quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo de 2011

O Movie Wagon deseja aos seus visitantes e comentadores um feliz ano novo de 2011!!!

Retrospectiva F.C. #52

Gattaca, de Andrew Nicoll

Passado num futuro onde os geneticamente perfeitos são os que têm mais hipóteses de melhores carreiras, um homem com uma perfeição consegue assumir a identidade de alguém superior, de forma a tentar atingir o seu sonho de viajar ao espaço.
Escrito e realizado por Andrew Nicoll, Gattaca é uma bela obra de F.C. onde é examinado o aspecto de perfeição humana e as suas fraquezas.
Com um elenco de luxo liderado por Ethan Hawke e Uma Thurman, Gattaca é uma obra bem escrita e realizada, com uma excelente banda-sonora de Michael Danna e uma sensibilidade notáveis. Novamente, um mdos melhores filmes da década de 90 e um dos meus favoritos.

Amanhã e Sábado não haverá retrospectiva. No entanto, voltamos Domingo e o primeiro filme de 2011 desta nossa retrospectiva será Dark City, de Alex Proyas, um dos melhores da década de 90.

Retrospectiva F.C. #51

Twelve Monkeys, de Terry Gilliam

Baseado na curta-metragem francesa La Jetée e escrito por Janet Peoples e David Webb Peoples (este último um dos argumentistas de Blade Runner), Terry Gilliam estreia em 1995 este Twelve Monkeys, um filme com grande orçamento que não tem nada de comercial.
James Cole (Bruce Willis) viaja no tempo até à década de 90 para descobrir e impedir o exército dos Doze Macacos que irão lançar um vírus mortal que aniquilará grande parte da humanidade. No entanto Cole vai parar a um manicómio e lá irá duvidar da sua missão, da sua história e da sua sanidade mental.
Twelve Monkeys foi um êxito comercial e deu a Brad Pitt uma nomeação a Óscar de melhor actor secundário. Gilliam consegue criar uma obra de F.C. única e dá-nos um dos melhores exemplos do género da década de 90, uma década em que a F.C. não esteve em grande forma, com poucas obras relevantes para o género. Este Twelve Monkeys é um dos raros exemplos da altura e um dos meus filmes favoritos. E é engraçado que quando o vi pela primeira vez, em 1996, não gostei. Mas quando o DVD surgiu, não pensei duas vezes. Um filme que cresce dentro do espectador.

Quinta-Feira é a vez de Gattaca, um dos grandes filmes de F.C. dos anos 90!

Due Date, de Todd Phillips (2010)

Um arquitecto vai apanhar um avião para Los Angeles a tempo de estar com a seua esposa, na altura do nascimento do seu primeiro filho. No entanto, no avião, encontra certos problemas, muito derivados a um outro passageiro, um aspirante a actor que vai para Hollywood na companhia das cinzas do seu pai. Com uma proibição de voar, Peter (o arquitecto) vai ter de viajar de carro juntamente com Ethan (o aspirante a actor), o seu cão e as cinzas do pai, já que Peter não tem os seus documentos.
Muito comparado com o divertido Planes, Trains And Automobiles, de John Hughes, este Due Date foi um filme mal recebido pela crítica já que esperava-se um novo The Hangover, o mega-êxito do realizador. Tal recebimento frio por parte da crítica é algo injusto, já que Due Date nunca ser um Hangover. Aliás, Phillips quer criar um filme diferente do seu filme anterior e consegue-o de forma hábil, nunca tendo a mesma piada e frescura mas conseguindo ter mais coração que The Hangover.
No entanto, é verdade que com uma dupla como Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis, poderíamos ter algo com mais impacto. No entanto, a dupla de actores está extremamente bem e conseguem criar uma comédia bem conseguida onde, nas piadas que surgem, acertam em cheio. Só é pena não haver mais momentos desses ao longo do filme. Mas é notável que essa era a intenção de Phillips.
Due Date não é nem deve ser visto como uma nova Ressaca. Deve ser visto como um filme diferente e, nesse aspecto, consegue perfeitamente. Uma boa surpresa.

Retrospectiva F.C. #50

Terminator 2: Judgment Day, de James Cameron

1992. James Cameron tinha três filmes aclamados no curriculum e decide voltar ao filme que lhe abriu as portas: Terminator. Volta a recrutar Arnold Scharzenegger (desta vez o bom da fita, já que era agora uma super-estrela) e Linda Hamilton. E, sem ninguém estar à espera, cria uma das melhores sequelas de todos os tempos! (outra vez...)
Terminator 2 pegua na ideia do primeiro filme e desenvolve-a de forma hábil. Aliás, o filme pretende dar conclusão a vários pontos referidos no primeiro filme ao mesmo tempo que cria a sua própria história. Pelo meio, temos algumas cenas de acção bem conseguidas e várias questões relacionadas com viajem no tempo que são bem engendradas pelo realizador.
Termnator 2 foi um êxito de bilheteira e de crítica estrondoso. O filme tornou-se ainda uma obra influente dentro do género de acção e deu origem a duas sequelas mais fracas, sem o envolvimento de Cameron que, numa entrevista, chegou a dizer que para ele a saga Terminator terminara com o segundo filme, onde está tudo respondido e concluído. Uma obra importante para a F.C. e Acção e um dos melhores filmes do género.

Quarta-Feira, é a vez de Terry Gilliam e o seu Twelve Monkeys.

Retrospectiva F.C. #49

The Abyss, de James Cameron

Com apenas dois filmes, The Terminator e Aliens, James Cameron estava lançado. Mas o seu maior desafio até à altura foi este The Abyss (1989), uma grande produção que teve vários problemas, começando pelo facto de que a maior parte do filme foi filmado na ou debaixo de água. E tal coisa torna sempre uma produção muito complicada. A pressão foi muita, os actores também estavam cansados e a qualidade do filme poderia sofrer com tanta complicação. Mas tal não aconteceu. The Abyss é uma grande história de F.C., uma mensagem ecológica, uma boa aventura aquática, com um bom leque de actores e mais um exemplo da realização sempre segura de Cameron. O único problema do filme foi o facto de não ter sido estrondoso no box-office onde, depois de tanta complicação, esperava-se mais.
The Abyss é, como foi escrito acima, um bom exemplo de F.C. e aqui temos um dos primeiros exemplos dos efeitos especiais que iriam revolucionar a indústria cinematográfica. No entanto, a tecnologia seria melhorada para Terminator 2 (e não só).

Terça-Feira é a vez de Terminator 2: Judgment Day, ainda de James Cameron.

Retrospectiva F.C. #48

They Live, de John Carpenter

Depois do desaire comercial de Big Trouble in Little China, John Carpenter decidiu largar os grandes estúdios e os seus orçamentos e voltou ao cinema independente. Carpenter tinha contrato para mais dois filmes com a Universal e daí surgiram Prince of Darkness, um filme de terror e, no ano seguinte (1988), este They Live, um filme de F.C. e Acção que serve de sátira ao consumismo e à política de Ronald Reagan, o presidente americano da altura. Carpenter acaba por criar uma das mais melhores e mais originais sátiras políticas do cinema. Para além disso, o filme contém uma das mais longas, divertidas e estranhas lutas de sempre, entre Roddy Piper e Keith David.
O filme tem os seus problemas mas nunca se leva (nem deve ser levado) a sério, com uma premissa como estas: um homem descobre que o planeta Terra está a ser habitado por extra-terrestres e que implantaram mensagens subliminares em todo o lado. Os extra-terrestres e as tais mensagens apenas podem ser vistas através duns óculos de sol especiais.
Divertido, cheio de acção e com a marca registada de Carpenter, They Live é um exemplo perfeito da F.C. da década de 80 e um grande filme de culto.

Segunda-Feira voltamos ao cinema de James Cameron, com The Abyss, uma obra de produção difícil mas de grande qualidade.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Retrospectiva F.C. #47

Aliens, de James Cameron

1986. Depois do êxito de crítica e de público de Alien (1979), a Fox estreia a sequela. Ridley Scott foi trocado por James Cameron, lançado por The Terminator, dois anos antes. E que bela troca! Enquanto que Scott criou um hábil jogo de suspense e claustrofobia, Cameron pega nesses elementos e adiciona a acção de cortar a respiração! O realizador traz-nos assim uma sequela perfeita e totalmente diferente do filme original, enquanto que consegue, ao mesmo tempo, ser um produto fiel ao seu antecessor. Se a obra de Cameron é superior à de Scott? Muitos dizem que sim mas a resposta evidente, na minha opinião, é não. Se não houvesse a obra de Scott, provavelmente este Aliens de Cameron não existiria. E Scott criou o ambiente e universo e Cameron conseguiu expandi-los. São duas obras distintas e de grande qualidade! Aliás, como filme de acção, Aliens é um dos melhores de sempre! E como sequela, é uma das melhores de sempre!

Aliens foi um grande êxito nas bilheteiras, o filme mais rentável de 1986. A crítica foi unânime com o filme e Sigourney Weaver foi nomeada para Óscar, algo extremamente difícil num filme deste género. A qualidade do filme, do argumento, das interpretações e da realização foram reconhecidos por todos e até o público feminino apreciou o filme, tendo em conta que Weaver é aqui uma autêntica mulher de armas, mais dura que muitos supostos heróis de acção do grande ecrã! E tornou-se num grande símbolo cinematográfico para as mulheres, justamente!

Aliens é um dos grandes clássicos de acção e F.C., um filme que ainda hoje é lembrado, apreciado e descoberto. Um marco dos dois géneros que deu origem a duas sequelas que muita polémica geraram mas que, independentemente das opiniões, moldaram a F.C. e que são, bem vistas as coisas, duas sequelas inferiores mas muito boas, completando uma das melhores sagas da história do cinema.

Dia 24 e 25 não haverá retrospectiva nem actualizações no nosso espaço. Assim sendo, estamos de regresso dia 26, Domingo, com mais um filme para este nosso especial que terminará com a estreia de TRON Legacy, a 13 de Janeiro. O nosso próximo filme será They Live, de John Carpenter, estreado em 1988.

Portanto, até dia 26 e, até lá, um muito bom Natal para todos os nossos visitantes, comentadores, leitores e fãs, se tivermos alguns. Bom Natal!!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Scott Pilgrim Vs. the World, de Edgar Wright (2010)

Baseado nas graphic novels de Bryan Lee O'Malley, Edgar Wright (Shaun of the Dead, Hot Fuzz) realiza a sua terceira longa-metragem, um filme que está destinado a objecto de culto.
Scott Pilgrim é um adolescente que faz parte duma banda e conhece Ramona, por quem se apaixona rapidamente. Quando começam a andar juntos, Scott descobre que tem um obstáculo enorme pela frente: tem de defrontar os sete namorados maléficos de Ramona.
Michael Cera encarna Scott Pilgrim na perfeição mas a verdadeira estrela do filme é Edgar Wright, pela sua realização hiper visual e criativa. Wright consegue criar um festim visual, para além de criar vários momentos de bom humor e de acção. Para além disso, o realizador consegue fazer algo difícil: criar o melhor video jogo em cinema, com material baseado numa graphic novel!
Scott Pilgrim está recheado de referências aos video jogos, cinema, televisão, etc., algo bastante vulgar no cinema de Wright e que é sempre utilizado de forma refrescante e inteligente. Para além de tais referências, temos a já referida experiência visual, algo tão criativo que não sai da cabeça do espectador tão facilmente.

Scott Pilgrim Vs. the World é um filme indicado para um tipo de público específico, não sendo exactamente uma obra comercial como se possa pensar. O filme de Wright toma a atitude de 'ou gostas ou não gostas, se não gostares não quero saber'. Mas, verdade seja dita, é impossível não de gostar desta obra do realizador.
O único problema de Scott Pilgrim não tem a ver com o filme em si mas com a distribuição cá em Portugal: estreado com vários meses de atraso (um mês depois do lançamento do DVD e Bluray nos Estados Unidos), a distribuidora ainda estreia o filme em apenas 3 salas em Portugal inteiro, duas em Lisboa e uma no Norte, com pouca publicidade ao filme e sem dar hipótese ao filme de ser descoberto por um público que não seja só o que já quer a obra. Para além disso, depois duma semana de estreia fraquíssima, na sua segunda semana de exibição o filme passa só a partir da sessão das 21 horas, cortando ainda mais as hipóteses de êxito menor que poderia ter, caso fosse tratado de forma decente. A distrobuidora deu a entender que Scott Pilgrim estreou em Portugal apenas como se fosse um favor aos fãs e interessados pelo filme, tratando um dos melhores filmes do ano como se fosse lixo. E convém dizer que, apesar de ter sido um flop no box office americano, não foi um fracasso assim tão grande para ter tal tratamento por cá. Especialmente quando temos filmes como Baton e Botas da Tropa a estrearem por cá com mais cópias. E convém assinalar que o filme desastre de Jessica Simpson foi directamente para DVD nos Estados Unidos, mas teve melhor tratamento em Portugal.

Voltando ao filme, Scott Pilgrim é, sem dúvida, um das melhores experiências cinematográficas e um dos melhores filmes do ano.

Retrospectiva F.C. #46

The Fly, de David Cronenberg

Remake do filme de 1958 protagonizado por Vincent Price, The Fly é uma das obras mais populares de David Cronenberg (é o seu filme mais rentável no box office) e uma das melhores obras de F.C./Terror dos anos 80.
A história é simples: um cientista cria um aparelho e, sem esperar, o seu ADN é misturado com uma mosca mosca, iniciando assim uma transformação no cientista.
Protagonizado por Jeff Goldblum, The Fly é violento, asqueroso mas extremamente bem realizado e uma grande adição aos dois géneros. Cronenberg está envolvido num filme de estúdio e não se deixa levar pelo orçamento maior nem pelas possíveis pressões, criando um filme muito próprio do seu cinema.

Amanhã vamos continuar em 1986 e vamos (re)visitar uma das melhores sequelas de todos os tempos, Aliens, de James Cameron. Depois, pausa de Natal.