Nesta área vamos apenas destacar as melhores bandas-sonoras do ano passado. Avisamos já que este top é relacionado apenas com filmes que vimos, excluindo então obras como A Single Man, que será visto brevemente.
Inception:
A música de Hans Zimmer é simplesmente brilhante na obra de Christopher Nolan. Consegue ser emotiva nas partes necessárias e estrondosa nas cenas de acção. Uma banda-sonora poderosa e merecedora de Óscar:
The Social Network:
Trent Raznor, dos Nine Inch Nails, e Atticus Ross criam, inesperadamente, uma das melhores bandas-sonoras de 2010. Perfeita para o filme, Raznor parece ser um dos indivíduos perfeitos para trabalhar com David Fincher. Vão voltar a colaborar no remake de Millennium, a estrear em Dezembro de 2011:
Kick-Ass:
Composta por vários temas não originais, a banda-sonora do filme de Matthew Vaughn dá um ritmo frenético às cenas de acção por si só frenéticas. Um dos melhores momentos é a faixa apresentada em baixo (peço desculpa pelo título bastante spoiler). Muito bom:
Scott Pilgrim Versus The World:
Um filme com a música de Beck presente acaba sempre por ter uma das melhores bandas-sonoras de determinado ano. O filme tem uma banda-sonora fantástica que merece ser descoberta. Fica aqui um dos melhores exemplos, Ramona:
Where the Wild Things Are:
Voltei a ser criança com esta obra de Spike Jonze e fiquei roído de inveja em não haver músicas destas quando eu era criança. Genial, emotiva... sem palavras. Banda-sonora perfeita:
The Road:
Warren Ellis e Nick Cave criam uma banda-sonora calma e tocante para este The Road. Aliás, tudo em que Nick Cave mexe é ouro e este trabalho não é excepção. Genial:
Up in the Air:
Jason Reitman é um dos melhores realizadores da actualidade e um dos que consegue arranjar excelentes bandas-sonoras para os seus filmes. Juno era um caso perfeito e Up in the Air não é excepção nenhuma:
Toy Story 3:
Porque quase todos os filmes da Pixar têm excelentes bandas-sonoras e este Toy Story 3 não foge à regra. Randy Newman regressa para a partitura e consegue auxiliar o filme nas suas aventuras e no final de levar qualquer adulto às lágrimas:
The Ghost Writer:
Roman Polanski regressa com este thriller excelente (do qual falarei em breve, já que só o vi esta semana) e junta-se a Alexandre Desplat para esta composição complexa e brilhante:
Shutter Island:
A nova obra de Martin Scorsese tem uma banda-sonora que ajuda bastante a criar o ambiente claustrofobico e negro do filme. No entanto, em certos momentos, temos algo mais melancólico e tocante como esta faixa que apresentamos em baixo, que surge em partes ao longo do filme e depois nos créditos finais. Brilhante!
Fica a nossa lista de melhores bandas-sonoras de 2010. Nos próximos dias, revelamos outra categoria nas várias listas que vamos fazendo ao longo deste mês. As categorias culminarão com os nossos melhores 10 filmes do ano passado, que serão revelados no final deste mês.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Sessão da Meia-Noite #20
Bloodsport, de Newt Arnold (1988)
O filme que lançou a carreira de Jean-Claude Van Damme, um dos heróis de acção mais populares da década de 90. O actor belga mostra aqui os seus dotes de artes marciais, num fime violento e que ganhou um certo estatuto de culto. Bastante apreciado pelos fãs do género, é considerado um dos melhores filmes do actor. E realmente é. O filme ganhou uma popularidade enorme na altura, dando origem a umas sequelas muito manhosas, sempre sem a presença de Van Damme. Destaque para a participação de Forest Whitaker. Um filme perfeito para o regresso nesta nossa rubrica.Retrospectiva F.C. #59
Star Trek, de J.J. Abrams
J.J. Abrams é uma das maiores mentes criativas de Hollywood: criou a série de espionagem Alias, foi um dos co-criadores de Lost, realizou Mission: Impossible III, produziu Cloverfield, um dos únicos filmes de F.C. de menção honrosa depois de The Fountain, e decide realizar este Star Trek, uma sequela/prequela da popular franchise da Paramount.Os fãs estavam com receio que Abrams estragasse tudo. A saga já tinha 10 filmes estreados, sendo que o último, Insurrection, foi um flop no box-office e mal recebido pela crítica e fãs. Agora, Abrams tinha uma super-produção em mãos, um elenco novo a encarnarem personagens míticas e a ideia de Reboot não agradava aos fãs, de forma alguma.
Inteligentemente, Abrams e equipa deram a volta à situação. Ao longo do filme, apercebemo-nos que temos aqui uma prequela para a saga mas ao mesmo tempo, uma sequela. Mais ainda, somos presenteados com a ideia de que este filme pode ser encarado como uma realidade alternativa em relação às séries e filmes já existentes. Para reforçar essa ideia, temos a presença de Leonard Nimoy como Spock.
A ideia foi bem executada e o êxito de crítica e de público foi enorme. O filme rendeu mais de 250 milhões no box-office americano, sendo o filme mais rentável da saga e um dos blockbusters de 2009. E foi o primeiro filme de F.C. a fazer mossa nesse mesmo ano, ano em que o género voltou a fazer furor junto da crítica e do público.
Amanhã, vamos continuar em 2009 e falar de District 9.
Inteligentemente, Abrams e equipa deram a volta à situação. Ao longo do filme, apercebemo-nos que temos aqui uma prequela para a saga mas ao mesmo tempo, uma sequela. Mais ainda, somos presenteados com a ideia de que este filme pode ser encarado como uma realidade alternativa em relação às séries e filmes já existentes. Para reforçar essa ideia, temos a presença de Leonard Nimoy como Spock.
A ideia foi bem executada e o êxito de crítica e de público foi enorme. O filme rendeu mais de 250 milhões no box-office americano, sendo o filme mais rentável da saga e um dos blockbusters de 2009. E foi o primeiro filme de F.C. a fazer mossa nesse mesmo ano, ano em que o género voltou a fazer furor junto da crítica e do público.
Amanhã, vamos continuar em 2009 e falar de District 9.
Sessão de culto #19/ Retrospectiva F.C. #58
Serenity, de Joss Wedon
2005. O ano em que estreia o último filme da nova trilogia Star Wars e dá ao mundo a origem de Darth Vader, uma das maiores personagens do cinema. E este filme é bastante aclamado pela crítica e consegue reconciliar os fãs com a saga. Ao mesmo, na televisão, a F.C. ganha força com o remake de Battlestar Galactica, sendo uma série muito aclamada e de grande qualidade, e Lost, a série que redefiniu o panorama televisivo, ao criar uma história digna de filme, cheia de mistério e excelentes momentos, inspirada em séries como The X-Files e Twin Peaks e em contos de Stephen King, etc. Enquanto isso, Stargate continuava em força na televisão, dando origem a um spin-off (e depois daria origem a outro). A televisão e a F.C. estão de mãos dadas, algo que não acontecia muitas vezes e que, neste momento, está novamente a desaparecer.No entanto, uns anos antes, Joss Wedon, criador de Buffy, The Vampire Slayer, cria uma série que mistura F.C. e Western. A crítica adora mas as audiências são baixas e a Fox cancela a série. Em pouco tempo, a série, Firefly, ganha uma enorme legião de fãs e, em 2005, a Universal estreia Serenity, o filme que dá fim à história de Firefly. Um filme feito para os fãs mas que agrada a um público maior.
Serenity foi um dos melhores entretenimentos de 2005. Joss Wedon realiza o filme e consegue criar, com relativamente pouco dinheiro, uma aventura de F.C. emocionante e cheia de acção, ao mesmo tempo que termina a história da série. Ao mesmo tempo, consegue apresentar as personagens e o seu universo a um público que desconhece a série.
Infelizmente, Serenity foi um filme bastante apagado no box-office. No entanto, tal como a série, o filme ganhou uma grande legião de fãs e é um dos últimos verdadeiros filmes de F.C. da década.
Em 2006, Darren Aronofsky estreia o grandioso (e dividido) The Fountain, um drama romântico que usa, de forma hábil, a F.C.. O filme divide o público e a crítica mas, para quem gostou, é um dos melhores filmes da década (para mim, um dos meus favoritos!) Não vamos dar um destaque maior ao filme (o seu próprio e merecido post) mas seria impensável não mencionar tal obra nesta nossa retrospectiva.
Sábado, vamos saltar para 2009, ano em que a F.C. voltou em força ao cinema. Foram vários os filmes do género que cativaram os entusiastas e a crítica, bem como o público em geral. O primeiro filme que vamos destacar desse ano será Star Trek, onde J.J. Abrams pega num material bem antigo e consegue dar-lhe a reviravolta necessária.
Serenity foi um dos melhores entretenimentos de 2005. Joss Wedon realiza o filme e consegue criar, com relativamente pouco dinheiro, uma aventura de F.C. emocionante e cheia de acção, ao mesmo tempo que termina a história da série. Ao mesmo tempo, consegue apresentar as personagens e o seu universo a um público que desconhece a série.
Infelizmente, Serenity foi um filme bastante apagado no box-office. No entanto, tal como a série, o filme ganhou uma grande legião de fãs e é um dos últimos verdadeiros filmes de F.C. da década.
Em 2006, Darren Aronofsky estreia o grandioso (e dividido) The Fountain, um drama romântico que usa, de forma hábil, a F.C.. O filme divide o público e a crítica mas, para quem gostou, é um dos melhores filmes da década (para mim, um dos meus favoritos!) Não vamos dar um destaque maior ao filme (o seu próprio e merecido post) mas seria impensável não mencionar tal obra nesta nossa retrospectiva.
Sábado, vamos saltar para 2009, ano em que a F.C. voltou em força ao cinema. Foram vários os filmes do género que cativaram os entusiastas e a crítica, bem como o público em geral. O primeiro filme que vamos destacar desse ano será Star Trek, onde J.J. Abrams pega num material bem antigo e consegue dar-lhe a reviravolta necessária.
Retrospectiva F.C. #57
Eternal Sunshine of the Spotless Mind, de Michel Gondry
Em 2004, Michel Gondry estreia esta comédia romântica misturada com F.C., escrita por Charlie Kaufman.Um casal separa-se e o nosso protagonista decide recorrer a um programa para apagar todas as memórias da sua ex-namorada. No entanto, é ao revê-las que recorda-se do quanto a ama e, dentro dos seus sonhos, tem de lutar para que os mesmos não sejam apagados.
Jim Carrey é o protagonista e tem aqui o melhor papel da sua carreira, ao lado de Kate Winslet, Mark Ruffalo, Tom Wilkinson e Kristen Dunst. O filme é uma das melhores histórias românticas do cinema recente e um dos melhores da década passada, com uma originalidade e criatividade brutais. E prova que o cinema de F.C. não precisa de misturar-se apenas com Terror e Acção mas que também pode fazer uma excelente parceria com a Comédia Romântica. E foi bom haver tal prova, sendo que em 2003 foi o ano das sequelas de Matrix, outro marco do género.
Sexta-Feira vamos para 2005. Não será a vez do último capítulo de Star Wars mas sim de Serenity.
Jim Carrey é o protagonista e tem aqui o melhor papel da sua carreira, ao lado de Kate Winslet, Mark Ruffalo, Tom Wilkinson e Kristen Dunst. O filme é uma das melhores histórias românticas do cinema recente e um dos melhores da década passada, com uma originalidade e criatividade brutais. E prova que o cinema de F.C. não precisa de misturar-se apenas com Terror e Acção mas que também pode fazer uma excelente parceria com a Comédia Romântica. E foi bom haver tal prova, sendo que em 2003 foi o ano das sequelas de Matrix, outro marco do género.
Sexta-Feira vamos para 2005. Não será a vez do último capítulo de Star Wars mas sim de Serenity.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Os melhores e os piores de 2010 - Posters
Hoje começamos com a nossa lista de melhores e piores do ano que terminou. Hoje começamos com os posters de 2010.
Todos os posters para este mau filme foram simples, péssimos e sem originalidade. Até parece que nem tentaram...
The Last Song
Para além da voz irritante e da extrema falta de talento de Miley Cyrus (para não falar do beicinho constante), a rapariga ainda fica 'desfigurada' no poster devido ao mau photoshop...
Falta de ideias levam a este tipo de poster simples e sem piada. O poster final também é um trabalho prodigioso...
Grande poster! Mostra as personagens todas numa salganha completa e é divertido, dando uma imagem do filme que apresenta.
Extremamente simples e bem executado, mostrando do que se trata o filme. Agora é ver se estreia entre nós...
Uma reconstituição do poster original, com boas cores e que é destinado a chamar o público em geral e agradar os fãs do primeiro filme.
The Social Network
A Sony fez um trabalho muito bom com o marketing do filme, desde o primeiro passando pelo trailer até chegarmos a este poster final.
Badass!!! O poster mostra a homenagem que o filme faz ao exploitation cinema, sendo ele também parte dessa homenagem. E a frase é muito boa.
Digam o que disserem, este remake do magnífico filme sueco é muito bom e o marketing há sua volta também. Exemplo disso é este poster.
Kick-Ass é um filme destinado a um público muito específico e o marketing fabuloso é prova disso. Aqui fica um dos vários posters dedicados ao filme, todos eles excelentes.
Inception
Não se sabia o que esperar de Inception. O mistério era grande e os posters ajudaram nisso: enigmáticos e muito bem executados. O grupo de posters do filme é todo ele do melhor que se viu em 2010.
Todo o marketing à volta desta nova aventura de Harry Potter foi bem pensado. No entanto, este Teaser das duas partes mostra bem o tom negro e sério que o final da saga terá.
Todos os posters de Black Swan deveriam aqui estar mas este é simplesmente genial. Palavras para quê?
Nos próximos dias teremos mais algumas temáticas diferentes para a nossa lista dos melhores e piores do ano passado. E tudo irá terminar na nossa lista dos melhores filmes de 2010. Esperemos que gostem e podem deixar a vossa opinião no sítio do costume.
Os piores
The Spy Next Door
The Spy Next Door
Vampires Suck
The Killers
Todos os posters para este mau filme foram simples, péssimos e sem originalidade. Até parece que nem tentaram...The Last Song
Para além da voz irritante e da extrema falta de talento de Miley Cyrus (para não falar do beicinho constante), a rapariga ainda fica 'desfigurada' no poster devido ao mau photoshop...Meet the Fockers
Falta de ideias levam a este tipo de poster simples e sem piada. O poster final também é um trabalho prodigioso...Os melhores
Toy Story 3
Toy Story 3
Grande poster! Mostra as personagens todas numa salganha completa e é divertido, dando uma imagem do filme que apresenta.Buried
Extremamente simples e bem executado, mostrando do que se trata o filme. Agora é ver se estreia entre nós...TRON Legacy
Uma reconstituição do poster original, com boas cores e que é destinado a chamar o público em geral e agradar os fãs do primeiro filme.The Social Network
A Sony fez um trabalho muito bom com o marketing do filme, desde o primeiro passando pelo trailer até chegarmos a este poster final.Machete
Badass!!! O poster mostra a homenagem que o filme faz ao exploitation cinema, sendo ele também parte dessa homenagem. E a frase é muito boa.Let Me In
Digam o que disserem, este remake do magnífico filme sueco é muito bom e o marketing há sua volta também. Exemplo disso é este poster.Kick-Ass
Kick-Ass é um filme destinado a um público muito específico e o marketing fabuloso é prova disso. Aqui fica um dos vários posters dedicados ao filme, todos eles excelentes.Inception
Não se sabia o que esperar de Inception. O mistério era grande e os posters ajudaram nisso: enigmáticos e muito bem executados. O grupo de posters do filme é todo ele do melhor que se viu em 2010.Harry Potter and the Deathly Hallows
Todo o marketing à volta desta nova aventura de Harry Potter foi bem pensado. No entanto, este Teaser das duas partes mostra bem o tom negro e sério que o final da saga terá.Black Swan
Todos os posters de Black Swan deveriam aqui estar mas este é simplesmente genial. Palavras para quê?Nos próximos dias teremos mais algumas temáticas diferentes para a nossa lista dos melhores e piores do ano passado. E tudo irá terminar na nossa lista dos melhores filmes de 2010. Esperemos que gostem e podem deixar a vossa opinião no sítio do costume.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Retrospectiva F.C. #56
Minority Report, de Steven Spielberg
2003. A nova década estava a começar a entrar na euforia dos filmes de super-heróis, especialmente depois do mega-êxito crítico e de bilheteira de Spider-Man, em 2002, ano em que saiu também o segundo capítulo da nova trilogia Star Wars, Attack of the Clones, outro mega-êxito. Já para não falar ainda de outro mega-êxito que foi Signs, o filme de M. Night Shyamalan e Mel Gibson em que é explorada a ideia de invasão extra-terrestre através da realização do realizador. E em 2003, Steven Spielberg regressa à realização e à F.C. com este Minority Report, um dos filmes mais aclamados desse ano e onde o realizador junta esforços com o actor mais rentável da altura: Tom Cruise.Baseado numa história de Phillip K. Dick, o filme conta-nos a história dum departamento policial que, num futuro não muito distante, consegue prever os crimes de forma a evitá-los, ajudando assim para um menor número de crimes. No entanto, o agente policial mais competente desse departamento prevê o seu futuro, em que será o assassino de um desconhecido, tendo assim de fugir à polícia e descobrir a verdade.
Spielberg pega na ideia de Dick e consulta vários especialistas da área para apresentar um futuro que poderá realmente existir daqui a 50 anos, ao mesmo tempo que cria uma excelente aventura de mistério, onde acompanhamos o protagonista e temos de descobrir a verdade sobre o caso. Ou seja, temos aqui uma aventura futurista misturada com uma história de investigação à antiga onde, pelo meio, somos brindados com alguns momentos de humor negro, cenas de acção e tensão, sempre bem engendrados por Spielberg e companhia.
Minority Report foi um êxito nas bilheteiras e é um dos melhores filmes de F.C. (e não só) da década passada.
Amanhã, vamos para 2004 e vamos acompanhar Jim Carrey numa aventura romântica do apagar das suas memórias em Eternal Sunshine of the Spotless Mind, de Michel Gondry.
Spielberg pega na ideia de Dick e consulta vários especialistas da área para apresentar um futuro que poderá realmente existir daqui a 50 anos, ao mesmo tempo que cria uma excelente aventura de mistério, onde acompanhamos o protagonista e temos de descobrir a verdade sobre o caso. Ou seja, temos aqui uma aventura futurista misturada com uma história de investigação à antiga onde, pelo meio, somos brindados com alguns momentos de humor negro, cenas de acção e tensão, sempre bem engendrados por Spielberg e companhia.
Minority Report foi um êxito nas bilheteiras e é um dos melhores filmes de F.C. (e não só) da década passada.
Amanhã, vamos para 2004 e vamos acompanhar Jim Carrey numa aventura romântica do apagar das suas memórias em Eternal Sunshine of the Spotless Mind, de Michel Gondry.
Retrospectiva F.C. #55
A.I. - Artificial Intelligence, de Steven Spielberg
Stanley Kubrick faleceu em 1999 e o seu último filme foi Eyes Wide Shut. Spielberg, grande apreciador do cineasta e um excelente contador de histórias decidiu pegar numa ideia de Kubrick que o realizador nunca havia conseguido levar ao ecrã e fê-lo, de forma a poder mostrar ao mundo a ideia de Kubrick ao mesmo tempo que lhe fazia uma dedicada e honesta homenagem. O resultado é este A.I. - Artificial Intelligence, um filme que é tanto de Spielberg como de Kubrick, com vários elementos de ambos os cineastas. O filme foi um flop nas bilheteiras americanas mas é uma grande história sobre um rapaz robot que ganha sentimentos humanos e decide procurar os seus pais.Com excelentes efeitos especiais, um bom elenco, uma boa realização e com uma visão algo original e triste do futuro, A.I. é uma das primeiras grandes obras de F.C. do novo milénio e um filme que deveria ser recordado mais do que é. Uma obra algo incompreendida vinda de duas das maiores mentes do cinema.
Amanhã continuamos com Steven Spielberg e o seu Minority Report, de 2003.
Amanhã continuamos com Steven Spielberg e o seu Minority Report, de 2003.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Retrospectiva F.C. #54
The Matrix, de The Wachowski Brothers
1999. A década estava a terminar. O género de F.C. não esteve nos seus melhores dias mas ainda teve bons exemplos de sucesso e criatividade. Pela televisão, tínhamos The X-Files (e o primeiro filme estreou em 1998) e Stargate, baseada no filme de sucesso com Kurt Russell. O paranormal estava no auge devido à série de Chris Carter que misturava F.C. com paranormal e terror. Aliás, uns anos antes, houve a polémica duma gravação duma autópsia a um extra-terrestre e da sua veracidade, algo muito motivado pela série. Pelo meio houve Independence Day, o filme série B mais caro e rentável de sempre que, juntamente com The X-Files, voltou a colocar o tema de aliens na ribalta. Tivemos ainda o remake da série Lost in Space, num fraco filme cheio de efeitos especiais e, em 1997, estreou ainda o quarto filme da saga Alien. Tudo para dizer que a década de 90 esteve rodeada de várias modas muito ligadas à F.C. mas que o género, por si só, apesar de estar ligado a estes casos de popularidade, tinha apenas alguns casos em que era favorecido (os filmes anteriormente mencionados na nossa retrospectiva mais alguns que tiveram de ser colocados de fora, como Strange Days, e as séries acima referidas são claros e excelentes exemplos). No entanto, em 1999, a F.C. estava em força.Era o ano do regresso de Star Wars ao cinema! O primeiro filme da nova trilogia da saga, prequela da trilogia original, era o filme mais aguardado de sempre e foi um dos maiores êxitos de bilheteira de sempre. No entanto, 1999 não o ano de Star Wars junto dos fãs de F.C. e dos críticos.
Phantom Menace foi recebido de forma morna pelos fãs e pela crítica. No entanto, estes ficaram satisfeitos com The Matrix, o filme criado pelos Irmãos Wachowski, grandes entusiastas de F.C., comics, anime, Kung Fu, etc. O filme teve um marketing extremamente apelativo em que era questionado o que era a Matrix. Claro está que toda a gente queria descobrir! O filme que antes tinha servido de ideia base para uns comics que seriam escritos pelos dois irmãos tornou-se num dos maiores casos de popularidade do ano. A crítica adorou o filme, o público também, os efeitos especiais eram inovadores e as cenas de acção muito executadas, para não falar da ideia refrescante e original que tanto debate criou entre os fãs, acerca da filosofia, religião e ciência presentes no filme.
The Matrix foi (e é) um filme bastante influente e um dos grandes exemplos de F.C. dos últimos 20 anos. Deu origem a duas sequelas mais fracas (embora o segundo filme seja ainda bastante bom) e criou um pequeno universo à sua volta, espalhado por videojogos, comics, internet, etc. O filme em si é um dos melhores do género, apelidado por muitos como o novo Blade Runner.
Depois do inovador e importante The Matrix, passamos para 2001, onde Steven Spielberg decide pegar numa ideia de Stanley Kubrick e realizar A.I. - Artificial Intelligence.
Phantom Menace foi recebido de forma morna pelos fãs e pela crítica. No entanto, estes ficaram satisfeitos com The Matrix, o filme criado pelos Irmãos Wachowski, grandes entusiastas de F.C., comics, anime, Kung Fu, etc. O filme teve um marketing extremamente apelativo em que era questionado o que era a Matrix. Claro está que toda a gente queria descobrir! O filme que antes tinha servido de ideia base para uns comics que seriam escritos pelos dois irmãos tornou-se num dos maiores casos de popularidade do ano. A crítica adorou o filme, o público também, os efeitos especiais eram inovadores e as cenas de acção muito executadas, para não falar da ideia refrescante e original que tanto debate criou entre os fãs, acerca da filosofia, religião e ciência presentes no filme.
The Matrix foi (e é) um filme bastante influente e um dos grandes exemplos de F.C. dos últimos 20 anos. Deu origem a duas sequelas mais fracas (embora o segundo filme seja ainda bastante bom) e criou um pequeno universo à sua volta, espalhado por videojogos, comics, internet, etc. O filme em si é um dos melhores do género, apelidado por muitos como o novo Blade Runner.
Depois do inovador e importante The Matrix, passamos para 2001, onde Steven Spielberg decide pegar numa ideia de Stanley Kubrick e realizar A.I. - Artificial Intelligence.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Retrospectiva F.C. #53
Dark City, de Alex Proyas
Em 1998, Alex Proyas (realizador do excelente The Crow) traz-nos este Dark City, um ambicioso projecto de F.C. com tons de filme noir. O resultado é um fracasso nas bilheteiras mas um dos melhores filmes do género da década. Sombrio, inteligente, original e extremamente bem realizado e pensado, Dark City é F.C. pura e um filme que tem ganho um estatuto de culto com o passar dos anos. Suportado ainda por um bom elenco (Rufus Sewell, Jennifer Connely, William Hurt, Kiefer Sutherland), o filme de Proyas é uma grande obra de F.C. e que merece ser (re)descoberta. E anda por aí uma Director's Cut interessante. Um dos meus filmes predilectos do género.Amanhã, vamos passar para 1999. No entanto, em vez de dedicarmos um espaço à febre Star Wars que se instalou nesse ano com a estreia do primeiro filme da nova trilogia, The Phantom Menace, vamos falar do filme que levou os fãs de F.C. ao rubro: The Matrix.
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