quarta-feira, 18 de novembro de 2009

E o filme desta noite é...

Narc (2002), de Joe Carnahan

Produzido por Tom Cruise (tal como Suspect Zero, onde Cruise optou por permanecer não creditado) e Ray Liotta, Narc marca a estreia na realização de Joe Carnahan (Smoking Aces, The A-Team e esteve quase a ser o realizador de M:III). Ao lado de Liotta (também um dos protagonistas) temos Jason Patric, num dos melhores papéis da sua carreira.
Narc trata-se dum drama policial onde um polícia é encarregue de investigar a morte dum outro polícia novato. O seu colega, o veterano Henry Oak, procura vingança pela morte do colega e está disposto a tudo para descobrir a verdade. Pelo caminho, vão deparar-se com corrupção policial.
Narc é uma obra aclamada pela crítica. No entanto, o seu fracasso comercial fez com que o filme fosse directamente para DVD entre nós.

Avatar e The Wolfman - Posters franceses

Hoje chegaram estes dois novos posters franceses de dois filmes que prometem bastante.
Começamos com Avatar (estreia em Portugal a 17 de Dezembro), de James Cameron. Este acaba por ser o segundo poster oficial do filme.



Agora temos The Wolfman, o (muito adiado e antecipado e depois adiado) remake do clássico da Universal. Este novo poster chega-nos no mesmo dia em que é anunciado que foram contratados dois editores veteranos para fazerem uma nova montagem do filme, continuando assim a dar força aos rimores de que esta produção tem sido muito complicada para os envolvidos. Estreia em Março.

E o filme desta noite é...

Suspect Zero (2004), de E. Elias Merhige

Um perturbado agente do FBI investiga a violenta morte dum sujeito aparentemente normal, vítima dum possível 'serial killer'. A sua investigação leva-o a descobrir que está a perseguir alguém que apenas mata criminosos violentos, estando a exercer a sua própria justiça, e que fazia parte dum programa especial que tentava utilizar a mente de certos indivíduos.
E. Elias Merhige (realizador do brilhante The Shadow of the Vampire) traz-nos este thriller interpretado por Aaron Eckhart, Ben Kingsley e Carrie-Anne Moss. No entanto, apesar dum bom elenco e de várias boas ideias, acaba por ser um thriller mediano e vulgar, onde temos vários clichés do género e momentos algo forçados.
A complicada pré-produção pode ter afectado a versão final (várias revisões do argumento é um exemplo) e a ideia original de Zack Penn pode ter-se perdido no caminho.
Apesar disso, o filme tem uma realização algo competente, com interpretações modestas dos protagonistas, algo de positivo à obra.
Suspect Zero é um thriller de ideias boas mas mal executadas, um filme mediano que acaba por ser tão mau como o pintam mas poderia ter sido melhor do que é.

Alice In Wonderland, de Tim Burton - Mais um poster

Continuando com a forte aposta no Facebook, hoje surge um novo poster de Alice in Wonderland, o próximo filme de Tim Burton. Este é dedicado ao Mad Hatter, interpretado por Johnny Depp. O filme estreia em Portugal em Março de 2010.

Nine, de Rob Marshall - Novo trailer

Hoje temos o novo trailer de Nine, o musical de Rob Marshall (Chicago e o agora confirmado realizador de Pirates of the Caribbean 4), um filme com um elenco de luxo (Daniel Day-Lewis, Nicole Kidman, Penelope Cruz, Judie Dench, Sophia Loren, Kate Hudson) e que é apontado como ser uma das apostas mais fortes dos próximos Óscares. O filme estreie em Portugal em Janeiro:

Crazy Heart - Trailer e poster

Assim de repente, chega-nos este Crazy Heart, protagonizado por Jeff Bridges. Distribuído pela Fox Searchlight, há quem diga que trata-se do The Wrestler deste ano. O filme estreia nos Estados Unidos em Dezembro e já se fala em Óscar para Jeff Bridges. Ao seu lado encontramos Maggye Gyllenhaal, Colin Farrell e Robert DuVall.

Trailer:

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

E o filme desta noite é...

Outland (1981), de Peter Hyams

Peter Hyams escreveu e realizou este Outland (Atmosfera Zero), um thriller de ficção científica onde acompanhamos um marshall (Sean Connery) na inverstigação de mortes 'acidentais' que decorrem de forma estranha.
Surpreendentemente, Outland é uma excelente obra de ficção e mistério, com um combate final cheio de suspense e muito bem elaborado (aliás, esse combate final torna o filme num autêntico western passado no espaço). Para além disso, o filme pode muito bem ser inserido no universo da saga Alien (a direcção artística é bastante semelhante e temos o pormenor de referirem a Companhia, podendo assim ser um objecto que bem podemos imaginar pertencer ao mesmo universo: enquanto os acontecimentos na Nostromo decorrem, nesta estação espacial mineira podem decorrer estes eventos).
Protagonizado pelo lendário Sean Connery, Outland é um thriller bem construído e um tipo de filme que já é raro ser feito hoje em dia. A (re)descobrir...

Guilty Pleasures - Inauguração

E hoje damos início à última nova sessão do Movie Wagon: Guilty Pleasures, um espaço dedicado aos filmes que (supostamente) não deveríamos gostar, os files que sabemos que são maus (ou medianos) e que mesmo assim, contra todas as forças da natureza, ainda conseguimos gostar deles (embora não o consigamos explicar e, às vezes, tenhamos vergonha de o admitir). E todos nós temos os nossos guilty pleasures (e no Movie Wagon temos muitos).
Passamos ao filme de inauguração...

Dracula 2000 (2000), de Patrick Lussier

O mestre do terror Wes Craven produz (e dá o nome) a esta re-imaginação do mito de Drácula. O realizador (e editor) Patric Lussier (que trouxe-nos agora o competente remake de My Bloody Valentine, em exibição) co-escreveu esta nova ideia modernizada do antigo senhor dos vampiros, conseguindo ter umas boas ideias e com uma original origem de Drácula. No entanto, na tentativa de ser um filme de terror, acaba por cair na previsibilidade, utilizando os clichés habituais, umas interpretações banais (salva-se o veterano Christopher Plummer) e bastantes momentos chessy (no entanto, a banda-sonora de Marco Beltrami melhora o filme).
No final, sentimos que uma excelente ideia foi mal utilizada, o que é pena, já que havia aqui uma boa oportunidade de trazer uma história diferente sobre este velho conto.
Um filme com bastantes defeitos, rodeado de vislumbres de boas ideias e um Gerard Butler versão Drácula.
Um perfeito guilty pleasure.

sábado, 14 de novembro de 2009

Sessão da Meia-Noite - Inauguração

Hoje temos a primeira Sessão da Meia-Noite do Movie Wagon, uma sessão dedicada aos filmes de acção puros e duros e ao cinema de terror. Por outar palavras, uma sessão dedicada a emoções fortes, onde é fundamental colocar a racionalidade de lado e tentar apreciar o que se vê.
A Sessão da Meia-Noite é uma ode à velhinha sessão (com o mesmo nome) que passava aos Sábados à noite na RTP, à uns bons anos, sessão essa que passava filmes deste género a que nos vamos dedicar. Nessa sessão, fui apresentado a várias obras fundamentais (Predator, Aliens, Terminator, Robocop, Rambo, etc.) e agora, no Movie Wagon, decidimos criar a nossa própria sessão, onde iremos passar estes e muitos mais filmes dentro destes géneros.
Esperemos que seja do vosso agrado e podem contribuir, dando ideias. No entanto, agora vamos passar ao filme de inauguração...

Cliffhanger (1993), de Renny Harlin

Considerado por muitos um dos melhores filmes de acção de Sylvester Stallone e de Renny Harlin (algo que não é extraordinariamente difícil, visto a maior parte dos seus filmes serão fracos), Cliffhanger marcou o regresso de Stallone aos êxitos de bilheteira, numa altura em que o actor não estava a ser tão rentável como antes. O filme resulta num espectacular filme de acção e consegue ser uma óptima obra do género. Para melhorar, temos o sempre fantástico John Lithgow como vilão (doentio) de serviço.
Um grupo de criminosos procura uma mala iportante que está perdida algures nas montanhas. Pelo caminho, têm de encontrar um guia que os acompanhe até ao local e colocam em perigo as vidas de várias pessoas, de forma a obterem o que querem.
Entretanto, Stallone encarrega-se de ajudar o seu melhor ex-amigo, já que este é refém dos criminosos, tendo assim de enfrentar os seus medos.
Cliffhanger é um excelente filme de acção, sendo um dos melhores exemplos da década de 90. Renny Harlin está no seu melhor e consegue trazer, no início do filme, uma cena que ficaria conhecida e que até é bastante poderosa e bem conseguida (e filmada). Stallone, que também é um dos argumentistas, está em grande forma, sentindo-se confortável num género que bem conhece. Depois temos o fantástico John Lithgow, um vilão sádico e inteligente, muito bem conseguido pelo actor.
As cenas de acção são de cortar a respiração e emocionantes, com uma boa dose de violência.
Enfim, Harlin e Stallone juntaram forças e conseguiram criar um exemplar filme de acção 'brainless', que quer ser apenas o que é: um bom entretenimento. Pena que anos depois, ambos fariam Driven, um mega flop em todos os sentidos.

2012, de Roland Emmerich (2009)

A ideia é simples: pegar nas várias suposições de que o mundo vai terminar a 21 de Dezembro de 2012 (dia em que acaba o calendário Maia), utilizar uma teoria em específico como catalisadora dos eventos que assistimos no filme e, assim, criar um blockbuster de Natal, que apela às massas e faça rios de dinheiro.
Com uma ideia simples, Roland Emmerich (ID4, The Day After Tommorrow, Godzilla) criou um filme que pretende ser o pai dos filmes-catástrofe (algo que Emmerich já percebe, sendo considerado o perito do género). Emmerich diz que este será o seu último filme desta natureza, decidindo colocar tudo e mais alguma coisa (sequências de destruição gigantescas, bem elaboradas e exageradas, tudo ao longo de duas horas e meia) e, ao mesmo tempo, falando sobre uma das possíveis catástrofes que poderão ocorrer em 2012.
A missão de 2012 não é falar sobre as várias possibilidades do mundo terminar em tal data mas sim de entreter o público faminto por CGI, cenas de destruição poderosas de cortar a respiração e uma viagem emocionante. E Emmerich consegue cumprir o prometido, apresentando tudo muito bem elaborado , fazendo com que seja algo essencial ver numa sala de cinema, onde se pode tirar mais proveito da dimensão de tais cenas. Para além disso, o elenco está recheado de caras conhecidas e talentosas (o grande John Cusack, o fantástico Chiwetel Ejiofor, Amanda Peet, Oliver Platt, Danny Glover) fazendo o que lhes compete (apesar disso, num filme cujo actor principal é o CGI, John Cusack e, especialmente, Chiwetel Ejiofor, estão muito bem, tendo em conta certos diálogos que têm de dizer).
A nível de argumento, não seria de esperar muito, estando cheio de clichés do género, com momentos totalmente 'cheesy', diálogos fracos e, especialmente, carregado de humor não intencional, o que faz com o filme ainda consiga ter bons momentos de comédia acidental (quando quer ter piada, quase não acerta mas quando não quer, acerta em cheio!).

Concluindo, 2012 é exactamente aquilo que se esperava e nada mais que isso: um blockbuster caro, onde as principais atracções são os efeitos especiais, a destruição e as cenas de acção, não querendo ser algo inteligente e pedindo ao espectador para deixar-se levar pelo que vê no ecrã. E nesse aspecto, o filme cumpre e consegue ser um filme competente e emocionante, com um bom ritmo, sem nunca ser um produto chato (apesar da longa duração). Um filme para ser visto quando a intenção é desligar-se um pouco (mesmo com o tema que tem) e sem expectativas.