segunda-feira, 19 de março de 2012

Um regresso moderado

Antes de mais, pedimos desculpa aos nossos leitores pela longa ausência do Movie Wagon. Para além da falta de tempo, houve também uma falta de vontade em escrever aqui no cantinho que tanto aprecio.
No entanto, o Movie Wagon está de regresso! As actualizações serão mais moderadas mas iremos escrever sobre algo que tanto gostamos: cinema! Com um pequeno espaço também dedicado a televisão.
Para além disso, o Movie Wagon também está no Facebook, espaço onde podem sempre deixar os vossos comentários e onde falaremos ainda mais sobre cinema e sobre o que temos visto por estes lados.
Algumas rubricas do Movie Wagon estarão de regresso (Sessão de Culto e Sessão da Meia-Noite, às Sextas-Feiras e Sábados, respectivamente) e estão a ser pensados alguns artigos especiais que esperemos que sejam do vosso agrado.
O nosso espaço regressa assim antes da temporada de Blockbusters de 2012, para compensar a nosa ausência na temporada dos Óscares. Este Verão promete ser dos melhores dos últimos anos anos: The Avengers, Prometheus, The Dark Knight Rises, Brave, entre outros, são filmes que prometem arrasar as bilheteiras internacionais e serem filmes capazes de superar as já elevadas expectativas. Até lá, vamos fazer um levantamento dos trailers de alguns dos filmes mais esperados do ano.
Uma vez mais, pedimos desculpa pela nossa ausência e esperemos que ainda estejam aí desse lado, para nos acompanharem nesta viajem que é o Cinema!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ciclo David Fincher #3

The Game (1997)

Dois anos depois de Seven, David Fincher estreia The Game, um novo thriller protagonizado por Michael Douglas e Sean Penn.
Apesar de não ser um êxito de bilheteira como Seven, a sua performance foi razoável e a crítica ficou contente com o resultado final, apesar de não ser recebido tão calorosamente como Seven.
The Game segue a história dum homem de negócios arrogante, que deixou de lado a família e amigos. No seu aniversário, a sua idade coincide com a do seu pai à altura do seu suicídio. O seu irmão mais novo oferece-lhe uma experiência diferente, um jogo radical que mudará a sua vida. No entanto, este jogo coloca a sua vida em risco e muda o seu mundo.
Novamente com um forte elenco e um argumento inteligente e bem construído, The Game é mais um trunfo na carreira de Fincher e um dos melhores thrillers da década de 90, apresentando um final surpreendente e bem conseguido. A realização de Fincher é, uma vez mais, elogiada, devido ao seu forte estilo visual e controlo técnico.
Apesar de ser uma obra inferior a Seven, The Game foi o suficiente para confirmar o talento de Fincher. No entanto, a sua prova d fogo viria com o seu filme seguinte: Fight Club.

Classificação:
****

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ciclo David Fincher #2

Seven (1995)

Depois da má experiência na sua estreia na realização cinematográfica com Alien 3, Fincher embarca num projecto diferente, projecto esse que é, para muitos, a verdadeira estreia do realizador: Seven, um thriller sombrio e violento sobre dois policias que caçam um assassino em série, assassino esse que mata as suas vítimas de acordo com os sete pecados mortais.
Apesar dum tema pouco original, o argumento de Andrew Kevin Walker e a realização de Fincher fazem deste Seven um clássico do género, um filme que foi um êxito comercial e crítico e que revelou ser uma obra bastante influente, dentro e fora do seu género.
Com um leque de actores em excelente forma, uma realização muito visual e muito acima da média e um argumento inteligente e bem criado, Fincher tem aqui a sua rampa de lançamento, sendo agora visto como um dos mais promissores jovens realizadores de Hollywood.
A abordagem é simples: o espectador segue apenas os dois policias (Morgan Freeman e Brad Pitt) e nunca chega a ver a violência dos crimes cometidos, colocando assim o espectador no papel dum dos policias, de certa forma.
Seven marca também um outro marco na carreira de Fincher: a sua colaboração com Brad Pitt. Ambos trabalharam juntos em mais dois projectos (Fight Club e The Curious Case of Benjamin Button) e são sempre alguns dos mais interessantes projectos das carreiras de ambos.
Seven é um excelente thriller e um clássico moderno e a primeira prova de que Fincher tem talento para filmes diferentes e interessantes. Um dos favoritos da casa.

Destaque para os geniais créditos iniciais e para o brilhante final...

Classificação:
*****

Ciclo David Fincher #1

Alien 3 (1992)

A produção de Alien 3 é vista como uma das mais complicadas de sempre. Depois de Vincent Ward sair do projecto devido a discordâncias criativas (a sua visão era algo interessante mas mais artística do que comercial), a Fox decide contratar Fincher, na altura um estreante na realização de longas-metragens. No entanto, apesar de toda a pressão e de este ser o seu primeiro trabalho no cinema como realizador, Fincher não permitiu que o estúdio o tratasse como um realizador por encomenda e decidiu tentar fazer o filme que queria, apesar de ter tudo contra si: a já referida pressão do estúdio, a aparente inexperiência, uma data de estreia cada vez mais próxima e o facto de começar a produção com um argumento inacabado.
O resultado é este Alien 3, um filme que saiu-se razoavelmente nas bilheteiras americanas e bem nas internacionais mas que foi mal recebido pela crítica e por muitos fãs da saga Alien, apesar do filme ser agora um objecto de culto e ter uma grande base de fãs. No entanto, apesar dos seus problemas e das suas dificuldades de produção (e do facto do estúdio ter mexido com a montagem final), este terceiro capítulo da saga é bastante interessante e uma boa adição à história de Ellen Ripley.
Quanto a Fincher, podemos ver aqui alguns dos aspectos que fariam parte da sua filmografia: ambiente escuro e violento, uma realização muito visual, uma boa direcção de actores, etc.
Uma boa estreia, apesar de todos os problemas e de várias ideias interessantes terem sido deixadas de lado.

Classificação:
***/5

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A semana de David Fincher no Movie Wagon


O Movie Wagon tem andado relativamente calmo nos últimos tempos devido a falta de tempo. No entanto, o filme do mês do nosso espaço aproxima-se: Millennium 1: The Girl With the Dragon Tattoo, de David Fincher.
Até à estreia do novo filme de Fincher, marcada para o próximo dia 19 de Janeiro, o Movie Wagon vai realizar uma pequena retrospectiva dedicada ao realizador, onde iremos rever todas as obras anteriores. A retrospectiva culminará com o seu novo filme. Entretanto, num dos próximos dias, deixaremos aqui o nosso Top 5 de David Fincher.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Os 5 melhores de... #3

Com a estreia de Moneyball esta Quinta-Feira, vamos revelar quais são, na nossa opinião, os cinco melhores filmes protagonizados por Brad Pitt. Relembramos que, com Moneyball, Pitt tem recebido bastantes elogios e prémios e é um dos favoritos ao Óscar de melhor actor.

 1 - Inglourious Basterds

2 - Fight Club

3 - Seven

4 - The Tree of Life

5 - 12 Monkeys

domingo, 18 de dezembro de 2011

Os 5 melhores de... #2

Com a estreia de Mission: Impossible - Ghost Protocol, decidimos rever aqueles que são, na nossa opinião, as cinco melhores interpretações de Tom Cruise.

1 - Magnolia (1999)
 
2 - Eyes Wide Shut (1999)

3 - Minority Report (2002)

4 - Collateral (2004)

5 - Jerry Maguire (1996)

Drive, de Nicolas Winding Refn (2011)

Vencedor do prémio de Melhor Realizador no último Festival de Cannes, Drive é um thriller acção bem construído e interpretado.
Sempre ao som duma banda-sonora contagiante e perfeita para o filme, Drive conta-nos a história dum duplo de cinema que serve também de condutor em certos assaltos. No entanto, após conhecer a sua vizinha, Irene, e o seu filho, a sua vida ganha novos contornos.
Com o regresso da prisão de Standard, o marido de Irene, regressam também os seus problemas: uma dívida enorme, ganha na prisão. Standard pede ajuda ao duplo mas as coisas correm mal e este rapidamente descobre que a sua cabeça está a prémio.
Nicolas Winding Refn (Valhalla Rising) presenteia-nos com uma realização impecável, sempre bem controlada, com excelentes planos e um bom domínio das partes técnicas. A montagem é bastante boa, juntamente com a bela fotografia. O argumento, apesar de não ser original, está bem construído, desenvolve muitíssimo bem a personagem principal e dá-nos ainda bons diálogos.
Outro dos grandes destaques são as interpretações: Ron Perlman mostra, uma vez mais, que é um dos actores mais subvalorizados da actualidade, Albert Brooks larga a sua via cómica e traz-nos um excelente mafioso (nomeado para Globo de Ouro para actor secundário de drama), Carey Mulligan é um bom par romântico para o protagonista, Ryan Gosling. Este último está simplesmente fantástico como Driver, uma personagem controlada e calma que vê o seu mundo desmoronar-se aos poucos, dando um excelente desenvolvimento à personagem, sempre bem representado por Gosling, num papel muito contido.
Destaque ainda para as cenas de acção, para os momentos em que os olhares e rostos dos actores substituem as palavras e para a banda-sonora.

Um dos melhores filmes do ano!

Classificação:
*****

Sessão da Meia-Noite #39

Resident Evil: Afterlife, de Paul W.S. Anderson (2010)

Alice consegue reunir um grupo de sobreviventes, de forma que possam destruir a Umbrella Corporation duma vez por todas.
Paul W.S. Anderson decide regressar à realização da saga, neste quarto capítulo da mesma. Milla Jovovich está também de regresso, ao lado de Ali Larter. O resultado acaba por ser o filme mais fraco da saga, com uma realização fraca e básica, cheia de momentos em câmara lenta, outros momentos "isto é tão fixe", mas que no seu todo acabam por falhar. Isto para não falar das formas descaradas de como atiram objectos às caras dos espectadores, devido ao efeito 3D.
Um filme fraco que continua a história algo desconexa da saga mas, no fim de contas, entretem e assume-se, para muita gente, como um divertido guilty pleasure.
Em 2012, estreia o quinto filme, com Anderson e Jovovich de regresso.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Sessão de Culto # 39

Brick, de Rian Johnson (2005)

Após o desaparecimento da sua ex-namorada, Brendan decide investigar o caso. Para tal, infiltra-se no submundo do crime presente na sua escola.
Brick é um film-noir com adolescentes, onde encontramos todos os aspectos que formam esse género: o detective, a femme-fatale, o vilão, um mistério perigoso, etc.. No entanto, a originalidade da obra de estreia de Rian Jonhson é o ambiente em que a acção se desenrola (filme com personagens adolescentes, faculdade, etc.), os diálogos e as próprias personagens. Para além disso, temos um elenco carismático, muito bem liderado por Joseph Gordon-Levitt.
Brick é uma produção independente que fez furor no Festival de Sundance em 2005 e revela-se uma lufada de ar fresco dentro do cinema americano recente. Uma obra que merece ser vista vezes sem conta.