temos o raríssimo Elvis (feito para televisão e tendo sido exibido em cinema em vários países, marcando a primeira colaboração entre Carpenter e Kurt Russell), The Fog e Escape From New York. Estejam atentos e não percam esta oportunidade única de (re)descobrir estas on«bras fantásticas numa sala de cinema.

The French Connection - Part II, de John Frankenheimer (1975)

Continuação da perseguição de Popeye Doyle a um poderoso traficante de droga francês. Desta vez, Doyle vai a Marselha tentar impedir de vez o seu grande inimigo. Mas Doyle é capturado e torturado com drogas, tendo assim de enfrentar o mal que jurou parar.
William Friedkin não regressou à realização desta sequela, dando assim lugar ao muito eficaz John Frankenheimer. No entanto, The French Connection - Part II é um filme inferior ao seu antecessor. Onde o primeiro se destacava como um policial original e bastante superior, esta sequela acaba por ser um thriller mais vulgar, apesar de ser um filme bastante bom. Gene Hackman regressa como Popeye Doyle mas o actor estava mais 'explosivo' no primeiro filme. Ainda assim, consegue uma boa interpretação. Fernado Rey regressa como o vilão de serviço, estando aqui bastante apagado. De fora ficou Roy Scheider (talvez por estar ocupado com as filmagens de Jaws, lançado também em 1975). Frankenheimer dá-nos uma boa realização, não tentando imitar Friedkin e adaptando a sequela ao seu estilo de filmar.
Apesar de não ser tão original e provocador como a primeira, The French Connection é um bom policial, sendo bastante competente e envolvente, apesar de bastante inferior à obra de Friedkin. Um filme a ver.

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0073018/

Trailer:

terça-feira, 28 de outubro de 2008

The Frebch Connection, de William Friedkin (1971)

Dois polícias deparam-se com um caso de tráfico de droga de grandes proporções. A droga vem de França e Popeye Doyle, um polícia nova-iorquino, decide travar este negócio.

Realizado em 1971, The Frech Connection baseia-se numa história verídica e é um marco do cinema dos anos 70.
Gene Hackman é o protagoista e foi o vencedor do Óscar de Melhor Actor pelo seu papel de Popeye Doyle, uma personagem inspirada num polícia real. Ao seu lado está Roy Scheider (falecido este ano) e na realização está William Friedkin, aqui com o seu primeiro grande êxito (depois deste viria The Exorcist).
Tendo um aspecto realista e, por vezes, sendo filmado em forma de documentário (algo novo na época), The French Connection é um filme duro e crú e directo ao assunto. Friedkin tem aqui um dos momentos altos da sua carreira, com uma excelente realização e um grande leque de actores, brilhantemente liderados por Hackman, Scheider e Fernado Rey, o vilão de serviço. Pelo caminho, encontramos aquela que é uma das melhores perseguições de carro da história do cinema.
Do êxito (comercial e de critíca) surgiu uma série de televisão e uma sequela, em 1975, realizada por John Frankenheim.

The Frenh Connection é um clássico do cinema e um dos melhores policiais americanos de sempre.
Cá vos deixo o poster que contém uma imagem que ficou bastante conhecida.

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0067116/

Trailer:

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Ronin, de John Frankenheimer (1998)

Um grupo de homens é contratado para localizar e roubar uma mala, custe o que custar. O que nenhum deles sabe é o que o conteúdo da mala pode custar-lhes a vida.
Ronin é um thriller à antiga, sendo realizado por um veterano, o já falecido John Frankenheimer (realizador de The Manchuian Candidate, o original, por exemplo). No elenco temos Robert De Niro, Jean Reno, Natasha McElhone, Stellan Skarsgard, Sean Bean e Jonathan Pryce e o argumento é co-escrito por David Mamet (assinando com o nome Richard Weisz), dando assim os vulgares diálogos extraordinários presentes nas obras do dramaturgo/ argumentista/ encenador/ realizador. O argumento é complexo (trata-se duma intriga internacional que envolve criminosos irlandeses e a mafia russa, tendo pano de fundo França e tendo personagens americanas, francesas, russas e irlandesas) e inteligente, recheado de reviravoltas que deixam o especatador sempre preso ao filme. Quanto às cenas de acção, estão muito bem executadas (Frankenheimer sempre teve jeito para a coisa) e as perseguiçõe são das melhores vistas num filme da década de 90 (e não só), recheadas de adrenalina. A realização de Frankheimer é segura e bem conseguida. Quanto ao elenco, com um realizador como Frankenheimer e um argumento co-escrito por Mamet, estão todos em excelente forma.

Ronin é um grande thriller, com um enredo inteligente e com algumas das melhores perseguições de carros alguma vez filmadas. E, lamentávelmente, a penúltima longa-metragem de Frankenheimer (a última seria o mediano Reindeer Games, com Ben Afflck, Charlize Theron e Gary Sinise e os seus últimos trabalhos foram uma curta-metragem produzida para a BMW dentro da série de curtasThe Hire protagonizadas por Clive Owen e o telefilme Path to War). Ronin foi assim o seu último grande filme. E que filme!



Trailer:

domingo, 26 de outubro de 2008

Novo look

E como é preciso alterar o estaminé de vez em quando (é como se fosse mudar a mobília da sala do lugar), aqui vos apresento o novo look do moviewagon, dedicado a The Dark Knight (não é só por ter gostado do filme mas também porque não consegui encontrar template melhor ligado ao cinema). E acrescentei umas novas coisitas na barra do lado direito para vosso prazer. Espero que gostem deste novo aspecto do blog e podem deixar a vossa opinião.

sábado, 25 de outubro de 2008

Escape From Alcatraz, de Don Siegel (1979)

Depois de algumas lendárias colaborações (tendo sido as anteriores em 1971, com Dirty Harry e The Beguiled), Don Siegel e Clint Eastwood voltaram a juntar forças para criar este Escape From Alcatraz, um thriller de prisão baseado num caso real que decorreu no fim dos anos 60.
Frank Morris é um prisioneiro transferido para a prisão de Alcatraz, da qual nunca ninguém conseguiu fugir. Mas Morris, que pussui um Q.I. superior, vai fazer de tudo para encontrar uma forma de o fazer.

Siegel (aqui na sua última colaboração com Eastwood e num dos seus últimos filmes) cria um thriller inteligente e crú, contando com Clint Eastwood para fazer o durão de serviço. Temos aqui um filme sempre envolvente e inteligente, mostrando porque é que Don Siegel era um bom realizador e um dos mestres de Eastwood atrás das câmaras.

Lançado em 1979, esta seria a última colaboração entre os dois cineastas, infelizmente, mas Escape From Alcatraz é um excelente exemplo do cinema de Siegel e dos filmes feitos com Eastwood (dos quais se destacam os já referidos Dirty Harry e The Beguiled).


Gran Torino, de Clint Eastwood (2008) - Trailer

E não é que logo após colocar aqui o poster, descobri o trailer novinho em folha? Por isso, aqui o deixo, em exclusivo. Gran Torino estreia nos Estados Unidos em Dezembro. E parece ser um filme poderoso.

Gran Torino, de Clint Eastwood (2008) - Poster

Pois é, palavras para quê? Para além de The Changeling (que não está a ser muito bem recebido, o que é uma pena), Clint Eastwood ainda tem mais um filme a estrear este ano: Gran Torino.
Antes considerado novo capítulo de Dirty Harry, Gran Torino é um drama sobre um jovem negro que nutre uma paixão por um Ford Gran Torino, carro esse que também é bastante admirado por um velho racista. E esse carro une estes dois homens.

Gran Torino é o regresso de Eastwood como actor, após o extraordinário Million Dollar Baby (filme inesquecível), e ainda estreia este ano nos States, a tempo de entrar na corrida aos Óscares, já que The Changeling parece já estar de fora. É de relembrar que a mesma jogada foi feita pela Warner (que também distribui Gran Torino) com Million Dollar Baby. E resultou perfeitamente, como sabemos. A aguardar por mais notícias de Gran Torino, com muita ansiedade. Cá fica o novíssimo poster.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Conan The Barbarian, de John Milius (1982)

Já há uns tempos atrás tinha dito que este filme seria brevemente comentado aqui no moviewagon. No entanto, acabei por não o ver. Mas tal acontecimento ocorreu esta noite.
Conan é um guerreiro que viu os seus pais serem mortos quando era criança e foi criado como escravo. Após tornar-se um campeão em combates, é levado para um treino intenso com armas. E é então liberto pelo seu 'mestre'. Após várias aventuras, Conan, encontra uns companheiros de viagens e depara-se com um rei idoso (Max Von Sydow), que deseja a liberdade da sua filha das mãos dum homem poderoso que lidera o culto da cobra. Homem esse que mandou matar os pais de Conan.

Conan The Barbarian é uma aventura passada nos tempos antigos, em que a magia, o misticismo e a crença dos Deuses reinava. E podemos encontrar todos esses elementos neste filme que, devido ao seu êxito, acabou por influenciar vários títulos do género durante a década de 80 (Red Sonja, com Schwarzenegger é um desses exemplos).

Arnold Schwarzenegger tem aqui o seu primeiro grande papel no cinema e tem uma óptima estreia, sendo um protagonista carismático e com forte presença. O óptimo argumento é da autoria de John Milius (o realizador) e de Oliver Stone (inspirado nos comics de Conan), que conseguem capturar o verdadeiro espírito deste tipo de aventuras.

John Milius (do excelente The Big Wendsday) tem uma realização segura e torna o filme envolvente e cheio de ritmo e, por vezes, recorre ao poder das imagens para contar a história em mãos, sem diálogos desnecessários (estes apenas surgem quando são necessários). è de acrescentar a extraordinária banda sonora (já mitíca) composta por Basil Poledaris (que já não está entre nós, infelizmente) que torna o filme ainda mais grandioso.

Por vezes violento, por vezes mágico, Conan Tne Barbarian é uma das melhores e mais influentes aventuras dos anos 80. Um marco do cinema de aventura e um excelene início de carreira para Schwarzenegger (que depois disto ainda foi fazer The Terminator). Imperdível.

Trailer: