Após vários ano sem realizar um único filme, Terrence Malick regressou com este The Thin Red Line, um filme de guerra poderoso e extremamente bem escrito por Malick, onde seguimos um grupo de soldados americanos, em plena guerra, e conhecemos os seus medos, os seus pensamentos e os seus sentimentos.
Rodeado por um elenco de luxo, onde se incluem Nick Nolte, Elias Koteas, John Cusack, Sean Penn, George Clooney, Woddy Harrelson, Nick Stahl, John Travolta e os (na altura) novatos Jim Caviezel, Adrien Brody e Ben Chaplin, Malick presenta-nos um filme violento mas emotivo e poético, sempre acompanhado por uma belíssima banda-sonora composta por Hans Zimmer.
Estreado em 1998, The Thin Red Line ficou a perder (a nível de prémios e de público) em relação a Saving Private Ryan, de Steven Spielberg (e também com um elenco de luxo um filme muito bom), estreado no mesmo ano. No entanto, a obra de Malick é superior à de Spielberg, com um argumento belíssimo.
Sem dúvida, um dos melhores filmes de guerra de sempre.
Após o brutal assassínio da sua filha, um homem segue os membros duma perigosa gang em busca de vingança. Após conseguir o que quer, acaba por ser perseguido pelos restantes membros do grupo e o homem refugia-se dentro duma esquadra prestes a fechar, onde se encontram uns polícias e uns prisioneiros. E assim começa uma noite de luta pela sobrevivência. Assault on Precinct 13 é o primeiro trabalho totalmente profissional de John Carpenter (Dark Star era um filme totalmente experimental e também o resultado dum filme para o curso de realização da universidade que frequentava) e aqui começamos a ver algumas imagens de marca do cinema do realizador: as personagens castiças com diálogos fantásticos (Darwin Joston tornou-se uma figura de culto com o seu Napoleon Bishop e a sua famosa pergunta: Got a smoke?), sendo elas anti-heróis pois são forçados a lutar pela sua sobrevivência e a dos que os rodeiam, a música composta por carpenter (aqui com um tema simplesmente fabuloso e inesquecível), a acção bem realizada, a montagem rápida e a direcção de actores fenomenal. Assault on Precinct 13 é basicamente um Western passado nos subúrbios durante a década de 70 e assumindo-se como uma homenagem a Rio Bravo, de Howard Hawks (um dos filmes fafvoritos de Carpenter de um dos seus realizadores favoritos). O filme é violenta (contém a cena mais violenta filmada por Carpenter, segundo o realizador e é, de facto, uma das cenas mais violentas, brutais e inesperadas que já vi). A personagem de Bishop acabaria por ser um começo para futuras personagens desenvolvidas por Carpenter, mais nomeadamente a de Snake Plissken, de Escape From New York. Assault on Precinct 13 é simplesmente um dos melhores thrillers alguma vez feitos, sem dúvida.
Nota: Já tinha aqui falado desta obra de Carpenter. No entanto, decide escrever uma nova opinião sobre o filme após tê-lo visto hoje na Cinemateca Portuguesa, onde está a decorrer o ciclo dedicado a John Carpenter, que teve início na Sexta-Feira, dia 24b de Outubro, com Halloween. O ciclo segue a obra completa do cineasta, por ordem cronológica (trabalhos para televisão incluídos) e prolonga-se até Novembro. Um grande ciclo dum grande cineasta. Assault on Precinct 13 é a segunda longa-metragem de Carpenter e vai ser novamente exibida na Cinemateca esta semana, dia 31 (Sexta-Feira), às 22 horas. Ainda esta semana, temos o raríssimo Elvis (feito para televisão e tendo sido exibido em cinema em vários países, marcando a primeira colaboração entre Carpenter e Kurt Russell), The Fog e Escape From New York. Estejam atentos e não percam esta oportunidade única de (re)descobrir estas on«bras fantásticas numa sala de cinema.
Continuação da perseguição de Popeye Doyle a um poderoso traficante de droga francês. Desta vez, Doyle vai a Marselha tentar impedir de vez o seu grande inimigo. Mas Doyle é capturado e torturado com drogas, tendo assim de enfrentar o mal que jurou parar. William Friedkin não regressou à realização desta sequela, dando assim lugar ao muito eficaz John Frankenheimer. No entanto, The French Connection - Part II é um filme inferior ao seu antecessor. Onde o primeiro se destacava como um policial original e bastante superior, esta sequela acaba por ser um thriller mais vulgar, apesar de ser um filme bastante bom. Gene Hackman regressa como Popeye Doyle mas o actor estava mais 'explosivo' no primeiro filme. Ainda assim, consegue uma boa interpretação. Fernado Rey regressa como o vilão de serviço, estando aqui bastante apagado. De fora ficou Roy Scheider (talvez por estar ocupado com as filmagens de Jaws, lançado também em 1975). Frankenheimer dá-nos uma boa realização, não tentando imitar Friedkin e adaptando a sequela ao seu estilo de filmar. Apesar de não ser tão original e provocador como a primeira, The French Connection é um bom policial, sendo bastante competente e envolvente, apesar de bastante inferior à obra de Friedkin. Um filme a ver.
Dois polícias deparam-se com um caso de tráfico de droga de grandes proporções. A droga vem de França e Popeye Doyle, um polícia nova-iorquino, decide travar este negócio.
Realizado em 1971, The Frech Connection baseia-se numa história verídica e é um marco do cinema dos anos 70. Gene Hackman é o protagoista e foi o vencedor do Óscar de Melhor Actor pelo seu papel de Popeye Doyle, uma personagem inspirada num polícia real. Ao seu lado está Roy Scheider (falecido este ano) e na realização está William Friedkin, aqui com o seu primeiro grande êxito (depois deste viria The Exorcist). Tendo um aspecto realista e, por vezes, sendo filmado em forma de documentário (algo novo na época), The French Connection é um filme duro e crú e directo ao assunto. Friedkin tem aqui um dos momentos altos da sua carreira, com uma excelente realização e um grande leque de actores, brilhantemente liderados por Hackman, Scheider e Fernado Rey, o vilão de serviço. Pelo caminho, encontramos aquela que é uma das melhores perseguições de carro da história do cinema. Do êxito (comercial e de critíca) surgiu uma série de televisão e uma sequela, em 1975, realizada por John Frankenheim.
The Frenh Connection é um clássico do cinema e um dos melhores policiais americanos de sempre. Cá vos deixo o poster que contém uma imagem que ficou bastante conhecida.
Um grupo de homens é contratado para localizar e roubar uma mala, custe o que custar. O que nenhum deles sabe é o que o conteúdo da mala pode custar-lhes a vida.
Ronin é um thriller à antiga, sendo realizado por um veterano, o já falecido John Frankenheimer (realizador de The Manchuian Candidate, o original, por exemplo). No elenco temos Robert De Niro, Jean Reno, Natasha McElhone, Stellan Skarsgard, Sean Bean e Jonathan Pryce e o argumento é co-escrito por David Mamet (assinando com o nome Richard Weisz), dando assim os vulgares diálogos extraordinários presentes nas obras do dramaturgo/ argumentista/ encenador/ realizador. O argumento é complexo (trata-se duma intriga internacional que envolve criminosos irlandeses e a mafia russa, tendo pano de fundo França e tendo personagens americanas, francesas, russas e irlandesas) e inteligente, recheado de reviravoltas que deixam o especatador sempre preso ao filme. Quanto às cenas de acção, estão muito bem executadas (Frankenheimer sempre teve jeito para a coisa) e as perseguiçõe são das melhores vistas num filme da década de 90 (e não só), recheadas de adrenalina. A realização de Frankheimer é segura e bem conseguida. Quanto ao elenco, com um realizador como Frankenheimer e um argumento co-escrito por Mamet, estão todos em excelente forma.
Ronin é um grande thriller, com um enredo inteligente e com algumas das melhores perseguições de carros alguma vez filmadas. E, lamentávelmente, a penúltima longa-metragem de Frankenheimer (a última seria o mediano Reindeer Games, com Ben Afflck, Charlize Theron e Gary Sinise e os seus últimos trabalhos foram uma curta-metragem produzida para a BMW dentro da série de curtasThe Hire protagonizadas por Clive Owen e o telefilme Path to War). Ronin foi assim o seu último grande filme. E que filme!
E como é preciso alterar o estaminé de vez em quando (é como se fosse mudar a mobília da sala do lugar), aqui vos apresento o novo look do moviewagon, dedicado a The Dark Knight (não é só por ter gostado do filme mas também porque não consegui encontrar template melhor ligado ao cinema). E acrescentei umas novas coisitas na barra do lado direito para vosso prazer. Espero que gostem deste novo aspecto do blog e podem deixar a vossa opinião.
Depois de algumas lendárias colaborações (tendo sido as anteriores em 1971, com Dirty Harry e The Beguiled), Don Siegel e Clint Eastwood voltaram a juntar forças para criar este Escape From Alcatraz, um thriller de prisão baseado num caso real que decorreu no fim dos anos 60.
Frank Morris é um prisioneiro transferido para a prisão de Alcatraz, da qual nunca ninguém conseguiu fugir. Mas Morris, que pussui um Q.I. superior, vai fazer de tudo para encontrar uma forma de o fazer.
Siegel (aqui na sua última colaboração com Eastwood e num dos seus últimos filmes) cria um thriller inteligente e crú, contando com Clint Eastwood para fazer o durão de serviço. Temos aqui um filme sempre envolvente e inteligente, mostrando porque é que Don Siegel era um bom realizador e um dos mestres de Eastwood atrás das câmaras.
Lançado em 1979, esta seria a última colaboração entre os dois cineastas, infelizmente, mas Escape From Alcatraz é um excelente exemplo do cinema de Siegel e dos filmes feitos com Eastwood (dos quais se destacam os já referidos Dirty Harry e The Beguiled).
E não é que logo após colocar aqui o poster, descobri o trailer novinho em folha? Por isso, aqui o deixo, em exclusivo. Gran Torino estreia nos Estados Unidos em Dezembro. E parece ser um filme poderoso.
Pois é, palavras para quê? Para além de The Changeling (que não está a ser muito bem recebido, o que é uma pena), Clint Eastwood ainda tem mais um filme a estrear este ano: Gran Torino.
Antes considerado novo capítulo de Dirty Harry, Gran Torino é um drama sobre um jovem negro que nutre uma paixão por um Ford Gran Torino, carro esse que também é bastante admirado por um velho racista. E esse carro une estes dois homens.
Gran Torino é o regresso de Eastwood como actor, após o extraordinário Million Dollar Baby (filme inesquecível), e ainda estreia este ano nos States, a tempo de entrar na corrida aos Óscares, já que The Changeling parece já estar de fora. É de relembrar que a mesma jogada foi feita pela Warner (que também distribui Gran Torino) com Million Dollar Baby. E resultou perfeitamente, como sabemos. A aguardar por mais notícias de Gran Torino, com muita ansiedade. Cá fica o novíssimo poster.
Já há uns tempos atrás tinha dito que este filme seria brevemente comentado aqui no moviewagon. No entanto, acabei por não o ver. Mas tal acontecimento ocorreu esta noite.
Conan é um guerreiro que viu os seus pais serem mortos quando era criança e foi criado como escravo. Após tornar-se um campeão em combates, é levado para um treino intenso com armas. E é então liberto pelo seu 'mestre'. Após várias aventuras, Conan, encontra uns companheiros de viagens e depara-se com um rei idoso (Max Von Sydow), que deseja a liberdade da sua filha das mãos dum homem poderoso que lidera o culto da cobra. Homem esse que mandou matar os pais de Conan.
Conan The Barbarian é uma aventura passada nos tempos antigos, em que a magia, o misticismo e a crença dos Deuses reinava. E podemos encontrar todos esses elementos neste filme que, devido ao seu êxito, acabou por influenciar vários títulos do género durante a década de 80 (Red Sonja, com Schwarzenegger é um desses exemplos).
Arnold Schwarzenegger tem aqui o seu primeiro grande papel no cinema e tem uma óptima estreia, sendo um protagonista carismático e com forte presença. O óptimo argumento é da autoria de John Milius (o realizador) e de Oliver Stone (inspirado nos comics de Conan), que conseguem capturar o verdadeiro espírito deste tipo de aventuras.
John Milius (do excelente The Big Wendsday) tem uma realização segura e torna o filme envolvente e cheio de ritmo e, por vezes, recorre ao poder das imagens para contar a história em mãos, sem diálogos desnecessários (estes apenas surgem quando são necessários). è de acrescentar a extraordinária banda sonora (já mitíca) composta por Basil Poledaris (que já não está entre nós, infelizmente) que torna o filme ainda mais grandioso.
Por vezes violento, por vezes mágico, Conan Tne Barbarian é uma das melhores e mais influentes aventuras dos anos 80. Um marco do cinema de aventura e um excelene início de carreira para Schwarzenegger (que depois disto ainda foi fazer The Terminator). Imperdível.